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7 de janeiro de 2009

Jogo Amigável

Nada melhor para lamber as feridas do que jogar, após uma derrota humilhante, em casa de um clube amigo. Amigo, e com direito a letra maiúscula. Adversário perfeito, macio, onde a boa disposição imperou no banco vitoriano, mesmo causticados por uma arbitragem habilidosa.

Claro que, desta feita, não teremos direito à indignação dos responsáveis encarnados nos jornais, nem aos habituais bitaites do mediático director desportivo vermelho. Pudera. Dois penaltys sonegados ao Guimarães, encarados apenas como acasos do destino. E assim, irmanados na ressaca pós Champions, escreve-se mais um beatífico capítulo do desporto em Portugal.

Cajuda, hilariante na pose, pode respirar aliviado. Terá, por certo, os reforços pretendidos. O Orelhas é amigo, não é?

6 de janeiro de 2009

O visionário das orelhas grandes

Era uma vez...

Poderia começar assim, esta história, como tantas outras fábulas. Mas não começo. Esta não tem final feliz. É protagonizada por um ogre, de orelhas grandes, aparentando sempre um ar messiânico, feliz por poder partilhar com os outros comuns mortais a sua sapiência lendária.

E o ogre, pela postura que adoptou, consegue ser cortejado por um imenso número de correlegionários, sempre dispostos a bajularem o presidente com os maiores apêndices auditivos do País.

O início de 2009 trouxe-nos, por isso, uma prova inestimável da subserviência da imprensa desportiva para com o Dumbo. Num pasquim da praça, o sempre untuoso Delgado deu mais uma prova de vassalagem enjoativa, vergando a espinha dorsal para que Sua Alteza partilhasse com a restante turba os seus pontos de vista.

Todos, coincidentemente, pouco modestos, versando sobretudo em loas encapotadas à sua gestão, à argúcia como presidente e ataques velados a quem, sistematicamente, lhe estilhaça os sonhos.

No meio do costumeiro e conhecido discurso de pacotilha, próprio dos vendedores de banha da cobra ou de pregadores de credos suspeitos, o ogre-dumbo-orelhas ditou a sua sentença:

"Só quero que nos deixem ganhar em campo". Apologético. Laudatório. E com aquela pitada de suspeição que alimenta o mito do sistema.

O Trofense fê-lo descer à terra. Dorido, claro, depois de uma boa sodomização à maneira do Norte. Fazendo com que o orgulho impante murchasse. E, com ele, os sorrisos sarcásticos, as apologias ao "ataque demolidor", os louvores à sagacidade de Quique.

Durante uns dias temos sossego. E a dose de preocupação deles aumentou exponencialmente. Tadinhos. Tão nervosos que andam. Porque será?

Mas olha, podem seguir as dicas de quem sabe:

"Saem e viram à direita para apanhar a Nacional 104. Entram na A3 em Trofa/Santo Tirso, viram em direcção à invicta cidade do Porto, calcorreiam uns quantos quilómetros e apanham a VCI em direcção à Ponte do Freixo. Podem aí aproveitar para dizer novamente adeus quando passarem no Estádio do Dragão, logo depois encontram a portagem dos Carvalhos e, num instantinho, estão novamente em Lisboa. Vão ver que não custa nada, parece muito tempo a matutar mas passa num instantinho."

24 de dezembro de 2008

Boas Festas, Feliz Natal e um Árbitro Corajoso


O branqueamento, em todo o seu esplendor, continua, com os jornais a darem o necessário espaço à indignação de dois pesos pesados da Luz: Nuno Gomes e Rui Costa.

Já se esperava. É tão regular como o frio, nesta época ou a iluminação natalícia. Temos sempre direito, mais dia menos dia, à vox populi, encarnada por figuras de presépio "íntegras", que procuram mostrar à saciedade o quão injusto é o Pai Natal, para os encarnados [ou corja, se preferirem].

Vai daí, apesar do título de campeão de Inverno, apregoado ad nauseum pela imprensa, o director desportivo benfiquista não ficou contente. Continuando a envergar os fatos Armani mesclados com as correntes de ouro, personificando o mais dilecto dos estilos populares [ou labrego, conforme a preferência], o anterior nº 10 mostra-se chocado com a anulação do golo a Cardozo, no recente confronto com o Nacional. Compreende-se. Dois pontinhos a voar provocam sempre mossa.

Como, desta feita e aparentemente, a pressão exercida habitualmente no túnel não deu sucesso [a que não será alheia a formação militar do árbitro, bem capaz de dar duas galhetas bem aplicadas no "maestro"], as páginas da imprensa tornaram-se, assim, no novo ringue onde se procura aplicar a pena de talião.

Felizmente, Pedro Henriques é um GRANDE HOMEM. Tem-nos no sítio. Não só cumpriu escrupulosamente a lei, anulando um golo precedido de falta, como ainda foi capaz, mesmo sob a pressão mediática esperada, de corroborar a justiça da decisão.

Habitualmente temerosos, os homens do apito podem ter aqui um exemplo a seguir. Não há que ter medo de, mesmo ajuizando lances no covil dos encarnados [ou corja, se preferirem], de aplicar as penas correctas, passem elas pela anulação [e bem] de golos, ou outras mais prosaicas.

