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25 de julho de 2008

Super-heróis

Hulk. Confesso desde já que, na minha adolescência, o alter-ego de Bruce Banner nunca fez as minhas delícias. Admirador inveterado do universo da Marvel, com particular incidência nos super-heróis saídos da mente delirante de Stan Lee, sempre guardei a minha afeição para o Wolverine, Capitão América, Homem Aranha e poucos mais.

Nunca fui cativado por monstros, ainda por cima verdes e vestindo apenas roupa interior. Por isso, como declaração para memória futura, estou algo frustrado com a compra de Hulk. E sem qualquer ponta de ironia, que cada vez tenho menos tempo para escrever e escuso de gastar o que tenho em figuras de estilo.

Sendo claramente evidente, mesmo a qualquer leigo, que o plantel do Porto, para a época que se avizinha, necessita de alguns retoques, era consensual que a linha avançada teria que ser reforçada. Dada a carta de alforria a Postiga, com o mal-amado Adriano fora do baralho de opções de Jesualdo e com Renteria a continuar a viver no limbo da promessa eternamente adiada, a responsabilidade pelos golos caiu no colo de 2 argentinos: Lisandro e Farías.

Até hoje. Temos Hulk. Talvez vivendo ainda da expectativa legítima, criada pelo presidente do clube, de uma surpresa, a chegada deste novo reforço constituiu uma espécie de balde de água gelada no anseio crescente por um nome mais mediático.

Dirão os defensores intransigentes de toda e qualquer acção da SAD portista que o brasileiro agora na Invicta é jovem, com enorme margem de progressão e com um currículo onde ressalta a capacidade sobrenatural de empurrar a bola para as redes. Tudo verdade. Lembrar-me-ão ainda de outros exemplos de perfeitos desconhecidos, que chegados ao reino do Dragão rapidamente se fizeram notados, cobiçados e idolatrados. Não contesto esse argumento.

Mas pagar 10 milhões de euros, por 50% do passe de um verdadeiro desconhecido, num mercado em recessão, parece-me francamente um acto de gestão questionável. Quem anda atento às notícias do mercado internacional, não deixa de ser surpreendido pelo preço com que grandes jogadores saem dos seus clubes [Deco e Riise, por exemplo], em transacções de baixo valor, se comparadas com os preços praticados há meses atrás.

Por isso, pergunto: não seria mais apropriado, numa situação destas, ficar com o que se tem, com provas dadas, do que embarcar numa [cara] aventura? Adriano e Renteria dariam condições para marcar golos, em qualquer competição.

O que o Porto necessita, e acredito que não comprou por 10 milhões, é um fazedor de golos mortífero, capaz de converter 70/80 por cento das oportunidades que disporá. Pagar por pagar, mais valia abrir os cordões à bolsa e contratar finalmente um clone de Jardel. Apesar de tudo, espero sinceramente arrepender-me do que escrevi acima. Seria bom sinal. De êxito. E de golos. Do Hulk.

ps: O Guimarães já começou a sentir os efeitos de, cobardemente, ter procurado conquistar na secretaria o direito de participar na Champions, com entrada directa, algo que lhe foi vedado desportivamente. Habituados ao empréstimo dos bons valores provenientes do Dragão, viram Alan, desejado por Manuel Cajuda, rumar ao Minho, mas para outras paragens. E isso também me provocou alguns pruridos. Se concordo inteiramente com o corte de relações com a escumalha da cidade Berço, esta aliança recente com o Braga de António Salvador deixa-me, no mínimo, com o estômago tolhido. Que raio, o homem é unha e carne com o Orelhas, dificulta sempre ao máximo as negociações por qualquer jogador arsenalista em que estejamos interessados, enquanto os vende ao desbarato para o Sul, e agora cedemos-lhe jogadores? A custo zero?

Acho que vou a banhos, nos próximos dias, para evitar dissertar mais sobre isto. Mas sinceramente, ando algo desiludido. A sério que ando.

19 de julho de 2008

O caminho para o Tetra...

O início dos trabalhos, na pré-temporada, foi aquilo que poderemos chamar de ponto 0, na procura de mais um feito para a história do clube. Ultrapassadas as questiúnculas jurídicas na intensa batalha legal que marcou o defeso, o Porto clube saiu fortalecido. Venceu o rancor e a inveja, podendo agora concentrar-se, finalmente, no que interessa. A bola a rolar...

A época será longa. Intensa. Repleta de escolhos. Mas o plantel dá garantias para mais uma temporada de êxitos. De forma rápida, importa dissecar alguns pormenores nos azuis e brancos, depois dos confrontos amigáveis com PAOK e Hannover...

