
25 de maio de 2009
10 de maio de 2009
Vamos repetir a festa?

nota: Depois do campeonato do asterisco (*), Jesualdo sabe que é bem avisado acabar o campeonato com 6 pontos de avanço contra os que fazem “as coisas por outro lado”. Pelo que, e até porque o FC Porto não brinca em serviço e entrega os pontos de mão beijada, há que vencer, ser campeão e manter a vantagem pontual. Nunca se sabe o que alianças espúrias de Verão podem fazer. Deve ser por isso que o treinador do FC Porto quer ganhar todos os jogos até final. E pensa muito bem, ou não fosse já experimentado na difícil tarefa de ser campeão pelo FC Porto, contra tudo e contra tolos.
zé luis, para o excelente portistas de bancada
16 de março de 2009
Exibição de gala? Não! Exibição de Lucho...
É uma noite especial, esta da Invicta. Sob um céu estrelado, uma lua luminosa e uma temperatura amena, joga-se no Dragão uma partida transcendental. Quem diria, ainda a canícula do Verão convidava a mergulhos em águas tépidas, quando sorteio ditou que o Porto seria o anfitrião dos homens da Figueira, a oito jornadas do fim, que os 3 pontos em disputa valeriam ouro?
8 de março de 2009
Somos o Povo mais forte...

Neste novo confronto com o Leixões, depois das duas partidas, no Dragão, para a Superliga [de má memória] e Taça [carimbando a passagem para as meias], já se sabia que o onze inicial sofreria alterações.
28 de fevereiro de 2009
20 de fevereiro de 2009
Mais um "Paço" para o Tetra...
15 de fevereiro de 2009
Salvos pela Tecla afinada

3 jogos. 270 minutos. Um mísero golo, no Estádio do Dragão, obtido por Lucho, na marcação de uma grande penalidade que aziou um País quase inteiro. O jogo de hoje, contra o Rio Ave, representa por isso mais do que meros 3 pontos em disputa. Poderá ser a ocasião perfeita para afastar fantasmas passados, encontros onde a finalização foi irritantemente inócua.
Do outro lado, ancorados como sempre na esperança de um bom resultado, uns vilacondenses em posição periclitante na tabela, usando o desespero como arma para alimentar a tenacidade defensiva.
A conferência de imprensa, que antecede os embates da Superliga, já tinha deixado adivinhar algo que a constituição da equipa inicial mostrou. Jesualdo, com algumas pedras nucleares à beira da exclusão, em caso de admoestação arbitral [e quem não se lembra do amarelo a preceito dado a Fucile em Setúbal?], resolveu usar a rotatividade, essa palavra algo tenebrosa que significa alterações num onze tipo.
Mantendo a forte e coesa estrutura defensiva inalterada, bem como a intimidade que o meio-campo revela, foi no ataque que as bocas se abriram de espanto, ao constatar que Lisandro e Rodriguez [dois dos jogadores à bica] estavam relegados para o banco de suplentes.
Para os seus lugares, Mariano Gonzalez, recentemente com a bitola exibicional mais condizente com a camisola que enverga, e Farías, um argentino que rapidamente perdeu a pólvora que a fama anunciava de mortífero goleador.
O Porto entrou bem. Pressionante e com Hulk a criar perigo, logo de início, quando dispara para defesa elástica de Paiva. Seria um tónico perfeito para os Dragões, com o embalo de golo madrugador, mas a sorte/finalização nada quiseram com os azuis e brancos.
Marcava o cronómetro 6 minutos, quando Cissokho é agraciado com o primeiro amarelo da partida. O lateral-esquerdo, ainda à procura do seu espaço na equipa, impede a progressão de Miguel Lopes, futuro reforço.
E o jogo continuou, numa toada de ping-pong, com boa réplica da equipa de Carlos Brito, beneficiando de alguns espaços para delinearem o contra-ataque. No Porto, era o brasileiro com nome de super-herói que servia de abre-latas. Hulk, personificação da potência aliada à técnica, criava espaços, procurando servir os companheiros no centro da área.