Sem direito a contraditório, o boi do Rui Costa [sem querer insultar os bovinos] utiliza o estafado e poeirento bode expiatório predilecto dos neandertais sulistas: o sistema, esse famigerado polvo que os impede de vencer regularmente. Passando por cima do estereotipado discurso, próprio para os QI's a que se destina, importava perguntar ao boi do Rui Costa [friso, sem querer insultar os pobres bovinos] onde estava ele quando:

- Luisão mimoseou Sapunaru com uma cotovelada no septo nasal, logo aos 4 minutos do SLB-FCP, sem que o árbitro marcasse a respectiva grande-penalidade e admoestasse o Shreck vermelho com a ordem de expulsão;

- Nuno Gomes, continuamente ausente da principal tarefa de que é incumbido, que é a de marcar golos, mas cada vez mais lesto a atingir à margem das leis os seus adversários, pontapeou Helton, perante o beneplácito do juiz de campo e seus pares;

- Na capital do Móvel, Nuno Gomes prevaricou, ao bom estilo karateca de Bruce Lee, agredindo ignominiosamente um jogador da equipa da casa. Como tudo lhes é permitido, numa espécie de realidade alternativa, Maxi Pereira estreou-se nas lides da tourada. A complacência arbitral, décadas a fio beneficiando o clubezeco do regime, continua válida. E em grande.

Como o boi do Rui Costa [sem qualquer desprimor para os ditos cujos], sempre aureolado por encómios enjoativos, se acha a 8ª maravilha do Mundo, seria de esperar que neste cantinho à beira-mar plantado, onde a democracia já atingiu a maioridade, a isenção, deontologia e crítica acérrima, mas imparcial, dos jornais fizesse o director-desportivo referido descer à terra. Mas não. Os tiques dos sabujos costumeiros, usando consciente e abusivamente as páginas dos pasquins para acertar contas pessoais, em vendetas fátuas, incapazes de discernirem o óbvio: toda a grandeza do Benfas [ou corja, mais apropriadamente] foi alicerçada em maquinações grotescas que desvirtuaram a verdade desportiva, ano após ano. Com a estrela empalidecida, os saudosos da década de 60 continuam a almejar o dia da chegada do D.Sebastião, que os resgatará a anos de desilusões, de frustrações e humilhações. Mas esse dia tarda a chegar.

nota: No meio da hipocrisia geral e histérica, um dos assalariados do clube da Luz saiu-se com uma frase que, à boa maneira de Goebbels, ameaça fazer jurisprudência. "Se fosse favorável ao Porto, Pedro Henriques marcava", debitou o anormalóide de serviço naquelas bandas, com o tom professoral de quem acha que tem razão. Não tem. Pedro Henriques foi o árbitro do último Nacional-Porto. E isto dito assim, por si só, deveria chegar para aqueles que andam atentos ao fenómeno desportivo. Para os outros, relembro o resultado. 1-0, favorável aos homens da Madeira. E recordo também as incidências da partida. Pelo menos, a que aconteceu ao minuto 30. Com 0-0 no marcador. Todos os que viram o jogo foram testemunhas. Do atropelamento, dentro da grande área, que Mariano Gonzalez sofreu. Sem que alguém tirasse a matrícula ao causador do acidente. Para a história, claro está, ficou o resultado. E a ausência de qualquer polémica nas páginas centrais da "Bola". Porque será?

Bom Natal? Foda-se, só mesmo para os portistas. A todos os outros, aquele clã institucionalizado de anti-portistas, que o pior lhes aconteça em 2009.

22 de dezembro de 2008

Ataque "demolidor"

O ataque demolidor, avassalador e mais uma quantidade astronómica de adjectivos elogiosos volou a ficar em branco, frente ao Nacional. Mas vai ter, nas páginas dos pasquins, um alibi do catano. A anulação de um golo, em plena "catedral" da Luz, por muito bem que seja ajuizado o lance [e foi], é sempre motivo de polémica.

Já se sabe. Os campeões de Inverno [hip, hip, hurra] vão começar a utilizar o método torcionário de sempre. O recurso ao estafado tema da arbitragem e do famigerado sistema. Dessa forma, amparados no colinho costumeiro do Delgado, Cartaxana e mais uns quantos, ninguém fala do óbvio.

O Benfas [ou corja, se preferirem] depois de derrotado nas suas pretensões de frequentar a mais alta roda europeia, no Verão de todos os dissabores, viu-se relegado para a UEFA onde, vergonhosamente, saíu pela porta pequena, com um mísero ponto e o último lugar do grupo como mostra da verdadeira qualidade dos esquálidos patetas que constituem o plantel.

Não bastava isso e um rapazinho, com o parcimonioso nome diminutivo de Beto, fez-lhes nova desfeita. Foi o chamado 2 em 1. Duas eliminações, numa semana. Bastaria isso para ser uma semana negra. Mas Quique colocou novo prego no caixão. Afirmou, peremptóriamente, que o objectivo é "conseguir o apuramento para a Champions".

O apuramento, meus caros. Apenas isso. Foi esta frase, lapidar, que provocou um rombo na ancestral arrogância encarnada. Enxovalhados pelo próprio treinador.

