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1 de janeiro de 2009

Desejos de Ano Novo

Uma semana sem escrever, mesmo sufocado pelo ritmo actual da minha vida, não é muito usual. Até poderia usar a desculpa do período festivo, agora terminado com o arraial esperado da passagem de ano. Mas não. A preguiça, acalentada pelo doce torpor do convívio familiar, de menus gastronómicos fartos e brincadeiras inócuas com as crias, aliou-se à fraca inspiração. Vai daí, 7 dias sem nada escrito. Shame on me...

Mas, confesso, não existe nenhum motivo crucial sobre o que escrever. Com o futebol em período sabático, as polémicas foram de férias. Pedro Henriques safou-se de ser linchado publicamente, como parecia ser intenção de meia dúzia de justiceiros de pacotilha, usando a imprensa como arma de arremesso contra o árbitro. As batalhas, nesta fase, resumiram-se aos habituais gabinetes de advogados, com as suas práticas perniciosas, dispostos a libertar Nuno Gomes do castigo de 2 jogos. Nada de novo. Muito menos de preocupante. Provavelmente, o capitão encarnado até se safará, face à pressão mediática e aos tentáculos do polvo que tudo controla. Mas nem isso nos afecta. A "qualidade" futebolística do dito cujo é conhecida...

Quanto aos habituais desejos de Ano Novo, uma espécie de ritual comum no início do novo ciclo, resumem-se ao esperado:

- Que Maio seja um mês de alegrias contínuas. O Tetra comemorado efusivamente na Avenida dos Aliados, emblemático local de romaria da festa azul e branca;

- Que se assista, no decadente e obsoleto palco do Jamor, à redenção da última final perdida, com o troféu a ser erguido pelo nosso capitão;

- Já que estou numa onda de desejos, com os sonhos a permitirem qualquer fantasia, que tal a cidade italiana de Roma assistir à consagração de Jesualdo e seus pupilos, na final da Champions? Impossível? Não existem impossíveis em futebol. Improvável sim, mas...

- Que as amadoras nos proporcionem novo ano repleto de troféus. Se no andebol e hóquei as expectativas são de cumprimento esperado, o caos em que está transformado o basquetebol portista, após a saída de Alberto Babo, tornam o seu desiderato uma tarefa hercúlea.

Quanto ao resto, e na impossibilidade prática dos nossos inimigos figadais serem todos atropelados em passadeiras, resta-me apenas desejar que tenham um ano de excruciante frustração. Algo, aliás, a que já estão habituados.

26 de abril de 2008

Para ganhar...

O fim-de-semana futebolístico, cheio de jogos interessantes, por cá e por essa Europa fora, coincidiu com as comemorações do 25 de Abril, altura do ano em que sacramentalmente temos que levar com os militantes do PCP e do BE e as suas palavras de ordem, gastas de tanto uso, o seu reaccionarismo de vanguarda e, claro, as boinas.

Enquanto alguns gritam, de megafone na mão, os chavões políticos de sempre, o debate principal foi, pasme-se, sobre o Porto. E sobre a constituição do seu onze base.

Descontando as idiotices costumeiras, ressalvando que os azuis e brancos gerem o plantel da forma que melhor entenderem, sem interferências externas, os portistas sabem que a equipa joga sempre na procura da vitória, mesmo quando nada está em disputa. Hoje, pese a preferência dos adeptos, na luta pelo 2º lugar, ser notoriamente o Guimarães, os comandados de Jesualdo continuarão a honrar a camisola que envergam...

Fazendo fé na imprensa diária, a revolução no onze inicial será, para sossego de muitos, comedida. Apenas uma mera gestão de esforço, com algumas das pedras nucleares a descansarem. Lucho, Bosingwa e Paulo Assunção terão um merecido repouso, com a final da Taça já a pairar no horizonte próximo.

A minha equipa para hoje: Ventura «cap.»; Paulinho, André Pinto, Tengarrinha e Stephane; Ricardo Dias, Graça, Marco Aurélio e Josué; Miguel Galeão e Farías.

Posto isto, logo pelas 18 horas, assistirei a um jogo atípico. Não me refugio em lugares-comuns, ou em frases políticamente correctas. Quero que o Guimarães fique em 2º lugar, dando uma bofetada de luva branca aos pretensos grandes de Lisboa. Se para isso os vimaranenses tiverem que somar os 3 pontos no jogo de hoje, que assim seja. Infelizmente, tenho sérias dúvidas que o consigam. Este Porto, mesmo retocado, já provou o que vale. Que o digam o Boavista e o Setúbal...

ps: Valha-nos a televisão pública que entendeu oferecer um momento burlesco para aliviar o tédio da programação: Otelo Saraiva de Carvalho a falar de democracia e de respeito.

20 de abril de 2008

Dia de clássico

Hoje é dia de clássico. O Dragão recebe o Benfica. Ou, pelo menos, o que resta da caricatura da equipa presidida pelo inefável Orelhas. Pomposamente, com a arrogância costumeira, o incontinente presidente dos encarnados dissertava, no início da temporada, sobre a "imensa" qualidade do plantel à disposição do seu treinador...

Bastaram apenas algumas semanas para todos, sem excepção, se aperceberem de que o presidente com os maiores apêndices auditivos do País tinha novamente perdido uma excelente ocasião para estar calado.

O clássico não terá, pela classificação actual dos encarnados, a carga emotiva de outros tempos. 21 pontos separam humilhantemente o tricampeão nacional e o actual 4º classificado, vindo de duas estrepitosas derrotas...

Silvio Cervan, um excomungado da política que descobriu um abrigo dourado no futebol e na bajulação a Luis Filipe Vieira afirmou, peremptoriamente, que o jogo de hoje é importante...para o Porto.

Ressalvando a estupidez inerente a qualquer opinião veiculada pelo ex-político, o jogo de hoje é extremamente importante...para o Benfica. À procura, desesperadamente, de pontos que lhe permitam ainda ombrear com o Sporting e Guimarães, os encarnados vivem um momento de enorme tensão, como se viu na despedida da equipa do Centro de Estágios, alvo da fúria de alguns adeptos...

Sabendo já que os vimaranenses cederam um comprometedor empate em Coimbra, estes 90 minutos representam, por ventura, a última tábua de salvação para os encarnados, depois das eliminações sucessivas na Champions, UEFA, Taça da Liga e Taça de Portugal.

Como diz o ditado, no "Dragão mandam os que lá estão". Hoje, acredito, não será diferente. Ambiente de festa, numa comunhão espiritual entre adeptos fiéis e uma equipa qualitativamente muito superior a qualquer adversário interno, os azuis e brancos vestirão o fato de gala, procurando brindar os apaniguados portistas com uma vitória...

Contudo, pelo profissionalismo que sempre imperou no Reino de Pinto da Costa, a vestimenta adoptada não é sinónimo de falta de empenho. Será uma equipa confiante, dominadora, sabedora das suas potencialidades, mas respeitando sempre o espírito do jogo: jogar para vencer, sem desconcentrações infantis nem facilitismos primários. Antes da festa, está o trabalho. De manga arregaçada. Porque hoje, tal como sempre, é para VENCER!

A equipa apresentada será aquela que mais garantias deu a Jesualdo, no decorrer da temporada, restando apenas e só uma dúvida para a titularidade da baliza: Nuno ou Helton?

A resposta, depois das titubeantes exibições do português frente ao Setúbal, no duplo confronto, passará logicamente pela entrega da guarda das redes a Helton, desde que este esteja definitivamente recuperado das suas mazelas. O restante quarteto defensivo será composto pelo supersónico Bosingwa, pelo intratável Bruno Alves, pela frieza glaciar de Pedro Emanuel e pela eléctrico uruguaio Fucile.

No meio-campo, o trabalho de sapa fica entregue, como sempre, ao incansável Paulo Assunção, coadjuvado na tarefa pelo tatuado Raul Meireles, abrindo espaço aos passes aveludados do novo patrão: Lucho "El Comandante" Gonzalez.

No 4-3-3 habitual, as tropelias ofensivas ficam entregues à magia desconcertante de Quaresma, à rapidez de Tarik e ao instinto mortífero de Lisandro.

14 de abril de 2008

Roubos...Rebu"Sado"s...e Taça!

A habitual antevisão dos jogos do Porto, por Bruno Rocha...

Concomitantemente e propositadamente após os festejos e celebrações na Alameda propus-me a um afastamento para com a realidade bipolar da Bwin. De um lado uma equipa competente, organizada, recheada de valores técnicos e individuais onde em alta rotação se transforma amiúde num rolo compressor sob um qualquer relvado deste País a beira-mar plantado. No outro pólo que nem sempre oposto a gritaria e useiro histerismo de quem quer mas não consegue ombrear na luta pelo lugar cimeiro de uma tabela que ousa cada vez mais patentear novos emblemas em lugares ate aqui destinados a lutas menores mas que permitem o encaixe de alguns cobres.

Perante a macrocefalia de gigantes adormecidos, exultam os Davids, férreos conquistadores com hercúleas bases genéticas de lutadores inveterados, gentes de vibrantes e extenuantes fôlegos habituados a dobrarem a força das ondas para sob intempéries ou abruptos raios solares trazerem o sustento para o lar. Faz-se destas e de outras estórias ano após ano o nosso campeonato sem que o argumentista de tal guião tenha a congruente capacidade de fugir aos habitués casos de polícia ou roubos de igreja. Na verdade em ano em que o debate sobre a insegurança que habita a nossa sociedade este em voga, foram muitos os assaltos, os carjackings sem recorrer ao tradicional autocarro que se observam em alguns palcos da nossa liga.