O Estádio assistiu, aos 21 minutos, a uma dança esteticamente perfeita do brasileiro, capaz de se desenvencilhar de vários adversários, ofertando de seguida a bola, redondinha, para Meireles. O remate deste, desviado em esforço por um contrário, embate no poste, com Paiva batido. Continuava o namoro, encetado desde o início de temporada, dos portistas com os ferros das balizas opostas.
Foi o melhor período dos comandados de Jesualdo. Várias combinações, criando o caos no último reduto vilacondense, num carrossel ofensivo com Lucho no epicentro. Teimosamente, a bola não entrava, começando a fermentar o caldeirão de ansiedade nas bancadas. E aos 31 minutos, o exemplo perfeito de como o futebol pode ser, simultaneamente, um vício apaixonante e uma injustiça gritante.
Hulk, poderoso, arranca no meio-campo portista. Em velocidade, lançado como uma locomotiva a vapor, o brasileiro torna-se imparável. Ele avançou, demonstrando que a alcunha lhe assenta como uma luva. Tem algo de mítico. De heróico. De sobre-humano. Veloz, proporcionou uma imagem única, perdurando muito para além dos 90 minutos. Elegante na corrida, cabeça levantada, corpo imparável, passando por um. Por dois. Por três. E depois, a 25 metros da baliza, disparando com o pé esquerdo. Um míssil. Um balázio. Caprichosamente, quando o destino do couro parecia ser o anichar-se nas redes da baliza, ele embate violentamente na trave. Quase um sacrilégio, pois qualquer amante do desporto-rei mereceria ver, vezes sem conta, o lance espectacular.
Não foi preciso, pese a decepção de não ver glorificado o lance, esperar muito mais para ver golos na Invicta. Aos 37 minutos, os espectadores puderam verificar, por si mesmos, que Farías estava em campo. O argentino, capaz de fazer corar de vergonha a própria apatia, conseguiu acorrer a um lançamento em profundidade. Gaspar, mais um futebolista de cabelo horrivelmente oxigenado, comete falta. E Lucho aproveitou para facturar mais um.
O momento bom do Porto era finalmente premiado. Mas a contenda, na primeira metade, não terminou aqui. Teve mais 5 minutos. E muitos casos. Aos 40, Mariano cabeceia e Paiva defende. Dentro ou fora? Na dúvida, já se sabe, f**-s* o Dragão. The show must go on, mesmo que as imagens comprovem que o GOLO É LEGAL. LIMPO. MAS ISTO, JÁ SE SABE, NÃO FARÁ CAPAS DE JORNAIS, NEM ARTIGOS INFLAMADOS DA CORJA DO COSTUME, POIS NÃO?
Um minuto apenas decorrido, e o sempre prestável fiscal-de-linha anula mais um golo, desta feita a Farías, milimetricamente adiantado. Olho-de-lince, quando a lei diz que, em caso de dúvida, se deve favorecer o ataque. Como forma de se precaver de mais asneiras, Elmano apitou para o intervalo. Foi o que fez de melhor.
A segunda parte é um deserto. Tivemos um ministro que afirmou que, numa determinada zona a sul, aquilo era um ermo, sem ninguém. É a melhor forma de caracterizar a exibição [qual exibição?] portista no pós-intervalo. Sem chama. Sem crença. Sem velocidade. Sem pressão. Sem intensidade. Sem nada. Um deserto.
Começou cedo, com a troca de Fucile [boa exibição no tempo em que esteve em campo], por Tomas Costa, com Fernando recuando para a ala direita. Sem se perceber o que esteve na génese da substituição do uruguaio, apenas a especulação poderá esclarecer. Lesão, atendendo a que o jogador apresentou algumas queixas, no final da primeira metade? Poupança? Desagrado com a exibição?
O tempo ia passando, percebendo-se que essa devia ser também a estratégia [qual estratégia?] engendrada pelo nosso treinador, mestre em contenção, doutorado em controlar jogos quando falta uma eternidade para o final.
