Indiferentes ao cansaço que parece apenas afectar atletas do campeonato português, os principais campeonatos europeus continuam a todo o vapor. E com surpresas à mistura…
Inglaterra – O jogo grande da jornada, o Chelsea-Manchester, começou mal para os blues londrinos. Deco, no aquecimento, e Ricardo Carvalho, aos 10 minutos, foram baixas importantes na equipa de Scolari. Provando que um mal nunca vem só, os adeptos da casa viram o adversário adiantar-se no marcador, na 1ª parte, quando o domínio do jogo já era do campeão em título. Com Ronaldo no banco, os pupilos de Alex Ferguson controlaram as operações, não resistindo no entanto ao assédio final do Chelsea, que empataria aos 80 minutos, por Kalou. Continua a saga da invencibilidade caseira em Stamford Bridge, já no seu 84º jogo.
Aproveitando o deslize do vizinho citadino, o Arsenal de Wenger chegou ao topo da classificação. Tal como na época passada, é claramente a equipa que melhor trata o esférico, num futebol agradável à vista e letal na finalização. Com mais dois produtos da cantera no onze principal – Denilson e Alexander Song – os gunners marcam que se fartam. O Liverpool, jogando em casa com o Stoke City, empatou de forma surpreendente, encontrando pela frente um guarda-redes em forma sobrenatural. Sorensen viveu uma tarde de glória, defendendo tudo o que era arremessado contra a sua baliza. Chegando-se aos lugares cimeiros, e merecendo um olhar bem atento, o Aston Villa treinado por Martin O’Neill, ex-técnico do Celtic, com um potencial enorme, capaz de lutar por um lugar na Champions. Com uma demolidora dupla de ataque – Carew e o sub-21 inglês Agbonlahor – possuindo um meio campo com qualidade – Reo-Cocker, Gareth Barry e Petrov – e uma defesa coesa, os villans podem ser a surpresa da temporada. Surpresa, pela negativa, é o Tottenham, de Juande Ramos, o técnico que levou o Sevilha à glória, num humilhante último lugar da classificação, sem vitórias e depois de mais um orçamento generoso derretido em contratações.
Itália – E o Special One já levou, ao cabo de 3 jornadas, o seu inter ao topo da classificação, acompanhado pela Juventus. Nova vitória do Inter, no reduto do Torino, com as habituais características das equipas de Mourinho a sobressaírem. Adriano, carta fora do baralho no tempo de Mancini, parece ter readquirido nova vida com a chegada do técnico português. No Inter, neste início de temporada, tem-me impressionado o defesa-direito brasileiro, Maicon. Possante, com um sentido de marcação notável, apoiando o ataque amiúde, dá um verdadeiro recital de bem jogar, quase um compêndio do que deve ser um defesa lateral moderno.
O Milão lá venceu, de forma concludente, com Ronaldinho no banco, a Lázio, anterior líder, por 4-1.
Espanha – Jornada de redenção do Barcelona, esmagando a oposição do frágil Sporting de Gijon. 6-1, aumentando os índices de confiança dos blaugrana, após a vitória na Champions frente aos leões. Em grande também o Atlético de Madrid, onde Aguero desempenha um papel fulcral, estrela maior de uma equipa que continua a ter uma massa adepta fiel. Maniche, de volta aos bons velhos tempos, continua a somar pontos na luta pela titularidade. Não havendo Forlan, lesionado, apareceu como marcador de golos o cobiçado Sinama-Pongolle, o tal desejado por Rui Costa. A outra equipa de Madrid venceu também, fora de portas, no difícil reduto do Santander.
No resto da Europa, destaque para a humilhação caseira do Bayern, derrotado no seu Estádio por um concludente 5-2. O Werder Bremen, autor da proeza, aumentou o calvário de Klinsmann, a passar um mau bocado no comando da equipa bávara.