Na catedral bem ao jeito do spot publicitário bancário, chamem a policia que eu não jogo, o chamado assalto aos bolsos dos sócios e patrocinadores na ilusão de alimentar a melhor equipa da última década. Ele foram roubos por esticão onde qualquer adversário cuja intenção fosse esticar o jogo para a área ofensiva se garantizava em sair com um pontinho no bornal, onde até os ciganos tiveram direito a vender em tal palco de feira de vaidades o seu produto de marca “trivela” sem que a Asae pudesse autuar e confiscar tais predicados. Os viscondes mais altivos depois de em outros anos terem alimentado no seu terreiro algumas bocas, este ano depois de casa roubada trancas à porta, tal qual debutantes os leões saíam em grupo do seu covil mas perante um qualquer gang do futebol sucumbiam, vendo-se despojados dos atributos que fizeram perigar o titulo transacto dos Azuis e brancos.

Sem grande correlação serve ainda assim este monólogo interior para congeminar e antever a meia-final a beira Sado. Depois de Jesualdo ter dado minutos a 2ª linha Azul, um rebuçadinho, a quem ajuda as 1ªs escolhas a serem melhores sem detrimento da filosofia do futebol Draconiano, ainda assim não abdicou de algumas pedras base e que conferem agilidade de processos as transições e rotinas, sendo por isso o sector defensivo o mais afectado onde só a meio tempo os laterais sobreviveram à mudança, rotatividade e cuidados de poupança com vista ao objectivo Taça.

Se é verdade que os sadinos criaram o habitue de constantes presenças em finais de Taça, tendo inclusive vencido a estreante Taça da Liga e onde nas últimas 3 edições da festa do futebol ganharam ao Benfica tendo perdido frente aos Dragões na sua 2ª consecutiva final, seria o bis!!! … O Dragão alienou novo troféu fazendo a dobradinha. Na noite de 3ª feira e após o ensaio de estratégias e tomando por conta o resumo televisivo que assisti, a 1ª impressão é que será preciso o melhor Porto para nos levar ao Jamor, será de certo preciso um futebol mais “Tri”turante, capaz de logo a raiz manifestar intenção de cortar as veleidades ao um Setúbal que fará deste embate não o jogo do ano mas onde depositam enormes esperanças de culminar a época de forma quase inigualável e sem precedentes históricos.

Carvalhal um técnico da nova geração um pós Mourinho em quem muitos depositam confiadas boas venturas não só ao serviço dos sadinos mas até ao leme de outros emblemas procura também ele a sua 2ª final, depois de com o Bebés Matosinhenses se ter estreado nessas lides. Astuto na estratégia, competente na liderança dos valores que operam na manobra do seu Setúbal são inegáveis os méritos, reabilitou alguns jogadores e ate consentaneamente as contas do clube Sadino e promete vender cara a eliminatória. O Vitoria não se remete a uma defesa profiada, conta com uma linha média laboriosa e com laivos de requinte técnico, na frente ofensiva o expoente máximo é Pitbull, sagaz na hora de atirar a baliza adversaria põe em sentido qualquer ultimo reduto, sendo muito e bem coadjuvado por B.Gama outra seta apontada a baliza forasteira.

Mais que falar nos atributos e qualidades que despontam na equipa vitoriana é bom que os Azuis e brancos se mostrem conscientes das dificuldades e ao contrário do que o treino das grandes penalidades indica a eliminatória não seja decidida nessa lotaria, o Mister dos azuis por certo fará alinhar o Onze tipo, sendo que neste intervalo de tempo que medeia a escrita e o inicio da partida só Helton e Quaresma se debatem com algumas debilidades físicas, passíveis contudo de recuperação. Os Dragões pela voz do artilheiro mor, sabe do objectivo e da crença dos adeptos em obter esta final, afiança estarem concentrados e confiantes de que não são dados a falhar nos momentos cruciais e que o embate desta 3ª feira em nada de assemelha ao da partida do ultimo sábado. Bosingwa qual prelector e encartado do nosso futebol põe a tónica nos detalhes como factor determinante do resultado final, aguardo pois que nesses detalhes se incluam vontade, garra, e futebol para que as nossas cores invadam em Maio o Estádio Nacional.

Para culminar um ultimo apontamento sobre o dono do apito, Pedro Proença de seu nome não me augura nada de positivo e com certeza vos digo que este Sr. auspicia interferência com o jogo que se segue para a Bwin…
A ver vamos se não vai haver caldinho para a recepção ao Benfas.

Bruno Rocha

3 de abril de 2008

Ninguém!...Nada!...Nunca!

Depois de um breve interregno, o Bruno Rocha está de volta às antevisões dos jogos portistas. Desta feita, disserta sobre aquele que poderá bem ser o jogo do título. Pelo menos, um deles:)

"Ninguém…nada….nunca!!! Assim tal e qual, na semana do Tri. Firmes escorreitas as palavras, inseridas nas mais comuns frases, todas elas andam ditosas de boca em boca. Ninguém cuja religião seja o Azul e branco duvidou que seriamos campeões…Nada me faria prever no princípio que o passeio fosse tal que mesmo com a revolução no Apito, Abril veria o fim das aspirações rivais…Nunca mais é Sábado!!!!...

Quando no Restelo Lucho disparou para a vitória, no íntimo de cada Dragão acelerou-se o espírito de conquista. Os adeptos em perfeita comunhão com os seus heróis e o autocarro Azul grassava em euforia e partia rumo ao Norte…

Talvez por essa altura estivesse já a ser congeminado o envio postal das notas de culpa para a Alameda com o propósito único de ferir os preparativos e ensombrar mais um titulo. Fruto de uma inatingível justiça, que avança para lá da mais invulgar condenação persecutória, sem factos transitados em julgado ou com inteligíveis julgamentos sumários onde o livre exercício do arbítrio são mais que os factos consumados, neste campeonato não há Apito de cor alguma que abone de forma contraria aos nossos méritos e mais valia patenteada Sine Die.

Muita tinta vai correr, muita barbaridade se ouvirá o semblante atroz de muitos dará lugar ao infame regozijo pelo entrelaçar de factos que atentam contra o FCPorto e seu Presidente, mas Sábado no Dragão só um intuito nos move, abafar com a nossa incessante vontade, cânticos audíveis, esses ecos e fazer deste Porto Campeão. Dito assim até parecem favas contadas, faltam ainda 90 minutos, pela frente até temos como adversário um oponente tão ou mais difícil de vergar que a justiça portuguesa…

Uma espécie de besta negra dos tempos modernos, talvez o emblema que mais nos tem feito sair do registo de seriedade e competência e nos crava fundo memórias que não nos enchem de orgulho. Quando na 1ª volta nos deram a provar o doce sabor de dois tentos de vantagem, logo tal e qual o adulto que rouba os rebuçados ao bebé, fizeram-nos amargar e perder 2 pontos. Nesse dia rebentaram criticas, os Mérdia do habitue apressaram-se a empolar o caso Bosingwa. Com as atrocidades que Anselmo havia protagonizado na época anterior no despoletar da crise de Inverno, conferiu a 1ª derrota caseira na Bwin 06/07 bem vivas, até se me arrepia a espinha pressagiar um mau desfecho para o embate frente ao Estrela da Amadora.

Os Amadoristas a viverem dias conturbados face aos meses de salários em atraso, tem no entanto a manutenção a salvo, e a não ser que haja alguma hecatombe vão subir ao palco do titulo cientes de que tem pela frente a espinhosa missão de fazer feliz este mundo e outro e adiarem o que é inevitável. Daúto conta entre as suas melhores armas as bolas paradas, Maurício é o seu franco atirador, fazendo também jus a envergadura eleva o patamar do jogo aéreo para níveis altivos capazes de provocar abruptas quedas, para alem do mais são uma equipa entretida na troca de bola, sagaz no seu elemento cru de velocidade onde pontificam Mateus entre outros. Fica pois a certeza que com os alforges desafogados de euros, só o brio e profissionalismo os fará prolongar o ânimo dos investidores e verem provavelmente a cor do dinheiro.

Resulta que para o dealbar da noite só um objectivo nos move, subir a varanda do Anfiteatro Azul, cantar, exultar e fazer correr Mundo a festa do Tri, confesso que importa pouco o desenho táctico, muito menos me preocupa se joga o mesmo onze do costume, se vamos ou não fazer exibição de gala e presentear as bancadas repletas com o melhor do nosso futebol, o único aspecto que acho verdadeiramente relevante é o estofo mental para logo no 1º ensejo, rematar para o titulo, sem macula, sem dó nem piedade.

A semana trouxe para além dos factos atentatórios de justiça, a renovação do Mister e trouxe também a Uefa ao Dragão, para receber e beber no nosso relvado aulas sobre o dom da trivela e arte de defender, Quaresma e B.Alves foram os eleitos para levar além fronteiras mais um produto made in Portugal e que só as cores Azuis parecem conseguir exportar. Como era no princípio, agora e para sempre, profetizando aquele a quem apelidam de Papa do futebol Luso o destino é mesmo ganhar.

Recuando ao início, ninguém será capaz de fazer esmorecer o título de Sábado à noite, nada mudará o meu orgulho de ser e sentir o espírito que o Dragão e as suas cores emanam em mim e nunca por mais que queiram nos abaterão.

