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3 de agosto de 2008

Ao ritmo do tango

TORNEIO DE BRAGA

Porto, 4 - Cagliari, 1
[1-0 lisandro, 2-0f arías,3-0 lisandro, 3-1 fini, 4-1 hulk]

Demasiado Porto para uns italianos mais atrasados na preparação, atendendo a que o campeonato transalpino apenas começa no final do mês de Agosto. Se os jogos de preparação servem fundamentalmente para afinar estratégias, Jesualdo deverá ter ficado contente com os seus pupilos, exemplares durante a maior parte do tempo.

Numa primeira parte quase sem história, a finalização dos azuis e brancos cavou um fosso enorme ao intervalo, com os três golos sem resposta a demonstrarem que os mecanismos de jogo estão quase intactos, após o período de férias. Foi ao som dormente do tango que o Porto foi alvejando as redes adversárias. Com Lucho empossado da batuta de maestro, gerindo os tempos a seu bel prazer, os seus compatriotas Lisandro, por duas vezes, e Farías íam fazendo o gosto ao pé.

No seu característico 4-3-3, com o triângulo do meio-campo a ser ocupado por El Comandante, Raul Meireles e o trabalhador Fernando, as hostilidades atacantes ficaram a cargo dos oriundos das pampas. Farías, Lisandro e Mariano trataram de colocar em sentido o Cagliari.

As habituais trocas de jogadores, no período de descanso, ajudaram a equilibrar a contenda. O Porto continuou a assenhorear-se do domínio da partida, mas com a réplica italiana a ser mais forte. As jogadas de perigo, junto da baliza de Helton, surgiram mais amiúde, com Lino a comprovar que é totalmente inapto para as funções defensivas, cometendo erros de palmatória.

No ataque, as atenções centraram-se no possante avançado com nome de super-herói da Marvel. Hulk, coadjuvado por Rodriguez, continuou a mostrar a espaços alguns pormenores interessantes, idênticos aos deixados na partida inaugural, frente ao Leixões. Dinâmico, impondo o respeitável físico no espaço defensivo oposto, o brasileiro foi fazendo pela vida, numa partida que se arrastava para o final.

E foi precisamente sob o apito que sentenciaria a partida que o tão desejado golo do avançado dos 5 milhões surgiu. Belíssimo passe de Candeias [novamente com indicações positivas], isolando Hulk e este, perante a saída do guardião italiano, ultrapassando-o com uma frieza digna de registo para, de seguida, colocar a bola anichada nas redes.

Bom ensaio dos Dragões, ultrapassando nova etapa evolutiva na preparação para o assalto ao tetra.

19 de julho de 2008

O caminho para o Tetra...

O início dos trabalhos, na pré-temporada, foi aquilo que poderemos chamar de ponto 0, na procura de mais um feito para a história do clube. Ultrapassadas as questiúnculas jurídicas na intensa batalha legal que marcou o defeso, o Porto clube saiu fortalecido. Venceu o rancor e a inveja, podendo agora concentrar-se, finalmente, no que interessa. A bola a rolar...

A época será longa. Intensa. Repleta de escolhos. Mas o plantel dá garantias para mais uma temporada de êxitos. De forma rápida, importa dissecar alguns pormenores nos azuis e brancos, depois dos confrontos amigáveis com PAOK e Hannover...

- Desde logo, o colmatar da saída de Paulo Assunção. Sem dramas, após a fuga do brasileiro, achei que, pese a qualidade reconhecida ao ex-jogador do Nacional, o seu lugar seria facilmente garantido, através do existente no plantel ou com recurso a reforços. A competição, para o posto de médio-defensivo, é muita. Bollati, que passou a sua primeira temporada de dragão ao peito na sombra, terá agora uma oportunidade de mostrar as credenciais de que veio munido. Mas nestes dois jogos específicos, quem tem dado nas vistas é o colombiano Guarín, vindo de terras gaulesas. Apresentando bons indíces físicos, o jovem sul-americano começa a mostrar alguns predicados que o poderão tornar rapidamente um indiscutível de Jesualdo. Raçudo, batalhador, dono de um remate poderoso, generoso fisicamente. Temos homem!

- A defesa foi o sector da equipa que viu mais caras novas a chegarem. Ressalvando que será ainda demasiado cedo para tirar ilações conclusivas, continuo a achar que a aposta na juventude de Rolando foi acertada. Poderoso fisicamente, com enorme capacidade no jogo aéreo, o internacional jovem luso tem mostrado poder ser uma alternativa válida aos previsíveis titulares Bruno Alves e Pedro Emanuel. Se Rolando tem vindo a coleccionar pontos, nessa luta intensa mas leal pela luz da ribalta, o sérvio Stepanov continua a viver uma espécie de dejá-vu. Erros crassos, lapsos infantis, desbaratando num momento o que de bom faz no restante tempo. Parece continuar a viver da síndroma do nervosismo extremo, incapaz de se libertar dos grilhões mentais que o tolhem. No lado direito, ando deliciado com Sapunaru. Sólido a defender, com enorme propensão atacante, parece fadado a ser o substituto de Bosingwa. No flanco oposto, Benitez continua a cheirar a...flop. Algo indeciso na abordagem dos lances, pouco lesto na defesa, muito discreto no apoio ofensivo, não tem justificado a sua contratação. A rever...

- Tomas Costa tem vivido um pouco ao sabor das experiências de Jesualdo. Ontem, frente aos alemães, jogou num 4-3-3 onde lhe cabia a tarefa de jogar no lado direito do ataque, posição que demonstrou claramente não lhe ser muito natural e confortável. É nas zonas interiores do meio-campo que o argentino respira o seu futebol. Feito de nervo e aço, lutador nato, poderá ser uma peça importante na coesão defensiva do tridente do meio-campo. Resta saber como lidará com a forte concorrência para o sector. É que ainda falta Meireles...