- Desde logo, o colmatar da saída de Paulo Assunção. Sem dramas, após a fuga do brasileiro, achei que, pese a qualidade reconhecida ao ex-jogador do Nacional, o seu lugar seria facilmente garantido, através do existente no plantel ou com recurso a reforços. A competição, para o posto de médio-defensivo, é muita. Bollati, que passou a sua primeira temporada de dragão ao peito na sombra, terá agora uma oportunidade de mostrar as credenciais de que veio munido. Mas nestes dois jogos específicos, quem tem dado nas vistas é o colombiano Guarín, vindo de terras gaulesas. Apresentando bons indíces físicos, o jovem sul-americano começa a mostrar alguns predicados que o poderão tornar rapidamente um indiscutível de Jesualdo. Raçudo, batalhador, dono de um remate poderoso, generoso fisicamente. Temos homem!

- A defesa foi o sector da equipa que viu mais caras novas a chegarem. Ressalvando que será ainda demasiado cedo para tirar ilações conclusivas, continuo a achar que a aposta na juventude de Rolando foi acertada. Poderoso fisicamente, com enorme capacidade no jogo aéreo, o internacional jovem luso tem mostrado poder ser uma alternativa válida aos previsíveis titulares Bruno Alves e Pedro Emanuel. Se Rolando tem vindo a coleccionar pontos, nessa luta intensa mas leal pela luz da ribalta, o sérvio Stepanov continua a viver uma espécie de dejá-vu. Erros crassos, lapsos infantis, desbaratando num momento o que de bom faz no restante tempo. Parece continuar a viver da síndroma do nervosismo extremo, incapaz de se libertar dos grilhões mentais que o tolhem. No lado direito, ando deliciado com Sapunaru. Sólido a defender, com enorme propensão atacante, parece fadado a ser o substituto de Bosingwa. No flanco oposto, Benitez continua a cheirar a...flop. Algo indeciso na abordagem dos lances, pouco lesto na defesa, muito discreto no apoio ofensivo, não tem justificado a sua contratação. A rever...

- Tomas Costa tem vivido um pouco ao sabor das experiências de Jesualdo. Ontem, frente aos alemães, jogou num 4-3-3 onde lhe cabia a tarefa de jogar no lado direito do ataque, posição que demonstrou claramente não lhe ser muito natural e confortável. É nas zonas interiores do meio-campo que o argentino respira o seu futebol. Feito de nervo e aço, lutador nato, poderá ser uma peça importante na coesão defensiva do tridente do meio-campo. Resta saber como lidará com a forte concorrência para o sector. É que ainda falta Meireles...

- Na frente, Lisandro e Farías parecem ser os únicos com qualidade suficiente para merecerem a responsabilidade de converter em golos o caudal ofensivo da equipa. Denotando ainda os problemas de sempre na finalização, o Porto terá que forçosamente ser reforçado. Com Renteria a levar nova guia de marcha, aguarda-se com alguma expectativa a chegada de um reforço. Imperioso!

Em suma, a luta pela manutenção do título não será facil, nem isso seria expectável, mas o plantel portista parece dar garantias para que esse desiderato seja atingido, no final da temporada. Nós estaremos cá, para o apoio de sempre...

31 de agosto de 2007

A saída de Jorginho


Foi-se! Diria que felizmente, mas também isso seria de certa forma injusta para o brasileiro Jorginho. Não me deixa saudades, pois nunca conseguiu impor-se na equipa, nem trazer-lhe a qualidade acrescida que se espera de um jogador que envergue aquela camisola venerada. Culpa dele, culpa dos seucessivos treinadores, culpa de alguém, mas isso agora não interessa. Como a qualquer jogador que defenda as cores que amo, só lhe posso desejar boa sorte e, fundamentalmente, agradecer-lhe o rasgo de génio que lhe permitiu a obtenção de um fabuloso golo, em Alvalade, desiquilibrando o campeonato para o Porto de Adriaanse.

Contudo, nem é por isso que perco tempo a escrever. Fiquei abespinhado pela saída de Jorginho. Não, como já disse, pela qualidade que tenha demonstrado, mas pelo destino do jogador. Irritou-me, melindrou-me, fez-me soltar uma torrente de palavrões, quando tomei conhecimento de que o destino do brasileiro era a cidade dos arcenbispos. Não se infira, pelas palavras anteriores, que nutro algum ódio visceral por Braga. Não se trata disso. Mas o facto de saber que os dirigentes portistas se sentaram a uma mesa com os seus homólogos bracarenses, causou-me náuseas...