O que não nos mata, torna-nos mais fortes!!!...E neste campeonato dos fracos não reza a história.

Bruno Rocha"

28 de março de 2008

Pastéis de Belém...

E quem não gosta do belo do pastel de Belém? Suculento, delicioso, criando aquela sensação de prazer gastronómico que transforma tudo, por momentos, em pedaços idílicos...

Usando o conhecido doce como analogia, na preparação do próximo Belenenses-Porto, existirão algumas semelhanças. Os Dragões estão a um breve passo da explosão sensorial, quando as rolhas de champanhe saltarem e os "vivas" e "hurras" se ouvirem audivelmente pelo País fora...

Mas, para isso, será necessário utilizar os sentidos todos. Exige-se um Porto racional, inteligente, que saiba o quão complicado pode ser o adversário, sobretudo no seu próprio reduto...

Descontando as derrotas de Benfica e Sporting no Restelo, dado que as mesmas não são por si só aferidoras de coisa alguma, tão paupérrimas/medianas são as exibições dos siameses da 2ª circular, os pupilos de Jesualdo levaram já um sério aviso, na forma do empate obtido no Dragão, decorria ainda a 1ª volta...

Um golo de Postiga, agora novamente proscrito na Grécia, serviu para atenuar o golo do empate, obtido pelo inevitável Zé Pedro, um centro-campista de enorme qualidade e coração. Passes aveludados, remates imparáveis, num reportório de fazer inveja a muita gente...

O clube da cruz de Cristo não vive, porém, apenas do génio e nervo de Zé Pedro. Por lá andam Silas, uma das primeiras descobertas de Mourinho, protagonista já de várias histórias de qualidade, Rodrigo Alvim e Rodrigo Amorim, atletas com qualidade acima da média, acompanhados de Rolando e Edson, curiosamente dois jogadores com histórias cruzadas com...o Porto...

Com o aproximar da silly season, essa época em que diariamente, dezenas de jogadores são colocados no plantel dos campeões nacionais, Edson e Rolando são falados como potenciais alvos da cobiça de Jesualdo. Será, por certo, mais um motivo de interesse para acompanhar o jogo...

O Porto, sabendo de antemão que o título é meramente uma questão matemática, jogará isento de pressão. Não sei se isso é bom ou não, mas a qualidade às ordens do treinador portista dá garantias para conseguir sair do Restelo com um sorriso de felicidade.

Depois do jogo da Selecção, com os restantes internacionais também envolvidos nos jogos das suas cores, Jesualdo recebeu a boa nova do regresso de Bosingwa, sendo por isso mais do que previsível que o internacional luso será titular, ficando apenas a dúvida sobre quem recairá a sentença da não titularidade: Fucile ou Cech, um dos dois verá o jogo sentado no banco de suplentes da turma portista. O uruguaio, a atravessar um período de menor fulgor, tem sido preterido em relação ao eslovaco...

Sobrará, com a mais do que certa titularidade de Helton, Bruno Alves, Pedro Emanuel, Paulo Assunção, Lucho, Meireles, Lisandro e Quaresma, a dúvida no tridente atacante. Quem acompanhará as investidas de Lisandro e Quaresma?

Tarik ou Farías? Se o argentino, novamente divorciado dos golos, garante uma presença permanente na área, o marroquino oferece uma velocidade de ponta, capaz de desequilibrar a defensiva contrária com os seus raides. Uma boa dor de cabeça para o treinador portista...

Um belo serão em perspectiva, vivido com a emoção de sempre, pese a descompressão que a larga margem pontual dá. A caminho do tri...

15 de março de 2008

Mare Nostrum...

Aqui, já se sabe, as antevisões dos jogos são dissecadas, com mestria, pelo Bruno Rocha. Desta feita, o Leixões-Porto esmiuçado com argúcia, tendo até direito a, pasme-se, Lusíadas!

“Assim fomos abrindo aqueles mares,
Que geração alguma não abriu
As novas ilhas vendo e os novos ares,
Que o generoso Henrique descobriu;
De Mauritânia os montes e lugares,
Terra que Anteu num tempo possuiu,
Deixando à mão esquerda; que à direita
Não há certeza doutra, mas suspeita.”
“Lusíadas, Canto V.”

Camões, intemporal, dá a tónica ao plantel Azul e branco, para mais um desafio, Sábado no Estádio do Mar uma rivalidade centenária, apaixonada e cheia de história, ou não tivesse sido feita pelas gentes que trabalham o Mar.

Assim, como à mais de quinhentos anos, o maior ícone da poesia transcrevia para o papel as façanhas dos nossos Descobrimentos, também os Portistas têm escrito páginas de Glória sobre importantes vitórias e caminhos alcançados em Portugal, Europa e Mundo.

A visita portista aos Leixonenses, agora retornados aos velhos palcos mas já habituado às lides da nossa Liga principal, deve ser encarada como mais um trilho a abrir, ultrapassar com classe e olhar para trás com o sentimento de objectivo cumprido e vitória alcançada. Para que tal aconteça, e para que as ditas garrafas de champanhe não ameacem expirar o prazo de abertura e jorrem na festa do Tri, Jesulado afiança fazer alinhar na baliza o dono e senhor das redes Hélton, Fucile e Cech nas linhas defensivas, direita e esquerda respectivamente (confinado o aspecto da lesão de Bosingwa, algo que deixa os adeptos azuis apreensivos/pensativos, é já a terceira paragem por lesão, e sempre pelas mesmas razões, seria bom rever a arquitectura do treino físico-muscular deste expedito lateral). Pedro Emanuel e Bruno Alves completam o eixo do último reduto. No meio campo devido a opção forçada, Bollati, (facto curioso jogou a titular no Dragão frente a este mesmo opositor aquando da 1º volta), entra ao que tudo indica em detrimento de Paulo Assunção, por força do 5º amarelo, Raul Meireles e Lucho encerram as vagas do meio campo. Na frente de ataque Jesualdo não vai em grandes ondas, pelo que se mantém o trio de ataque habitual (não, não é o das terças feiras à noite, bom programa diga-se), Quaresma na esquerda, Tarik na direita bem comandados pelo homem do leme artilheiro, o timoneiro de serviço, Lisandro. O Professor agora também Mestre salienta que "A equipa do FC Porto não vai mudar. Será a mesma, já que não faz sentido mudar o rumo, a linha de funcionamento, porque queremos ser campeões o mais rapidamente possível".

Avisada que está do poderio ofensivo do bicampeão luso, a equipa Leixonense não vai querer permitir facilidades nem veleidades, a viverem dias conturbados, envoltos num mar de criticas, o Mar matosinhense anda revolto, originando mudanças no comando técnico e no afundar do antigo capitão, a jogarem perante o seu público mais que os 3 pontos em disputa que os catapultaria para águas mais calmas, estará também em jogo uma rivalidade que nem 100 anos esmorece. Os bebés de Matosinhos de certo não vivem do passado mas vão querer agarrar-se ás memórias para tentar vencer o FCP, ou não tivessem já conquistado em 1961, no velhinho Estádio da Antas, a única Taça de Portugal do seu palmarés.

Maré cheia no Olival com as mais recentes chamadas de Lucho e Lisandro à selecção alvi-celeste e com a propalada, mas mais que justa renovação de um dos do núcleo duro dos futuros tri-campeões, Paulo Assunção, apesar de ir ver o jogo na bancada, a sua fidelidade ao emblema de todos nós, mantêm-se intacta, pelo que a boa nova recomenda mais três anos. A prata da casa vale ouro, e quem quiser levar um destes meninos (Bruno Alves, Lucho, Lisandro, Quaresma, Raul Meireles e Paulo Assunção), terá que abrir os cordões à bolsa.

Nova Praia-mar de cores Azuis se espera ao largo de leixões, depois do Bessa são esperados cerca de três mil adeptos, um número que pode subir perto da hora do desafio, uma vez que ainda há bilhetes disponíveis para público em geral. A vaga azul representa uma clara demonstração de confiança e apoio incondicional na revalidação do título nacional. Prevê-se ainda assim ligeira maioria de leixonenses nas bancadas, ainda que se saiba que entre a família do emblema de Matosinhos há muitos corações a palpitar pelo Dragão não sendo raros os casos de dupla filiação. Seja como for, o FC Porto sentirá o frio Atlântico em casa do seu anfitrião mas terá no calor de três mil fiéis adeptos combustível suficiente para mostrar o fogo do Dragão.

Bruno Rocha

8 de março de 2008

Lição...Sorriso!

Escrever após uma frustrante eliminação não é fácil. Felizmente a tarefa não me coube a mim. Por isso, a habitual antevisão do jogo do FCP vem, mais uma vez, pela pena do Bruno Rocha...

"Esperanças vãs, sorte madrasta, infortúnio do destino, malapata, revés ébrio dos Deuses da bola, por esses blogs, crónicas e apreciações ao futebol dos Dragões, mais que dirimir este ou aquele argumento a tónica assentou na vertente mais ou será menos pragmática de um jogo… a Sorte. Tal como eu muitos estarão ainda a digerir ou a tentar adocicar o travo amargo da 4ª feira milionária, sendo que o desporto rei não se compadece com mentes fracas, espíritos acossados pelo negativismo, não será menos verdade que esta eliminatória deixará por certo cravada na pele do Dragão marcas que não indeléveis poderão ressuscitar alguns fantasmas do passado. Até Domingo será tortuoso o caminho para o Olival, serão penosas e recatadas as horas ate que voltem a mesma relva onde sucumbiram face aos Bávaros. Trabalho hercúleo será o de animar as tropas para nova batalha agora numa frente de combate bem menos apetecível e onde este guerreiros se mostram fortes demais para os restante adversários.