- Na frente, Lisandro e Farías parecem ser os únicos com qualidade suficiente para merecerem a responsabilidade de converter em golos o caudal ofensivo da equipa. Denotando ainda os problemas de sempre na finalização, o Porto terá que forçosamente ser reforçado. Com Renteria a levar nova guia de marcha, aguarda-se com alguma expectativa a chegada de um reforço. Imperioso!

Em suma, a luta pela manutenção do título não será facil, nem isso seria expectável, mas o plantel portista parece dar garantias para que esse desiderato seja atingido, no final da temporada. Nós estaremos cá, para o apoio de sempre...

5 de agosto de 2007

Vitória

Este é mesmo um clube que só sabe ganhar. Sendo este um torneio quadrangular, e após o empate no jogo inaugural com a equipa da casa, os Dragões tiveram que esperar pelo final do jogo entre o Feyenoord e o Liverpool para comemorar a vitória neste prestigiante torneio. O único resultado que não interessava, logo após a robusta vitória sobre os cineses do Shanghai, era a vitória do Liverpool. E ela não aconteceu, saldando-se o confronto entre holandeses e ingleses por um empate a uma bola. Vitória justa, num Torneio que correu bem aos azuis e brancos, pese o nulo no jogo inicial. Jesualdo Ferreira deve ter tirado várias ilações, de modo a preparar o Porto para o 1º teste a sério, já no próximo sábado. Bom tónico este.

Classificação

Porto
Liverpool
Feyenoord
Shanghai

Os Dragões beneficiaram do melhor goal-average, dado terem terminado empatados em pontos com os ingleses oriundos da cidade dos Beatles.

Torneio de Roterdão - jogo II

data: 05.08.07
local: Roterdão, Estádio de Kuip
resultado: Porto, 3- Shanghai Shenhua, 0
marcadores: Tarik e Leandro Lima (2)

Segundo jogo dos portistas, no Torneio de Roterdão, defrontando o 2º classificado chinês, uma equipa, dizem os entendidos, com bastante potencial para se tornar, a breve trecho, num dos colossos asiáticos. Se eles o dizem...

Jesualdo Ferreira escalou para o confronto o seguinte onze:

Hélton; João Paulo, Bruno Alves, Stepanov e Lino; Bolatti, Raul Meireles e Leandro Lima; Tarik, Farías e Mariano González.

jogaram ainda: Quaresma, Fucile, Pedro Emanuel, Marek Cech, Paulo Assunção e Lisandro.

A abertura de hostilidades não poderia ter começado melhor. Logo aos 4', o marroquino Tarik, lutando bravamente para não fazer parte da lista de dispensas, aproveita um passe de morte de Raul Meireles para abrir o activo, numa jogada por ele iniciada. Início auspicioso dos Dragões, no jogo que marca a estreia de Stepanov, o sérvio contratado aos turcos do Trabzonspor, para o centro da defesa. Regressado mais tarde do período de férias, pela presença na Copa América, Helton faz também a sua estreia na baliza, num lugar até agora ocupado, e bem, por Nuno.

Contra um opositor com bom toque de bola, o Porto, logo após a obtenção do golo, passou por alguns surprendentes momentos de apuro. O Shanghai, com jogadas rápidas pelos flancos, importunou seriamente o último reduto portista. Na resposta, as investidas dos azuis e brancos, quase sempre pelos pés de Raul Meireles ou de Tarik, levavam também enorme perigo. O médio portista, no seu típico pontapé de fora de área, levou mesmo o esférico à barra da baliza chinesa. Outro lance de destaque, iniciado pelo marroquino, concedeu a primeira oportunidade de Farias alvejar com sucesso a baliza contrária, mas o guarda-redes opôs-se à iniciativa, numa saída temerária.

No entanto, para surpresa geral - pelo menos minha - eram os chineses, derrotados na primeira jornada pelo Liverpool, que continuavam a criar sucessivas oportunidades, a que Helton e seus companheiros se opunham com dificuldade. Não querendo ficar atrás dos Dragões, também o poste esquerdo da baliza portista foi alvejado, num excelente trabalho de um jogador com nome impronunciável. Entretanto, lá na frente, Farías, depois das boas indicações deixadas nos poucos minutos jogados contra o Feyenoord, lesiona-se numa disputa de bola, sendo obrigado a sair. Estreia aziaga para o argentino, desconhecendo-se ainda a extensão da lesão.

Na equipa portista começava a pontificar o "moleque" Leandro Lima. Aquele jeito de tocar na bola, aveludado, deixa antever a magia que o corpo franzino esconde. Num ápice, como se o brasileiro se tivesse chateado com a acutilânca ofensiva da equipa contrária, dois golos cortaram cerce as veleidades do Shanghai. Aos 38' e 43'. Se o 1º resulta da codícia pela baliza, aproveitando uma defesa incompleta do guarda-redes, o 2º é obra de um trabalho individual, com o guarda-redes chinês a ficar mal na fotografia. Um avolumar do resultado, importante para os indíces anímicos e para as contas finais do torneio.

A 2ª parte foi distinta. Uma segunda metade em que o adversário foi facilmente controlado, desenrolando-se o jogo numa toada morna, aproveitada pelo técnico do Porto para algumas alterações e pelos jogadores azuis para uma recriação excessiva com a bola. Este tipo de jogos, muitas vezes, descamba nisto mesmo. Uma perda de concentração competitiva, perante as facilidades encontradas e um resultado que, ao invés de avolumar-se, tamanha foi a diferença qualitativa, a manter-se teimosamente idêntico aos números registados ao intervalo.

