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13 de dezembro de 2008

Não há Tomba-Gigantes

Pois. Por momentos parecia que sim. Que a Taça continuaria a perpetuar aquele mito dos pequenos a conseguirem, pontualmente, vencer os grandes. E hoje parecia que seria um dia desses. Até que Beto defendeu o último penalty. Não há Tomba-Gigantes...

ps: Jogo honesto do Porto em Cinfães. Excelente a réplica da equipa da casa. Magnífico o esplendor de Guarin, assumindo-se como o homem da partida e mostrando, se fosse necessário, que é uma alternativa válida para a titularidade, no onze principal

10 de novembro de 2008

Vitória Épica

Em breve o artigo neste espaço. Até lá, pode sempre dar uma espreitadela aqui...

Só umas breves notas. Mesmo com 45 minutos de atraso fomos dignos. Lutadores. Merecedores de envergar aquele emblema. Perdidos nos labirintos obscuros da mente de Jesualdo, os jogadores deram uma resposta cabal, de espírito corporativo, numa entreajuda notável.

Assistiu-se à redenção de Helton, felino na defesa das redes portistas. A um golo memorável de Hulk, verdadeiro diamante por lapidar. A um execrável trabalho jornalistíco dos comentadores da TVI, facciosos até à medula, numa deplorável manifestação de tacanhez e ódio que se julgaria extinta. E, claro, ao aparecimento de Bruno Paixão. Em todo o seu esplendor.

Será, estou certo, o bode expiatório perfeito para a frustração que grassa na turba leonina. Pouco fez por isso. O verdugo de Campo Maior, o homem que literalmente terminou com o jejum de títulos leonino, amparou enquanto pode o sonho de Paulo Bento e seus pares. Mas nada pode fazer contra os desígnios da sorte. A lotaria dos penaltys premiou-nos. Justamente.

18 de maio de 2008

É hoje!

Sim, é hoje. A grande festa da Taça tem marcado o seu dia, no calendário. Num Estádio sem condições, obsoleto, decrépito, mas teimosamente resistente à inovação. "É tradição", bradam alguns, indignados com as acusações e tentativas de mudança do local do jogo. "A festa ali faz sentido", apoiam os velhos do Restelo, incapazes de perceberem a voragem do tempo...

"Que jogue ali, então, a Selecção das Quinas", riposto eu, farto de argumentação oca e rebuscada, que procura eternizar um mito já falido. Mas, infelizmente, é mesmo ali que teremos que arrostar com a falta de condições.

E eu vou lá estar. No apoio incessante a uma equipa que merece terminar a temporada em grande. Uma equipa de qualidade, cujo domínio foi demasiado avassalador, demasiado contundente para um País habitado por trolls mesquinhos...

E é a esses que eu quero dedicar a vitória.

ps: Com o Bruno Rocha, habitual cronista destas paragens, a servir de motorista, muito provavelment só haverá crónica do jogo na 2ª feira, e lá para a tardinha. Sim, lá para a tardinha, que eu ainda não sou um blogger profissional e tenho que ganhar a vida de outra forma...

16 de maio de 2008

Inequação da Conspiração!!! …Inspiração e Transpiração!!!

A final da Taça vista pelo olhar do Bruno Rocha...

"Confundem-se os termos, interligam-se os conceitos amiúde nesta onda de credibilização do futebol Luso. A Nação Azul na sua cada vez mais audível franja de adeptos povoa os espaços de opinião, inunda a rede de solidariedade para com o líder, alvitram-se desmesurados porquês e tal e qual inúmeros treinadores de bancada cada cabeça sua sentença cada corpo justiça minha…

Se o ciberespaço é aquele que melhor traduz a minha proximidade para com o perpetrado ataque, milimetricamente despoletado com o fim de diluir e branquear o desgoverno que assola não só o País mas também a casa dos ditos bons chefes de família, não farei do mesmo arma de arremesso nem lhe darei inteligência autónoma para que nestas linhas se configurem novos cenários.

Coabita em mim uma certeza maior, o Azul é a minha cor, o Dragão é o espelho da minha raça e quanto mais ataques nos debitam mais forte é a vontade de perpetuar o espírito portista nos meus ascendentes dependentes…o Fcporto será sempre o Fcporto por muito que engendrem cenários inspirados e transpirem fartas congeminações da maior cabala conspirada face a um só emblema. Quanto mais leio e me actualizo face a tema do momento mais certo estou que nada muda na relação dos que sentem o Porto como parte integrante de nós.

Com todo o aparato e questiúnculas, aproveitam-se os demais para minorar e colocar em 2º plano a festa da Taça e a iminência da dobradinha...para mim será o regresso ao convívio dos jogos In Loco o retornar ao Jamor. É longínqua a data da última partida assistida para o dito efeito, frente aos leões da madeira (Marítimo), 2-0 foi o resultado, no meu histórico de finais conto também a finalíssima frente a este mesmo Sporting, meio de semana a noite como aliada e inúmeros adeptos leões haveriam de me ver festejar em plena tribuna central mais uma taça a caminho das vitrinas Azuis. Foi largo o interregno muito por força da dificuldade de garantir o bilhete mágico, pois os Dragões esses continuaram a brindar-me com presenças e vitorias na festa do futebol. Desta feita quem tem amigos não morre na cadeia (Valentim Loureiro por esta altura não dirá bem o mesmo), como tal será um Domingo diferente, inspirado pelo ambiente vou de certo transpirar com o calor emanado das bancadas, será como sempre uma miscelânea de cor, incentivos, cânticos e vozes que nos conduzam a vitoria.