Quantos jogadores foi o Porto buscar Braga, desde que António Salvador é o presidente dos minhotos? Quantas vezes foi noticiado pela imprensa, habitualmente sabedora das movimentações de mercado, que os Dragões estavam interessados nos atletas A, B ou C? Várias. E isso é que me irrita. Porque sempre que o FCP se mostra interessado em algum jogador do plantel arsenalista, logo surgem mil e um entraves, com as negociações a sairem goradas, por um ou outro motivo. Andres Madrid, estão lembrados? O namoro portista, nunca camuflado, esbarrou sempre na intransigência local, que pedia montantes absurdos pelo atleta. 5 milhões foi o valor propagandeado na comunicação social, pelo mesmo atleta que António Salvador tentou vender, depois, aos gregos do Panathinaikos, por...2 milhões.

É esta memória curta, este "esquecimento" da SAD do Porto que me provoca confusão. Compare-se a atitude de Salvador, sempre que os "amiguinhos" do sul se mostram interessados em algum dos seus jogadores. As negociações são praticamente seladas na hora, por valores considerados normais para o futebol luso, conseguindo o Benfica reforçar, sistematicamente, o seu plantel, à custa do Braga, que tem funcionado como uma espécie de coutada particular do Orelhas. E na SAD portista não existe ninguém que ponha ordem nesta situação?

Não nos vendem jogadores, também não levavam daqui ninguém. Ou acham que esta negociação fará alguma diferença no futuro? Santa ingenuidade...

8 de agosto de 2007

Notícia boa do dia


Pois, isto tem muito que se lhe diga. Deve ser a isto que chamam o ying e yang ou o que raio é. Cosmicamente, já me apercebi, alguém ou alguma coisa, devem premir uns botões para ir contrabalançando o que se passa neste planeta. Vai daí, espetam-nos com uma notícia que provoca apreensão, raiva e mais uma quantidade astronómica de sentimentos mesquinhos, com a notícia de que Bruno Paixão vai apitar a Supertaça.

Depois, como forma de apaziguar ânimos, vem o "rebuçadinho" para adoçar a boca. A notícia boa do dia. Lucho Gonzalez, um dos mais prezados atletas do plantel portista, é, desde já, atleta de corpo inteiro do FCP. Aos 50% do passe, detidos pelo clube e que tinham custado 3,6 milhões em 2005, o Porto desembolsa agora a módica quantia de 6,65 milhões, tornando o jogador o maior investimento do clube, na sua já longa história. Deve acabar, por aqui, o folhetim que alimentava a pré-temporada, com Lucho de malas aviadas para sitíos tão díspares como Valência, Madrid ou Liverpool, terra do Everton.

21 de julho de 2007

Ernesto Farias

Parece ser este a escolha da Direcção portista para a frente de ataque. 27 anos, proveniente do River Plate, da Argentina, tinha aparentemente tudo acertado com os mexicanos do Toluca mas, alegando problemas de adaptação devido à altitude, conseguiu a desvinculação, pela qual o Porto indemnizará o clube mexicano por quatro milhões de euros. Caro? Num mercado internacional que cada vez mais vai apertando o cinto, onde os negócios que rendem milhões são cada vez mais raros, o passe do argentino não me parece propriamente barato. Mas, nestas coisas, é o rendimento do jogador que irá permitir aferir a validade da aquisição. As referências até são bem interessantes. Poderoso no jogo aéreo e mortífero na finalização, Farias, que na Argentina tinha a alcunha de tecla, já conta no seu currículo com uma passagem pelo futebol europeu, tendo representado os italianos do Palermo (sem grande sucesso, ao que parece).

20 de julho de 2007

Mariano Gonzalez


O mais recente reforço, para a nova época, já equipa de Dragão ao peito. Mariano Gonzalez, emprestado por um ano pelos italianos do Palermo, é um extremo, já passou pela Selecção das pampas e jogou com Lisandro Lopez no Racing Avellaneda.

Numa breve entrevista, dada ao site oficial do FCP, nota-se que o argentino se mostra maravilhado com o que encontrou. Agora, é arregaçar as mangas e mostrar o que vale. A palavra de ordem é TRI!


Competições importantes
«É um passo em frente na minha carreira. Fui sempre melhorando no Inter e no Palermo e agora tenho a oportunidade de disputar competições importantes, como a UEFA Champions League e o campeonato português.»

Quero ser campeão
«Estou certo de que os meus objectivos são comuns aos dos restantes jogadores do plantel. Quero ganhar o campeonato português e chegar o mais longe possível na Champions».

Estádio impressionante
«O presidente guiou-me numa visita ao estádio. É impressionante! É muito moderno e difícil de encontrar outro semelhante, pelo menos na Argentina. Não vai faltar motivação para jogar aqui.»

Adaptação fácil
«Joguei com o Lisandro, durante dois anos, no Racing Avellaneda e com o Lucho na selecção argentina. Creio que a minha adaptação vai ser fácil.»

