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16 de maio de 2008

Inequação da Conspiração!!! …Inspiração e Transpiração!!!

A final da Taça vista pelo olhar do Bruno Rocha...

"Confundem-se os termos, interligam-se os conceitos amiúde nesta onda de credibilização do futebol Luso. A Nação Azul na sua cada vez mais audível franja de adeptos povoa os espaços de opinião, inunda a rede de solidariedade para com o líder, alvitram-se desmesurados porquês e tal e qual inúmeros treinadores de bancada cada cabeça sua sentença cada corpo justiça minha…

Se o ciberespaço é aquele que melhor traduz a minha proximidade para com o perpetrado ataque, milimetricamente despoletado com o fim de diluir e branquear o desgoverno que assola não só o País mas também a casa dos ditos bons chefes de família, não farei do mesmo arma de arremesso nem lhe darei inteligência autónoma para que nestas linhas se configurem novos cenários.

Coabita em mim uma certeza maior, o Azul é a minha cor, o Dragão é o espelho da minha raça e quanto mais ataques nos debitam mais forte é a vontade de perpetuar o espírito portista nos meus ascendentes dependentes…o Fcporto será sempre o Fcporto por muito que engendrem cenários inspirados e transpirem fartas congeminações da maior cabala conspirada face a um só emblema. Quanto mais leio e me actualizo face a tema do momento mais certo estou que nada muda na relação dos que sentem o Porto como parte integrante de nós.

Com todo o aparato e questiúnculas, aproveitam-se os demais para minorar e colocar em 2º plano a festa da Taça e a iminência da dobradinha...para mim será o regresso ao convívio dos jogos In Loco o retornar ao Jamor. É longínqua a data da última partida assistida para o dito efeito, frente aos leões da madeira (Marítimo), 2-0 foi o resultado, no meu histórico de finais conto também a finalíssima frente a este mesmo Sporting, meio de semana a noite como aliada e inúmeros adeptos leões haveriam de me ver festejar em plena tribuna central mais uma taça a caminho das vitrinas Azuis. Foi largo o interregno muito por força da dificuldade de garantir o bilhete mágico, pois os Dragões esses continuaram a brindar-me com presenças e vitorias na festa do futebol. Desta feita quem tem amigos não morre na cadeia (Valentim Loureiro por esta altura não dirá bem o mesmo), como tal será um Domingo diferente, inspirado pelo ambiente vou de certo transpirar com o calor emanado das bancadas, será como sempre uma miscelânea de cor, incentivos, cânticos e vozes que nos conduzam a vitoria.

Se o ambiente envolto ao jogo é por si só fantástico, o adversário encerra em si as dificuldades costumeiras, depois de para o campeonato os embates não terem traduzido em resultados a nossa natural supremacia, saldando-se os confrontos numa vitoria caseira para ambos os emblemas é certo que todos os Portistas tem ainda na garganta o nó da Supertaça, em Leiria foi um tiro certeiro de Izmailov que resolveu a contenda tendo Bruno Paixão impedido os Azuis e brancos de equilibrar os pratos da balança ao fazer vista grossa a defesa de Tonel dentro da área de rigor.

Meses depois a época futebolística tem a inusitada conspiração e incauta propriedade coincidente de acabar como começou…Dragões frente a Leões!!! Só isso porque este Sporting é diferente ou se quisermos é muito igual ao de então, mudam alguns nomes muda pouco aquilo que tacticamente serão capazes de apresentar no relvado de Oeiras. Na Baliza um futuro internacional e convocado para o Euro 2008, na lateral esquerda um italiano vindo no mercado de inverno, sem Liedson mas com Derlei e Djaló e mais um emaranhado de nunces tácticas onde toda a gente passa por inúmeras posições na zona intermédia sem se fixar em definitivo, de losango a quadrado invertido, sem extremos mas com futebol de extremos pois são capazes do 8 e do 80, estes leões não me inspiram confiança. Paulo Bento é um conspirador convicto de artimanhas e fórmulas solventes que diluem o futebol Azul, mesmo quando levam um banho de bola.

Dubiamente Mestre, de quem não espero inspiração alguma nem para bem nem para mal é do Globo D’Ouro Jesualdo, com excepção de Nuno, (que a sorte e competência o acompanhem de forma mais salutar que a ultima vez que pisou o relvado do vale do Jamor, pois foi aposta de Mourinho na Taça frente aos encarnados e foi também pelas mãos dele que começamos a deixar fugir o caneco), o traje será o de tantas outras ocasiões, sério e competente. Na verdade confundem-se-me os suores frios com a transpiração latente fruto do receio e da imperceptibilidade do apuro de forma que o Onze apresentará para a conquista da Dobradinha. Depois do desastre Nacional, com as transições ofensivas ao abrigo da lei da poupança, rotatividade e descanso activo, confesso-me pouco conivente com a dita estratégia, se a tudo juntar-mos o remanescente acicatar do mercado pelos passes de muitos dos nossos artistas, Bosingwa é bem o exemplo, então é que se me acelera o batimento cardíaco e me vejo inspirar fundo face as minhas conspirações interiores…Ao contrario do que é meu timbre não vou conspirar nenhum desenho táctico que redunde em formula resolvente para obstar a dificuldade que é bater os leões, incógnitas são algumas as variáveis mais que muitas tendo a equação um só propósito, bom futebol.