Se o ambiente envolto ao jogo é por si só fantástico, o adversário encerra em si as dificuldades costumeiras, depois de para o campeonato os embates não terem traduzido em resultados a nossa natural supremacia, saldando-se os confrontos numa vitoria caseira para ambos os emblemas é certo que todos os Portistas tem ainda na garganta o nó da Supertaça, em Leiria foi um tiro certeiro de Izmailov que resolveu a contenda tendo Bruno Paixão impedido os Azuis e brancos de equilibrar os pratos da balança ao fazer vista grossa a defesa de Tonel dentro da área de rigor.

Meses depois a época futebolística tem a inusitada conspiração e incauta propriedade coincidente de acabar como começou…Dragões frente a Leões!!! Só isso porque este Sporting é diferente ou se quisermos é muito igual ao de então, mudam alguns nomes muda pouco aquilo que tacticamente serão capazes de apresentar no relvado de Oeiras. Na Baliza um futuro internacional e convocado para o Euro 2008, na lateral esquerda um italiano vindo no mercado de inverno, sem Liedson mas com Derlei e Djaló e mais um emaranhado de nunces tácticas onde toda a gente passa por inúmeras posições na zona intermédia sem se fixar em definitivo, de losango a quadrado invertido, sem extremos mas com futebol de extremos pois são capazes do 8 e do 80, estes leões não me inspiram confiança. Paulo Bento é um conspirador convicto de artimanhas e fórmulas solventes que diluem o futebol Azul, mesmo quando levam um banho de bola.

Dubiamente Mestre, de quem não espero inspiração alguma nem para bem nem para mal é do Globo D’Ouro Jesualdo, com excepção de Nuno, (que a sorte e competência o acompanhem de forma mais salutar que a ultima vez que pisou o relvado do vale do Jamor, pois foi aposta de Mourinho na Taça frente aos encarnados e foi também pelas mãos dele que começamos a deixar fugir o caneco), o traje será o de tantas outras ocasiões, sério e competente. Na verdade confundem-se-me os suores frios com a transpiração latente fruto do receio e da imperceptibilidade do apuro de forma que o Onze apresentará para a conquista da Dobradinha. Depois do desastre Nacional, com as transições ofensivas ao abrigo da lei da poupança, rotatividade e descanso activo, confesso-me pouco conivente com a dita estratégia, se a tudo juntar-mos o remanescente acicatar do mercado pelos passes de muitos dos nossos artistas, Bosingwa é bem o exemplo, então é que se me acelera o batimento cardíaco e me vejo inspirar fundo face as minhas conspirações interiores…Ao contrario do que é meu timbre não vou conspirar nenhum desenho táctico que redunde em formula resolvente para obstar a dificuldade que é bater os leões, incógnitas são algumas as variáveis mais que muitas tendo a equação um só propósito, bom futebol.

Fazendo jus ao titulo uma boa dose de transpiração bem ao jeito de Lisandro, Assunção e Meireles mesclada com a inspiração de Quaresma, Lucho e Tarik, podem não ser suficientes face a conspiração arbitral que coloca Olegário no caminho do Trofeú.

Taça é Festa, com piquenique, coiratos, cerveja e muitos outros ícones da tribo do futebol a marcar presença, conspirem-se os mais diversos cenários, inspirem-se os melhores dentro do palco e de certo todo eu transpirarei Porto nesse dia, pois ao Jamor eu VOU e sempre que assim foi a dita Veio…pois assim seja uma vez mais!!!

Como nota de rodapé e a margem de tudo isto, volto ao fim de semana passado…Desculpem-me os demais e sobretudo os que vivem as mesma cores que eu, mas ainda que podendo ser um subterfúgio para a época miserável, deixo o meu aplauso ao maestro da luz e a forma condigna como soube sair mesmo que não sendo no auge.

O Benfica soube prestar homenagem alguém que o que fez de melhor pelo clube foi saber estar ao serviço do mesmo, não foram os títulos que conquistou ostentando a águia ao peito foi o amor que pós no envergar dessa mesma camisola que o enalteceu e o tornou o orgulho das gentes do bairro da 2ª circular…e nós Portistas que fizemos pelo Baía e pelo J.Costa para não falar noutros?!?!?!!?

Bruno Rocha"

15 de abril de 2008

Na Final!

TAÇA DE PORTUGAL, MEIA-FINAL

Estádio do Bonfim, em Setúbal

Setúbal, 0 - Porto, 3
[jorginho p.b; lucho(2)]

Hora: 20.30
Árbitro: Pedro Proença (Lisboa)

FC PORTO:Nuno; Bosingwa, Pedro Emanuel, Bruno Alves e Fucile; Paulo Assunção, Lucho González, e Raul Meireles; Quaresma, Tarik e Lisandro.
Suplentes: Hugo Ventura, João Paulo, Lino, Kazmierczak, Mariano, Farías e Adriano.
Treinador: Jesualdo Ferreira

Contundente. Á Campeão. Foi assim a passagem dos azuis e brancos pela terra que viu nascer Mourinho. Categórica demonstração de força, classe e qualidade sobrenatural, vencendo e convencendo, dando a ideia de que, se preciso fosse, mais golos estariam reservados aos anfitriões...

Foi uma primeira parte que não fugiu ao esperado. Porto mandão, dominador, frente a um Setúbal retraído, aguardando um erro dos azuis e brancos para se adiantar no marcador. Nada que não se estivesse à espera. O sinal mais dos campeões nacionais foi dado, nos minutos iniciais, por Bruno Alves, fogoso a empurrar a equipa para a frente.