Sem tempo para lamber feridas e retemperar forças, a Bwin trás ao Dragão os estudantes do nosso bem conhecido Domingos, equipa macia em momento defensivo, tem contudo curiosidades tácticas bem consentâneas com o trabalho do seu líder. A Briosa é uma formação que pressiona alto, faz subir o seu bloco e fruto desse avançar de linhas é uma equipa que leva 13 jornadas a fio a fazer golos, só por si sinal de que há que estar em alerta máximo no ultimo reduto para que a surpresa não irrompa e se mantenha inviolável a baliza que leva no anfiteatro azul perto de 1000 minutos sem conhecer um golo adversário. Os academistas ainda na luta desenfreada pela manutenção navegam ainda assim de forma desafogada e não fora a sua inexperiência e plantel jovem podiam ter uma mão cheia de pontos a mais que os que somam na tabela, somam 4 jornadas sem conhecer a derrota, e no pós mercado de inverno apesar de verem sair por regresso a casa mãe Hélder Barbosa, conseguiram ainda assim reforçar-se as custas do Fcporto, Edgar é agora o farol da frente de ataque estudantil e Luís Aguiar vai tendo mais oportunidades que as conquistadas na Reboleira.

A verdade é que mesmo com tudo isto os de Coimbra não sabem o que é vencer na cidade da Invicta, e salvo qualquer ressalva e melhor memória Pedro Roma é dos Guarda Redes mais batidos e que passam por maiores tormentos nas visitas aos Azuis e brancos, o que a somar ao autoritarismo e dinâmica de vitoria que este Porto tem apresentado a jogar intra muros nos remete para este ser um desafio que vem mesmo a calhar. Diz-me a experiencia que apesar de tudo hoje e nos tempos que correm já não há facilidades e apesar de não duvidar do sentimento portista de Domingos Paciência este não enjeitará por certo a oportunidade de ganhar e somar mais 3 pontos. Estes embates entre provas uefeiras, somados a dor do desaire é um pau de 2 bicos, se por um lado a melhor maneira de esquecer é voltar a jogar e o quanto antes, por outro o desaire confere sempre um esvaziar do balão da moral, das elevadas expectativas, que por vezes catapultam os jogadores para performances de superação pessoal.

É pois no meio desta dicotomia de pensares que me encontro face ao embate de Domingo, tal e qual como um tolinho no meio da ponte, não sei bem para onde penda o meu perspectivar da partida, com Bosingwa subtraído ao onze por força de nova lesão, com muitos dos habituais titulares esmagados pelas centenas de kms percorridos frente ao Schalke, com o Magic Gipsy entregue ao trinómio de bom, mau e vilão, Tarik e a cabeça apontada à Meca do desperdício, Farias a tentar desatar os nós das encruzilhadas do golo, sem saber o que vale em termos psíquicos um penalty falhado pelo artilheiro mor do campeonato, quase era tentado a dizer que para alem das vestes negras do onze, o fim de tarde domingueiro tem assim tudo para adensar ainda mais as nuvens negras de chuva que se prevêem cair a norte.

Invernia à parte, realisticamente e deixando de lado pesarismos exacerbados, creio que com maior ou menor dificuldade este obstáculo será ultrapassado, o Dragão sabe que tem o titulo na palma da mão e que lhe basta uma mão cheia de vitórias para desde logo confirmar o Tri, se este não for motivo suficiente para entrar de cabeça erguida então não serão dignos de envergar o emblema do Dragão. Com uma outra escolha dos onze por parte do mister Jesualdo, os estudantes habilitam-se mesmo a pagar a factura e a serem no relvado do Dragão as cobaias do Mestre para a lição que devolverá a todos os adeptos o sorriso. Aposto, e se fosse eu o detentor da autoridade de escolha para este jogo fazia subir ao palco Helton, Fucile, B.Alves, P. Emanuel, Cech, R. Meireles. P. Assunção, Lucho, Tarik, Lisandro e Farias….mas se bem vou percebendo o técnico das cores campeãs, vão ser outros a devolver-nos o sorriso.

Bruno Rocha"

5 de março de 2008

Dia D

Dia 6 de Junho de 1944. Normandia. Ali, na fria costa francesa, os aliados preparavam-se para reescrever a história. Uma tempestade de metralha e obuses aguardava, impaciente, para crivar corpos, ceifar vidas e manter, pela força, o perigo teutónico na Europa.

Dia 5 de Março de 2008. Porto. Estádio do Dragão. Os alemães, novamente, no caminho da felicidade. Duros, coesos, dispostos a tudo para, sofregamente, sobreviverem a uma batalha que lhe dará o passaporte para mais uns dias de esperança.

Do outro lado, envergando o manto sagrado, os cruzados dos tempos modernos. No coração, o emblema do Dragão, imponente e orgulhoso. Nos olhos uma fria determinação. Hoje joga-se grande parte da época. Hoje é a nossa batalha decisiva. Não poderá haver contemplações. Nem piedade. Hoje é para VENCER.

Diluindo um pouco o tom bélico expresso na apresentação da partida de hoje, no Dragão, decisiva para o apuramento para os quartos-de-final da Champions, os atletas portistas sabem, de antemão, que sofrer um golo os obrigará a um esforço hercúleo de recuperação. Será, sem dúvida, um jogo de nervos. De ansiedade. Mas, lá dentro, é esperado um Porto cerebral. Astuto. Paciente. Sabemos a qualidade que temos. Sabemos que somos melhores. É tempo de o provar!

A equipa que hoje subirá ao relvado, amparada por milhares de fervorosos adeptos, não será muito diferente da seguinte:

Helton, Bosingwa, Bruno Alves, Pedro Emanuel, Fucile, Paulo Assunção, Meireles, Lucho, Tarik, Quaresma e Lisandro.

Vamos a eles!

29 de fevereiro de 2008

Boa Vista...para o título!

Antevisão do derby tripeiro, por Bruno Rocha...

"Apesar da fase adiantada da época os Dragões e o seu “mestre” têm levado a água ao seu moinho no que ao encurtar de distâncias para o consumar dos objectivos traçados diz respeito, exponencia-se a expectativa face a eliminatória da liga milionária e com exibição “qb” os azuis e brancos agora militantes da gestão da preguiça qualificaram-se para as meias finais da Taça de Portugal onde apesar de o adversário competir em divisão inferior foi por momentos um Galo de crista bem alta.

Em jornada de derbies, só no Bessa há olho para o título. Consolidada a liderança na Bwin, fruto do desperdício pontual rival, mas resultado da tão apanagiada competência e congruente qualidade futebolística patenteada nos relvados Lusos. Com os azuis e brancos em cruise control para o Tri, as voltas à rotunda na Boavista são propicias a despistes e derrapagens. Ainda com a memória bem fresca do que foi a visita a tal reduto na transacta época, mais que o ensejo pelos 3 pontos, refuto por completo viver o sentimento depressivo causado pelo vexame então passado e com o Bi campeonato ali tão perto.

Os axadrezados a viverem nova época tumultuosa em termos directivos com evidentes reflexos na sua performance desportiva, têm contudo feito pela vida e no covil da pantera são apesar de tudo um adversário sempre de temer, não que o seu futebol seja um primor alias continuam a fazer da agressividade e do espírito de combate o seu cartão de visita, bem do agrado do pouco subserviente Pacheco. O mercado de inverno trouxe aos do Bessa alguma maior consistência e alguns reforços capazes de garantirem uma 2ª volta mais próxima e a altura dos pergaminhos das camisolas outrora apelidadas de esquisitas.

Expoente máximo individual do seu futebol Jorge Ribeiro, joga a dez, a médio interior esquerdo e até na defensiva pelo mesmo flanco é sem dúvida o playmaker do Bessa e aquele que mais temo, resultado do virtuosismo inapelável do seu pé esquerdo, exímio marcador de bolas paradas, os seu livres são autênticos mísseis teleguiados quando não são indefectíveis assistências para golo. São bravas as panteras e sabe-se como as equipas orientadas por J.Pacheco gostam destes jogos, habituados a bater o pé aos grandes, o embate frente ao arqui-rival citadino da Invicta, tem todos os condimentos para não fugir á regra de todas as estórias destes derbies.

Será um jogo de luta que estou convicto se decidirá não nos pormenores como é costume, mas na capacidade guerreira dos nossos artistas da zona intermediária e a capacidade audaz de remeter-mos os boavisteiros a tarefas primordialmente defensivas sem descurar nunca a velocidade de alguns dos interpretes adversários capazes de nos causar mossa em alguma táctica de futebol directo. Outro factor capaz de equilibrar a contenda será o Sr. do apito, um juiz de critério largo, benevolente e beneplácito no distinguir da agressividade e virilidade posta no relvado, fará os da casa sentirem-se como peixe na água, socorrendo-se assim de inúmeros subterfúgios para pararem a dinâmica ofensiva Azul.