Jogadores muito bons
«Pretendo afirmar-me neste clube, acredito nas minhas condições, mas sei que vai ser duro, porque há jogadores muito bons no F.C. Porto. Confio no meu trabalho e estou seguro de que conseguirei impor-me, desde que possa treinar bem.»

Dinâmico e veloz
«Posso jogar em várias posições, seja na direita, na esquerda ou no centro. Sou dinâmico e veloz, e procuro jogar simples e rápido. Se os defesas me permitem, remato sempre que posso.»

SÊ BEM VINDO!

Aqui ficam umas imagens de Mariano, na Selecção olímpica, destroçando a Itália. O 3º golo é dele, o 1º de Tevez e vejam lá de quem é o 2º...


14 de julho de 2007

Leandro Lima

Passa por ser uma apresentação diferente de um jogador, aqui no blog. Nada de estatísticas, de números ou afins. Se dizem que uma imagem vale por mil palavras, têm várias à vossa disposição. Destaco uma: o 1º golo do Brasil, obtido num remate acrobático por Leandro Lima. Perdemos Anderson, é certo, mas contratamos mais uma pérola brasileira. Talvez não potencie, ainda, todo o seu talento, mas lá que as referências são boas, lá isso são.

Apesar do seu talento, o Brasil foi afastado do Mundial Sub-20. Para o Porto, óptima notícia. Leandro ainda poderá participar na pré-temporada. E vontade, pelos vistos, não lhe falta.

«Não vejo a hora de poder vestir a camisola do FC Porto, por isso estou muito ansioso por chegar. Quero ganhar títulos e espero conseguir contribuir da melhor forma para que isso aconteça», afirmou Leandro Lima, em declarações à Renascença.Apontado como o sucessor de Anderson nos «azuis-e-brancos», Leandro Lima recusa, no entanto, qualquer tipo de comparações, salientando que só quer ser... Leandro Lima. Pelo meio ficou o auto-retrato: «Considero-me um bom jogador, habilidoso, sempre à procura de golos de forma objectiva. Tenho facilidade em jogar na linha como no centro.»

10 de julho de 2007

Pepe, el central perfecto!

Não sei se ria se chore, com a venda de mais um dos intocáveis do plantel. Procurando ser realista, atendendo aos números envolvidos, seria difícil ao Porto não ceder a tanto dinheiro. É, sem dúvida, mais uma venda só alcançável, cá no burgo, pelo Porto. Ponto prévio e que não merece a mínima discussão. Os outros bem que tentam impingir centrais, médios ou extremos e ninguem lhes pega. Mas, com o mal dos outros posso eu bem e, confesso, a perda de Pepe, pese o dinheiro envolvido, parece-me dificíl de ser colmatada. Podia munir-me de números e estatísticas, para destacar a importância crescente do brasileiro na equipa portista, mas basta ver como a "Marca", jornal espanhol tido como próximo dos merengues, se refere à nova contratação do Real Madrid: "Pepe, el central perfecto"!
E não é exagero. Pela idade, Pepe é um jogador próximo da perfeição. Jogo aéreo imperial, velocidade acima da média, sentido posicional que lhe permite a antecipação de 99% dos lances, foi um dos esteios da defesa portista nos dois últimos títulos nacionais. Sofreu uma transformação quase metafórica, ao nível do patinho feio. Vaiado em alguns jogos, aquando da sua vinda do Funchal, Pepe evoluiu naturalmente, deixando a imagem de central trapalhão de lado, operando a metamorfose em cisne.

O Porto enche os cofres, com mais uma venda milionária, mas perde um jogador de inegável categoria. Se a nível interno a competitividade do plantel me parece assegurada, o busílis da venda reside naquilo que se pretende, não só para esta época, mas para um futuro próximo na Europa. Não é utopia, parece-me, exigir um Porto ao nível das equipas de um passado recente, não me referindo apenas aos títulos alcançados por Artur Jorge, Ivic e Mourinho. Um Porto competitivo é o que se quer. Capaz de ombrear, pese a disparidade de orçamentos, com os colossos europeus. E isso, quer-me parecer, tornou-se indubitavelmente muito mais difícil, com as saídas de Anderson e Pepe.

ps: Respondendo ao que se pretende. Sim, concordo com a venda do central, apesar de tudo. Um ordenado chorudo, quase principesco, inalcançável pelo jogador em Portugal, seria motivo mais do que suficiente para uma época deficitária, caso a transferência não fosse concretizada por intransigência do Porto. Quero, e penso que isto será unânime na família portista, que a maior parte desse dinheiro sirva para amortizar o passivo do clube, felizmente não tão monstruoso como o dos clubes de Lisboa.

21 de junho de 2007

Rabiola Dragão


Contratação surpresa! O internacional sub-18 português, que na época passada representou o Vitória de Guimarães, é o mais recente reforço portista. O jovem jogador rubricou ontem um contrato por 3 épocas, com mais duas de opção, sendo cedido na temporada de 2007/08 ao clube vimaranense.