Os sadinos, fortemente apoiados pelo seu público, procuravam equilibrar a contenda, com Pitbull a cotar-se como o elemento mais perigoso e, por isso, mais vigiado. Com Quaresma displicente, coube a Lucho o comando das operações ofensivas, com passes aveludados e toques de bola acetinados, num verdadeiro regalo para quem admira perfomances de qualidade acima da média.

Bosingwa, no flanco direito, ía dinamitando a defesa contrária, com raides perigosos, mistos de velocidade e técnica, criando espaços, oferecendo em bandejas de prata lances de perigo. Estava escrito que seriam os Dragões a adiantarem-se no marcador. De bola parada.

Canto do lado esquerdo e Jorginho, infeliz, a introduzir o esférico na própria baliza. Uma vantagem justa, perfeitamente aceitável, que não se dilatou até ao apito de Pedro Proença, a convidar para o descanso, por mera inépcia dos pupilos de Jesualdo.

Várias vezes, algumas em sucessão, Eduardo viu as suas redes prestes a serem violadas, pela 2ª vez. Lances claros de golo, negados pela intervenção milagrosa de algum defesa ou por uma ineficácia estranha no momento do remate...

A segunda parte foi um passeio. Graças à precisão e qualidade de El Comandante. Lucho Gonzalez. Um verdadeiro luxo poder contar com um jogador desta estirpe, fazendo jus ao epíteto que lhe colocaram. Um comandante, dentro das quatro linhas...

Os segundos 45 minutos resumem-se apenas a isso. A uma história de encantar, protagonizada por heróicos jogadores de azul vestidos, capazes de suportarem o ambiente de enorme hostilidade criado pelas declarações irresponsáveis e cobardes de Carvalhal...

O treinador anfitrião, com um ego desmesurado, julga-se a "next big thing" do futebol tuga. Uma espécie de visionário, catedrático em práticas rasteiras. As críticas veladas, findo o jogo do campeonato, foram cirurgicamente preparadas para criar um condicionamento à arbitragem da meia-final. É a arma dos pobres. Dos tristes. Mas essa, perante a galhardia e bravura, nada consegue. Carvalhal é apenas mais um mero imitador. Até o sobretudo, imaculadamente vestido, o estereotipa, num arremedo mal amanhado de um condutor de homens.

O País podia, serenamente, aceitar a superioridade inquestionável dos portistas. Ela é semanalmente colocada à prova, com os resultados conseguidos...

Mas não. Existe uma espécie à parte, nesta fauna que vive do futebol. Os comentadores. Os da SIC, hoje, prestaram mais um verdadeiro atentado ao pudor, à inteligência, à imparcialidade, assassinando todo o código deontológico que deveria nortear as suas profissões...

Comentários indisfarçadamente recheados de ódio, deixando cair a ténue camada de civismo com que foram pincelados. Veneno destilado logo nos instantes iniciais, bramindo contra a não expulsão de Assunção [uma mera falta a meio-campo, bem ajuizada e punida em conformidade por Pedro Proença], mostrando à saciedade o tumor que lhes corrói as entranhas: as vitórias do PORTO!

Mas esse é um "mal" que não se extirpa. Tem demasiadas metásteses. ADN carregado com um código. O dos vencedores. Por isso, meus caros, terão muito que amargar, nos próximos anos...

14 de abril de 2008

Roubos...Rebu"Sado"s...e Taça!

A habitual antevisão dos jogos do Porto, por Bruno Rocha...

Concomitantemente e propositadamente após os festejos e celebrações na Alameda propus-me a um afastamento para com a realidade bipolar da Bwin. De um lado uma equipa competente, organizada, recheada de valores técnicos e individuais onde em alta rotação se transforma amiúde num rolo compressor sob um qualquer relvado deste País a beira-mar plantado. No outro pólo que nem sempre oposto a gritaria e useiro histerismo de quem quer mas não consegue ombrear na luta pelo lugar cimeiro de uma tabela que ousa cada vez mais patentear novos emblemas em lugares ate aqui destinados a lutas menores mas que permitem o encaixe de alguns cobres.

Perante a macrocefalia de gigantes adormecidos, exultam os Davids, férreos conquistadores com hercúleas bases genéticas de lutadores inveterados, gentes de vibrantes e extenuantes fôlegos habituados a dobrarem a força das ondas para sob intempéries ou abruptos raios solares trazerem o sustento para o lar. Faz-se destas e de outras estórias ano após ano o nosso campeonato sem que o argumentista de tal guião tenha a congruente capacidade de fugir aos habitués casos de polícia ou roubos de igreja. Na verdade em ano em que o debate sobre a insegurança que habita a nossa sociedade este em voga, foram muitos os assaltos, os carjackings sem recorrer ao tradicional autocarro que se observam em alguns palcos da nossa liga.

Na catedral bem ao jeito do spot publicitário bancário, chamem a policia que eu não jogo, o chamado assalto aos bolsos dos sócios e patrocinadores na ilusão de alimentar a melhor equipa da última década. Ele foram roubos por esticão onde qualquer adversário cuja intenção fosse esticar o jogo para a área ofensiva se garantizava em sair com um pontinho no bornal, onde até os ciganos tiveram direito a vender em tal palco de feira de vaidades o seu produto de marca “trivela” sem que a Asae pudesse autuar e confiscar tais predicados. Os viscondes mais altivos depois de em outros anos terem alimentado no seu terreiro algumas bocas, este ano depois de casa roubada trancas à porta, tal qual debutantes os leões saíam em grupo do seu covil mas perante um qualquer gang do futebol sucumbiam, vendo-se despojados dos atributos que fizeram perigar o titulo transacto dos Azuis e brancos.