A sensação premonitória, de tragédia iminente, desceu sobre o Dragão, quase como algo viscoso. Fábio Coentrão ameaçou, aos 57 minutos. Perante tanta passividade defensiva, rematou ao poste. Candeias andava já em campo, pisando terrenos que conhece na perfeição. O Rio Ave, sem ser dominador, assustava.
No lado do Porto apenas Hulk mostrava inconformismo. Chutava, sempre com perigo, ludibriava adversários, conseguindo amiúde colocar o esférico jogável em companheiros, procurava esticar o jogo para onde ele naturalmente deveria fluir. Para a baliza vilacondense. Até que, aos 72 minutos, recebido de forma natural, o golo do empate. Um soco no estômago. Um balde de água fria. Um golpe nas nossas aspirações.
O fabuloso remate, de Coentrão, silenciava por momentos o monumental anfiteatro dos sonhos. [Abro aqui um pequenino parêntesis para falar sobre o jogador em questão. Tecnicamente irrepreensível, tem algo que o pode tornar apaixonante. Move-se de forma felina, com o couro colado aos pés, como se fizesse parte da epiderme. Mas, em algum momento da criação, o talento não foi acompanhado pela inteligência. Demasiadas pitadas de um ingrediente e quase nenhumas do outro. Comprovando que escolheu o patrão certo, ao assinar com a corja encarnada, o jovem jogador tem a personalidade perfeita para jogar de águia ao peito. Mesquinho, provocador, fanfarrão, verdadeiro estereotipo de gentinha menor, incapaz de conviver com a glória. O gesto provocatório, quando assinou o empate, teve a devida correspondência, mais tarde, por parte de Farías. Duas teclas, bem espetadas, na tua bílis…]
Faltavam apenas 4 minutos. A descrença tinha-se abatido, de forma inexorável. Até que Lucho, exuberante Comandante das tropas, cruzou a bola para a área.
FARIAS.FARÍAS.FARÍAS.FARÍAS.FARÍAS. O grito, estrangulado na garganta de milhares, fez-se ouvir. Um grito simbolizando o alívio, o bálsamo, a cura, que aquele golo representou. Um golo importante, tremendamente valorizável, que poderá valer um campeonato, quando na resenha final se efectuar o somatório das importâncias.Já sem imagens [serviço público na RTP, no seu “melhor”], Farías redimiu-se de uma partida jogada de forma abúlica, sentenciando o encontro. Jesualdo pode respirar de alívio, apesar de perseguido por uma imagem que representa bem o estado de coisas após o empate. Mãos na cabeça, personificação do desespero e impotência perante a exibição, pálida, dos portistas.
Melhor em campo: Durante todo o jogo, claramente Hulk, pelos motivos enunciados acima. Exibição ao seu nível, combativo, diligente, acutilante. Merecia os louros de ser ele o obreiro da conquista dos 3 pontos. Mas, ao ter que escolher apenas um nome, Farías. Se é certo que, ao longo de todo o jogo, exasperou o mais paciente dos homens, estranhamente ausente das mais elementares participações num jogo de futebol, o que é certo é que estava lá. Para empurrar o esférico, por duas vezes, para o fundo das redes. É ele o homem do jogo. “Tecla” Farías.
Arbitragem: Não é, farto-me de repetir, com “Labaredas” que lá vamos. O Porto já deveria estar, nesta fase da competição, a fazer sangue. Pedindo a cabeça de Hermínio. Exigindo castigos aos jogadores dos mais directos adversários. Usando as mesmas armas. Olho por olho. Dente por dente. Até lá, até esse dia em que a nossa defesa seja feita com arreganho, de peito feito, sem medos nem receios espúrios, teremos que gramar com isto. A mensagem que alguns querem passar, de batotice, continua a ter via verde nos me[r]dia. Mesmo que, como hoje, tenha sido perpetrado mais um atentado à verdade desportiva. Um golo claro. Limpo. Legal. Não sancionado. Não merecerá parangonas nos jornais. Nem artigos de opinião dos impolutos seres que habitam gabinetes nos jornais. Nem, atrevo-me a afirmar, passará no resumo do jogo, nos canais televisivos. O que me preocupa é que ainda faltam 12 jornadas. 12 oportunidades para, tal como hoje, nos colocarem mais obstáculos no caminho do Tetra. Miseráveis!