Os correlegionários bem que se esforçam por insuflar ânimo nos adeptos. São parangonas atrás de parangonas. Títulos chamativos, apelando à mística, endeusando uns quantos como se constituissem um grupo de jogadores apetecíveis. Mas depois, vem aquele pequeno problema. A bola. E enfiá-la na rede.

nota: Falo de cor, mas aposto que o super-ultra-mega director desportivo do Benfas [ou corja, se preferirem] fez mais uma incursão ao túnel, coagindo a equipa de arbitragem. Nada de novo.

nota2: Aposto que, não tarda nada, algum visionário deixará de se preocupar com os 5,5 milhões de euros que o Porto pagou por metade do passe de Hulk. É que, bem vistas as coisas, esses ainda mostram que foram bem aplicados. Os 4 milhões pagos por Balboa, ou os 10 enterrados nesse "portento" chamado Aimar é que não. E darão que falar. Digo eu.

nota3: Já critiquei, em termos ácidos, o departamento de imprensa do Porto, pela forma como NÃO defende os interesses do clube na comunicação social. Até ontem. Luvas de pelica eram usadas nos duelos cavalheirescos da França romântica, cantada por Alxandre Dumas. Aqui, no Norte, a honra resgata-se, se necessário, a punhos. Foi o que fez Rui Carvalho. Provocações de funcionários da Liga são tratadas de forma conveniente. Para memória futura. Pelo menos, do imbecil que levou nas ventas.

19 de dezembro de 2008

Uma questão matemática

Geralmente até me dou bem com as contas, por mais complicadas que sejam, mas, se bem percebi a originalidade, ontem ficaram a 9 do 8-0, não foi?

1 de dezembro de 2008

Contagem decrescente

Eles já tremem. Depois de aprenderem dolorosamente como se profere, em grego, o numeral 5, viram a soberba levar com um rude golpe, em casa, perante o Setúbal. Existe lá melhor maneira de estilhaçar os sonhos do que o empate do Vitória em tempo de descontos?

Começou a contagem decrescente para o assalto à liderança: 4...3...2

27 de novembro de 2008

O Mundo Real

Não cesso de me surpreender com o sentido de Justiça do futebol. Aquela bola redonda, feita de couro, consegue fazer o papel de Deus, quando quer. Igualar as desgraças, fazer descer, de forma abrupta, do pedestal os pomposamente instalados.

Teceram-se considerações pouco abonatórias quanto ao Porto e à qualidade do plantel, depois da noite negra de Londres. E as loas em redor de Quique, esse "special one" com sotaque espanhol, cresciam exponencialmente, numa imprensa sempre ávida por glorificar as gentes da margem sul.

Dizia para mim mesmo: "deixa-os pousar". E eles iam-se divertindo. Sorrisos bonacheirões, rostos rubicundos de prazer, artigos cáusticos nas páginas dos jornais. Uma pândega. Uma festa de arromba, a cada novo desaire portista.

À inicial apreensão, com a vitória em Kiev, seguiu-se a habitual tentativa de branqueamento de uma vergonhosa arbitragem na Taça, que quase impedia os azuis-e-brancos de seguirem justamente em frente. A apreensão passou para outro nível. Receio. A vitória na Turquia, no inflamado estádio do Fenerbahce, só serviu colocar uns sorrisos amarelos nos rostos de muitos. E aquele nó no estômago, a dificuldade em engolir, a espinha cravada na garganta não enganava. O receio tinha desaparecido. O pânico tinha chegado. Em força.

O Record procurou, como sempre e ao arrepio do código deontológico que os devia nortear, menosprezar o êxito portista, com novo apuramento para os oitavos da Champions. Mas cometeu um erro capital. Na ânsia de achincalhamento, desprotegeu-se. E aquela capa, no pós-vitória do Porto, com Liedson e Messi em grande destaque, secundando o título de "a grande final" vai persegui-los até à eternidade.

Pagaram caramente a incúria. Viram o Sporting, esse "colosso" que conseguiu pela primeira vez na sua história o apuramento para os oitavos da Champions, a ser cilindrado em casa por um Barcelona em traje de passeio. "A grande final" foi algo pífio. Uma demonstração tremenda do que vale a equipa leonina. Nada. Brindada por olés por uma turba desesperada por emoções, num espectáculo circense que provocou pena.

José Delgado, esse paladino de tantas causas anti-portistas, deve ter tido uma premonição. Hoje, na Bola, conseguiu tecer uns elogios aos pupilos de Jesualdo. Tímidos, é certo, mas elogios. Afinal, aparentemente e nas suas sábias palavras, os outros grandes lusos estão a anos luz de distância da competitividade e qualidade que se encontra no Dragão.

Premonitório, já o tinha dito. No Olimpo, esse lugar mítico onde apenas a elite tem acesso, o dream team encarnado, com as pérolas Suazo e Reyes, glorificadas ad nauseum como a nata, foram despertados para uma triste realidade. O futebol é cíclico. E, por cada risada com os passes mortíferos da equipa de Wenger, pagaram hoje os juros. Bem caros, por sinal. Bem vindos ao mundo real, meus caros. Sem colinhos. Sem paliativos.

C'est fini!

27 de Novembro de 2008. 21.30 horas. Acabaram-se oficialmente as piadas sobre o Arsenal-Porto. Enfardar 5 dos gregos do Olympiakos deve mantê-los cabisbaixos, durante uns dias...