Sem grande correlação serve ainda assim este monólogo interior para congeminar e antever a meia-final a beira Sado. Depois de Jesualdo ter dado minutos a 2ª linha Azul, um rebuçadinho, a quem ajuda as 1ªs escolhas a serem melhores sem detrimento da filosofia do futebol Draconiano, ainda assim não abdicou de algumas pedras base e que conferem agilidade de processos as transições e rotinas, sendo por isso o sector defensivo o mais afectado onde só a meio tempo os laterais sobreviveram à mudança, rotatividade e cuidados de poupança com vista ao objectivo Taça.

Se é verdade que os sadinos criaram o habitue de constantes presenças em finais de Taça, tendo inclusive vencido a estreante Taça da Liga e onde nas últimas 3 edições da festa do futebol ganharam ao Benfica tendo perdido frente aos Dragões na sua 2ª consecutiva final, seria o bis!!! … O Dragão alienou novo troféu fazendo a dobradinha. Na noite de 3ª feira e após o ensaio de estratégias e tomando por conta o resumo televisivo que assisti, a 1ª impressão é que será preciso o melhor Porto para nos levar ao Jamor, será de certo preciso um futebol mais “Tri”turante, capaz de logo a raiz manifestar intenção de cortar as veleidades ao um Setúbal que fará deste embate não o jogo do ano mas onde depositam enormes esperanças de culminar a época de forma quase inigualável e sem precedentes históricos.

Carvalhal um técnico da nova geração um pós Mourinho em quem muitos depositam confiadas boas venturas não só ao serviço dos sadinos mas até ao leme de outros emblemas procura também ele a sua 2ª final, depois de com o Bebés Matosinhenses se ter estreado nessas lides. Astuto na estratégia, competente na liderança dos valores que operam na manobra do seu Setúbal são inegáveis os méritos, reabilitou alguns jogadores e ate consentaneamente as contas do clube Sadino e promete vender cara a eliminatória. O Vitoria não se remete a uma defesa profiada, conta com uma linha média laboriosa e com laivos de requinte técnico, na frente ofensiva o expoente máximo é Pitbull, sagaz na hora de atirar a baliza adversaria põe em sentido qualquer ultimo reduto, sendo muito e bem coadjuvado por B.Gama outra seta apontada a baliza forasteira.

Mais que falar nos atributos e qualidades que despontam na equipa vitoriana é bom que os Azuis e brancos se mostrem conscientes das dificuldades e ao contrário do que o treino das grandes penalidades indica a eliminatória não seja decidida nessa lotaria, o Mister dos azuis por certo fará alinhar o Onze tipo, sendo que neste intervalo de tempo que medeia a escrita e o inicio da partida só Helton e Quaresma se debatem com algumas debilidades físicas, passíveis contudo de recuperação. Os Dragões pela voz do artilheiro mor, sabe do objectivo e da crença dos adeptos em obter esta final, afiança estarem concentrados e confiantes de que não são dados a falhar nos momentos cruciais e que o embate desta 3ª feira em nada de assemelha ao da partida do ultimo sábado. Bosingwa qual prelector e encartado do nosso futebol põe a tónica nos detalhes como factor determinante do resultado final, aguardo pois que nesses detalhes se incluam vontade, garra, e futebol para que as nossas cores invadam em Maio o Estádio Nacional.

Para culminar um ultimo apontamento sobre o dono do apito, Pedro Proença de seu nome não me augura nada de positivo e com certeza vos digo que este Sr. auspicia interferência com o jogo que se segue para a Bwin…
A ver vamos se não vai haver caldinho para a recepção ao Benfas.

Bruno Rocha

27 de fevereiro de 2008

Não deu galo...

Taça de Portugal - Quartos-de-final
Estádio do Dragão, Porto
Hora: 18:30
Árbitro: Paulo Pereira (Viana do Castelo)

FC PORTO, 1-GIL VICENTE, 0

FC PORTO:Nuno; Bosingwa, João Paulo, Stepanov e Lino; Paulo Assunção, Hélder Barbosa e Kazmierczak; Mariano González, Tarik e Farías.
Suplentes: Ventura, Pedro Emanuel, Cech, Castro, Lisandro López, Adriano, e Lucho.
Treinador: Jesualdo Ferreira

Vitória pela margem mínima, mas suficiente para carimbar o passaporte para as meias-finais da Taça de Portugal. Com várias e esperadas alterações no onze inicial, o Porto disputou o encontro frente ao Gil Vicente, um escalão abaixo nas provas nacionais, num Estádio do Dragão com pouco público. A hora a que se disputou a partida não será alheia à fraca adesão popular...

Neste regresso pontual às ondas hertzianas para acompanhar a partida, sentado a uma secretária a trabalhar, constatei quão errado anda Miguel Sousa Tavares. Apostrofando Helton, no seu último artigo, reivindicando o regresso de Baía para o resto da temporada que falta, o cronista esqueceu-se de um nome, que também faz da segurança o seu lema: Nuno.

Na ingrata missão de jogar, apenas e só, nestes jogos da Taça, o veterano atleta tem, no entanto, trabalhado com afinco e profissionalismo, não se ouvindo a mínima queixa pela quase ausência de oportunidades. Hoje, o guarda-redes portista mostrou que pode ser útil e capaz de ser um elemento nuclear, pela positiva.

Aos 25 e 32 minutos efectuou duas intervenções decisivas no rumo do encontro, com defesas de elevada dificuldade. Foi mesmo por ali que os Dragões começaram a construir o magro mas saboroso triunfo.

O único golo do encontro surgiu aos 23 minutos, num raide do marroquino Tarik, servido por Mariano Gonzalez.