8 de fevereiro de 2009
Um mal menor
Habituei-me a ver aqui algo da eterna luta, pregada em salmos, no livro de capa negra, com as garrafais letras de "Bíblia". É um confronto perpétuo, com os destinos umbilicalmente ligados. O Bem. Contra o Mal. Não se lutará, hoje, no Dragão, pela conquista dos 3 pontos, ou pelo orgulho da vitória. Jogar-se-á por um bem maior. Justiça. Defrontamos uma agremiação inimiga. De gente pequena. Tacanha. Desonesta. Mesquinha. Onde os meios, para alcançarem os fins, tudo justificam. Um clube construído sobre alicerces de falsidade, amparado por um regime ditatorial, com campeonatos e taças maculadas de erros grosseiros. É esta a face negra do Mal.
Hoje, rapazes, quando subirem as cinzentas escadas que levam ao relvado, lembrem-se disso. Não estarão sós. Antes de verem, ouvirão o troar de gargantas afinadas. Milhares. Sempre ao vosso lado. Cantando. Em uníssono. Um grito que sai do mais profundo da alma. "Porto...Porto...Porto".
Lutem. Por um emblema que é mais do que um clube. É um clã. Uma forma de vida. O Bem. Desembainhem as espadas. A batalha vai começar...
***
Terminou. Com aquela sensação agridoce, mescla de alívio e frustração. Alívio pelo evitar da derrota, quando o desfecho negativo parecia inevitável. Frustração pela perda de uma oportunidade soberana de decidir, já hoje, o campeonato.
O jogo foi aquilo que se esperava. Intenso, disputado arduamente, com enorme voluntariedade, quase como se o relvado amplo do Dragão se tivesse transformado num imenso tabuleiro de xadrez. As peças eram movidas de forma cautelosa, com as implicações estudadas ao mais ínfimo pormenor.
O onze inicial do Porto não apresentou novidades. A equipa de sempre, movimentando-se da maneira habitual. Mas este Porto enferma de alguns males, como o comprova o fraco pecúlio caseiro, no que a golos diz respeito. Um opositor fechado, recuado, dotado de enorme capacidade pressionante, cobrindo os espaços onde habitualmente apareciam as armas letais portistas: Lisandro, Rodriguez e Hulk.
Os azuis e brancos sentiram, logo desde o apito inicial, enormes dificuldades. Sem bola, pressionados em toda a linha, apenas esporadicamente chegavam às imediações da área adversária. Rodriguez, do lado esquerdo, e Fucile, no flanco oposto, eram dois aríetes, fazendo da velocidade o argumento ideal para esticar o jogo.
Foi dos pés do uruguaio irrequieto que veio o primeiro sinal de perigo dos Dragões, quando a movimentação sem bola de Lisandro arrastou os defesas atrás de si, permitindo que o passe de Cebola, açucarado, chegasse aos pés de El Comandante. Com espaços, de fora da área, o argentino mirou as redes de Moreira, com a mira descalibrada.
Num encontro enérgico, com duelos individuais de grande nível [fantástica a luta entre Rodriguez e o compatriota Maxi Pereira], os azuis e brancos voltaram a criar perigo, rondava o relógio os 21 minutos. Um lance onde, pela primeira vez desde o inicio da partida, os espectadores se aperceberam da presença tenebrosa de Pedro Proença.
Jogada de insistência de Fucile, buliçoso, entregando a Lucho e fugindo na desmarcação. O homem nascido nas pampas rodopia, sofre uma falta de Reyes e cai. Por instantes, milésimos de segundo, a respiração de mais de 50.000 pessoas ficou suspensa. Seria o juiz lisboeta capaz de interpretar correctamente as leis do jogo?