Autor de 16 golos no Nacional de Juniores A, Rabiola foi promovido à equipa profissional do Vitória com apenas 17 anos, estreando-se na Liga de Honra à 25ª jornada, ronda em que contribuiu decisivamente para o triunfo sobre o Estoril, ao fazer a assistência para o terceiro e último golo da equipa de Guimarães.
Desde o primeiro jogo na competição profissional, Rabiola, que assina Tiago Lopes, só não alinhou na última jornada da prova, devido a lesão, tendo, inclusive, feito o segundo de seis golos com que o Vitória goleou o Portimonense.
Com o objectivo de voltar rapidamente ao Dragão, o avançado, natural de Guimarães, prometeu «dar o máximo», mal podendo esperar pela oportunidade de vestir, de novo, a camisola do F.C. Porto. «Só vou descansar quando a puder envergar num jogo a sério. Aí terá outro sabor», alegou. Até lá, vai degustando o prazer de ter despertado o interesse de «um grande clube».

20 de junho de 2007

O novo artilheiro

Edgar, em quem se depositam elevadas esperanças - e não estarei a exagerar - aqui numa compilação, dos seus tempos no Brasil. Vejam que vale a pena e sempre estarão a visualizar da mesma forma que muitos dirigentes decidem a compra de jogadores, através de dvd e videos enviados por empresários. Até o Fucile, segundo o próprio, veio para o Porto desta forma. Não será o caso de Edgar, com experiência no futebol luso. Se fossem vocês a decidir, baseados nestes breves minutos, o que fariam? Davam o aval à compra do Edgar?

19 de junho de 2007

Edgol



"Sinto-me realizado por estar num clube como o FC Porto». As palavras pertencem a Edgar, avançado brasileiro de 20 anos que hoje assinou com os «dragões» contrato válido por uma época, que se pode estender por mais três. O antigo jogador do Beira-Mar promete fazer golos «de tudo quanto é jeito».

«Sinto-me realizado por estar num clube como o FC Porto, mas não me vou acomodar», assegurou Edgar, em declarações ao site oficial do clube, prometendo: «Vou ter que demonstrar por que razão estou aqui e é minha intenção dar o meu melhor, fazer o que sei e mais ainda, porque quero conquistar rapidamente os adeptos».Assumindo estar a «viver uma sensação fantástica», o jovem jogador diz que a transferência para o FC Porto se traduz na «ambição que qualquer jogador gostaria de concretizar».E quanto ao facto de poder actuar na Liga dos Campeões? «Isso é fabuloso», rejubila. «É o melhor e o mais atractivo campeonato do mundo», considera, sendo que a Champions será apenas uma das competições onde promete fazer golos «de tudo quanto é jeito».

15 de junho de 2007

Um polaco inteligente - parte II

Apesar de ainda não oficializada a contratação de Kazmierczak pelo FC Porto, é praticamente certa, atendendo às notícias veiculadas na Imprensa e à própria posição pública do atleta, preterindo a macacada a favor do azul e branco. Ainda e só fazendo eco do que é dito e escrito na Comunicação social, a Porto irá adquirir a totalidade do passe aos polacos do Pogon, por uma verba que rondará os 1,4 milhões de euros. Jesualdo Ferreira verá, muito provavelmente, com bons olhos o ingresso do internacional polaco na equipa portista, pois foi ele também que há um ano esteve na origem da contratação de Kaz para os vizinhos do Bessa.
Parece-me claramente um excelente reforço. Perfeitamente adaptado ao futebol luso, com um pulmão excelente, que lhe permite uma disponibilidade física acima da média, defendendo com raça, capaz de apoiar o ataque e com um pontapé que não é de desprezar, como o comprovam os vários golos obtidos com a camisola axadrezada.

7 de junho de 2007

De olhos em bico

Ming Chi Zhang é o novo reforço do FC Porto para a área da formação, muito embora o processo tenha sido avalizado pela Administração da SAD, a qual fez questão de ter uma intervenção directa no tema por considerar que o clube estará perante uma descoberta que trará fortes dividendos num futuro muito próximo. Internacional chinês, tem 18 anos e actua especialmente como ponta-de-lança, apesar de também actuar noutras zonas do terreno. No Dragão, assinou contrato por uma temporada – última de júnior – cabendo ao clube a possibilidade de accionar uma cláusula que lhe permite ficar com o jogador por mais duas épocas. Os termos do acordo foram discutidos nos últimos dias pelos representantes do atleta na Europa (Adolfo Lopes e Sérgio Paulo), desconhecendo-se, todavia, as verbas envolvidas nesta operação.
Bem, pelo menos é exótico. Julgo que nunca tivemos um chinês na equipa. Vamos lá a ver como será a adaptação a um País estranho, em que ninguém percebe patavina do que o rapaz fala. Pelo menos, sempre pode falar por telefone com o Yu Dabao, que joga num clube da margem sul, aquela que é um deserto...