20 de novembro de 2008

Provérbios chineses

Detesto as semanas sem polémicas no futebol português. “Porquê?”, perguntarão alguns. “É simples”, responderei eu. Nessas chatas e sensaboronas semanas sem controvérsias, fico praticamente sem assunto.

E assim dou comigo especado em frente do ecrã do computador, olhando sem qualquer inspiração para uma folha de Word em branco. Dando voltas e mais voltas, magicando um assunto digno de registo para cumprir o expectável e escrever uns milhares de caracteres.

Podia falar sobre a melhoria do Porto. Sim, porque é isso que nos anima, neste espaço de tertúlia. Discutir os assuntos da causa azul e branca. Mas mesmo esse tema está gasto, já esmiuçado pelos meus camaradas de escrita, neste mesmo espaço.

Pensei, por momentos, em falar de Paulo Bento. Não propriamente do treinador leonino, mas das suas incendiárias declarações, logo após a eliminação da Taça. Roçando o histerismo, num apelo latente à violência, preconizou a criação de um mau ambiente, em Alvalade, como forma de pressão. Pois bem, existe um ditado chinês que diz que se deve ter cuidado com o que se deseja. Neste momento, esse pensamento não deve largar o responsável pelo futebol verde e branco. Se queria pressão e mau ambiente, teve ambos, em doses bem elevadas, logo após o sensacional Leixões ter silenciado Alvalade. Apupos, insultos, contestação. Não à equipa de arbitragem, como recomendado pelo próprio, mas a si e a alguns postos chave na estrutura directiva. Como dizia bastas vezes o meu Tenente na tropa, “cada um tem o que merece”.

Cogitei escrever umas linhas, curtas que fossem, sobre os rapazes sem nome, que de um momento para o outro saltaram para a ribalta. E não pelos melhores motivos. Para estupefacção de um País, cerca de três dezenas dos principais elementos de uma claque dos encarnados foram alvo de uma rusga policial, com detenções à mistura. Nada de novo, para alguns conhecedores do mundo subterrâneo das principais claques lusas, mas deixando atónitos os crentes na comunicação social. Ciclicamente, as parangonas nos jornais e as aberturas dos noticiários televisivos eram feitos com notícias sobre as hordas vindas de Norte, caracterizados como os novos bárbaros dos tempos modernos. Moçoilos sem cultura, ávidos de radicalismo, criando o caos por onde passavam.Fazendo fé em algum jornalismo que nos tentam impingir, esta legião pretoriana, comungando da fé do Dragão, mereceria ser erradicada. E, neste mundo maniqueísta criado por alguns, os outros eram autênticos meninos do coro. Só lhes faltava a auréola. Mesmo que incendiassem sedes rivais, atirassem very-lights, espancassem incautos espectadores ou ateassem chamas a autocarros. A redoma que lhes colocavam funcionava como um escudo protector. Até agora. E o País despertou para uma nova realidade. Os bárbaros vivem na capital.

Estão armados, numa panóplia assustadora de material de guerra [o pormenor do logotipo encarnado nos tacos de basebol é elucidativo], vivendo num limbo à margem da lei. Faltou apenas responder a uma pergunta. Singela. Como é que uma claque não legalizada tem espaços cedidos no estádio do clube que veneram?

A "mui nobre" Instituição de utilidade pública domiciliada na Luz voltou a mostrar que é verdadeiramente diferente. Bastou uma notícia. Apenas uma. E o veto de quem tem tiques ditatoriais, incapaz de perceber como funciona uma democracia, não tardou. A agência Lusa ficou impedida de frequentar as instalações desportivas do clube da águia. O crime? A revelação dos prémios avultados recebidos pelos administradores da SAD encarnada, numa época em que terminaram em 4º lugar. Fosse em paragens mais a Norte e caia o Carmo e a Trindade. Assim, os opinadores de pacotilha, sempre lestos a destravarem a língua quando o assunto mete as cores azul e branca, ficaram coincidentemente silenciosos. Um silêncio ensurdecedor, envergonhado, mas que não espanta quando as figurinhas em questão não sabem o código deontológico da própria profissão. E não será nesta idade que Cartaxanas e afins aprenderão. Resta-lhes o desconsolo de verem o Benfica a trilhar, por sistema, caminhos pouco recomendáveis...

E, no meio desta minha desinspiração, dei por mim a recordar uma sábia lição. Sempre soube fazer bem a minha auto-avaliação. E confesso que convivo mal com opiniões diferentes da minha. Vivendo neste Mundo de adepto do futebol indígena quase há três décadas, ganhei aquela espécie de arrogância que me faz achar que tenho uma opinião sapiente. Como em relação a Hulk. Não fujo à caracterização da maior parte do adepto comum. Gosto de nomes sonantes. E quando Pinto da Costa resolveu dizer publicamente, na pré-temporada, que os adeptos teriam uma grande surpresa, sonhei. Com avançados mortíferos. Implacáveis. Cujo menção do nome provocasse uma onda de terror nos adeptos adversários. Quando, num belo dia, sai a notícia de que tinha aterrado na Invicta um brasileiro, proveniente do exótico Japão, fiquei em estado comatoso, durante largos minutos. Blasfemei. Gritei impropérios. Teci comentários pouco abonatórios. Como dizem os brasileiros, “xinguei todo o mundo”.

