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6 de janeiro de 2009

O visionário das orelhas grandes

Era uma vez...

Poderia começar assim, esta história, como tantas outras fábulas. Mas não começo. Esta não tem final feliz. É protagonizada por um ogre, de orelhas grandes, aparentando sempre um ar messiânico, feliz por poder partilhar com os outros comuns mortais a sua sapiência lendária.

E o ogre, pela postura que adoptou, consegue ser cortejado por um imenso número de correlegionários, sempre dispostos a bajularem o presidente com os maiores apêndices auditivos do País.

O início de 2009 trouxe-nos, por isso, uma prova inestimável da subserviência da imprensa desportiva para com o Dumbo. Num pasquim da praça, o sempre untuoso Delgado deu mais uma prova de vassalagem enjoativa, vergando a espinha dorsal para que Sua Alteza partilhasse com a restante turba os seus pontos de vista.

Todos, coincidentemente, pouco modestos, versando sobretudo em loas encapotadas à sua gestão, à argúcia como presidente e ataques velados a quem, sistematicamente, lhe estilhaça os sonhos.

No meio do costumeiro e conhecido discurso de pacotilha, próprio dos vendedores de banha da cobra ou de pregadores de credos suspeitos, o ogre-dumbo-orelhas ditou a sua sentença:

"Só quero que nos deixem ganhar em campo". Apologético. Laudatório. E com aquela pitada de suspeição que alimenta o mito do sistema.

O Trofense fê-lo descer à terra. Dorido, claro, depois de uma boa sodomização à maneira do Norte. Fazendo com que o orgulho impante murchasse. E, com ele, os sorrisos sarcásticos, as apologias ao "ataque demolidor", os louvores à sagacidade de Quique.

Durante uns dias temos sossego. E a dose de preocupação deles aumentou exponencialmente. Tadinhos. Tão nervosos que andam. Porque será?

Mas olha, podem seguir as dicas de quem sabe:

"Saem e viram à direita para apanhar a Nacional 104. Entram na A3 em Trofa/Santo Tirso, viram em direcção à invicta cidade do Porto, calcorreiam uns quantos quilómetros e apanham a VCI em direcção à Ponte do Freixo. Podem aí aproveitar para dizer novamente adeus quando passarem no Estádio do Dragão, logo depois encontram a portagem dos Carvalhos e, num instantinho, estão novamente em Lisboa. Vão ver que não custa nada, parece muito tempo a matutar mas passa num instantinho."

9 de julho de 2008

O que realmente importa...

Após uma semana sem tempo, sequer, para passar os olhos pela net, estou de regresso. E foi uma semana com algumas novidades, que isto de ser a silly season tem muito que se lhe diga…

Extra-4 linhas, o que continua a fazer furor é, sem dúvida, os aspectos colaterais dos Apitos. Se na Justiça comum os casos vão sendo arquivados, com direito a doloroso puxão de orelhas à paladina da Justiça e a colocação do rótulo de mentirosa à ex-alternadeira, na justiça desportiva é feita tábua rasa de qualquer norma legal. As decisões são todas elas tomadas com os cachecóis dos clubes do coração ao pescoço, numa denodada procura de reestabelecer o status quo vigente em décadas caídas no esquecimento.

Não deixa de me espantar o afã com que o 4º classificado do último campeonato, vergonhosamente derrotado com uma margem pontual de dois dígitos, continua a colocar na hipótese de ir à Champions. Cheira-me a desespero, para aqueles lados, sobretudo quando o presidente da instituição é apupado pelos seus. A mediocridade procura, de qualquer forma e sem olhar a meios, encontrar uma rota de fuga…

Se alguns esperavam, placidamente, que o CJ analisasse de forma consciente o recurso de Pinto da Costa, imunes a pressões, eu já há muito que tinha perdido a ingenuidade. A reunião de 6ª à noite apenas veio comprovar o que se suspeitava. Era imperioso uma tomada de decisão, desfavorável às cores azuis e brancas, para que se pudesse ostentar esse trunfo [palavras da Bola] na próxima apreciação do TAS. E, para isso, nem que fosse necessário recorrer a métodos pouco ortodoxos. A jogada é a de sempre. Causticar os elementos incómodos, atempadamente, nas páginas dos jornais. Criar a ideia que o presidente do CJ era, à partida, pouco idóneo para desempenhar as funções. E, para isso, utiliza-se a táctica de Goebbels, o ministro de propaganda nazi. Uma mentira mil vezes repetida torna-se em verdade.
Gonçalves Pereira surgiu assim, nas páginas impressas da imprensa diária, como um aliado de longa data de Valentim Loureiro. O motivo: vereador da Câmara de Gondomar.