6 de junho de 2007

Ponto da situação

Julgo ser, nesta altura, indicado realizar o ponto da situação em relação ao mercado de transferências, fundamentalmente no que diz respeito ao FC Porto. Estamos quase a iniciar a silly season, onde todos os dias irão ser colocados reforços no clube portista. Sem mais delongas, o ponto da situação é este:
Saídas
Anderson - Manchester United - 30 Milhões
Na corda bamba
Pepe - Juventus?
Bosingwa - Tottenham?
Quaresma - Atlético de Madrid?
Lucho - Inter de Milão?
Empréstimos
Ezequias e Pittbul - Leixões
Helder Barbosa - Nacional
Vieirinha e Paulo Machado - Leixões
Diogo Valente - Guimarães
Dispensas prováveis
Bruno Moraes (um dos bébes chorões)
Ibson (o par de Bruno)
Lucas Mareque (e lá vão 1.5 milhões)
Paulo Ribeiro
Alan (espero eu, pelo menos)
Entradas
Fernando - Médio defensivo ou de transição (o que quer que isso seja. Cá para mim, a transição é daqui directamente para outro clube, por empréstimo)
Lino - Defesa esquerdo (ah, e dizem os apologistas desta contratação, que ele marca bem os livres. Fica bem no currículo)
Nuno - Guarda-redes
Silly Season
Kazmierczak - Médio
Andres Madrid - Médio
Vukcevic - a jogar na Rússia, no Saturn
Morais - Médio atacante, do Vasco da Gama
Mariano Gonzalez - Médio, do Inter de Milão
Miccoli - Anão, jogador de uma equipa dos arredores de Lisboa
Envolvidos no negócio de Anderson, todos estes jogadores estão na lista de dispensas do Manchester United e podem ser hipótese:
Fangzhuo Dong
Gabriel Heinze
Gerard Pique
Giuseppe Rossi
Ji Sung Park
Richardson
Agora, é só escolher um...como me parece que o Porto está deficitário nos extremos, venha Rossi, que pode jogar nessa posição, ou o coreano Ji Sung Park (provavelmente aufere um ordenado obsceno).

5 de junho de 2007

Anda tudo louco!


Uma promessa, desde já. Hoje não me vou insurgir contra a venda do Anderson. Já está. Consumatum est! (o meu professor de latim no Liceu ficaria orgulhoso desta citação). Não falo disso, mas continuo a falar da política (ou ausência dela) de contratações do clube. Contratou-se, no início da época passada, Luís Castro, com funções abrangentes. Toda a área do futebol jovem seria, a partir de então, gerida por ele. Ingénuo, como sempre, pensei que seria desta que o Porto começaria a aproveitar alguns dos jovens jogadores, que ano após ano, têm encontrado um sinal de sentido proibido quando procuram ascender à equipa A. Das duas uma: ou as camadas jovens não produzem ninguém de valor, algo que é prontamente desmentido pelos inúmeros títulos dos escalões jovens, ou ninguém sabe o que anda a fazer. Mas fiquei convicto que desta é que era. Chega a época ao fim e somos confrontados com mais do mesmo. Vai-se Anderson (lá acabei eu por falar nele), vem Lino (quem?) e Fernando. Pelo meio, o altruísmo continua. Nada menos do que 4 jogadores vão reforçar o Leixões. Se da qualidade de Ezequias e de Pitbull já nem falo, pois o problema agora é das gentes de Matosinhos, fico espantado por, época após época, continuarmos a sustentar ordenados a estas pretensas vedetas. Não seria mais vantajoso dispensá-los, simplesmente? A eles, e ao filho da puta que teve o descaramento de avalizar a contratação de jogadores tão inenarráveis. O pior nisto nem são estas duas aberrações brasileiras. Vieirinha e Paulo Machado também receberam guia de marcha, com o mesmo destino. Ou seja, Paulo Machado, nado e criado no clube, com imenso talento, é preterido, enquanto se vai buscar Fernando ao Vila Nova (mas que caralho de nome é este?), de uma das divisões secundárias brasileiras e que tem como cartão de apresentação, para além de ter jogado na mesma selecção de Eliézio (outro que tal), ter arreado num árbitro (ah valente!). Ao que isto chegou. Vai uma aposta que é mais um para emprestar, durante os 5 penosos anos de contrato? Vieirinha, com uma excelente pré-temporada, ainda sob a égide de Adriaanse/Rui Barros, sofreu um estranho eclipse, sendo agora “convidado” a um estágio remunerado no Leixões. Anda tudo louco, é o que é!!! Atão o Vieirinha recebe guia de marcha e aquele "diamante em bruto", chamado Alan, continua a ter lugar no plantel. E depois não querem que um gajo ande a dizer asneiras????
A loucura não deve terminar por aqui. Estejam atentos aos próximos dias. Enquanto não vir Carlos Martins noutro clube, não fico descansado. Ainda resolvem ir buscar esse pedante ou o anão do Benfica. Se o fizerem, bem que se lixam, que deixo de pagar quotas…