Sempre com o esperado domínio azul e branco ao longo da partida, esta decorreu sem grandes sobressaltos, pese a dignidade com que os "galos" jogaram. Farías, divorciado dos golos à 3 jogos, esbanjou alguns ensejos para dilatar o marcador.

O importante, neste caso, foi mesmo a vitória e a passagem aos derradeiros 90 minutos que nos separam dessa final. A rotatividade imposta por Jesualco permitiu o descanso de alguns jogadores primordiais na equipa, carregando baterias para os importantes e decisivos encontros que se avizinham.

21 de janeiro de 2008

Assobiar d'Alto!

Ainda sobre o caso Quaresma, Bruno Rocha dixit...

"Queixava-me por estes dias em surdina para com o detentor dos direitos deste Blog sobre o facto de a nação Azul viver por estes dias parcas discussões, contribuindo isso para a minha escrita estar menos energizante no soltar de opiniões. Pois bem a Taça faz sempre das suas, em tempo idos mas não esquecidos por esta altura, chorávamos e carpíamos as mágoas do desaire, do vexame e da eliminação as mãos de um qualquer emblema mais ou menos histórico, desta feita teve o condão de agitar e acicatar ânimos fervorosos dos sempre especiais adeptos das cores campeãs….Não interessa disfarçar pois ficou bem visível que já viveu melhores dias a relação entre o detentor da camisola 7 dos Dragões e a sempre fiel moldura humana do Anfiteatro Azul.

Não me interessa saber quem tem razão, ou se existe mesmo alguém que a deva ter, mas confesso que me deixa envergonhado ser capa dos pasquins tais diatribes da nossa família…Pior que isso é que muitos daqueles que se querem fazer notar pela teoria do assobio, sejam também aqueles que quando os Média cá do burgo desatam a vilipendiar e destilar inveja para com o Harry Potter, sejam os primeiros a subir a terreiro em defesa do mesmo. Ainda a bem pouco tempo por altura dos jogos da Selecção Nacional, o agora centro da polémica aparecia fortemente criticado e via serem-lhe atribuídas notas pouco consentâneas com o seu desempenho, quando outros colegas de selecção eram bem menos causticados pelo fraco desempenho.

Nesses tempos o “minino” colhia no seio dos adeptos e simpatizantes Portistas o carinho, os aplausos que lhe afagavam o ego e contribuíam para que ao serviço dos Azuis e brancos continua-se a ser decisivo rumo ao tão almejado Tri. Só que com o mercado de inverno a preparar terreno para o grande defeso, com o nome do Mustang a ser um dos mais ventilados como possível reforço dos mais abonados orçamentos dos clubes da Velha Europa, agudiza-se a sensação de orfandade e a falta de paciência para com o cartel de truques do magico.

Não acho atroz o assobio, não condeno o direito a critica nem acho infame a vaia monumental consagrada ao Cigano, mas muito gostava de perceber o que esta por detrás do gesto, qual o sentido do mesmo….já por diversas vezes presenciei espectáculos, de inicio ouço aplausos sem que quem os recebe tenha feito algo por os merecer, logo de seguida desagrado, e presenteiam-nos com imberbes palavras ou o tão propalado assobio. Certo de que o aplauso os incentiva e os faz notar da nossa presença apelando ao melhor desempenho, o estridente som saído da conjugação de movimento dos lábios com o ar que nos vai cá dentro, os relembra de que continuamos ali e não estamos a gostar, mas também ele pode potenciar num orgulho ferido o volte face para uma melhor exibição, ou não!!!!

Desconheço pois qual será o fim e o propósito dos incidentes, das birras e a repercussão do direito ao contraditório, o que sei é que nós adeptos portista gozamos do facto de sermos especiais e do estarmos mal habituados, de vermos os rivais envoltos em polémicas, para nosso gáudio ainda a bem pouco tempo Nuno Gomes nos atribuía o mérito de paciência de chinês, por ora o caldo entornou e as posições parecem um pouco extremadas, a época ainda agora vai a meio e a verdade é que para além de reforçado o nosso mérito nada ganhamos e precisamos de todos e de nos unir em torno das verdadeiras causas para a época em curso, para tal Quaresma é peça fundamental no esquema de Jesualdo, será como até aqui responsável por muitos e belos momentos de futebol levando que aqueles que o assobiam por ora o voltem a idolatrar.

Sem delongas um dos “culpados” pelo divórcio mora no banco Azul, sim também ao Prof. podem ser assacadas culpas, compete ao mister refrear ânimos e dizer de sua justiça, todos se lembram de como foi rude Adrianse no amansar do espírito rebelde, como o Holandês fez do nº 7 um jogador com missões mais amplas em prol do colectivo e de como isso reabilitou e fez renascer um Quaresma que vivera em terras catalãs algo semelhante. Em muito dos meus Post sobre jogos dos Portistas evidenciei negativamente a supra dependência e excesso de protagonismo do 7 Azul e branco sem que Jesualdo nada fizesse, foi também por ele que a corda esticou ate onde esticou. Harry Potter sendo decisivo e influente na manobra Azul gozou vezes demais da condescendia técnica procurando á força resolver um certo apagão no seu apuro de forma sem que do banco viesse a devida protecção, ressurgiu a custa do seu trabalho e mantém a bitola de ser quem mais assiste os demais companheiros é daqueles de quem sempre mais se espera e a ganhar ou a perder joga sempre da mesma forma, quando todos se escondem ele assume, os génios são assim o certo mesmo é que ainda vamos sentir saudades de o assobiar.