E, mesmo sem conhecer o jogador, dei por mim a moderar o entusiasmo bruto que tinha.Com o decorrer da época, lá ia lançando as farpas, durante o visionamento dos jogos, qual velho dos Marretas, azedo e mesquinho, colocando rótulos pouco abonatórios ao jogador com nome de super-herói. Semana após semana.Mesmo os pormenores interessantes eram desvalorizados, nesta reacção biliar à sua contratação.

Até ao jogo de Alvalade, para a Taça. E aos minuto 65 da partida. Naquele momento, o brasileiro proveniente do Japão, como eu fazia questão de o caracterizar de forma pejorativa, respondeu-me à letra. Provavelmente, como super-herói que é, possui dons de telepatia. Farto de me ouvir, usou o melhor argumento possível para retrucar. Recebeu um passe, ainda no meio-campo defensivo. Um passe aveludado [lindo.perfeito.simples], convidando a sua corrida. Ele não se fez rogado. Moveu os músculos. Uma massa corporal tremenda, energia em estado puro, veias salientes, correndo desenfreadamente. Rochemback ainda o tentou acompanhar. Num esforço inglório. O que pode um pobre homem, envergando uma ridícula camisola com riscas horizontais, fazer contra uma locomotiva humana, avançando a todo o vapor?

Pergunta retórica, claro, pois a marcha não podia ser travada. Hulk correu. Mais rápido do que o vento. Fiquei impressionado, mas com o subconsciente desvalorizando a cavalgada fantástica. Mas aquela era a noite de Hulk. Num lampejo de maldade, não contente com a humilhação imposta ao opositor que o perseguia, de língua de fora, desferiu um remate. Não um vulgar remate. Para finalizar aquela jogada, tinha que ser um disparo especial. Algo que permitisse a todos que viam e viviam aquele momento, perpetuá-lo na memória, até ao fim dos dias. O pontapé foi apocalíptico. Quase como o disparo de uma arma de destruição maciça. Brutal. Violento. Selvagem. Fazendo de Rui Patrício uma espécie de bobo da corte, qual boneco desarticulado numa peça de marionetas. Hulk atingiu o Olimpo, esse patamar mítico reservado apenas a uns quantos predestinados.Eu gritei. De alegria. Felicidade. Sonoramente.

Mas a minha efusividade levou com um balde de água fria. “Não era deste que falavas mal, em todos os jogos?”, perguntou candidamente a minha esposa.Sentei-me, caladinho. Penitenciando-me. E aprendi uma lição. Das grandes. “Nunca julgues um livro pela capa”, é outro provérbio chinês…

ps: publicado oroginalmente no Bibo Porto

15 de novembro de 2008

Stasis benfiquista

Os administradores do Benfica receberam 180 mil euros de prémios relativos à última época. O assessor de imprensa já veio dizer que não é por causa do magnífico 4º lugar obtido. Pois não. Deve ter sido por terem vendido o Simão Sabrosa. Ou pela vitória no Torneio de Chinquilho de Alfragide.

18 de setembro de 2008

O arco-íris...

3 milhões pela participação na Champions, mais 400.000 € por cada jogo, acrescidos de um bónus de 600.000 € pela vitória, tal como a de ontem, frente aos turcos. Compreende-se, cada vez mais, porque é que alguns andaram à procura do arco-íris, durante o Verão, em gabinetes de advogados, nos corredores da UEFA, achando que o pote de ouro estava lá, à espera deles. A Champions pela TV deve ser deprimente…

9 de setembro de 2008

A azia do costume

Como alguns apenas conseguem vencer, ou tentar, fora do campo, não é de espantar que os media tenham sido inundados, nos últimos dias, por boatos, insinuações e toda a gama de atributos mesquinhos que são reconhecidos ao Benfica. Depois de passarem o Verão a tentarem, na secretaria, o que não conseguiram dentro do campo, com a Champions a tornar-se uma obsessão para aqueles lados, mas sem resultados práticos, dado que a UEFA os mandou, literalmente FODER, várias vezes, lembraram-se de outras...

No rescaldo do clássico, em que após a habitual e precoce euforia rapidamente descambou na azia conhecida, lá conseguiram empatar com o beneplácito arbitral do costume, os ressabiados da Luz tentam agora que Rodriguez seja castigado, por uma pretensa agressão. Ora, só mesmo por piada é que se pode considerar, sequer, que o lance em que o uruguaio é interveniente com Nuno Gomes seja uma agressão. Mas compreende-se o porquê do caso. A prática, costumeira, visa apenas lançar um labéu de dúvidas sobre o Porto, branqueando mais uma série clamorosa de erros do juiz da partida, "esquecendo-se" de punir disciplinarmente vários atletas do clube da casa.

Não contentes com isso, lembraram-se de reeditar o caso Mateus, insinuando que Hulk já jogou, esta temporada, por dois clubes no Japão, clamando por uma pretensa justiça que lhes mitigue a frustração que campeia por aqueles lados. É pena que, as mesmas mentes que congeminaram a alarvidade processual, não se tenham dado ao trabalho de pesquisar as regras da FIFA. Poupavam-nos trabalho e evitavam cair no ridículo...