O enlace, naqueles que ainda crêem no Pai Natal ou em árbitros honestos, durou um curto momento. Lucho levantou-se [o comentador da TV chamou-lhe fair Play, todo contente por ter um álibi para não mencionar o óbvio], conseguindo endereçar a bola para Fucile. O remate, forte e tenso, não causou mossa nas redes benfiquistas.
O Porto, quiçá por estratégia, recuava ligeiramente, permitindo o protagonismo aos homens trajando de encarnado. A equipa, alimentada a transições rápidas, procurava o espaço. O isolamento. A fuga. Hulk ainda teve uma cavalgada impressionante, culminada num remate desastrado. Mas o braço-de-ferro continuava, numa batalha para homens de barba rija. O jogo, rasgadinho, vivia da benevolência do juiz de campo, contemporizador para as entradas faltosas de Sidnei, Yebda e Cª.~
O “bruáaa” nas bancadas ainda se ouviu algumas vezes, até ao intervalo. Lisandro, epicentro da avalancha ofensiva e veloz dos Dragões, desperdiçou-as, ingloriamente. As cabeçadas, perigosas, saiam à figura de Moreira, ou sobre os ferros da baliza.
Já o tinha referido uma vez. Se fosse possível recriar o ambiente deste jogo, com todas as suas variáveis, numa redoma, controlada cientificamente, sem a intrusão de nenhum factor externo, o Porto venceria. Sempre. Mas não existem ambientes herméticos em futebol. O factor sorte/azar faz parte das leis imutáveis do jogo.
No último suspiro da primeira parte, o balde de água fria. Injusto para o que se tinha passado em campo. Um canto. Um cruzamento. E Yebda, de forma fulgurante, a inaugurar o marcador.
O Porto sentiu claramente o golpe. Viu-se, na 2ª metade, perdido na necessidade imperiosa de atacar, receoso do contra-golpe venenoso da águia. A guilhotina quase descia novamente sobre os pescoços portistas. Dois lances de golo. No primeiro, o olhar de Helton desviou o cabeceamento vitorioso de Suazo. Na outra, o brasileiro susteve, com a ponta dos dedos, numa defesa espantosa, a bola que selaria o desfecho da contenda.
O Porto tinha acabado, colectivamente. Meireles e Lucho eram sombras dos jogadores poderosos, dominadores, ultrapassados na guerra brutal do centro do terreno. A mística portista respirava, contudo e ironicamente, pela perseverança de dois novatos. Hulk e Rodriguez. Lutando bravamente, procurando a jogada individual, sofrendo golpes, mas sempre lestos a levantarem-se. Sem oportunidades de golo flagrantes, as iniciativas do brasileiro que um dia aterrou na Invicta, proveniente do Japão, colocavam o adversário em sentido. Mas o empate parecia uma utopia. Até que…
Lisandro entra na área e é derrubado pelo franco-argelino, de cabelo oxigenado e cara de tolo. Derrubado?
Aos 71 minutos de jogo começou, de forma insidiosa, em marcha a campanha habitual, difamatória. “Simulação grosseira”, bradaram alguns, arvorados em primas-donnas impolutas. “Penalty inexistente”, clamaram outros, incapazes de verem o braço de Yebda a impedir a progressão de Lisandro.
Lucho, alheio à guerrilha subterrânea dos colegas de profissão de Cartaxanas e Delgados, encheu o Dragão de felicidade. Colocou o couro branco e negro anichado nas redes de Moreira. A justiça, tardia, chegava.
De resto, até final, nada de relevante aconteceu, com o Porto a persistir em erros antigos, sempre e só jogando no contra-ataque.
Análise: O mal menor. Não vencemos mas mantivemos a liderança. No entanto, pese a entrega e a capacidade de luta, os azuis e brancos não realizaram uma boa partida. Letais, sabendo cirurgicamente aproveitar os espaços, parece que este futebol dos pupilos de Jesualdo só atinge a sua plenitude nos jogos fora. Como, até ver, não existe nenhum decreto que nos obrigue a jogar sempre fora de portas, vamos ter longos minutos de ansiedade no Dragão, até final do campeonato.