Considero que depois da derrota na época anterior, Jesualdo tem obrigatoriedade de fazer mais e melhor, com a equipa no pleno das suas faculdades as escolhas pecam por difíceis em virtude do aumento de competitividade interna, na frente só Lisandro tem lugar assegurado, de resto Quaresma, Tarik e Farias lutam pelos restantes lugares do tridente isto se o mister não nos brindar com novo devaneio táctico ou agilizar nova poupança e rotatividade abrindo-se desta forma espaço a um retemperado Mariano. Se pelo centro do terreno Lucho goza do privilégio de estar na melhor forma desde que chegou ao Dragão, a Meireles e P. Assunção pede-se que não se escusem a embate algum pois será nessa nevrálgica zona que tudo terá principio e fim. Com Bosingwa a mostrar completa recuperação, subsiste a dúvida Fucile (atravessar um período de menor fulgor exibicional), recuperará a titularidade agora na esquerda???...

Em resumo, só um Porto ao seu melhor nível capaz de jogar a toda a largura do campo, tenaz da defesa da sua baliza passará incólume nesta visita curta mas capaz de fartos amargos de boca, tem também neste embate um óptimo teste ao avaliar de capacidades para o jogo da Champions e porque não assim deixar nas entre linhas um sério aviso aos bávaros sobre aquilo que é o nosso poderio.

Diz o ditado olho aberto e pé ligeiro, eu acrescento o resto do campeonato será um passeio.

Bruno Rocha"

23 de fevereiro de 2008

Paços Reais...

Antevisão do Porto-Paços de Ferreira, pela pena de Bruno Rocha, como habitualmente...

"Mal refeito da enorme desilusão que foi a Champions, tal partida achava eu, ditava o arranque de nova epopeia Azul na liga milionária, mais não foi que a chamada falsa partida, na resenha desportiva da semana europeia em terras de tenazes carvoeiros, tal como é conhecida a região bávara de Gelsenkirchen, o fogo do Dragão foi demasiado pobre para iluminar as hostes azuis, perdendo-se cedo demais nas minas e armadilhas próprias de quem tem de viver na mísera realidade da Bwin.

È talvez nesta convivência atroz do binómio de realidades que Jesualdo dá largas aos devaneios tácticos na ânsia de garantizar uma equipa menos insípida nos confrontos além fronteiras. Como que comungando com os que personificam o ideal de que este FCPorto estaria bem era na Liga Espanhola pois o actual cenário Luso é demasiado aburguesado para as necessidades especificas do futebol da alta-roda Europeia, a verdade é que o idealizado para a Europa se mostra bem menos próprio para consumo que os modelos internos.

De regresso a realidade interna será por ora tempo de afagar e sarar feridas, o regresso às vitórias quanto antes serão um bálsamo capaz de massajar o ego do Dragão. No caminho para o Tri os portistas recebem no seu anfiteatro a visita dos canarinhos da Mata Real, sábado junto ao cair da noite o Paços de Ferreira é o senhor que se segue. Os castores a fazerem um campeonato longe daquilo que ambicionavam, ainda mais depois do fulgurante trajecto na pretérita época onde carimbaram a estreia na Uefa, os comandados de José Mota (castigado não estará no banco a orientar a formação Pacense), vêem neste confronto um óptimo tonús para a reabilitação, prometem fazer das adversidades força anímica para de moral em alta arrancarem pontos que lhes permita a reabilitação na tabela e deixarem a convivência com os lugares de descida em definitivo.

Curioso é o discurso do adjunto pacense, como que procurando embalar Jesualdo e o Dragão, tecendo rasgados elogios à formação bicampeã sem deixar de alvitrar o incentivo a poupança de esforços e a rotação do plantel azul, escudando-se na almofada cómoda de pontos que o líder leva quando em comparação com os mais directos adversários. É bem verosímil que nada do que adiantou não fosse já sabido, mas dai achar que o tempo é de borlas só porque devemos direccionar todas as nossas atenções para o Schalke no reverter da eliminatória vai uma grande distância. O Paços tem por timbre ser uma equipa certinha, com espírito guerreiro bem a imagem do seu treinador, possui um bom keeper na defesa das suas redes, verdadeiras carraças na ora de defender, contam com alguns ciclistas na frente de ataque e são por si só um adversário capaz de fazer o Dragão suar as estopinhas para os levar de vencidos. Prova do que escrevo a eliminatória frente as galinhas onde apenas foram abatidos a custa dos remates certeiros da marca de penalty.

A última visita ao relvado portista saldou-se por um score desnivelado, provando que é uma conjuntura tacita de factores às vezes resulta em goleada, com Pepe a fazer de artilheiro bisando na partida os azuis e brancos brindaram a sua massa adepta com 4 golos que eu não me importaria nada de ver repetidos neste embate. Serão muitos os jogadores que repetirão a titularidade em comparação com essa partida

Confesso que apesar de não perspectivar grandes mudanças no onze azul tenho algum receio em adiantar o habitual bitaite sobre a constituição inicial da equipa, com Bosingwa recuperado a lateral direita estará entregue a seu dono, fica a dúvida se será de arriscar já a sua utilização, premente incerteza a luta pelo lugar no tridente ofensivo, com Quaresma intocável e Lisandro goleador o lugar em aberto é disputado por Farias que tem passado um pouco a margem dos jogos depois da veia goleadora demonstrada e por Tarik que lançado no decurso dos jogos tem sabido mexer com o jogo provando não ter perdido o comboio com a sua visita a CAN, esticando o jogo as faixas dinamizando e conferindo maior mobilidade à frente ofensiva azul, transpondo da teoria a pratica um dos pontos fortes dos Dragões, as tão famigeradas e da moda do futebolês, transições ofensivas.

Salvo melhor opinião não arriscaria Bosingwa, daria as laterais a Fucile e a Cech mantendo todo o restante figurino. O caminho faz-se caminhando é certo que o Tri é já ali mas convêm não dar passos em falso, se o panorama do campeonato permite exibições em passo débil e menos acertado, a seriedade e competência do futebol Portista não se coaduna com exibições que não sejam firmes na filosofia, habito saudável de conjugar o verbo ganhar.

Bruno Rocha"

14 de fevereiro de 2008

Bater na Madeira...para dar sorte!

Antevisão ao jogo de amanhã, para a Superliga, por Bruno Rocha:

"Ultrapassado novo interregno nas emoções da Bwin para ter lugar a festa da Taça na Sertã, sem grandes sobressaltos, e onde o mister azul e branco geriu esforço, cansaço e plantel sem se deter perante novas filosofias e sem detrimento daquilo que nos move a nós adeptos que é ganhar. Abre-se 6ª Feira, aquele que para mim não sendo um ciclo infernal é talvez o decisivo ciclo da temporada Azul no que de excepcional esta pode vir a ser. Já com Gelsenkirchen e o Arena Auf Schalke como pano de fundo das maiores ambições, os bicampeões fazem escala na Pérola do Atlântico.

Se a Madeira é um jardim o embate com os maritimistas não será flor que se cheire. Os Verde rubros são um sagaz adversário e o caldeirãoe o seu ambiente é habitualmente palco de nefastas adversidades para os Dragões. Presente na memória a última visita ao feudo de Alberto João, mãe da 1ª derrota quando em confronto com o Nacional, e ainda que à margem de superstições, recordo que 19ª jornada nos calha outra vez no dia semanal que antecede o Sábado e como tal fico bem mais periclitante sobre as certezas do desfecho final.

Aquando da 1ª volta o confronto entre os Leões da Madeira e os Portista ditava o líder da Bwin, volvidas 15 jornadas o cenário é algo diferente os comandados de Jesualdo mantiveram a bitola, ao invés os pupilos de Lazaroni menos fulgurantes e regulares foram averbando algumas derrotas e empates que os impedem de maior proximidade ao topo da tabela classificativa. Contudo os “madeirenses” não esqueçamos são uma equipa bem delineada, forte nas transições que privilegia a posse de bola, conta no seu seio um plantel experiente e mesmo que agora amputados de Makukula (curiosamente não jogou no Dragão por castigo), mantêm todas as características do seu futebol. Nem sempre vertical no atacar da baliza adversaria, são donos de um último reduto forte quer táctico quer em valores individuais, destaco Van Der Linden e Edigle bem como o guardião das redes, Marcos (quando engata é quase intransponível), repletos de jogadores, (Marcinho, Mossoró e Bruno entre outros…), na zona intermediaria que tratam a redondinha por tu, sempre guardados por fieis carregadores de piano será em ritmo de samba que os dos Barreiros se apresentarão de forma a manter acesa a chama da luta pelos lugares Uefeiros, eles que já por lá passaram em bom estilo e elogioso desempenho. Do Marítimo conhecemos muito, táctica e tecnicamente alicerçados no colectivo não fugindo muito ao que ainda este fim de semana apresentaram em Alvalade, pesa-lhes o facto de virem de um par de derrotas o que pode adensar a pressão e a inibição do seu melhor futebol.