Quaresma, quiçá espicaçado pelos elogios de adversários e notícias da imprensa, que o vão cumulando de honrarias, resolveu dar espectáculo. Ou, neste caso, tentar. Complicativo, sempre com um adorno a mais, parecendo querer provar ao público presente que é verdade aquilo que se escreve. Convinha, neste caso específico, alguém refrear os ímpetos do "mustang", relembrando que ele é a estrela da companhia, mas que terá que jogar para o colectivo. Quando assim é, Quaresma é único. A prová-lo, um lance de génio, com mais um remate de trivela, a acertar estrondosamente na barra da baliza. Fechou-se o pano sobre o encontro, ficando os Dragões à espera do resultado entre o Feyenoord e o Liverpool.
Mariano Gonzalez foi eleito o homem do jogo.

3 de agosto de 2007

Torneio de Roterdão - Jogo I

data: 03.08.07
local: Roterdão, Estádio de Kuip
resultado: Feyenoord,0 - Porto, 0

No jogo inaugural do Torneio de Roterdão, coube ao Porto defrontar a equipa da casa, o Feyenoord, na denominada "banheira de Roterdão". O Porto abriu as hostilidades da seguinte forma:

Nuno; Fucile, Bruno Alves, Pedro Emanuel e Marek Cech; Paulo Assunção, Raul Meireles e Kazmierczak; Lisandro Lopez, Adriano e Ricardo Quaresma.

O Feyenoord, clube histórico da Holanda, conhecido por ter um público "demasiado" entusiasta, aposta forte neste época que se vai iniciar, depois de uma desastrada temporada sob a batuta de Erwin Koeman - deve ser mal de família - tendo contratado, entre outros, os veteranos holandeses Roy Makaay e Van Bronckhorst. No jogo de preparação anterior a este, os holandeses defrontaram e empataram com os milionários do Chelsea, numa prova de que constituem um grupo coeso e disposto a alcançar exitos já esta época.

A 1ª parte foi sensaborona, sem qualquer motivo de interesse, num paupérrimo espectáculo futebolístico, parco em emoções. O Porto, sem arriscar o que quer que fosse em termos ofensivos, limitou-se a gerir o ritmo do encontro, conseguindo frustrar as tímidas e denunciadas investidas da equipa da casa. Sem ocasiões de golo, pese alguns remates direccionados às balizas, foi com um suspiro de alívio que assisti ao apito do árbitro, indicativo de uma pausa para intervalo.

Se na 1ª metade as ocasiões de golo tinham sido uma miragem para o público - que não encheu o estádio - a 2ª parte iniciou-se praticamente com uma oportunidade soberana para os Dragões. Adriano, isolado, entra na área, descaído sobre o lado direito e, com tudo para alvejar com sucesso a baliza adversária, remata demasiado alto, gorando-se a possibilidade de inaugurar o marcador.Poucos minutos depois, foi a vez dos adeptos portistas susterem a respiração. Cruzamento para a área portista, Nuno fica a meio caminho e Hofland, pese a marcação que lhe era movida, a cabeçear à trave da baliza.

Numa equipa com demasiados médios de cariz defensivo, o futebol do Porto vivia de rasgos criativos de Quaresma e de saídas rápidas, não muito conseguidas, para o ataque. E é dessa forma que surge, pelos pés de Lizandro, a segunda clara ocasião de golo para os azuis e brancos. Rápido na desmarcação, o argentino desembaraça-se na perfeição do adversário directo e remata cruzado, com bastante perigo, vendo a bola sair a poucos centímetros do poste do Feyenoord. O lance soou como um despertador, com o Porto a conseguir, nos instantes sseguintes, mais dois lances de perigo. Adriano, primeiro, falha o desvio na cara do guardião adversário, e Quaresma, na resposta, em mais um lance onde demostrou todo o virtuosismo, a centrar com perigo.

Jesualdo, aos 67', mexe na equipa, numa evidente troca por troca. Sai o esforçado Paulo Assunção e entra o concorrente directo para o lugar, Bolatti. Aparentemente, o Porto continua a deter o domínio, mas desta feita reforçado com uma maior acutilância ofensiva - e já não era sem tempo - passando a maior parte do tempo instalado no meio-campo defensivo do adversário. Aos 75', dupla substituição nos portistas. Saem Lisandro Lopez e Adriano e entram Mariano Gonzalez e Ernesto Farías, que faz a sua estreia de dragão ao peito.

Daí até final poucos motivos dignos de registo. Entrou Leandro Lima, em substituição de Raul Meireles, e Tarik, para o lugar de Quaresma. Em termos de oportunidades, destaque apenas para uma fífia quase fatal de Nuno, salva em cima da linha de golo por Mariano Gonzalez. E pronto, foi tudo. Exibição escorreita, fazendo já alarde de uma boa mecanização defensiva, com a habitual solidez na defesa e meio campo a limitarem o perigo adversário, mas sem grandes rasgos de criatividade, ressentindo-se assim a parte ofensiva, que viveu apenas do esforço de alguns elementos. Em suma, um teste bastante difícil, que terá permitido a Jesualdo a obtenção de importantes ilações, sendo claramente visível que foi mais importante o teste do que o resultado.

Domingo, frente ao Shangai, haverá mais e, se o Porto tem pretensões a conquistar o troféu, a postura terá que ser forçosamente outra. À solidez defensiva, os Dragões terão que juntar um mortífero poder de fogo na frente de ataque. Vamos a eles!

29 de julho de 2007

Dispensados?...talvez não!

data: 28.07.07
local: Estádio do Bessa, na cidade do Porto
resultado: Boavista, o - Porto, 3

Foi um jogo algo atípico. E essa estranheza começou logo na constituição das equipas. Um onze que provavelmente não se repetirá jamais. Novidades? Muitas! Analisando o onze inicial, parece-me que Jesualdo Ferreira tem ainda algumas dúvidas quanto à constituição do plantel. Pelo menos, assim deverão ser entendidas as titularidades de Postiga e do marroquino Tarik. Aparentemente, duas cartas fora do baralho. Se este jogo representava a última oportunidade para ambos, o teste, parece-me, foi bem sucedido para os dois. Postiga, jogando na frente de ataque, marcou um golo e tentou sempre ser participativo, o que nele não deixa de ser notável. Tarik surpreendeu-me…pela positiva. Para variação, até que nem foi mau. Dois golos plenos de oportunidade, uma presença efectiva durante toda a partida e aquela cavalgada, aos 88’, a desembaraçar-se da defensiva boavisteira para finalizar com classe.