Melhor do Porto: Rodriguez. De longe o mais insistente e clarividente jogador dos portistas. Abnegado, nunca cedeu a entradas duras, a cortes impetuosos ou a uma virilidade excessiva. Foi o primeiro a perceber, atempadamente, que só com velocidade conseguiria ultrapassar os espartilhos tácticos do adversário. Não se limitou, no entanto, a isso. Correu. Centrou. Procurou diversas zonas do terreno. Rematou. Abriu espaços. Defendeu ferozmente [soberbo numa recuperação, na zona de Cissokho, aos 84 minutos, entrando de carrinho para ficar na posse do esférico], procurando galvanizar uma equipa amorfa. Foi um guerreiro, indestrutível, dentes cerrados, orgulhoso nas vestes que trajava.
Arbitragem: Já o referi acima. A campanha está em curso. Não errarei muito ao adivinhar que, amanhã, as capas dos pasquins dirão que o Porto empatou num erro do árbitro. Logicamente que isso permitirá branquear o critério disciplinar, benevolente para os forasteiros. Ou a vergonhosa perda de tempo, aos 90 minutos, na marcação de um livre [mereceria entrar para o Guinness. Quase 180 segundos para a bola sobrevoar a área de Helton]. Mas, com a táctica já congeminada, a que o Porto não se opõe, por não ter uma voz forte que brade contra este estado de coisas, será passado um pano sobre a nódoa que beliscaria os vermelhos. Lucho é derrubado dentro da área, com 0-0 no marcador. Ingenuamente, levanta-se para prosseguir a jogada. Só que alguém deveria [re]lembrar o juiz da partida que, em lances de grande-penalidade, não se concede a lei da vantagem. Não sabia disso, Pedro Proença?
24 de janeiro de 2009
O nosso lugar de eleição
12 de janeiro de 2009
Ode ao desperdício

4 de janeiro de 2009
Vitória sofrida...mas justa
17 de dezembro de 2008
Ficaram a ver Estrelas
2 de novembro de 2008
À espera do milagre...
26 de outubro de 2008
A Lei de Murphy
6 de outubro de 2008
Toma lá disto!
Foi o primeiro capítulo na redenção de uma equipa que tinha batido no fundo. O adversário, putativo candidato ao título, não podia ser melhor. Ideal para sarar feridas abertas. E o Porto, sem ser brilhante, soube ser digno. Estóico. Foi uma equipa, na verdadeira acepção da palavra. Combtiva. Coesa. Implacável.
No meio da exibição esforçada, mesclando qualidade com transpiração, o momento do jogo é, claramente, o fabuloso golo de Bruno Alves. O momento da noite. A forma correcta de responder à injustiça. Bruno Alves foi enorme. O Porto tinha visto como o opositor tinha empatado o jogo. Um lance maculado. Uma jogada de bastidores. Um penalty fajuto. Com a raiva a fervilhar no sangue, o defesa-central portista viu ali uma oportunidade. Pegou na bola. Acariciou-a. Colocou-a no local de marcação da falta. E, naquele momento, os fantasmas de antigos jogadores azuis-e-brancos, exímios na nobre arte de marcar livres, entraram no relvado. Branco. Geraldão. Esquerdinha. Aconselharam Bruno Alves. Incentivaram-no, ao ouvido, murmurando palavras épicas. Passaram o testemunho, de geração vencedora, para geração vencedora.
Bruno Alves sentiu o apelo. Ancestral. Rematou. Com classe. E a bola sobrevoou a barreira. Suavemente, Descrevendo um arco perfeito. Desceu, encontrando o local por onde queria entrar. E a noite de Alvalade presenciou o momento em que o couro beijou a rede desprotegida. GOOOLLLOOOO. É assim que os campeões respondem à adversidade.
ps: Vídeo retirado do Bibó Porto.