Aos Dragões pede-se apenas mais do mesmo que tem sido corriqueiro, para obstar aos ritmos sambantes, contraporá um Porto compassado no Tango Alvi Celeste, pincelado com magia e criatividade cigana. Na véspera da Champions, este embate não se compadece com poupanças ou mecanização de estratégias a adoptar frente ao Schalke 04. Exige-se um Porto ambicioso, audaz no limite do seu rigor futebolístico a roçar a vertente máxima das sua capacidades, fiel ao 4*3*3, onde pontifiquem os aríetes Farias e Lisandro na busca do golo, sob a égide de Jesualdo os Dragões não têm dado ponto sem nó antes dos confrontos Europeus, não permitem veleidades aos adversários mesmo com importantes jogos em mira. Depois de nas duas saídas extra muros para a Bwin se terem quedado por outra tantas derrotas, a ilha será um bom teste a inegável subida de forma do futebol Azul, goleadores em casa os portistas tem-se mostrado frágeis fora do seu reduto no que a eficácia na finalização diz respeito. Os Barreiros são por tradição local de agrestes exibições azuis, a jogar em superioridade numérica já empatamos, do meio campo com remates mais dados a gestos técnicos de alívios defensivos resultam golos, etc….Na Madeira estará também, e a bisar no soar do apito e no dirimir das leis do jogo, Pedro Henriques, o major da condescendência e benevolência perante lances de penalty, e novamente à 6ª Feira!!!!... Por isso contra estes azares há que bater na “madeira”, (o Marítimo claro está!!!), pelo menos um golo, para afugentar fantasmas, superstições, para que a terceira seja de vez, bater que é para dar suerte e Salir a Ganar!!!!!

Com Bosingwa apeado graças as escolhas de Scolari, o onze do Dragão volta a sofrer alterações vendo-se privado daquele que é nos tempo de hoje o mais supersónico lateral, espaço assim para o regresso de Fucile à direita e oportunidade para Cech integrar os eleitos depois do jogo com os viscondes, no mais, e a menos que Jesualdo nos reserve alguma das suas habitués nuances tácticas tudo como dantes pois é preciso continuar a ganhar mesmo além Mar.

Bruno Rocha"

8 de fevereiro de 2008

A caminho do Jamor...

E o caminho para o Estádio de Oeiras, aquele mausoleo antigo e obsoleto, sem as mínimas condições de segurança e com um conforto idêntico a um qualquer vôo num avião da Aerofloot, passa pela Sertã.

A equipa que milita no terceiro escalão do futebol luso vai ter, por uma vez, os seus quinze minutos de fama, na recepção ao vigente campeão nacional. Se a Taça é festa, a localidade do distrito de Coimbra estará, certamente, engalanada para assistir a um jogo onde aparentemente a correlação de forças remete para o combate bíblico entre David e Golias.

Ultrapassado o trauma, na era de Jesualdo, de eliminações precoces, os azuis e brancos perseguem na 2ª competção nacional o direito de, em Maio, estarem presentes na final da prova. Para isso, já se sabe, os ingredientes serão os de sempre: seriedade competitiva, empenho profissional e respeito por um adversário que jogará, estou certo, nos limites.

Depois de mais uma monumental frustração com a camisola das quinas ao peito, e dado que não existem bundas grandes no plantel do Dragão, os atletas portistas regressaram ao trabalho, numa casa onde o verbo VENCER é conjugado de todas as formas. Preparados para enfrentar qualquer obstáculo, nessa maratona começada a calcorrear em finais de Agosto, e com a meta ainda a ser uma miragem, cientes de que são melhores do que os adversários. Sejam eles quais forem.

Este fim-de-semana terá que ser carimbado o passaporte para os quartos-de-final da Taça de Portugal. O onze azul e branco sofrerá, quase de certeza, várias mexidas, esperadas pelo desgaste de alguns jogadores, pela poupança de outros e porque, no horizonte próximo, se vislumbra o regresso a Gelsenkirchen.

1 de fevereiro de 2008

Cantaremos por T(r)i!

Mais uma vez, como é hábito, a antevisão do jogo do FCP é dissecada pelo expert Bruno Rocha...

"É ainda aziado com o desfecho de Domingo em Alvalade, onde os Deuses do futebol estavam loucos só assim se explica uma equipa chegar ao fim do jogo merecedora de vitória por largos números acabe derrotada pelos eficazes leões, em bom futebolês “Nunca havia perdido um jogo que merecesse golear”. Sempre adepto da sabedoria empírica daqueles que por cá andam a bem mais tempo que eu…

Águas passadas não movem moinhos e de vitórias morais ficou o Dragão cheio. Após fartas dissertações sobre méritos e deméritos, próprios e alheios, segue-se a recepção aos Leirienses, e se em teoria é um adversário querido para a reabilitação dos Azuis e brancos tenho para mim que tais excessos de confiança ainda se mostrarão nefastos no desenrolar do jogo.

Os da cidade Liz refastelados com o sabor da vitória visitam o anfiteatro azul de moral em alta, não só pelos 3 pontos angariados frente a Briosa, mas também por terem sido obtidos frente a Domingos um ex- técnico e pela 1ª vez levar de vencidos os academistas no Magalhães Pessoa num sempre apetecível derby da zona centro. Os comandados de Vítor Oliveira tem no palco dos portistas de fazer pela vida, uma derrota significa ver esfumarem-se a cada jornada a hipóteses de manutenção entre os melhores emblemas da Bwin, o experiente técnico habituado a estas andanças do sobe e desce sabe que não é nestes jogos que se ganha o direito a permanência, mas um pontinho seria um alegre condimento para o reforçar da estratégia de retoma e manter o sonho vivo. Desconheço por inteiro a capacidade deste Leiria em termos técnicos quer tácticos, deles realço a agradável surpresa que foi a sua participação nas provas uefeiras, a debandada de alguns jogadores neste mercado de inverno bem como o regresso de outros já conhecedores dos cantos a casa, no mais são noticia quando essa figura João Bartolomeu o presidente abre a boca.

No que aos Dragões diz respeito haverá pouco a dizer, depois do repto lançado pelo mister Jesualdo no flash interview de Alvalade, onde garantiu que os seus comandados a serem capazes de mostrar aquele futebol dificilmente perderiam contra qualquer adversário, resta esperar que a profecia se mantenha sabendo-se de antemão que não há 2 jogos iguais. Depois da nuance táctica frente aos viscondes que apenas teve o ónus de justificar o injustificável não se espera que essa roupagem do onze se repita, espero que ao relvado suba um 4*3*3 sem variantes onde apenas tenham lugar aqueles que melhor interpretam tal esquema. A pressão dos só 8 pontos deve funcionar como factor integrante de Farias que deixou bons apontamentos nas últimas incursões pela equipa portista. Aguardo com expectativa a exibição, mas também a reacção do tribunal do Dragão no acolhimento aos que ostentam as nossas cores, em particular para com Quaresma, atravessar a sua fase mais critica e por isso sempre susceptível de se configurarem novos capítulos desta infindável novela de enfant terrible.

Ecos da blogosfera perspectivam um apoio massivo dos adeptos portistas e é certo que todos seremos poucos no apoio aos nossos bravos, um estádio cheio seria de todo aprazível, renovar e recrutar entre as nossas hostes infindável apoio. Lembro-me da era Mourinho onde após um desaire caseiro frente a uns Helénicos as bancadas se despediram da equipa com uma enorme ovação de crença e confiança. È impensável que apesar da boa época e da enormidade de títulos conquistados se deixe a ideia que a massa adepta esta dissociada dos jogadores. Que faríamos então se vivêssemos o jejum instalado lá para a Capital?!?!!?

Infelizmente dada a minha condição de mister de Futsal não acompanharei tão de perto as incidências do desafio, e ainda que desfasado e pouco convivente com o apoio das nossa claques, estou em crer que seremos nos a levar esta equipa por trilhos dantes caminhados rumo a destinos conhecidos, onde a magia de Harry Potter , os golos de Lisandro o coriáceo ultimo reduto azul, a elegância de Lucho e abnegação laboriosa de Meireles e Assunção fará fervilhar o Dragão de frutuosas emoções e no fim para alem da vitoria um só sentimento….

CANTAMOS POR TI, VENCESTE POR NÓS!!!!!!!....para tal aposto no onze apenas com alteração de Farias por Cech.

Bruno Rocha"

26 de janeiro de 2008

Tão clássico...como a sua sede!

Antevisão do clássico, por Bruno Rocha:

"Clássico…

Só porque convém não mudar as nomenclaturas instituídas no desporto rei, no tudo e ou mais há muito que os embates entre Dragões e Leões é visto como um jogo igual a tantos outros do nosso campeonato. Ok, é um confronto com um crónico candidato ao título, mas só isso crónico, pois ainda a procissão vai no adro e já os rivais atiraram a tolha ao chão, longe vão os tempos em que os ditos clássicos tinha carácter decisivo, em que o seu vencedor escancarava as portas rumo ao objectivo máximo por terras Lusas.

Na última década lembro-me para ai de dois, um em que os leões sob a batuta de Inácio com a vitória ultrapassaram os Portistas e rumaram ao titulo, e de outro cronologicamente mais recente em que o louco Holandês Adrianse finalmente obtinha a vitoria frente a um “grande”, desmantelando todas as perseguições que faziam perigar o regresso do Porto aos títulos. Lá diz o ditado, a tradição já não é o que era nem há não muitos clássicos como antigamente, cá para mim lideres sim… favoritos nem tanto assim!!!!!