Pronto, se uma das lacunas apontadas ao plantel azul e branco era a falta de extremos, ela está resolvida. Mariano Gonzalez, estreando-se de dragão ao peito – e que lindas são aquelas camisolas – mostrou que se pode contar com ele. Mexido, interventivo, pode representar para o Porto o extremo gémeo de Quaresma. O cruzamento açucarado para a inauguração do marcador é elucidativo. Classe não lhe falta.

Confesso que vi com atenção apenas a primeira parte – é o que dá ter dois fedelhos cá em casa – mas a exibição portista deixou-me de água na boca. Não fosse a natural falta de mecanização e um desacerto enervante no último passo e os axadrezados seriam ainda mais humilhados no seu reduto. Volto ao início. Foi um jogo atípico. Lino, um dos potenciais mal-amados do plantel arrancou uma bela 2ª parte, com incursões cirúrgicas até à linha de fundo, mostrando dotes técnicos que desconhecia por completo. Chamem-me lírico, por tecer loas a uma equipa constituída essencialmente por segundos planos, mas gostei bastante de ver o Porto jogar ontem. Segurança notável a nível defensivo e um "killer instinct" que andava arredado, matando o jogo na altura certa.

Dos novos reforços, houve outro que me caiu no goto. Leandro Lima vem com aquela aura que rodeia os dotados tecnicamente, aqueles que desde tenra idade são apontados a dedo, como se pudessem vir a ser a “next big thing” futebolística. Num estilo gingão, em que o corpo franzino não camufla as doses industriais de técnica e habilidade, o brasileiro mostrou já algum do seu reportório. Fintas, passes e remates, numa apresentação como deve ser. Algo assim do género: “olá, sou o Leandro e sei fazer isto, isto e mais isto”! E se tinha água na boca, fiquei a babar-me, ao apreciar as carícias na bola feitas por alguém que, ou muito me engano, ou substituirá a curto prazo no imaginário dos adeptos Anderson.

Se o incontinente de um presidente de um qualquer clube da mouralândia diz que tem o melhor plantel da última década, nós daqui de cima mandamos avisar que, muito provavelmente, não teremos tal coisa. Mas, numa equipa sem Helton, Lucho, Stepanov, Bolatti – dasse, nunca sei se é com um ou dois tês – Farias, Quaresma e Bosingwa, somos bem capazes de destroçar quem nos desafiar. Vai uma aposta?

Na noite do Bessa, o Porto alinhou da seguinte forma:
Nuno; Fernando, João Paulo, Pedro Emanuel «cap.» e Cech; Luís Aguiar, Castro e Kazmierczak; Tarik, Hélder Postiga e Mariano Gonzalez

Jogaram ainda: Ventura, Lino, Jorginho, Leandro Lima, Edgar e Fucile

28 de julho de 2007

Boavista-Porto (prólogo)

data: 28.07.07
local: Estádio do Bessa, no Porto
O Porto foi o convidado de honra na apresentação do Boavista aos seus sócios, numa quente noite de Junho. Confesso que, sempre que o Porto defronta os seus vizinhos citadinos, fico algo apreensivo. O futebol musculado - e isto é um eufemismo - dos axadrezados, em especial quando liderados por Jaime Pacheco, propicia jogos de nervos, muitas vezes transformados em batalhas campais. O último, de má memória, em 2004, para além de incontáveis picardias entre os atletas, fez uma baixa de peso, na altura: Derlei, alvo de uma entrada maldosa de Tõnito, espanhol agora ao serviço do Leiria.
Jesualdo optou pelo seguinte onze: Nuno; Fernando, Pedro Emanuel, João Paulo e Marek Cech; Kazmierckzak, Luís Aguiar e Castro; Tarik Sektioui, Hélder Postiga e Mariano Gonzalez.
Desde já, o treinador portista leva à letra o termo "preparação". Muitas novidades no onze, destacando-se a inclusão de Mariano - estreia absoluta de dragão ao peito - e Castro. Algo estranha é a inclusão de Postiga, pretensamente de saída para outras paragens. Derradeira oportunidade?

26 de julho de 2007

Torneio Centenário da Atalanta - jogo 2


data: 26.07.2007
local: Estádio Atleti Azzuri D'Italia, em Bergamo
resultado: Porto, 1 - Atalanta, o
marcadores: Lisandro Lopez

Neste segundo jogo do Torneio que comemora o centenário da Atalanta, o Porto alinhou inicialmente da seguinte forma, no já habitual 4x3x3:
Nuno; Fucile, Bruno Alves, João Paulo e Marek Cech; Bolatti, Kazmierczak e Jorginho; Lisandro Lopez, Edgar e Ricardo Quaresma.

Defrontando a equipa da casa, no jogo decisivo, pois a Atalanta também derrotara os sérvios pelo mesmo resultado, o Porto adoptou novamente uma postura mais comedida, de contenção, espreitando sempre, no entanto, a área adversária. E, lá está, quem tem Quaresma, está sempre um passo à frente do adversário. A jogada do golo é bem elucidativa disto. Fucile, numa cavalgada pelo lado direito, até à linha de fundo, já internado dentro da área italiana, toca para Quaresma. O Harry Potter tratou do resto. Malabarismo com a bola, cruzamento fabuloso de trivela - e o Atlético de Madrid a salivar pela TV - cabeçada de Edgar e o toque final de Lisandro, fazendo o golo que garantiu a conquista do troféu.