Não interessa disfarçar a plateia do Dragão mais que descontente com Quaresma, naquele momento sentiu o receio dos fantasmas da Taça, pensando que os exorcizava à lei do assobio, curioso é que haveria de ser o destinatário dos assobios a enterrar a eliminatória e a carimbar passagem a próxima ronda, ele a coisas do Diabo...é que assobiar d’alto nem sempre dá bom resultado.

Bruno Rocha"

19 de janeiro de 2008

Dever cumprido


Taça de Portugal - 5.ª eliminatória
Estádio do Dragão, Porto
Hora: 18:30

Árbitro: Artur Soares Dias (Porto)
FC PORTO, 2-DESP. AVES, 0

FC PORTO: Nuno; Fucile, João Paulo, Stepanov e Lino; Bolatti, Lucho e Kazmierczak; Mariano González, Adriano e Farías

Suplentes:Ventura, Pedro Emanuel, Cech, Castro, Raul Meireles, Quaresma e Lisandro López

Treinador: Jesualdo Ferreira

É dífícil escrever sobre um jogo em que apenas se sabe o resultado, dado que o mesmo não foi visto, ouvido ou lido. Não deverá ter sido brilhante a exibição portista, mas também ninguém esperaria um recital de gala nesta eliminatória da Taça.

Jesualdo tinha alertado anteriormente que iria efectuar poupanças, numa evidente prova de confiança no plantel que tem à sua disposição. Aparentemente esquecido das aguras provocadas pelo Atlético, no Dragão, sensivelmente à um ano atrás, o treinador portista aproveitou a soberana ocasião para descansar algumas pedras fundamentais no percurso quase imaculado dos azuis e brancos na temporada já decorrida.

Com uma defesa totalmente remodelada, a recepção ao Aves, emblema curiosamente umbilicalmente ligado ao primeiro título da era Jesualdo, pois foram eles os opositores na última jornada da pretérica época, antevia-se com alguns escolhos pelo caminho.

Farías, o argentino que aterrou no Porto com uma aura de goleador temível na bagagem, mas que pouco tem mostrado, ficou encarregue de ser o aríete para derrubar a equipa oriunda do escalão inferior. Galvanizado pelos parcos 9 minutos jogados frente ao Braga, mas onde a sua produtividade foi inversamente proporcional ao tempo jogado, foi dele o tento inaugural, cabeceando da melhor forma um live cobrado por Lino.

Já nos descontos, Quaresma, entrado na 2ª parte, culminou um contra-ataque e acabou com as pretensas veleidades do Aves. O Porto segue em frente, aparentemente sem grandes sobressaltos, continuando à procura da dobradinha em território nacional.

Venha o próximo!

Poupar? Menos no ganhar!

Antevisão do jogo da Taça pela pena de Bruno Rocha, já um habitué cá da casa...

"Diz a sabedoria empírica que no poupar está o ganho!!!... Sem querer imiscuir-me sobre ditos e ditados a verdade é que a próxima ronda da Taça traz a lume dissertações e fartas reflexões sobre poupança e economia do desgaste nos habituais titulares Azuis e brancos.

Depois da visita aos Flavienses, um onze totalmente alternativo onde muito mudar não rimou com perder, mas que deixou poucas indicações sobre reais e válidas alternativas. O adversário que segue é o Desportivo das Aves, assim de repente o que me vem à mente dizer sobre tal rival é que para além de novo entreposto e laboratório de crescimento de novas galinhas, tem um percurso paupérrimo e/ou deplorável na Liga Vitalis, (não esqueçamos foram um dos despromovidos da Bwin), a que se somaram as mudanças de treinador…

Mas Taça é taça, e a festa do futebol Luso é pródiga em Tomba Gigantes, certamente da Vila Avense, surgirá um opositor raçudo ávido pelo seu jogo do ano, onde só a ideia de não jogar para os pontos serve de catalisador para emergirem níveis de motivação altíssimos, exponencialmente agravados pelo prazer que é subir ao sempre resplandecente anfiteatro Azul, tudo o mais no adversário são incógnitas para mim.

A Nação Portista tem bem presente algumas agruras e dissabores nestas competições a eliminar, é certo que intra muros menos dados a estas surpresas, já baqueamos e fomos vergados ao peso da derrota e sobretudo ao vexame de inglórias exibições, não passará contudo nas massas encefálicas mais pessimista dos adepto das mui nobres cores que lideram o campeonato, tal desiderato para sábado. Inebriados pela eloquente e luxuosa prestação exibicional frente aos arsenalista e com Alvalade em ponto de mira, Jesualdo tem pela frente a espinhosa e hercúlea tarefa de motivar e gerir o plantel. Janeiro não se tem afirmado como mês de grande desgaste e quando se esperava que fossem os perseguidores a pelo menos provocarem desgaste emocional no ter de manter a bitola e conservar da distância pontual, foram os Azuis a demenciar e pôr os nervos em franja aos rivais.

É com base no capital angariado que o Prof. vai abordar a eliminatória, haverá mexidas, novas oportunidades, repouso absoluto para uns e descanso activo para outros, ás duvidas residem apenas nos nomes eleitos e bafejados pela “sorte” de tal benevolência.

Para os que forem chamados a terreiro, fazendo fé que não desperdiçarão o ensejo de provar a sua valia e justificarem os alguns milhares de euros investidos, confesso-me curioso por ver Farias agora reencontrado com os golos emancipar-se não só por 10 minutos, aguardo um Stepanov menos verde e mais instruído sobre a teoria do erro e claro a coqueluche do momento Hélder Barbosa como novo bastião da magia e perfume do futebol Azul.