2 de junho de 2007

Nova contratação



Chama-se Fernando Francisco Reges e é a mais nova contratação do FCP. Numa apresentação que faria inveja ao Gabriel Alves, aqui ficam as características do novo portista:
  • Nascido a 25 de Julho de 1987;
  • 1,82 m;
  • 70 Kg;

Para aqueles que têm vindo a acompanhar a novela Anderson, o resultado esperado começou mais cedo do que o previsto: a chegada em massa de uma catrefada de reforços "sonantes", quase todos oriundos das terras de Vera Cruz. Médio internacional de sub-20, vem rotulado de trinco. Como não sou o Luis Freitas Lobo que sabe tudo e mais alguma coisa sobre qualquer jogador, entre os 7 e os 77 anos, deste Planeta, recorri ao meu jogo de eleição: o Football Manager. Orientando o Porto, enviei em missão de espionagem o Lima Pereira. E eis o que o olheiro do FCP descobriu sobre o míudo:

"Fernando seria uma boa contratação, para qualquer clube da Liga de Honra" (aqui soltei um riso escarninho);

"Tem o potencial necessário para ser um bom trinco da Liga, no futuro" (mais um para emprestar, calculo eu, para ganhar estaleca, como dizem os entendidos);

"Tem uma velocidade bastante razoável" (boa, exclamei, já pode fugir dos Super Dragões, quando eles começarem com a brincadeira dos petardos);

"Fernando seria uma razoável contratação" (depois disto, despedi, como é óbvio, o Lima Pereira. Atão o cromo diz que o Fernando é uma boa contratação para a Liga de Honra e depois já é bom para nós?)

Posto isto, e baseado nas notícias que circulam, o rapazinho custou 720 mil euros e é mais um pró monte de médios de características defensivas que temos. Daqui a uns tempos, é vendido por 3 ou 4 milhões e a comissãozinha vai pró bolso de alguém. Ou então sou eu que ando mesmo aziado e não estou a ver bem as coisas...

31 de maio de 2007

Mas que raio andam "eles" a fazer?

Começa seriamente a faltar-me a pachorra para aturar, ano após ano, sucessivas vagas de contratações falhadas. Ainda acabou agora a época e somos já confrontados com uma contratação de “classe”:
Lino, defesa-esquerdo, 29 anos. Mas que raio de merda é esta? Marek Cech, Lucas Mareque (barretada de todo o tamanho) Ezequias (ainda andamos a abonar o ordenado a este) Areias e Leandro, todos eles defesas-esquerdos, todos eles sem classe, todos eles a pesarem seriamente no passivo monstruoso que a SAD apresenta. Quem é que é o cromo responsável por estas “maravilhosas” contratações? Parece-me indubitável que o Porto precisa de um defesa-esquerdo, mas será o Lino o “tal”? Com 29 anos, sem qualquer margem de progressão? Parafraseando os gajos fedorentos, alguém defensor desta contratação há-de usar como argumento o ““ahh e tal, ele marca uns golos de livre, etc”. Fico seriamente irritado quando me lembro de Rossato, com classe para envergar a camisola portista, contratado num dia, despachado poucas horas depois, sem qualquer pudor em camuflar o comissionismo que alastra naqueles corredores da SAD.
Como se não bastasse, Anderson foi despachado. E despachado é mesmo o termo. Quero lá saber se se ufanam todos com os 30 milhões que o Manchester vai pagar. Metam o dinheiro num sítio que cá sei…
Com esse dinheiro vão contratar mais uma palete de aleijados e lá se vai o lucro com a operação. Se os ingleses perderam a cabeça (sim, deve ser mesmo um caso de loucura, pois não cabe na cabeça de ninguém contratar o Nani, quanto mais pagar o que eles pagaram) e pagam 30 Milhões pelo Jurema, que fez meia época, devido à lesão, quanto pagariam eles daqui a 12 meses, com Anderson a exibir-se em grande plano por essa Europa fora, comandando as tropas azuis e brancas?
Desconfio que não se ficam por aqui. Entre Pepe, Lucho e Quaresma, mais alguém vai ser despachado, em nome de um camião de dinheiro, que se evaporará, tal como o montante resultante das vendas de Paulo Ferreira, Deco, Ricardo Carvalho, Seitaridis, Maniche, Costinha e outros…
É que se é para ganhar algum, eu também conheço uns jogadores que se arrastam pelas distritais, e a comissãozinha dava-me um jeitaço para comprar o Nissan Qashqai.