Fazendo jus ao titulo uma boa dose de transpiração bem ao jeito de Lisandro, Assunção e Meireles mesclada com a inspiração de Quaresma, Lucho e Tarik, podem não ser suficientes face a conspiração arbitral que coloca Olegário no caminho do Trofeú.

Taça é Festa, com piquenique, coiratos, cerveja e muitos outros ícones da tribo do futebol a marcar presença, conspirem-se os mais diversos cenários, inspirem-se os melhores dentro do palco e de certo todo eu transpirarei Porto nesse dia, pois ao Jamor eu VOU e sempre que assim foi a dita Veio…pois assim seja uma vez mais!!!

Como nota de rodapé e a margem de tudo isto, volto ao fim de semana passado…Desculpem-me os demais e sobretudo os que vivem as mesma cores que eu, mas ainda que podendo ser um subterfúgio para a época miserável, deixo o meu aplauso ao maestro da luz e a forma condigna como soube sair mesmo que não sendo no auge.

O Benfica soube prestar homenagem alguém que o que fez de melhor pelo clube foi saber estar ao serviço do mesmo, não foram os títulos que conquistou ostentando a águia ao peito foi o amor que pós no envergar dessa mesma camisola que o enalteceu e o tornou o orgulho das gentes do bairro da 2ª circular…e nós Portistas que fizemos pelo Baía e pelo J.Costa para não falar noutros?!?!?!!?

Bruno Rocha"

7 de maio de 2008

Futebol Aquém...e D'Álem Mar

Tertúlias, diálogos acalorados, uns inócuos outros alarvemente roçando a mesquinhes e miserabilismo Luso. Os temas em foco seriedade, respeito, competência e outros tantos adjectivos capazes de rotular o trajecto dos TriCampeões. Crónicas selectivas, imperativas e impelativas, com visões futuristas e até capazes de nos empurrarem para campeonatos além fronteiras. Miguel Sousa Tavares com as suas estocadas hilariantes ou quiçá delirantes defende com orgulho a sua dama e potencia o futebol do Dragão como um deleite para os olhos de quem o assiste “o melhor da Europa”, para compor o ramalhete e enlear bem a teia urdida os média fazem o resto e num registo bajulador dão conta de meio plantel Portista a caminho de um qualquer El Dourado.

Há quem a boa maneira da sabedoria empírica defenda que o bom futebol é como azeite...vem sempre ao de cima!!! Pois bem tal como outros leitores e escribas deste rectângulo de cores verdes e vermelhas, fui de canal em canal apreciar o trato de bola daqueles que lideram os principais campeonatos além-mar. Para meu espanto deparei-me com um facto indesmentível, zaping aqui, bola acolá e que futebol tão aquém. O líder da Bwin mimoseado com 3 secos bem espetados, um prato!!!..Para quem procura a dobradinha, aguarda-se que a indigestão causada pelos Nacionalista da pérola do Atlântico não cause uma nefasta perda de apetite.

Foi tão mau que a ter de escrever sobre o último encontro no Dragão mais não sobraria que um chorrilho de criticas à postura e um infindável apontar de erros colectivos bem crivados da apetência intima de cada jogador chamar a si o direito a errar mais que o colega vizinho.

Esperava apesar de tudo um Domingo mais recheado, puro engano, a minha escolha na luta pelo 2º lugar recaiu sob os viscondes não tanto pelo seu futebol mas porque os Castores de José Mota cativaram-me as atenções face ao trabalho desenvolvido e aqui começa a antítese da verdade do liquido virgem que acima enunciava. Vistas as coisas os Pacenses foram mais e melhor equipa em todo o 1º tempo, gozaram das melhores ocasiões de golo e face ao parco futebol leonino acabaram derrotados, injustiça???..diria que sim o Futebol aquém dos Leões que os fez penar semanas afio na 5 posição da tabela é o mesmo que lhe confere as portas da Champions, ao invés o futebol bem gizado dos da capital do móvel está com os pés na Liga Vitalis.