Palavras para quê? Figura do jogo, claro está, Quaresma himself. Gostei novamente de Nuno, com uma grande intervenção à cobrança de um livre, de Kaz, imperial no jogo aéreo, ajudando amíude a defesa portista e de Fucile, sempre a rasgar o corredor direito, apoiando o ataque.

Começamos a ganhar. Não seria necessário, mas é um bom prenúncio para o resto da época.

Torneio Centenário da Atalanta - jogo 1


data: 26.07.2007
local: Estádio Atleti Azzuri D'Italia, em Bergamo
resultado: Porto, 1 - Estrela Vermelha, 0
marcadores: Adriano


Neste primeiro jogo do Torneio que comemora o centenário da Atalanta, o Porto alinhou inicialmente da seguinte forma, no já habitual 4x3x3:
Nuno, Bosingwa, Bruno Alves, Pedro Emanuel e Lino; Paulo Assunção, Raul Meireles e Luís Aguiar; Ricardo Quaresma, Adriano e Lisandro Lopez.

Com a particularidade de as 3 equipas jogarem todas entre si, em desafios de 45 minutos, o Porto entrou no jogo contra o campeão sérvio da melhor forma. Rápido nas transições, o Porto coemçou desde logo a ameaçar o último reduto do Estrela Vermelha, equipa onde pontifica o português Lucas, ex-Boavista. De tanto porfiar, nos minutos iniciais, o Porto conseguiu adiantar-se no marcador, através de um golo - e que golo - de Adriano. Trivela de Quaresma, na ala esquerda e Adriano a parar de peito e a desferir um portentoso remate de costas para a baliza, vulgarmente designado por pontapé de bicicleta.
A reacção ao golo, por parte do adversário, não se fez esperar. Um violento remate ao poste de Nuno deu o mote para um domínio do Estrela, mais consentido do que conquistado. Os Dragões optaram por desferir - ou tentar - contra ataques venenosos, tendo inclusivé obtido novo golo, considerado irregular pelo trio de arbitragem.
Quando o jogo parecia perfeitamente controlado, revelou-se novamente que esta pré-temporada, a nível arbitral, tem sido perfeita para preparar os jogadores portistas para as vicissitudes esperadas no longo trajecto até ao tri. Cruzamento à queima, bola na mão de Bosingwa e, para espanto geral, grande penalidade marcada contra os azuis e brancos. A justiça foi feita pelas luvas de Nuno, numa estirada perfeita, detendo o remate e salvando o empate. Daí até final nada de mais significativo se passou. O Porto entrou a vencer, que era o mais importante.
No Porto, ainda com algum trabalho pela frente, pareceu-me que falta mecanização entre os sectores. A posse de bola foi preterida, numa estratégia de contenção, preferindo Jesualdo a opção por um futebol mais rectilíneo, com passes longos para as alas. No Porto, o destaque vai:
Adriano, mortífero na frente de ataque, obtendo um golo fabuloso;
Quaresma, sempre mexido, transformando-se numa dor de cabeça para os sérvios. Destaque para um trabalho genial, sentando 2 defesas adversários, acabando depois por desbaratar o mágico trabalho com um remate disparatado;
Nuno, sempre muito seguro, saindo no timing certo aos cruzamentos e perfeito na frieza com que enfrentou a grande penalidade.
Agora, venha a Atalanta!

Torneio Centenário da Atalanta



data: 26.07.07
local: Estádio Atleti Azzuri D'Italia, em Bergamo




O Torneio é disputado em Bergamo, com três equipas: Porto, Atalanta e Estrela Vermelha. Os jogos são de 45 minutos, nos seguintes horários:

- Porto/Atalanta, às 19.30H

- Atalanta/Estrela Vermelha, às 20.25H

- Porto/Estrela Vermelha, às 21.15H


imagem resgatada pelo primo Fernando, com o recurso às técnicas "costumeiras", do blog Bibó Porto, Carago!

22 de julho de 2007

Porto - Mónaco


data: 21.07.2007
local: Estádio do Dragão
resultado: Porto, 2 - Monaco, 1
marcadores: Lisandro Lopes, Helder Postiga (pen) e Pino

Aí estão eles, a jogar no palco das emoções. Reencontro com os adeptos, equipamento novo, uma ansiedade pelo regresso e a bola a rolar. Foi assim ontem, no Estádio do Dragão, na recepção a uns franceses de boa memória. 3 anos antes, contra os monegascos, o Porto escreveu uma das mais belas epopeias da sua longa história. E que ilações é que o jogo, dito de preparação, permitiu tirar?

Antes de mais, mostrou que ainda existe muito trabalho pela frente. Nada de preocupante, pois estamos no início de uma nova época e é para isso mesmo que servem estes encontros particulares. Importa destacar a ausência de muita e boa matéria prima. Vejam só os nomes dos ausentes - Lucho Gonzalez, Mariano Gonzalez, Leandro Lima, Stepanov, Ernesto Farías, Helton.