Clássico…

Sim, na vontade mútua dos emblemas quererem ganhar, clássico toda a fanfarronice que os canais de Tv dão no acompanhar do jogo, escalpelizando infinitamente este e aquele aspecto, eles são entrevistas com antigas glórias dos ai sim Clássicos, eles são directos dos Hotéis, eles são estatísticas enfim um sem numero de artimanhas e artefactos capazes de perpetuarem a palavra clássico na mente dos adeptos e simpatizantes que acompanham ininterruptamente a emissão. Valha-nos ao menos a capacidade de se autocreativarem e se abrirem ao novo mundo da Aldeia Global dos Blogs e para tal desta feita darem voz aqueles que realmente a tem nos novos clássicos, para a tal emissão da tarde da Sporttv dará destaque alguns blogs identificados com as cores em confronto, entre os quais ao do biboportocarago, onde o dono deste espaço é fiel colaborador.

Clássico…

Não o nome do Sr. do Apito, pouco useiro e vezeiro no esgrimir do apito em jogos de risco máximo mas onde e uma vez mais Vítor Pereira não se põe a salvo de criticas pela nomeação em causa, procurando talvez amenizar a diferença de potencial mostrado até a data entre os dois onzes, talvez fruto do agrado e da prestação de Bruno Paixão que ajudou a conferir a Super taça, ou tentado salvaguardar-se das criticas e do barulho surdo suscitado semanas depois pelos habitues verdes, quando vergados em pleno Dragão pelo indelével atraso e o suave distanciar na tabela classificativa.

Domingo pede-se em campo a clássica raça dos que vestem Azul com as clássicas Quinas ao peito, subirá ao relvado o clássico onze onde apenas residirão 2 dúvidas???...

A mais clássica, saber quem substitui Tarik??? As escolhas dividem-se pelo renascido Farias e pelo senhor das 2ªs voltas Adriano, depois será conferir se no pós Taça, Fucile regressa a esquerda e aos titulares. Não tendo a semana deixado transparecer grande ebulição no que respeita ao nosso herói das trivelas fica a expectativa de saber como responde dentro das 4 linhas aos grassados assobios.

Em Alvalade a palavra é ganhar com o clássico respeito pelo opositor, surgirão as habituais frase feitas de ambas os conjuntos e partes onde a tónica acentuará que os 3 pontos em nada mudarão o curso da Bwin, nem os Dragões serão menos fiáveis se os perderem nem os leões relançarão coisa alguma se os ganharem. O vanguardista WC da capital tem sido afável no que respeita a resultados positivos e a não ser que Jesualdo confira a este jogo os seus clássicos medos e receios bem como apaniguados devaneios tácticos, este Porto fiel a suas características e filosofia ofensiva bem resguardado na sua clássica robustez defensiva será sem sombra de duvida favorito a vitória.

Com a diferença pontual existente entre os 2 clubes menos clássica que o habitual a partida reveste-se de particular importância no que a luta do 2º lugar diz respeito, ainda assim não vejo neste Sporting mesmo que vindo de goleadas a assumir as despesas do jogo, está prometido um leão de garras afiadas onde nos dias que correm dependentes de Vukcevic e do sempre clássico levezinho, mas com alguns busílis por resolver no seu ultimo reduto. A coqueluche leonina M.Veloso até comprou umas chuteiras novas e ambiciona fazer golos com as mesmas, tudo lhes serve de factor motivacional. Tão natural como a sede de quem está habituado a beber do Dragão momentos de grande emoção, eloquentes exibições e inebriantes vitorias, com limas, tesouras e outros objectos dessecantes, vamos ao Covil desta vez não para os comer mas sim darmos uma de Pedicure e lhes fazermos as unhas.
Bruno Rocha"

12 de janeiro de 2008

Melhor o argumento...que a Solução!

Finalmente, após uns tempos de ausência, o Bruno Rocha da um ar da sua graça. Fica aqui a antevisão do próximo jogo dos Dragões e a dissecação táctica dos azuis e brancos...


"Longos dias os que me detiveram a escrita e o convívio com a realidade bloguista do MundoAzuleBranco, um interregno casuístico mas um hiato temporal que quase conferiu o reacenderem da luta pelo título, e onde só as conjugações astrais do ano bissexto alienou por ora as depauperadas esperanças dos eternos perseguidores.

Incessantes os pasquins cá do burgo, escudados nos habitué guionistas de serviço mas incapazes de esmorecer a Saga Azul na Bwin, e obstar aos argumentistas da Anatomia do Tri.

Contam-se 15 episódios rodados desta 3ª temporada e paira no ar ameaça de que o que resta rodar da serie não encerre qualquer tipo de motivação ou seja capaz de prender atenção das audiências.

Para tal procuram-se alternativas, enquanto não chega a sequela “Primavera da 2ª Circular” bem ao jeito de Liga Intercalar, chega da capital 2 mini-séries “O Grego e o Bom Gigante”, e o “Monólogo de Campeões” onde Pedro Silva e Vukecvic são cabeça de cartaz.

Contudo a norte nem tudo é ouro sobre azul, e o guionista Jesualdo apostado em não reeditar cenas passadas procura as melhores soluções para o prémio de melhor argumento. Só que a bem da verdade a temporada tem mostrado alguns erros de casting e apesar da mole Azul e branca ansiar sempre pelas cenas dos próximos capítulos, foram escassos os episódios em que fiquei com água na boca. Certo e sabido que este elenco arrecada a nível interno as melhores menções, que conta no seu seio com artistas de nomeada e que granjeiam voos mais altos alem fronteiras, mas amputados destes as soluções são falhas e minimalistas.

O que se segue no guião???... Arsenalistas bem armados táctica e tecnicamente a viverem em águas bem menos revoltas, incapazes de encarreirar num sucedâneo de vitórias mas pouco dados a vassalagem e à derrota, contam nas suas fileiras alguns bons intérpretes de todos os capítulos do jogo, comandados por um Machado filosófico mas também ele argumentista de craveira em muitos capítulos do nosso futebol. Destaque para um Austríaco com faro pelo golo, onde uma nesga de oportunidade redunda quase sempre em amargos de boca. No início da temporada foi Quaresma o senhor dos efeitos especiais, a dinamitar as pedras no sapato do Dragão e a amansar os então “Bichos”.

A critica foi unânime e o retomar do campeonato frente aos da Figueira não deixa saudades, exibição sem agressividade na zona intermédia com sucessivas falhas nas transições ofensivas, em dia de Reis, Meireles foi o do golo, Lisandro e Assunção foram-no na abnegação e luta, salvou-se o triunfo saboroso mas mirrado do score final.

Confesso que depois de o mágico do Magreb ter sido resgatado para nova saga de “ÁfriCA(N) Minha ”, (teimam em roubar os diamantes negros que os clubes vão polindo), adensam-se as dúvidas sobre o melhor substituto, pela amostra das muitas possibilidades fico apreensivo… fetiche Mariano e Leandrinho mais parecem ter sido contratados a serie “LOST”, tal a dificuldade de se encontrarem com a bola e os caminhos do bom futebol. Invectivar sobre possíveis mudanças tácticas de premeio ao 4*4*2, que nada de bom tem trazido aos Dragões… as soluções para levar o argumento a bom porto escasseiam e as que se perfilam são más. Perfeito, perfeito era optar pelo “Back to the Future” dos nossos emprestados bem a tempo de integrarem o projecto 611, só assim de repente Vieirinha e H. Barbosa ou até um Pitbull do Sado.

Se para lá do Atlântico continua a greve dos argumentistas das séries que nos entram pela casa adentro, nós por cá temos greve aos bons espectáculos e aos golos, e se não queremos ter de novo um Dragão “Na Corda Bamba”, contra os bracarenses é bom que os artíficies do futebol Azul se deixem de passeio na passadeira vermelha, pois estão mais que avisados para os efeitos laxantes do próprio relaxamento (dá mesmo merda…essa atitude). Se o guião vai ou não ser respeitado e levado a letra não sei, mas os melhores interpretes a subir sábado ao palco do anfiteatro Azul e branco Helton, Bosingwa, B.Alves, P. Emanuel (Cap.), Fucile, P. Assunção, R. Meireles, Lucho, Quaresma, Adriano e Lisandro, o ensaio deste onze não mostrou grandes feitos na pretérita jornada quando chamado acção. Diz-se nos meandros do espectáculo que a um mau ensaio se segue uma boa estreia, pois que tal desígnio se cumpra e se evitem os chamados Golpes de Teatro.

Bruno Rocha"

6 de janeiro de 2008

Para demonstar quem manda...

Logo mais, à noite, no palco de todos os sonhos, o Porto recebe a Naval, num jogo que encerra a primeira volta, coincidindo com a primeira jornada deste ano que se inicia. Sabendo de antemão os resultados dos seus mais directos perseguidores [se é que se pode apelidar assim quem confrangedoramente se arrasta na tabela classificativa], o Porto só tem uma opção: VENCER!

Como forma de afastar fantasmas passados, que alguns revivalistas teimam em desenterrar, perante o fracasso na visita à Madeira, os comandados de Jesualdo, perante o seu fiel público, só têm a opção de conquistar os 3 pontos em disputa, alargando o fosso para o 2º classificado, tornando assim redundantes os esforços de articulistas, paineleiros e demais pressurosos profissionais dos media em tornar competitiva uma Liga, nada-morta desde a nascença.

Na despedida de Tarik, preparado para embarcar rumo ao Gana e a essa competição africana que teima ciclicamente em complicar as contas a inúmeros clubes europeus, os azuis e brancos deverão rectificar a pálida imagem deixada no feudo de Alberto João, jogando mais de acordo com os seus pergaminhos.