Limpinho como a cristalinidade da água é o futebol encarnado, os jogadores nos treinos deixam a certeza que a vitória é certa, em campo as coisas passam-se de forma diferente ainda que a certeza permaneça o futebol aquém apresentado os resultados imutáveis e como tal o melhor é sair ao intervalo, pondo assim a salvo o veiculo presidencial das tochas que iluminam o caminho da Taça Uefa. Mas se nós por cá vivemos a escassez, além mar abundância não impera, aqui bem ao lado Nostros Hermanos conheceram o campeão, jogo épico com direito a remontada e em inferioridade numérica, poder-se-ia pensar que o futebol merengue foi avassalador frente a um quase despromovido Ossasuna, não o foi mas Shuster levou o Real ao objectivo. Por seu turno o Barcelona que tem sido escasso na conquista de títulos brindou o Valência com meia dúzia de golos sem se livrar ainda assim de colher mais achas para a fogueira das polémicas Catalãs (os amarelados Deco e Etoo são os visados).

Em Itália jogo grande num derby Milanês, os espartilhos do catenacio teve ênfase, mais responsabilidades para o líder Inter que só desfez a timidez táctica depois de se ver a perder por 2-0, tarde demais, curto, fica-me a ideia que não fora o seu futebol aquém durante 60m e outra história haveria de se contar Por terras gaulesas o Lyon segue na frente mas o futebol do Hexacampeão já foi mais atraente e dado a elogios, num campeonato pouco atractivo o sindroma do PSG é o espelho da falta de futebol.

Sua majestade Cristiano Ronaldo ofusca os demais e faz o Man. United parecer ter um futebol de outro mundo, o que na verdade face ao inusitado Chelsea perseguidor só demonstra duas coisas de que vale o espectáculo se é o resultado que interessa??? E afinal o que é o bom futebol??? Em próximas núpcias talvez até dê umas achegas do meu ponto de vista sobre bom e mau futebol.

Mas se pensam que o futebol aquém fica encerrado por aqui, então pensem no que se passa no futebol Bávaro, o colosso de Munique acaba de se sangrar campeão reconquistando um titulo outrora tantas vezes seu, esta semana bastou-lhe um empate, parco, mas bom resultado se tivermos em linha de conta que ainda na 5ªfeira foi cilindrado por um Zenith de São Pettersburgo. Nos confins da Europa de Leste uma equipa romena recheada de 2ªs escolhas portuguesas abeira-se de um histórico titulo, o Cluj prepara-se para escrever páginas douradas e eu pergunto então e os históricos Steua e Rapid que tão bom futebol e escola tinham???

Em suma se houvesse bom futebol tínhamos competitividade, à falta do mesmo temos emoção e a ideia que o facto de as decisões ficarem agendadas para a última jornada é sinonimo de qualidade competitiva…Eu cá por mim embarco mais numa de ditados populares “Em terra de cegos quem tem olho é Rei” e nós Dragões somos reis da defesa menos batida, Bruno Alves é rei e senhor dos últimos redutos defensivos, somos Reis na orquestração dos bailados e momentos geométricos na zona nevrálgica do relvado, Lucho é nesse capitulo o que mais olhos tem no descobrir dos caminhos para a baliza adversaria, é Azul o rei dos melhores marcadores, com tanto Rei não sei mesmo se não seria de dar razão aos que pregam aos 7 vento que “Pior cego é aquele que não quer Ver” ou “Existem coisas que só se vêem bem ao longe”, talvez Além Mar…

Bruno Rocha

29 de abril de 2008

Uma mão...que não embala o Berço!

A visão do jogo de Guimarães, pela pena do inevitável Bruno Rocha, com direito a título cinéfilo e tudo...

" E tudo o Dragão conquistou…poderia até começar assim o esmiuçar da partida no Afonso Henriques, já lá vamos. Um Porto em versão económica, atiravam uns, Dragão beneplácito clamavam outros, Azul sério defendia em alto som o líder dos Dragões.

Imprevisível, depois da semana especulativa e da Ode a santa aliança entre Vimaranenses e Dragões, este FCPorto foi um hino a seriedade, uma prova cabal do profissionalismo que habita a génese das cores campeãs nacionais.

Imbuídos da mentalidade e da seriedade competitiva, Jesualdo apresentou uma equipa onde não abrindo mão da matriz de jogo Azul e branca passeou classe e os números ate podiam ser outros. Sem 4 dos habituais titulares e onde todos os sectores foram tocados pela teoria da rotatividade, assistiu-se a uns 45m iniciais foram incipientes sem gosto pelo risco onde, entraram melhor os Portistas, prontamente postos em sentido com a boa resposta dos comandados de Cajuda, maior domínio das acções do jogo, mais posse de bola, mais cantos conquistados, maior nota de perigo em lances junto a área de Helton, ainda que sempre debaixo do domínio consentido por parte dos da cidade invicta.

Efervesciam as bancadas, os vitorianos tentavam lançar mão das suas habituais manobras ofensivas com Alan elevado a expoente máximo do futebol dos da cidade berço, Ghilas a tentar usar da sua criatividade para irromper no último reduto dos forasteiros e onde Miljan era o farol dos cruzamentos, vivia deste expediente a equipa anfitriã para sobressaltar os pupilos de Jesualdo.