Tal como no jogo frente ao Genk, a figura da equipa foi...Ricardo Quaresma. O extremo não marcou, mas esteve na génese de ambos os golos. Marcou o livre, no 1º, que permitiu a fácil concretização de Lisandro e sofreu a falta, no 2º, que permitiu a Postiga a marcação da grande penalidade. Este Quaresma, que resistiu ao forte assédio registado na silly season, é claramente a melhor aquisição da época. Ontem, impante de orgulho, como afirmou no final da partida, pela braçadeira de capitão que lhe foi confiada. É o "reconhecimento da sua qualidade técnica e humana", e também uma forma de reconhecer que "o jogador tem maturidade para assumir esta responsabilidade", conforme afirmou Jesualdo, nas entrevista pós-jogo.
Uma primeira parte dominadora, à campeão, não permitindo qualquer veleidade aos comandados de Ricardo Gomes, com o pé sempre no acelerador, desenhando já alguns movimentos ofensivos dignos de registo. Várias oportunidades de golo e apenas um, a fazer levantar os adeptos, 60 dias depois do jogo com o Aves. Lisandro manteve a sua veia goleadora, cabeçeando à vontade um cruzamento de Quaresma, sacado de um livre. Novidades no onze: Apenas a cara nova de Nuno, substituindo o ainda ausente Helton.
A 2ª parte, jogada num ritmo mais intenso, foi também mais equilibrada, pela réplica do Monaco. Dois golos neste período, um para cada lado e uma série de novidades, pela entrada de jogadores em catadupa, ressentindo-se o jogo disso mesmo. Um bom ensaio para os Dragões, mantendo acesa a motivação de épocas anteriores.
Os destaques, apesar de nenhum jogador do Porto ter impressionado por aí além, foram: Bosingwa - continua dominador no seu corredor, com arrancadas supersónicas que desbaratam a defensiva contrária - Quaresma - pela participação activa nos golos e por umas pinceladas de magia, a adornar alguns lances - e Bolatti - alguns pormenores interessantes, aparecendo várias vezes na zona de finalização.
As equipas alinharam da seguinte forma:
F.C. PORTO: Nuno; Bosingwa, João Paulo, Pedro Emanuel «cap.» e Cech; Jorginho, Paulo Assunção e Raul Meireles; Lisandro, Adriano e Quaresma
Jogaram ainda: Paulo Ribeiro, Lino, Bolatti, Luís Aguiar, Kazmierczak, Hélder Postiga, Fernando, Tarik e Renteria
Treinador: Jesualdo Ferreira
MÓNACO: Roma «cap.»; Cufre, Modesto, Monsoreau e Berthod; Leko, Meriem, Menez e Bernardi; Koller e Piquione
Jogaram ainda: Pino, Sambou, Gakpe, Mongongu, Bakar, Licata e Muratori
Treinador: Ricardo Gomes

18 de julho de 2007

FC Porto - Genk

data: 18.07.2007
local: Estádio do Genk (Bélgica)
resultado: Genk, 1 - FC Porto, 0
Finalmente. A bola já rolava desde o início do estágio, mas jogos na TV, para matar saudades, nicles. Até hoje. E o cartaz até prometia. O adversário mais difícil, neste início de época. O Genk, surpreendente 2º classificado do último campeonato belga, prometia dificuldades acrescidas. E elas vieram. Em número anormal. Mas comecemos pelo princípio. Um Porto algo renovado, onde Anderson e Pepe, já noutras latitudes, deixaram apenas uma enorme saudade. A equipa alinhou assim, de início:
Nuno; Fernando, Bruno Alves, Pedro Emanuel e Lino; Raul Meireles, Paulo Assunção e Kazmierczak; Jorginho, Adriano e Ricardo Quaresma.

Fernando, uma das caras novas do plantel, no lugar de defesa-direito, como a novidade principal. O jogo, iniciado num ritmo frenético, mostrou que a estrela da companhia é...Ricardo Quaresma. Um festival de fintas, passes e cruzamentos milimétricos que provocaram o sobressalto na defesa belga. Duas oportunidades de golo, desperdiçadas de forma quase inacreditável, ambas as vezes por Adriano. Para não variar muito, depois da expulsão exagerada de Lisandro contra o Den Bosch, novo erro arbitral, ao não sancionar um penalty do tamanho do mundo, com Jorginho a ser literalmente atropelado pelo guarda-redes contrário.

Se a pontaria não estava afinada na frente, lá atrás, no último reduto, as facilidades concedidas começaram a ganhar foros de escândalo. Numa delas, uma fífia monumental de Pedro Emanuel permitiu o golo adversário. E não mais, a partir daí, o Porto criou perigo. Incapacidade gritante de sair com bola jogável, e os pontos fracos do costume:
Jorginho, a fazer papel de jogador de futebol;
Os livres, onde apesar de Lino vir aureolado como especialista, é Quaresma que continua a marcá-los...mal;
Um meio campo musculado, mas que não cria jogo em quantidade suficiente;

Se as coisas não estavam a correr bem, a dureza excessiva dos belgas também fazia pressagiar o pior. Habituados a um futebol mais rude, feito de músculo, onde a distância entre a agressividade e a violência é ténue, o jogo, que se pretendia particular, começou a ter sérias semelhanças com um qualquer confronto sul-americano. Não sei se embuído de um qualquer sentido de justiceiro, Bruno Alves, que ainda recentemente se vangloriava de poder ostentar, sem receios, a braçadeira de capitão, resolve mimosear um adversário com um gesto à Mozer. Ou seja, cotovelo a trabalhar, de forma a projectar a cabeça e demais apêndices do incauto adversário para trás. Mas, para azar nosso, Bruno Alves não tem a impunidade que sempre protegeu o central brasileiro. E assim o Porto jogou, desde os 36 minutos, em inferioridade numérica.
No intervalo, entraram Cech, Bolatti, João Paulo e Luís Aguiar e sairam Lino, Paulo Assunção, Raúl Meireles e Kazmierczak. Tal como na 1ª parte, o Porto tem uma entrada dominadora, com Jorginho a falahr nova grande jogada de Quaresma. Pouco depois, lance de apuro na área belga e mais do mesmo. Falta clara sobre Adriano, novo penalty sonegado aos Dragões. Nada a que não estejamos já habituados. O jogo pouco mais teve de interessante. Picardias constantes, pouco futebol e o apito final, a trazer a primeira derrota neste pré-temporada. Nada de preocupante, dado o maior grau de preparação dos belgas, com a pré-eliminatória da Champions à porta.
No Porto, gostei do provável dispensado Fernando. Sem ter feito uma exibição de encher o olho, o jovem brasileiro jogou adaptado à lateral-direita, tendo feito um jogo quase isento de falhas, mostrando enorme abnegação. Quanto ao resto, só deu mesmo Quaresma, Quaresma, Quaresma...