Sempre me espantou esta celeridade em denegrir que, por afinidade profissional ou outra, tem pontos de ligação com as personagens históricas do Norte. Não importa que Ricardo Costa, o aclamado presidente do CD, seja presença assídua nos camarotes do Estádio da Luz. Pelos vistos, isso não influencia a sua “imparcialidade” estatutária. Mas o facto de Gonçalves Pereira ser vereador em Gondomar já era um sinal de alarme, na demanda dessa Justiça que só interessa invocar quando do agrado dos correlegionários e serventuários da corja. Ficou apenas um pequenino pormenor por esclarecer, que faz toda a diferença.
Gonçalves Pereira é vereador sim, mas da oposição a Valentim. Pelos vistos, algo que deve ter escapado à argúcia de Delgados, Manhas e outros da mesma estirpe.

Para finalizar, o golpe de mestre. Reunião encerrada, sem tomada de posição, presidente e vice fora da sala, acta feita e, numa intentona que faria corar de vergonha os tempos que se seguiram ao dealbar da democracia neste País, os 5 membros restantes, barricados à revelia numa sala, para fazerem aquilo que interessava a alguns…

Compreende-se, cada vez mais, o porque “de ser mais importante colocar pessoas nos órgão de decisão do que comprar jogadores”. Bem vistas as coisas, as batalhas do futebol português travam-se nos corredores sombrios e nos gabinetes a cheirar a mofo das estruturas federativas.

Ps: O que realmente importa, no meio disto tudo, é mesmo a apresentação dos novos equipamentos. É com eles que vamos vencer o TETRA. E aumentar o ódio que essa gentalha sente por nós…

7 de dezembro de 2007

Notas soltas...

1 - Isto preocupa-me. E não é pouco. Não estou minimamente interessado no lavar de roupa suja que se prenuncia, com o lançamento do livro de José Veiga. Não sendo surpresa o ar crispado com que o ex-dirigente do futebol benfiquista fala do seu antigo líder, não deixa de me causar algum espanto as massagens no ego de Pinto da Costa, os elogios, ainda que encapotados, as loas à forma como o nosso presidente dirige o seu clube de sempre.

Tinha ficado de sobreaviso com alguns boatos que pululavam na blogosfera, quando os jornais trouxeram à estampa a notícia do convite de João Bartolomeu a José Veiga, para este ser o homem forte do futebol leiriense. Alguns blogues fizeram logo uma rápida associação, atendendo às cordiais relações mantidas pelas SAD's leiriense e portista. Na altura considerei-os infundados e mal intencionados. O futebol luso vive muito deste abanar de fantasmas do passado e de teorias de conspiração.

Mas começo seriamente a reconsiderar a minha aversão à notícia. Bastou-me ver uma pequena entrevista com o homem-do-gel-no-cabelo para ver que o antigo discurso de ofensas e ataques a Pinto da Costa e ao clube azul e branco tinham sido substituídos por uma postura mais cordata, mais dócil, pontuada por esporádicos elogios [visíveis na capa acima publicada]. E isto não me cheira bem. Não sou ingénuo ao ponto de achar que o futebol tuga pode passar sem associações entre clubes ou os seus dirigentes, ditas de amizade, mas não mais do que uma correlação de interesses, a que se segue sempre, no médio prazo, uma travessia do deserto, quando os cortes de relação acontecem. O Porto, no passado, soube usar este estrategema, de forma sublime, na crispação do ambiente entre os dois rivais sulistas, com tréguas assumidas pontualmente com um ou outro contendor.

Este caso é diferente. É um caso de honra. Eu, pelo menos, não esqueço os remoques diários e sistemáticos que José Veiga lançava, verrinosamente, na imprensa, apostrofando o Porto e tudo o que lhe dizia respeito. E é apenas isso que eu reivindico agora:RESPEITO! Pelo clube, pelos adeptos e pela nossa história. Que isto não seja o forjar de uma nova aliança...