Afastados os torpores do doce convívio das festividades familiares, é tempo de arregaçar as mangas e enfrentar os obstáculos que se atravessarão no caminho para o TRI. Hoje, no Dragão, vamos mostrar quem é a única equipa com classe no futebol tuga.

21 de dezembro de 2007

Cruzando o oceano...

Hoje, às 20.30, no feudo de Alberto João Jardim, o Porto tem o último jogo de 2007. Simbólico, porque ninguém se quererá despedir do ano com uma resultado negativo, nem passar a quadra natalícia a carpir mágoas, e decisivo, no que toca aos azuis e brancos…

Sim, decisivo. Não é uma gralha ou uma apreciação exageradamente sobrevalorizada. O principal adversário do Porto é…ele próprio. Insidiosamente, os hossanas tecidos pela imprensa escrita, os elogios debitados em programas televisivos e as loas de comentadores outrora alérgicos a qualquer apreciação benigna à equipa da Invicta, devem servir de reflexão…

São, em parte, resultado da supremacia inquestionável da equipa de Jesualdo. Mas, quando pseudo-jornalistas, daqueles que fazem fretes ao clube do coração, como são o caso do Manha e do Delgado, gastam o seu tempo de antena com uma suavidade enganadora, lembro-me sempre do canto das sereias, que atraíram Homero e seus homens para o desastre…

O Porto sabe que não pode, sob pena de lhe acontecer o mesmo pesadelo da 2ª volta da época passada, adormecer sobre os louros conquistados. O inimigo, implacável, está apenas adormecido, aguardando uma oportunidade para fazer troar novamente as cornetas da guerra.

Por isso é que hoje se joga uma importante cartada. Sem Quaresma e Tarik, dois dos expoentes do futebol ofensivo dos Dragões, será um onze atípico aquele que entrará na Choupana para defrontar o Nacional. Jesualdo já prometeu não alterar a filosofia e a táctica da equipa. Significa o quê?

1. Descai Lisandro para um dos extremos, tendo por companhia Mariano Gonzalez, o jogador-fetiche do treinador, no outro lado, com Postiga na frente de ataque?
2. Ou será Adriano, o franco-atirador dos dois últimos ceptros nacionais, a ser a arma letal do ataque?
3. Optará por um mais pragmático meio-campo, com a inclusão de Cech?

Dúvidas para dissipar, mais logo, num jogo que sempre me provocou, tenho que confessar, alguma apreensão. A mente tem destas coisas. Quando menos se espera, abate-se sobre mim um daqueles sentimentos de fatalismo, com as imagens vívidas do empate, anos atrás, em tempos de desconto, quando se esbanjou uma vantagem de duas bolas...

Tradicionalmente, nunca foi um jogo fácil. Não será, por certo, desta vez que os Dragões encontrarão facilidades. Mas, com as armas do costume, com a convicção de que somos claramente mais fortes, a Pai Natal logo trajará de azul e branco...

14 de dezembro de 2007

Dezembro...de Vitória(s)!

Ultrapassada que está (brilhantemente) a fase de grupos da liga milionária, conquistado o respeito dos demais adversários e rivais com a vitória no grupo onde se perfilava apenas e só o Liverpool, (nas 3 últimas edições levantou o troféu e foi finalista vencido), salvaguardados do confronto com alguns dos tubarões da Champions é tempo de apontar baterias aos Vimaranenses.

Na cidade de Guimarães mora uma agradável surpresa desta Bwin, assente num punhado de jogadores de enorme talento e ditosos descendentes da coragem e bravura de Afonso Henriques, a noite de sábado advinha-se uma batalha dura, capaz de rivalizar com as muitas protagonizadas pelo fundador da nação. Para os mais distraídos o nosso opositor é 3º classificado na Liga Tuga, conta no seu percurso com apenas duas derrotas (Alvalade e Bessa), sendo que em qualquer destas jogou e mostrou futebol para obstar a tal desígnio. Vergados apenas por uns então chorosos leõezinhos, fruto de um erro de arbitragem que fez desmoronar a muralha defensiva até então inexpugnável.

Os Vitorianos são então os senhores que se seguem e de visita ao Dragão não se prestam a vassalagem, têm no banco Cajuda que até sabe como se ganha neste palco, (fê-lo com o Beira-Mar), confesso sou um apreciador do trabalho que desenvolve junto dos clubes que treina, mas como não há bela sem senão, desgosto da forma como faz passar o seu discurso, achando-o vezes sem conta um demagogo inveterado.

Dezembro tem sido um mês que em nada decepciona os adeptos portistas, fazendo jus aos outros Dezembros de enorme alegria e orgulho que este Porto nos tem dado, só durante a semana que caminha para o fim, lembramos e revisitamos na nossa memória as conquistas intercontinentais, por si só demonstrativo do hábito de ganhar, perduram natal após natal, as lideranças no campeonato, solidificam-se nas gélidas distâncias para os rivais as diferenças entre ser campeão e o como fazer um campeão, é também por esta altura do ano que ecoa infinitamente o prestigio que granjeámos além fronteiras, com sucessivas campanhas profícuas desportiva e financeiramente. Enquanto na Capital se festeja assinatura do tratado de Lisboa, mais a norte tratamos é de encurtar etapas de forma a pôr a Europa a nossos pés.

Será a pensar e a jogar como até aqui que os Dragões subirão ao palco do seu covil, com o peso do que representa a sua história e emblema, cientes que a vantagem não sendo decisiva é o transmitir de segurança e que será mais uma quadra pintada de Azul, tão mais forte quanto a avidez pelos 3 pontos em jogo. Não se perspectivam alterações tácticas nem aos onze que Jesualdo apresentará na noite de sábado e se não aparecerem contrariedades de ordem física, estaremos na plenitude das nossas capacidades e aptos a mostrar o nosso melhor futebol alicerçado nos artificies que melhor o explanam, deixando sempre espaço para os devaneios e incautos pensamentos do Prof.

Com agora sábia rotatividade promovida pelo técnico azul e branco na taça e o projecto novas oportunidades da Associação de Futebol do Porto, com visibilidade às 4ªs feiras na Taça Intercalar, alguns jogadores da nossa 2º linha fizeram por almejar voos mais altos na principal equipa, resta mesmo é acabar o ano civil a ganhar no Dragão.

Lia esta semana num dos pasquins da nossa praça (ainda que não sendo um dos mais detractores das causas e feitos dos Azuis), que no FCPORTO qualquer treinador se arrisca a ganhar e mesmo a ser campeão, pois bem não entendo que seja bem assim, nem todos tem estofo para aguentar a pressão do altivar constante da fasquia e dos objectivos propostos, o não atingir destes pressupostos e a incumbência de dar o corpo as balas muitas vezes contra tudo e contra todos, não está ao alcance de todos. Assim e apesar de nem sempre correcto nas analises, as vezes deturpado e tolhido por velhos fantasmas, nem sempre voraz e audaz como a massa associativa que o rodeia o certo é que devemos a Jesualdo não o beneficio da dúvida, mas o beneplácito mérito de ter-mos mais um Dezembro recheado de vitórias.

Em suma vivem-se apaniguados dias na nação Azul, e se nos lembrar-mos que a 13ª jornada trás para os arqui rivais saídas extra muros a palcos onde por tradição os anfitriões não se revelam peras doces, então fica a certeza que há muito que Dezembro não trazia um Natal tão Azul, a ver vamos se da cidade berço não irrompe um qualquer presente surpresa. Contra as surpresas, na fábrica dos sonhos portistas e em busca do/a Vitória estarão de serviço ao Pai Natal Jesualdo, os seguintes duendes Helton, Bosingwa, P.Emanuel, B. Alves, Fucile, P.Assunção, R.Meireles, Lucho, Tarik, Licha e Quaresma.

11 de dezembro de 2007

Contra o império otomano...

Logo, às 19.45, logo após o hino representativo da mais elitista prova de clubes, iniciam-se as hostilidades. Será uma espécie de cruzada, perante o maléfico opositor turco. E esta observação, para os mais desatentos, advêm da recente polémica criada no Inter-Fenerbahce, que a maioria dos periódicos de Istambul quis transformar numa guerra santa.

No referido jogo, a contar para a Champions, o Inter jogou com uma visível cruz, pertencente ao seu emblema, a ocupar toda a área das camisolas. A cruz de S. Jorge foi logo associada a uma espécie de "superioridade racista da fé cristã" perante a maioria muçulmana que enxameia a Turquia.

Bem vistas as coisas, o Porto também ostenta no seu sagrado emblema várias cruzes que podem transtornar - e esperemos que sim - os jogadores adversários. Polémicas estéreis, claro, que isto do pontapé na bola resume-se de forma extremamente simples: quem marca mais golos ganha. Até o José Veiga escreveu um livro - bem, não ele, felizmente, mas um cromo qualquer contratado para o efeito - a explicar, com desenhos e tudo, como se transforma uma equipa em campeã.

O Porto já à largas décadas encontrou essa fórmula, congeminada num laboratório pelo "druida" Pedroto. Seguindo a receita caseira e ancestral, não será necessário nenhuma dose extra de sorte para vencer uma equipa perfeitamente ao nosso alcance. Logo, o Porto do costume, capaz de colocar no bem tratado relvado a qualidade que tem, será o suficiente para carimbar o passaporte para os oitavos da Champions. Sem temores, sem ansiedades de última hora, é nestas alturas, que alguém resolveu chamar de "mata-mata", que os Dragões mostram a sua raça.

Esperemos pelo rugido...