15 de julho de 2007

Porto - Den Bosch (vídeo)

data: 14.07.2007
local: Estádio De Vliert, em S-Hertogenbosch (Holanda)
resultado: Den Bosch, 0 - FC Porto, 4
marcadores: Lisandro Lopez, Hélder Postiga (pen), Renteria e Tarik

Aí estão as imagens da robusta vitória portista, com os golos em plano de destaque. E, já que se fala em destaque, convêm ver, rever, apreciar e degustar convenientemente o fantástico trabalho de Renteria no 3º golo portista. Se tenho sido cáustico quanto ao valor do colombiano, é de extrema justeza incidir sobre ele, neste momento, os holofotes da ribalta. Penitencio-me pela descrença - aliás, quase generalizada entre os adeptos portistas - que tenho emitido sobre ele. A 2ª oportunidade, dada com sapiência por Jesualdo Ferreira, poderá - ainda estou algo descrente, confesso - mostrar que está ali o ponta-de-lança porque temos suspirado. Espero que sim.

14 de julho de 2007

Porto - Den Bosch

data: 14.07.2007
local: Estádio De Vliert, em S-Hertogenbosch (Holanda)
resultado: Den Bosch, 0 - FC Porto, 4
marcadores: Lisandro Lopez, Hélder Postiga (pen), Renteria e Tarik


Novo jogo na Holanda, nova vitória robusta, perante um adversário mais difícil do que os amadores do SC Irene. O Den Bosch, a militar na II divsão do país das tulipas, representou o mais difícil teste aos comandados de Jesualdo Ferreira, até esta altura. O Porto entrou praticamente a ganhar. Luis Aguiar isolou-se, permitindo a defesa do guardião adversário mas Lisandro, sempre oportuno, abriu o activo. O argentino tornou-se, minutos mais tarde, no protagonista pela negativa, ao receber ordem de expulsão. Apesar da inferioridade numérica, o Porto controlou a partida, mostrando-se mais acutilante na 2ª parte, com golos de Postiga, na marcação de uma grande penalidade, Renteria e de Tarik.

As equipas alinharam:

DEN BOSCH: Gino Coutinho; Benjamin Pinto, Van den Berg «cap.», Ebbinge e Peters; Rossen, Barry Maguire, Aborah e ten Heuvel; Diego Karg e Nyron Wau
Jogaram ainda: Van de Biezen, El Makrini e Paymans
Treinador: Theo Bos

F.C. PORTO: Nuno; Bosingwa, Bruno Alves, Pedro Emanuel «cap.» e Lino; Bolatti, Kaz e Luís Aguiar; Lisandro Lopez, Adriano e Quaresma
Jogaram ainda: Paulo Ribeiro, Fernando, João Paulo, Cech, Paulo Assunção, Jorginho, Raul Meireles, Hélder Postiga, Renteria, Tarik e Edgar
Treinador: Jesualdo Ferreira

11 de julho de 2007

FC Porto - SC Irene


No primeiro teste da pré-época, o FC Porto goleou o SC Irene por 10-0, tendo o treinador Jesualdo Ferreira utilizado o esquema de três defesas, que havia sido adoptado na época 2005/2006 pelo técnico holandês Co Adriaanse.

Um treino diferente, com contornos de jogo e exigência de sucesso, um fim de tarde empolgado em Tegelen, com a localidade a parar para receber o campeão português e o F.C. Porto a responder com uma exibição interessante e empenhada, a exibir já muitos dos ensinamentos vincados por Jesualdo Ferreira no trabalho de pré-época. O resultado dilatado diz tudo sobre a diferença de andamentos. Mas diz também que o Dragão veio de férias com a voracidade habitual. Pronto a conquistar novos horizontes

F.C. PORTO: Paulo Ribeiro; João Paulo, Bruno Alves «cap.» e Lino; Paulo Assunção, Raul Meireles, Jorginho e Hélder Postiga; Quaresma, Adriano e Lisandro Lopez
Jogaram ainda: Ruca, Pedro Emanuel, Cech, Fernando, Kazmierczak, Bolatti, Tarik, Luís Aguiar, Edgar, Renteria
Treinador: Jesualdo Ferreira
Ao intervalo: 0-7
Marcadores: Bruno Alves (5m), Lisandro Lopez (6m), Quaresma (22 e 27m), Adriano (24 e 33m), Hélder Postiga (25 e 60m), Edgar (57m) e Renteria (89m)

O próximo jogo será disputado já no sábado frente aos holandeses do Den Bosch.

7 de julho de 2007

Já rola a bola


O F.C. Porto venceu na manhã deste sábado, no Centro de Treinos do Olival, o Tourizense, da II Divisão, por 6-3 no primeiro jogo-treino da pré-época que decorreu à porta fechada. Ao intervalo verificava-se um empate a duas bolas.

O médio uruguaio Luís Aguiar, um dos «reforços» portistas para a nova temporada, esteve em plano saliente pelo que jogou e ao apontar dois golos no decorrer do segundo tempo.

Jesualdo Ferreira utilizou todos os elementos disponíveis, à excepção do guarda-redes Paulo Ribeiro que a seu pedido não participou na sessão.


Equipas: FC PORTO (primeira parte) - Nuno; Bosingwa, Pepe, Bruno Alves e Marek Cech; Paulo Assunção, Raul Meireles, Jorginho e Lisandro Lopez; Adriano e Ricardo Quaresma. (segunda parte): Ruca, João Paulo, Pedro Emanuel, Lino, Bolatti (Fernando), Kazmierczak, Luís Aguiar, Tarik Sektioui (Rui Pedro), Edgar, Hélder Postiga e Renteria.