2 - Hoje é dia de Taça de Portugal. Não sendo uma sexta-feira 13, prenúncio de azar, sinto-me sempre algo desconfortavel com estes jogos, perante adversários de escalões inferiores. Eu sei que muito desse desconforto é gerado pelas lembranças. E elas não são nada agradáveis. Marcadas de forma indelével na memória, a eliminação precoce, na época anterior, em pleno Dragão, contra o Atlético e na novel prova instituída esta temporada, onde o nosso algoz, o Fátima, milita na divisão secundária. Por isso, novamente a palavra chave, bem expressa por Jesualdo na confrência de imprensa, é: RESPEITO!

Hoje é para ganhar e jogar, de forma profissional. O contendor não tem um nome sonante, mas merece ser encarado da mesma forma que um adversário da Champions. Será também uma óptima oportunidade para alguns jogadores, menos utilizados, provarem finalmente que têm valor para jogar ao mais alto nível neste País, justificando sua contratação pela melhor equipa lusa. Por certo o treinador portista, atendendo ao calendário sobrecarregado e ao próximo e crucial embate na liga milionária fará algumas alterações. Dirão os mais desconfiados, de sobreaviso após as já referidas eliminações, que é um erro. Eu não acho. Num plantel com a qualidade do portista, qualquer jogador tem que estar preparado para assumir a responsabilidade de jogar, em qualquer altura. Eu sei que isto soa algo forçado e funcionará muito bem, mas no campo teórico. A prática já é diferente. Mas, digo eu, que raio! Existem jogadores insatisfeitos com a condição de suplentes, exigindo uma maior utilização. Pois bem, este jogo, frente ao Chaves, é a oportunidade ideal. Provem que merecem mais tempo de jogo. A bola está do vosso lado...

11 de outubro de 2007

A soma das 3 metades

Nisto das coisas da bola, o tempo vai-nos refinando. Aprendi, com o passar dos dias, a esperar pacientemente, em vez de embarcar numa sucessão de impropérios, motivado pela torrente de emoções que uma mera partida de futebol nos faz viver. Após o Académica-Porto, no rescaldo do jogo, preferi colocar uma música suave a debitar nas colunas de som, munir-me de um bom scotch irlandês e refastelar-me no sofá, sorvendo lentamente o néctar dos deuses...

Fechei os olhos, recuando no tempo, um exercício muitas vezes praticado. Imaginei aquele corpo franzino, que parecia desfazer-se ao mínimo toque do adversário. A camisola adorada, com as majestosas listas verticais azuis e brancas, enorme, abanando ao vento, enquanto ele corria, endiabrado, com a bola colada nos pés. É assim que imagino Domingos. Um menino traquinas, de sorriso maroto, olhos brilhando de alegria, a bola de couro como objecto mágico de adoração. Fez-me bem este regresso ao passado. Ou isso, ou o whisky era portentoso. Levantei-me bem disposto, aliviado daquela bílis que as declarações do agora treinador da briosa me tinham provocado...

Por partes. O facto de alguém, alguma vez, ter tido a sorte de envergar a camisola mítica, não lhe retira o direito de contestar o que quer que seja. Mas, esse simples envergar do manto sagrado do Dragão, confere uma irredutível responsabilidade para a vida futura. Se os caminhos se cruzarem, numa daquelas irónicas partidas do destino, o mínimo que se espera, numa situação dessas, é que o adversário de agora seja justo na apreciação que faz. Apenas isso. E Domingos não foi. Este ano. Na época passada. Uma vez ainda se desculpa, duas vezes começam a parecer mais do que coincidências. Parecem sinónimo de rancor. E esse, quando devotado de forma tão incontinente, não é desculpável.

Nunca nutri grande simpatia pelas qualidades de Mister de Domingos. Habituei-me a ver as equipas por si treinadas [felizmente poucas, até ao momento] a defenderem irredutivelmente, como se disso dependesse o futuro da humanidade. Estranho que um avançado, de créditos firmados, com um engodo especial pela baliza alheia se transfigure num estereotipo banal do treinador provinciano. Desses, basta-nos Jaime Pacheco, que até é um produto genuíno. A imagem estudada ao pormenor, o verniz laboriosamente colocado num discurso repleto de lugares comuns, aproximam-no da actual [e esgotada] fórmula do treinador moderno, de vistas largas. Domingos não convence ninguém. Nem a ele próprio, estou convicto. O discurso venenoso, no final da partida frente aos Dragões, cheio de mensagens subliminares sobre a arbitragem, é desproporcionado. Esperava isso de muita gente. Não de um dos nossos.