P.S: Se o Mourinho, Benitez ou Wenger tiverem um dedo de testa, bem que o Manchester se fode num instantinho. Contratam por meia dúzia de patacos o Katsouranis…

30 de maio de 2007

Anderson no Manchester?


Apanhado de surpresa pela notícia avançada pela SIC, mesmo agora, em pleno Telejornal, ainda me recuso a acreditar que o Porto tenha vendido o menino prodígio. Ao que parece, os ingleses do Manchester vieram às compras a Portugal e, não contentes com a provável contratação de Nani, levaram também a pérola do Porto.

Já sei que, sendo verdade o que agora é veiculado, alguns se apreçarão a tecer elogios à sagacidade da SAD, que vendeu o jogador por não sei quantos milhares, blá blá blá...

Mas a mim que me importa essa merda? Quero é uma equipa competitiva que lute não só pela conquista do tri, mas também na Europa, ombreando com os colossos financeiros que por lá andam assiduamente. Não será desta forma, estou certo! Jogadores com a qualidade de Anderson não se encontram todos os dias e, independentemente da quantia envolvida no negócio, até agora envolta em secretismo, o Porto saiu claramente perdedor.
E nós, os adeptos, aqueles que sofrem diariamente pelo clube, que só tivemos um mísero ano (que graças a Katsouranis foi bem menos) para desfrutar do perfume daquele futebol mágico. Se se fossem todos f#d#&!!!

29 de maio de 2007

1ª Contratação para a nova época

Aí está o primeiro reforço para atacar o tri. Neste caso, será mais para defender o título, já que falamos de um defesa. Aquela que era uma das principais lacunas da equipa, a posição de lateral-esquerdo, passa a ter uma cara nova para fazer concorrência a Marek Cech. Lino, até agora jogador da Académica, assinou por dois anos, realizando um sonho (palavras do próprio) por envergar a mítica camisola azul e branca. Numa breve entrevista, retirada do site oficial do FCP (www.fcporto.pt), Lino já fala à Dragão:
FCP: O que é que sentiu quando rubricou este contrato com o F.C. Porto?
Lino: Senti-me muito feliz. Posso dizer que realizei um sonho, pois tinha o objectivo de chegar a um grande clube na Europa e o F.C. Porto é, claramente, um desses clubes. Agradeço a confiança que os responsáveis depositaram em mim e quero dar continuidade ao trabalho que desenvolvi na Académica e que me permitiu dar este passo.

FCP: Consegue descrever a sensação que vive neste momento?
Lino: É complicado… A alegria é imensa! Mas a minha reacção foi muito positiva. Cheguei a um clube grande e o impacto é forte. O F.C. Porto é um clube de top, com vários títulos nacionais e internacionais. Vou fazer tudo para realizar um bom trabalho. Estou confiante.

FCP: Já tem opinião formada em relação ao F.C. Porto?
Lino: Por tudo o que constatei nestas primeira horas, posso dizer que é um clube especial. A estrutura é muito profissional e vê-se que toda a gente gosta muito de servir o clube. Fiquei com uma óptima impressão de todos. Sempre me falaram bem do F.C. Porto, mas hoje pude de facto confirmar tudo isso. Estou muito feliz.

FCP: Conhece algum dos seus futuros companheiros?
Lino: Conheço o Helton e o Ibson, com quem conversei algumas vezes quando ele estava no Flamengo e eu no Fluminense. Tenho a certeza que eles e todos os outros companheiros vão ajudar na minha adaptação rápida ao F.C. Porto.
FCP: Que tipo de pensamentos vai alimentar quando começar a trabalhar no F.C. Porto?
Lino: Quero ganhar a confiança do treinador. Quero impressioná-lo com o meu trabalho diário e vou trabalhar forte para ajudar o F.C. Porto a atingir os seus objectivos.

FCP: O Lino joga a lateral-esquerdo, mas revelou uma forte vocação ofensiva durante esta temporada, tendo mesmo marcado vários golos. É um defesa que gosta de atacar?
Lino: A minha principal característica talvez seja essa, mas não esqueço que a missão de um defesa é defender. Procuro sempre estar atento para cumprir aquilo que o treinador me pede.

FCP: Considera que este é o maior momento da sua carreira?
Lino: Claro que sim. É um grande momento profissional. Como disse anteriormente, é um sonho. Creio que nem preciso de dizer que sinto uma honra muito grande em representar o F.C. Porto!