TOURIZENSE - Eduardo; Xavier, Kay, Orlando e Hugo Simões; Sopas, Tiago Rosa e Bruno Lemos; Sílvio, David I e Rui Miguel. Jogaram ainda: Ruben, Chico, Fábio Santos, Diogo, André, Diogo Melo, Lica, Ito, Traquina, Eder, Marco, Cubano, Fábio Pais e David II.


Árbitro: Hélder Lamas (Porto).


Golos:FC Porto: Adriano (penalty), Quaresma, Hélder Postiga, Edgar e Luís Aguiar (2).

Tourizense: David, Rui Miguel e Liça.

27 de junho de 2007

Jogos de pré-temporada


São nove os jogos a realizar na pré-temporada, prestes a iniciar-se. O estágio, a realizar-se na Holanda, prevê também a participação no Torneio de Roterdão.

No primeiro encontro de carácter particular da pré-época, os azuis e brancos defrontam, no dia 11 de Julho, os amadores do SC Irene, cujo relvado utilizarão no decorrer do estágio. Três dias depois, em Hertogenbosch, a equipa de Jesualdo Ferreira terá como adversário o Den Bosch, da II Divisão holandesa.O Genk, da I Divisão belga, será o derradeiro oponente no estágio. O jogo está marcado para o dia 18, na Bélgica, e antecederá o regresso dos «dragões» ao Porto.
No dia 21, o FC Porto apresenta-se aos associados frente ao Mónaco, numa espécie de reedição da final da Liga dos Campeões de 2004. Portugueses e monegascos reencontram-se cinco dias depois em Bérgamo, para participar com o Atalanta no Torneio do Centenário do clube italiano, em que cada uma das equipas disputará duas partidas de 45 minutos.
De volta à Invicta, os «dragões» defrontam o Boavista no Estádio do Bessa, a 28 de Julho, antes de regressarem à Holanda para participar no Torneio de Roterdão, onde medem forças com holandeses do Feyenoord, a 3 de Agosto, e os chineses do Shangai Shenhua, no dia 5.
Para 11 de Agosto está marcado o arranque oficial da época 2007/2008, com o jogo frente ao Sporting na Supertaça.
Como podem verificar, todos os clubes têm um link associado. Basta clicar sobre o nome do respectivo adversário do Porto, para ficarem a par das novidades a nível do plantel.

26 de junho de 2007

Torneio de Roterdão

«Dragões» no Torneio de Roterdão

O F.C. Porto vai participar, entre 3 e 5 de Agosto, no Torneio de Roterdão, na Holanda, prova que reúne, além do campeão português, os holandeses do Feyenoord, clube anfitrião, os chineses do Shanghai Shenhua FC e os ingleses do Liverpool.

O FC Porto estreia-se na competição defrontando o Feyenoord às 19:45 (hora portuguesa) de sexta-feira, 3 de Agosto, jogando dois dias depois, pelas 16h45, com os chineses do Shanghai Shenhua FC. Os bilhetes para o torneio podem ser adquiridos através do «site» oficial da prova.

28 de maio de 2007

Jogo de Campeões

Caíu o pano sobre a época 2006/07. Uma época vitoriosa, vencedora, como é apanágio no clube. Nada melhor do que, como forma de consagração, juntar no mesmo palco não um, mas dois Campeões. De um lado, o brilhante vencedor da Superliga, mostrando aos seus adeptos o 22º título da sua história. Do outro, a formação oriunda de Matosinhos, o histórico Leixões e os seus militantes adeptos, ainda na ressaca de uma subida ao escalão máximo do futebol português. O resultado, nestas situações, é sempre o elemento menos importante. Para a história fica a vitória azul e branca, materializada bem cedo por Lizandro. Num Estádio em ponto de ebulição, empolgado com os feitos recentes dos seus ídolos, o jogo teve vários motivos de interesse acrescido:
  • Na guarda da baliza portista, VITOR BAÍA, realizando provavelmente o seu último joo de Dragão ao peito;
  • Aos 60', a entrada do capitão, por direito próprio, regressado de uma lesão. PEDRO EMANUEL recebeu uma das ovações do dia;
  • A merecida homenagem às modalidades amadoras, com particular destaque ao Basquetebol (vencedor da Taça de Portugal), Andebol (vencedor da Taça de Portugal) e Hóquei (Campeões Nacionais pela 6ª vez consecutiva);
  • A homenagem, comemorando o 20º aniversário, aos heróis de Viena, que conquistaram a 1ª Taça dos Campeões Europeus em futebol para o clube.

Foi, como se constata, uma noite de emoções. É assim a vida gloriosa do Dragão!

FICHA DE JOGO
Festa dos Campeões - 27 de Maio de 2007

Estádio do Dragão, no Porto
Árbitro: Rui Costa (Porto)

Assistentes: Serafim Nogueira e João Silva
4º árbitro: Carlos Duarte

F.C. PORTO: Vítor Baía «cap.», Bosingwa, Pepe, Bruno Alves e Fucile; Paulo Assunção, Raúl Meireles e Jorginho; Quaresma, Lisandro López e Adriano.
Jogaram ainda: Paulo Ribeiro, Ricardo Costa, Pedro Emanuel, Alan, Lucas e João Paulo.
Treinador: Jesualdo Ferreira
LEIXÕES: Beto, Marco Cadete, Elvis «cap.», Nuno Silva, Hugo Morais; Jorge Duarte, Nuno Amaro, Pedro Cervantes, Filipe, Nandinho e Roberto.
Jogaram ainda: Fonseca, Ruben, Cleuber, Malafaia, Ricardo Jorge, Moita, Joel, Bruno China, Cristóvão, Cícero, Jorge Gonçalves, Alexandre, Leandro Tatu e Xavier.
Treinador: Vítor Oliveira
Ao intervalo: 1-0
Marcadores: Lisandro (3min)