Domingos mostrou, dessa forma, de que massa é feito. Metade burgesso [não confundam com a nulidade dos rosinhas], metade intelectual e metade moralista. E, como todas as coisas que partilham a infelicidade de serem decompostas em três metades, Domingos, no Domingo, mostrou exactamente aquilo que é: uma perfeita aberração!

6 de agosto de 2007

Azia matinal

Há dias assim, em que acordo aziado. Com o fel perto da boca, deixando aquele gosto pouco recomendável. Talvez das poucas horas de sono, provavelmente pelo calor, o que sei é que sinto o estômago a fermentar, naquele "cozinhado" lento de ressentimento, sem saber bem contra quem é que hei-de virar o mau humor que, já sei, me vai atormentar o dia de hoje.

Não demoro muito, percorrendo as notícias dos últimos dias, a encontrar um dos ódios de estimação, contra quem virar o azimute da raiva. Vai daí, resolvi destilar umas palavrinhas azedas ao "Mubarak do deserto", esse intragável treinador que consegue a proeza de ter uma voz mais irritante do que o titular da baliza da Selecção. Se, neste ponto, ainda não descobriu que estou a falar de Manuel José, o caro leitor deverá, com a maior urgência, procurar outras paragens e outros interesses mais inócuos do que o futebol.

O "Mourinho de África", como ele NÃO gosta de ser conhecido tem um ego sobredimensionado, achando-se até, pasme-se, o sucessor natural de Scolari, na chefia da Selecção. Faço uma pausa e bato na madeira, 3 vezes, conforme me ensinaram anos e anos de práticas pagãs. "Dasse...era o que mais faltava", dou por mim a exclamar, perante o espanto matinal da minha esposa, ainda surpreendida com estes acessos de loucura.

Pois, era mesmo o que mais faltava. Depois do reinado de Scolari e da sua visível e alimentada aversão ao azul e branco, não me admirava nada que, mais do que um curriculum de vitórias, o necessário para ser seleccionador fosse o ódio ao FC Porto. Nesse aspecto, então poucos candidatos poderão competir com Manuel José. O autor da frase "nunca treinarei o Porto enquanto lá estiver Pinto da Costa" tem, desde logo, um belo cartão de visita.

Um leitor mais isento até poderá achar que a apreciação tem algo de injusta. Basta folhear os jornais para o mais desatento deste fenómeno futebolístico achar que a catadupa de títulos ganhos no Egipto, ao serviço do Al-Ahly, serve para alguma coisa. Sim, servirá. Duvido que no país dos faraós alguém não saiba quem é Manuel José. Talvez lá e nos países circundantes. Mas convenhamos que, por muito bom que seja o advogado de defesa, é difícil convencer alguém que aquele futebol tem alguma expressão. Vá lá, quem conhecer o nome de dois ou três jogadores do plantel do "faraó" que levante o dedo...

Hummm, ninguém? Só um então...

Também não? Vêem o que quero dizer? Dêem uma saltada a Espanha, aproveitando o período de férias e, numa esplanada à beira-mar plantada, gozando as delícias de uma cerveja gelada, enquanto os olhos de distraem com as bundas das estrangeitas nórdicas, despidas de preconceitos, entabulem uma conversa com um exemplar de nuestros hermanos. Ou outro turista qualquer. Tentem descobrir quem conhece Manuel José. Aposto - e é uma aposta válida, com direito a odds chorudas - que ninguém, nunca, em parte alguma, reconhece os méritos que o próprio acha que tem...

Estarei a ser injusto, movido apenas pela mesquinhice de detractar publicamente o enfatuado treinador? Parece-me que, pesando prós e contras, nem por isso. Em Portugal, onde ele teve inúmeras oportunidades de brilhar, o que é que foi conseguido? Uma Taça de Portugal - parece-me, que esta memória já não é o que era - ao serviço do Boavista e pouco mais. Despedido, hilariantemente, do Benfica por incompetência, treinou os outros vizinhos da segunda circular, sem sucesso e...