Avesso a poupanças sou adepto de equipas com rendimento profícuo e energizante, capazes de solucionar cedo labirintos e encruzilhadas com que os adversários nos confrontam. E não sendo nestes embates que daremos tréguas aos nossos melhores guerreiros, mais duras se tornarão futuras batalhas e é bem verosímil que as nossas principais guerras são a Bwin e a Champions, pelo que então dê-se lugar à poupança sem que se corte no direito ao bom futebol, com os princípios e muito menos com o hábito de ganhar.

A promessa de mínguas alterações ao valor da carga genética deste Dragão ficou no ar, contudo as leis do genoma para o vespertino Sábado de Taça serão ditadas pelos genes recessivos.

Nuno, Fucile, Stepanov, J. Paulo, Lino, Bolatti, Kaz, Mariano Gonzalez, M.Cech, Adriano e Farias, outros estarão na calha por certo bem guardados pelos habituais genes dominantes. Em época de saldos, há quem muito saiba poupar, outros a comprar gato por lebre e a enfiar barretes…eu cá por mim já me contento em estar presente na fase seguinte, Ganhar mesmo que Jesualdo teime em muito poupar.

Bruno Rocha"

7 de dezembro de 2007

Quais Chaves?...para a Taça!!!

Ainda a rejubilar com o farto depenar galináceo que foi o triunfo no passado sábado no galinheiro capital (que belo banho de bola…retemperador de almas e egos), os pupilos de Jesualdo preparam-se agora frente aos Flavienses para a estreia no objectivo secundário dos maiores emblemas Lusos, em jogo a contar para a 4ª eliminatória da Taça de Portugal, a 1ª para os Dragões.

Diz o povo, “Taça é Festa”, uns evitam surpresas outros viram tomba gigantes, os homens de azul e vermelho rubro (Barcelona do Marão), provenientes de Chaves, afastados dos grandes palcos vai para largos anos, mas pouco vassalos mormente com os ditos grandes, estão crentes e dispostos a serem a próxima arma apontada à cabeça do Dragão e a esperarem pelo momento oportuno de darem o tiro fatal nas aspirações dos Bicampeões Nacionais na prova.

Avisado que está o Prof., de matanças anteriores, com uns mais atléticos outros porÉm franzinos e provenientes da terra dos milagres, é pedido sobretudo aos jogadores que envergam a camisola do Dragão, empenho, atitude, carácter e o orgulho de sentir o histórico do peso da camisola Azul e branca.

Anunciada a convocatória, meia equipa fica apeada, o timoneiro da nau portista, mais uma vez deu azo às poupanças e resolveu fazer a tão malograda rotatividade do plantel, contam-se seis alterações relativamente as anteriores escolhas. Desta feita, entram directamente para a folha dos eleitos Nuno, B. Alves, Cech, Fucile, Hélder Postiga, João Paulo, Kaz, Bolatti, L. Lima, Lisandro, Lucho, Mariano, P. Assunção, P.Emanuel e ainda Adriano, Castro, Edgar, Lino e Ventura em detrimento de Bosingwa, Helton, Quaresma, Raul Meireles, Stepanov e Tarik.

O Mister volta a deixar os adeptos e simpatizantes com o coração nas mãos, pois é sabido o que as rotatividades de plantel em ocasiões como estas têm de fatais. Jesualdo carrega consigo o estigma dos jogos a eliminar e o peso dos vexames que é ser pouco competente quando a margem de erro é menor.

É mais uma oportunidade para os menos utilizados mostrarem o valor que tem (ou não), se de facto merecem continuar a morar no Porto, ou rumar a outras paragens já em Janeiro, casos como Edgar, Leandrinho, Adriano, Lino, Postiga e Mariano (este último, o fetiche preferido do treinador). Nota-se a ausência de Farias nos escolhidos e mesmo a pouca utilização quando é chamado, é um facto de assinalável, registo, (queimar dinheiro em transferências com nomes sonantes para depois não lhes serem dadas oportunidades i.e tal e qual a trajectória de Diego e Luís Fabiano).

No Desportivo de Chaves estão todos convocados, até o avançado Nuno Curto foi chamado para marcar presença no estágio da equipa, ainda que esteja impedido de defrontar os azuis e brancos devido a lesão muscular. O técnico do actual líder da Série A da II Divisão, António Borges, já disse encarar a partida frente aos bicampeões nacionais como sendo "só mais um jogo”, esperando um bom espectáculo e vai fazendo contas que possa haver um deslize do adversário, contando e chamando também as gentes de Trás-os-Montes para apoiar e encher o Municipal de Chaves.Com a defesa menos batida dos escalões secundários, óptimo cartão de visita e sinal de que para lá do Marão não se sofrem muitos golos não, ainda que a estatística nos mostre que foi por gordos números a ultima vitória dos Dragões (4-0), vai para mais de uma década esse confronto.

A tónica para a eliminatória está dada, não sendo de prever um jogo fácil e ganho à partida pelos homens da Invicta, até porque a pressão e a obrigatoriedade de seguir em frente pesa toda sob os ombros dos líderes da Bwin. Jesualdo em discurso directo deu pouca importância ao passado, promete um Onze formatado com anteriores decepções (fiel ao modelo do 4*3*3 onde só os intérpretes mudam), com espaço na memória para a importância do desafio, afinal de contas é exigido a uma equipa deste calibre, ganhar ou chegar longe em todas as competições que disputa.

Controversa quanto baste em outras ocasiões, esta pode muito bem ser boa altura para a rotatividade, logo que não se promova um corte radical com a filosofia do futebol explanado e os eleitos tenham alta rotação para lá do Marão. Não esqueçamos pois que terça-feira se joga o apuramento para a próxima fase da Champions, e apesar de vermos a concorrência de cima para baixo é preciso máxima força para o confronto com os Turcos.