"A dúvida foi levantada por um fórum na Internet afecto ao Benfica e ganhou grande projecção durante o dia de ontem: afinal, a inscrição de Hulk como jogador do FCPorto respeita o “Estatuto e Transferência de Jogadores” da FIFA? A informação que recolhemos é clara: antes de assinarem com o avançado brasileiro, os dragões solicitaram um parecer ao organismo que tutela o futebol internacional, recebendo sinal positivo que fez com que a operação avançasse.Os regulamentos da FIFA dizem que “os jogadores podem ser inscritos por um máximo de três clubes durante uma temporada. Nesse período, o jogador só está elegível para disputar jogos oficiais por dois clubes. Como excepção a esta regra, um jogador que se transfira entre clubes pertencentes a associações com temporadas cruzadas (ou seja, temporada que se inicia no Verão/Outono e temporada que se inicia no Inverno/Primavera) é elegível para disputar jogos oficiais por um terceiro clube”.É o caso, já que Hulk jogou pelos japoneses do Kawasaki Frontale (Março) e do Tokyo Verdy (entre Abril e Julho) antes de se transferir para um campeonato que se rege por outro calendário. Quanto aos uruguaios do Rentistas, o passe do avançado brasileiro apenas era detido por este clube, pelo qual nunca chegou a ser inscrito."
in Record

16 de julho de 2008

E o prémio Kompensan vai para...


É obra. Perder o acesso à Champions desportivamente já deve custar bastante. Se a essa contundente e humilhação privação de poder disputar a competição mais famosa de clubes, com os melhores da Europa, juntarmos as dolorosas e desesperadas tentativas de resolver o caso na secretaria, consegue-se compreender o "melão" com que os benfiquistas andam...

É compreensível. Pateticamente arrastando-se de tribunal em tribunal, de instância em instância, branqueando o comportamento medíocre da equipa de futebol, a mesma que no início da temporada passada foi apelidada pomposamente de "melhor plantel dos últimos 10 anos", para no fim serem confrontados com o veredicto: NÃO VÃO!

Resta-lhes apenas apanhar um lugar, na 1ª fila, no aeroporto de Lisboa, para assistirem in loco à chegada sebastiânica do novo profeta encarnado, com o rótulo de "um dos 3 melhores nº 10 do Mundo". Talvez ele ainda chegue, num dia de nevoeiro. Até lá, porquê não compram o CD com o hino da Champions League? Sempre podem trautear a música...

- ecos na blogosfera

REALMENTE, DEVE DOER...: Foi um domínio de tal forma avassalador que vocês, este ano, até no defeso conseguiram perder.

O PROBLEMA:O problema agora não é resolver o imbróglio de se terem posto 6.000.000 de infelizes no quarto a sonhar alto para nada, ou apenas para terem mais uma desilusão e daquelas bem grandes. O problema vai ser encontrar uma maneira de estimular e espicaçar uma equipa que ainda não iniciou nenhuma das competições para as quais se conseguiu sacrificadamente apurar (nem taça, nem liga, nem taça da liga nem coisa nenhuma) e já vai completamente derrotada.

QUARTO MILAGRE DE VIEIRA:Ser corrido da Champions pela quarta vez numa só época. Há gente que se supera magnificamente.


A agremiação encarnada e o seu mais recente e triste acólito, o Guimarães (que figurinha!), perderam novamente. Os seus intentos de adquirirem em Secretaria aquilo que não venceram em campo foram, mais uma vez, frustrados pelos órgãos jurisdicionais competentes.Saliente-se que na decisão de hoje o grupo que ostenta a denominação de uma freguesia de Lisboa, o Guimarães (que tristeza!) e a própria UEFA, foram condenados a pagar as custas processuais em partes iguais!Agora basta! É preciso que o futebol regresse ao futebol. Que a época futebolista se inicie como deve ser, com jogos e jogadas dentro dos relvados. Que os clubes envolvidos nesta pantomina, directa ou indirectamente, saibam fazer a sua preparação adequada. E que todos os que gostam de futebol treinem o melhor possível enquanto que os demais se auto-excitam com a ‘novela Aimar’. Certamente que, se assim for, os melhores voltarão a ganhar…


ps: Imagem retirado do Bibó Porto

9 de julho de 2008

O que realmente importa...

Após uma semana sem tempo, sequer, para passar os olhos pela net, estou de regresso. E foi uma semana com algumas novidades, que isto de ser a silly season tem muito que se lhe diga…

Extra-4 linhas, o que continua a fazer furor é, sem dúvida, os aspectos colaterais dos Apitos. Se na Justiça comum os casos vão sendo arquivados, com direito a doloroso puxão de orelhas à paladina da Justiça e a colocação do rótulo de mentirosa à ex-alternadeira, na justiça desportiva é feita tábua rasa de qualquer norma legal. As decisões são todas elas tomadas com os cachecóis dos clubes do coração ao pescoço, numa denodada procura de reestabelecer o status quo vigente em décadas caídas no esquecimento.