Uma mão cheia de nada. Manuel José é um balão cheio de ar, vivendo alimentado por uma imprensa que o vai glorificando até ao ponto que o próprio já nem se apercebe do ridículo de algumas intervenções. Na minha boa-fé, ser Seleccionador Nacional ainda é um objectivo a ser alcançado apenas pelos melhores. Um cargo que urge não banalizar. Uma chefia de uma das melhores selecções mundiais, estatuto adquirido com esforço e trabalho árduo, deve ser entregue a alguém de méritos reconhecidos. Manuel José, por muito que o tentem transformar, não é um desses. Por isso, espero que prevaleça o bom senso na Federação, nos tempos pós-Scolari. É que não me dava jeito nenhum pedir a mudança de nacionalidade. Só a papelada que deve ser preciso tratar...

19 de julho de 2007

É só rir!

Atentem na seguinte pérola, publicada ontem, na edição online do Record, no resumo do jogo Porto-Genk:
"53' - Novo lance duvidoso na área belga, com Adriano a ser rasteirado pelo guarda-redes do Genk, mas o árbitro manda seguir. O avançado brasileiro tenta no entanto tirar proveito do lance..."

Ou seja, penalty do tamanho da Torre Eiffel, tal como um na 1ª parte, mas...

Sim, há sempre um mas, quando o prejudicado é o Porto. "Adriano rasteirado pelo guarda-redes", dizem eles. E eu, ingénuo como sempre, ao ler isto, juro que senti alguns remorsos. "Porra, tou sempre a falar mal dos tipos e afinal...", cogitava para os meus botões. Feita a penitência, avanço na leitura e lá está, "...o avançado brasileiro tenta tirar proveito do lance...".

Ah pois, o homem foi rasteirado mas, numa prova de evidente falta de desportivismo e fair-play, não envergasse ele a tão odiada camisola azul e branca, "tentou tirar proveito".

O que esta malta inventa só para não dar a mão à palmatória. Fosse cá em Portugal, fossem outras as cores envolvidas no despique, e as parangonas dos jornais seriam bem contundentes. Assim, ficamo-nos por um tímido "rasteirado", seguido de umas justificações que só imbecilizam o anormal que as escreveu.

19 de maio de 2007

Ainda bem que nunca gostei do gajo!


Cada um tem direito à sua opinião, o que é salutar. Pode proferi-la, gritá-la, sussurá-la, cantá-la. Ok, tudo bem. É um direito que, graças às democracias, é concedido. O que não tenho é que suportar algumas opiniões, ficando calado. Eu sei, pois nisto da bola a ingenuidade perdeu-se à muito tempo, que estas capas, estes artigos, fazem parte de uma campanha nacional, procurando desestabilizar, irritar ou abanar, de alguma forma, o Porto. Se assim não fosse, porquê é que a capa do pasquim não traz uma reportagem com um ex-jogador do Porto? Mas não, nesta altura, alguém lembrou-se de que seria óptimo (a 24 horas das decisões) ter Figo a opinar sobre o título. E o que diz o jogador português?

Aquilo que seria esperado e desejado quase por um País inteiro. Que quer o Sporting campeão. O mesmo indivíduo que comemorou, efusivamente, o golo do Inter contra o seu pretenso clube do coração. De Figo, apesar dos elogios da imprensa sulista, lesta em criar heróis míticos, tornando-os figuras reverenciadas, já se conhece muita coisa. A ambição desmedida, que o levou a assinar dois contratos em simultâneo, a falta de coluna vertebral, que o torna incapaz de algum apego sentimental às camisolas envergadas, o mercenarismo puro, que deu origem à sua fuga de Barcelona. Tenho pena que a imprensa continue a idolatrar este tipo de exemplos, tornando ídolos com pés de barro em figuras consensuais, destinadas a ser adoradas por milhões de jovens. Nunca gostei de Figo. Assumo-o. Pelas razões acima descritas. Sempre achei que os insultos com que era mimoseado em Nou Camp eram adequados. Figo sempre foi grande no talento futebolístico, mas pequeno no resto. E eu, que sou visceral nos meus ódios, sinto que cada vez tenho menos paciência para suportar certas provocações. Eu também acredito, Figo! Acredito num Porto CAMPEÃO, num Porto dominador, num Porto que dê uma grande alegria aos seus adeptos e numa lesão que te impeça de continuar a jogar, meu grande c*b***!

Tenho dito!