Depois de os pasquins da nossa praça fazerem capa com a agora eloquente mas mais que notada supremacia e valor do FCPorto, e agora todos aparecem a terreiro a tecerem os mais rasgados elogios à hegemonia e maior organização na conquista de títulos, leva Jesualdo junto das tropas a refrear ânimos e não embandeirar em arco os eventuais excessos de confiança, há pois que apaniguar os mais inexperiente espíritos face a cantiga de embalar que se tornou o chorrilho de verdades sobre o porquê da nossa supremacia se no campeonato e na tabela classificativa, a distância para os demais rivais não terá melhor leitura sobre as devidas diferenças que nos separam dos demais clubes deste País, importa que não sejamos nós agora a contribuir para revigorar os moribundos ou dar nova vida as esperanças de que os Tomba Gigantes tombam-nos sempre e a 1ª Vez.

Puro exercício, mas tão difícil como acertar na chave milionária do concurso da sorte das 6ªs feiras é o de chegar a uma conclusiva ideia sob quais serão aqueles que subirão ao relvado do Municipal Flaviense, face as escolhas e fazendo fé que é mesmo tempo de rodar para voltar a jogar aposto em Nuno, Fucile, J.Paulo, Pedro Emanuel, Lino; Bolatti, Kaz; L.Lima, Mariano, Edgar e Adriano. Fica pois o desafio bloguista que é o de acertar na chave ganhadora para deslindar e desbravar o caminho da taça.

Notas soltas...

1 - Isto preocupa-me. E não é pouco. Não estou minimamente interessado no lavar de roupa suja que se prenuncia, com o lançamento do livro de José Veiga. Não sendo surpresa o ar crispado com que o ex-dirigente do futebol benfiquista fala do seu antigo líder, não deixa de me causar algum espanto as massagens no ego de Pinto da Costa, os elogios, ainda que encapotados, as loas à forma como o nosso presidente dirige o seu clube de sempre.

Tinha ficado de sobreaviso com alguns boatos que pululavam na blogosfera, quando os jornais trouxeram à estampa a notícia do convite de João Bartolomeu a José Veiga, para este ser o homem forte do futebol leiriense. Alguns blogues fizeram logo uma rápida associação, atendendo às cordiais relações mantidas pelas SAD's leiriense e portista. Na altura considerei-os infundados e mal intencionados. O futebol luso vive muito deste abanar de fantasmas do passado e de teorias de conspiração.

Mas começo seriamente a reconsiderar a minha aversão à notícia. Bastou-me ver uma pequena entrevista com o homem-do-gel-no-cabelo para ver que o antigo discurso de ofensas e ataques a Pinto da Costa e ao clube azul e branco tinham sido substituídos por uma postura mais cordata, mais dócil, pontuada por esporádicos elogios [visíveis na capa acima publicada]. E isto não me cheira bem. Não sou ingénuo ao ponto de achar que o futebol tuga pode passar sem associações entre clubes ou os seus dirigentes, ditas de amizade, mas não mais do que uma correlação de interesses, a que se segue sempre, no médio prazo, uma travessia do deserto, quando os cortes de relação acontecem. O Porto, no passado, soube usar este estrategema, de forma sublime, na crispação do ambiente entre os dois rivais sulistas, com tréguas assumidas pontualmente com um ou outro contendor.

Este caso é diferente. É um caso de honra. Eu, pelo menos, não esqueço os remoques diários e sistemáticos que José Veiga lançava, verrinosamente, na imprensa, apostrofando o Porto e tudo o que lhe dizia respeito. E é apenas isso que eu reivindico agora:RESPEITO! Pelo clube, pelos adeptos e pela nossa história. Que isto não seja o forjar de uma nova aliança...

2 - Hoje é dia de Taça de Portugal. Não sendo uma sexta-feira 13, prenúncio de azar, sinto-me sempre algo desconfortavel com estes jogos, perante adversários de escalões inferiores. Eu sei que muito desse desconforto é gerado pelas lembranças. E elas não são nada agradáveis. Marcadas de forma indelével na memória, a eliminação precoce, na época anterior, em pleno Dragão, contra o Atlético e na novel prova instituída esta temporada, onde o nosso algoz, o Fátima, milita na divisão secundária. Por isso, novamente a palavra chave, bem expressa por Jesualdo na confrência de imprensa, é: RESPEITO!

Hoje é para ganhar e jogar, de forma profissional. O contendor não tem um nome sonante, mas merece ser encarado da mesma forma que um adversário da Champions. Será também uma óptima oportunidade para alguns jogadores, menos utilizados, provarem finalmente que têm valor para jogar ao mais alto nível neste País, justificando sua contratação pela melhor equipa lusa. Por certo o treinador portista, atendendo ao calendário sobrecarregado e ao próximo e crucial embate na liga milionária fará algumas alterações. Dirão os mais desconfiados, de sobreaviso após as já referidas eliminações, que é um erro. Eu não acho. Num plantel com a qualidade do portista, qualquer jogador tem que estar preparado para assumir a responsabilidade de jogar, em qualquer altura. Eu sei que isto soa algo forçado e funcionará muito bem, mas no campo teórico. A prática já é diferente. Mas, digo eu, que raio! Existem jogadores insatisfeitos com a condição de suplentes, exigindo uma maior utilização. Pois bem, este jogo, frente ao Chaves, é a oportunidade ideal. Provem que merecem mais tempo de jogo. A bola está do vosso lado...