Não deixa de me espantar o afã com que o 4º classificado do último campeonato, vergonhosamente derrotado com uma margem pontual de dois dígitos, continua a colocar na hipótese de ir à Champions. Cheira-me a desespero, para aqueles lados, sobretudo quando o presidente da instituição é apupado pelos seus. A mediocridade procura, de qualquer forma e sem olhar a meios, encontrar uma rota de fuga…

Se alguns esperavam, placidamente, que o CJ analisasse de forma consciente o recurso de Pinto da Costa, imunes a pressões, eu já há muito que tinha perdido a ingenuidade. A reunião de 6ª à noite apenas veio comprovar o que se suspeitava. Era imperioso uma tomada de decisão, desfavorável às cores azuis e brancas, para que se pudesse ostentar esse trunfo [palavras da Bola] na próxima apreciação do TAS. E, para isso, nem que fosse necessário recorrer a métodos pouco ortodoxos. A jogada é a de sempre. Causticar os elementos incómodos, atempadamente, nas páginas dos jornais. Criar a ideia que o presidente do CJ era, à partida, pouco idóneo para desempenhar as funções. E, para isso, utiliza-se a táctica de Goebbels, o ministro de propaganda nazi. Uma mentira mil vezes repetida torna-se em verdade.
Gonçalves Pereira surgiu assim, nas páginas impressas da imprensa diária, como um aliado de longa data de Valentim Loureiro. O motivo: vereador da Câmara de Gondomar.

Sempre me espantou esta celeridade em denegrir que, por afinidade profissional ou outra, tem pontos de ligação com as personagens históricas do Norte. Não importa que Ricardo Costa, o aclamado presidente do CD, seja presença assídua nos camarotes do Estádio da Luz. Pelos vistos, isso não influencia a sua “imparcialidade” estatutária. Mas o facto de Gonçalves Pereira ser vereador em Gondomar já era um sinal de alarme, na demanda dessa Justiça que só interessa invocar quando do agrado dos correlegionários e serventuários da corja. Ficou apenas um pequenino pormenor por esclarecer, que faz toda a diferença.
Gonçalves Pereira é vereador sim, mas da oposição a Valentim. Pelos vistos, algo que deve ter escapado à argúcia de Delgados, Manhas e outros da mesma estirpe.

Para finalizar, o golpe de mestre. Reunião encerrada, sem tomada de posição, presidente e vice fora da sala, acta feita e, numa intentona que faria corar de vergonha os tempos que se seguiram ao dealbar da democracia neste País, os 5 membros restantes, barricados à revelia numa sala, para fazerem aquilo que interessava a alguns…

Compreende-se, cada vez mais, o porque “de ser mais importante colocar pessoas nos órgão de decisão do que comprar jogadores”. Bem vistas as coisas, as batalhas do futebol português travam-se nos corredores sombrios e nos gabinetes a cheirar a mofo das estruturas federativas.

Ps: O que realmente importa, no meio disto tudo, é mesmo a apresentação dos novos equipamentos. É com eles que vamos vencer o TETRA. E aumentar o ódio que essa gentalha sente por nós…

18 de junho de 2008

É só rir...


A falta de pudor da corja é tanta, que merece mais piedade do que ódio. Desportivamente inaptos, como o demonstra a classificação obtida na última temporada, o "melhor plantel dos últimos 10 anos" procura, com todo o afã, obter na secretaria aquilo que lhe foi impedido dentro dos relvados. A participação na Champions...

Sempre achei que esta polémica, alimentada cirurgicamente, constituia uma oportunidade única para LF Vieira. Contestado por uma enorme franja de adeptos, alimentados por promessas não cumpridas e por sonhos megalómanos que nunca se concretizarão, o presidente da corja viu nesta batalha a derradeira oportunidade de se manter no cargo, ele que já se ameaçou demitir 1539 vezes...

Coacção e pressão desmesurada sobre os orgãos decisores do futebol luso foi a receita encontrada. Coadjuvado pelos acólitos existentes nos pasquins diários e restantes média, denodada e desesperadamente procurou evitar a entrada do tricampeão na Champions, sabendo que com isso desferiria um rude golpe nas pretensões azuis e brancas, quer derportiva, quer financeiramente. Até compreendo que, tanto a corja como o Guimarães, esperassem com ansiedade o veredicto da Justiça. Mas com recato. Com pudor. Com dignidade. Deixando a Justiça seguir o seu curso.

Ambos os clubes ficaram a mais de 20 pontos. A corja terminou a Superliga num paupérrimo 4º lugar, afastada miseravelmente na 1ª fase da Champions [devem ser masoquistas para quererem entrar na prova novamente], humilhada pelo rival da 2ª circular na Taça de Portugal e sobrevivendo à custa de grosseiros erros arbitrais na novel Taça da Liga.

Os vimaranenses, obtendo de forma surpreendente o passaporte para a pré-eliminatória da prova milionária, sentiram no entanto na pele o poderio do Dragão. No jogo caseiro, decisivo para a atribuição da entrada directa na referida prova, a 2ª equipa do Porto derrotou de forma inapelável e contundente os comandados de Cajuda. 0-5.

Por isso, repito, recato e pudor eram exigidos. Mas estamos a falar do futebol português. E da corja. E, pelos vistos, também da equipa da cidade Berço, agora a querer colocar-se em bicos de pés, interessada num castigo ao clube sediado na Invicta.

A revelação da UEFA de que, na temporada prestes a iniciar-se, contará com a presença do FCP foi, pois, mais do que uma bofetada de luva branca. Foi mesmo uma estalada sonora, na soberba, na arrogância, na procura de vencer a qualquer custo.

16 de junho de 2008

Quem fica a ver pela TV, quem é?


Não foi preciso esperar muito para saber quem apanhava as canas, depois do foguetório que se assistiu em território nacional, após o anúncio do afastamento do Porto da Champions. O País, varrido por uma onda de euforia, prepara-se agora para um consumo excessivo de anti-depressivos. Os sorrisos, outrora tão espontâneos, esmorecem rapidamente...

Não sendo ainda a decisão esperada, pois o castigo continua pendente, sabe-se já, através do porta-voz da UEFA, que o Porto será o legítimo representante de Portugal na mais elitista prova de clubes. Fez-se, para já, Justiça. Conquistado o direito, dentro das quatro linhas, a participar na mais apetecível prova de clubes do velho continente, apenas pela acção desesperada da corja, que procurava apoderar-se do lugar, mesmo sabendo que a equipa terminou no 4º posto, é que a decisão vinha sendo protelada. Até hoje. A máfia não venceu. A corja foi derrotada. Jogam na UEFA e já não é nada mau.

Valeu tudo. Cairam as máscaras. Mas [e vou soletrar, para perceberem melhor] F.O.D.E.R.A.M-S.E!

Repito, a título gracioso, o anúncio feito neste blog, tempos atrás: Champions League, terças e quartas-feiras, sintonizando a Sport TV 1 ou 2 e a RTP1. O horário é imutável. 19:45 horas. Refastelem-se num sofá e apreciem a competição. Talvez um dia, quem sabe, possam participar. Mas a fazê-lo, que seja por mérito próprio!

ps: Logo retirado do Bibó Porto.

12 de maio de 2008

Na TV e já vão com sorte...

Ai queriam a Champions? Ficam a vê-la pela TV e já não é nada mau. Também, para as figurinhas que por lá fazem, é preferível mesmo envergonharem o País na UEFA.

9 de maio de 2008

A Justiça de antigamente...

Não houve surpresas nas decisões agora tomadas pela Liga de clubes. As penas, sobejamente conhecidas e propaladas durante semanas a fio, apenas vieram acrescentar mais um triste episódio de descrédito à tentativa de achincalhamento do clube que lhes esmaga os sonhos e de linchamento do pior pesadelo da escumalha...

Espantosamente, num ápice, sonegam-se 6 pontos ao Porto e pune-se exemplarmente o seu presidente, baseado numa mão cheia de...nada. Sem provas, quando na Justiça Civil ainda decorre o julgamento, a Justiça Despotiva tira um coelho da cartola...

Não investigando nada, usando-se uns critérios fajutos, as penas que aparentemente alegraram os blogues benfiquistas [nada de admirar, atendendo ao diminuto quoficiente de inteligência dos seus autores] são suportadas em quê? Em pressões mediáticas do "quem nós sabemos"? Num afã de mostrar serviço, procurando clamar por uma imparcialidade que nunca existiu no orgão disciplinador?

A finalidade subjacente à pressa demonstrada de guilhotinar os réus só pode ser entendida como uma forma de pressão sobre a justiça civil. Convenhamos: sem investigação própria, dependendo daquilo que o Ministério Público, até hoje, reuniu como pretensas provas, a legitimidade das decisões hoje tomadas pela Liga de Clubes é, no mínimo, suspeita...

Por momentos, ressuscitaram-se os métodos inquisitorias de Cunha Leal e seus correlegionários, manobradores de bastidores, efectuando um trabalho de sapa a mando de quem lá o colocou. Justiça pífia, incapaz de provar o que quer que fosse...

A nós não nos beliscam nem afrontam. Em 3 anos de "Apito Dourado" coleccionamos outros tantos títulos, numa altura em que os poderes vigentes estariam, teoricamente, com uma atenção redobrada sobre possíveis resultados viciados. E, como bofetada aplicada com luva de pelica, a margem pontual obscenamente grande com que mimoseamos os adversários, esta temporada, rebate as teorias conspirativas que grassam por aí...

Sejamos honestos. As nossas vitórias, quando começaram a ser compulsivas, deixaram de ser recebidas com o típico sorriso bonacheirão e magnânimo, para começarem a ser alvo de um escrutínio mesquinho. Desde sempre foram colocadas em causa. Compreende-se. Não gostaram de se ver afrontados. E, quando o papel de lídimo embaixador do futebol português além-froneiras foi graciosamente ganho pelos azuis e brancos, os esconsos corredores dos bafientos gabinetes passaram a ser palco de intrigas, com epicentro nesta temporada...

Têm o que querem. Uma vitória pírrica. 6 pontos sonegados. Um presidente afastado do futebol. Mas um valente bico de obra pela frente. É que lá no fundo, bem no fundo, no íntimo do subconsciente, eles sabem que somos melhores. Muito melhores. E continuaremos a vencer...

Volta Calabote, estás perdoado!

6 de maio de 2008

Qualquer semelhança com a realidade...

...não é mera coincidência. Conhecem-no de algum lado?

17 de abril de 2008

E porque não?

Acho que era da mais elementar justiça. Tantas petições e ninguém ainda se lembrou desta. Cambada de ingratos. Lanço-a eu, pronto!
"Fica Orelhas"!