Com Bruno Alves a capitanear e a ser o ancoradouro de toda a manobra do futebol azul e branco, emancipava-se outra figura por esta altura no jogo, Mariano Gonzalez, corria e fazia da abnegação o espelho da exibição portista…trabalho era a palavra de ordem, com Lisandro sempre no seu tom, pertencia-lhe o único remate digno desse nome no 1º tempo a baliza de Nilson. Com a defensiva azul a chegar para as encomendas, apesar de alguns erros de apreciação e abordagem aos lances por parte de Stepanov, o que mais se notava era o jogo pastoso e parco em transições onde Bollati não fazia esquecer Lucho nem dava margem de manobra a Raúl Meireles, disso se ressentindo o poder de fogo e ofensividade do futebol portista.

Ao intervalo o nulo era uma espécie de pacto de não agressão mas que servia apenas interesses terceiros, os da casa não aceleravam, tímidos e previsíveis sem assumir o jogo e sem grandes riscos jogavam com sentido no golo. O mister dos Tricampeões no regresso dos balneários voltava a mexer no sector intermediário conferindo agora novo figurino ao tridente, explanava-se agora no relvado um 4*4*2 com Quaresma aparecer mais solto na frente de ataque em cunha com Licha Lopez, dava sinais de poder explodir para um grande fim de tarde, Lino continuava a obstar as subidas de Andrezinho e seus pares, Desmarets procurava o remate de longe, mas era agora o Porto a muscular forças no meio campo com Kaz a dar também centímetros ao espaço aéreo.

Bola cá, ataque lá, e foi pelo espaço aéreo que o Castelo começou a ruir, falta cobrada na direito do ataque azul e branco com Bruno Alves aparecer e antecipar-se no 1º poste ao seu marcador directo e a conferir o 1 tento. Murro no estômago dos milhares de adeptos dos da casa, a primeira batalha estava ganha, mas estava longe o fim da guerra para com a falta de respeito, não sucumbiram as vozes vitorianas emanadas das bancadas, mas era agora mais gélida a torrente de apoio ao invés aquecia a luta pelo 2º lugar milionário. O FCPorto assenhoreava-se do jogo e começava a desferir estocadas de morte na muralha vimaranense e quando Harry Potter se desenvencilhou na esquerda e bateu em arco ao poste mais distante fazendo o 2º golo portista, uma preciosidade só ao alcance dos predestinados, golo digno dos compêndios da bola bem ao jeito do seu autor, ninguém percebeu que a derrocada estava iminente. Quaresma abriu o livro, estava endiabrado, egoísta como é seu timbre puxava a si as despesas de finalização e bisava na partida ficava demonstrada a crença nas suas virtudes, (enorme a disponibilidade física e roubo de bola de Mariano no inicio do lance).

O técnico dos conquistadores com 20m para o final não atirou a toalha ao chão, abriu o jogo aos flancos retirou unidades da zona tampão do seu futebol, mas as oportunidades seguiam-se em catadupa na baliza de Nilson que por esta altura era um gigante obstando ao avolumar do placard, as restantes trocas fizeram perigar ainda mais o parco balanço defensivo vimaranense Já com Adriano em campo por troca com o artilheiro das pampas passava o Brasileiro a ser o aríete apontado as redes, ameaçou por 2 vezes assistiu de calcanhar Farias para o 4 golo portista e viria a ter o retorno da benesse com a inversão de papéis, recolhendo um passe açucarado e conferindo o encerrar da contenda com o seu 1º golo no campeonato e o 5 nas contas finais.

Para quem pensava na retórica de “Vamos todos dar as Mãos” bem ao jeito das canções de intervenção de um Abril revolucionário, pois bem os Dragões não foram em cantigas e aplicaram chapa 5 que tem apenas o condão de embalar os ensejos e ambições dos rivais da capital pelo acesso a liga milionária. No dia em que jogaram líder e vice-líder ficou a insofismável certeza quando alguém pede uma mão este campeão é de mão cheia, depois da meia dúzia que carimbaram a certeza do Tri, um golo por cada ponto que nos ameaçam retirar no âmbito do Apito Dourado, desta feita um golo por cada dedo da mão que outros temiam ser a mão que embalaria os de Guimarães para uma Europa.

Deste jogo ficam ainda alguns aspectos prementes e dignos de realce, Helton parece caminhar de encontro as melhores exibições, hoje foi gigante e respondeu com competência, assinando alguns momentos de grande valia na defesa das suas redes. Mariano Gonzalez, o Presidente Azul e branco apareceu esta semana a terreiro falando na possibilidade de compra do passe do Argentino, sem ter provado ainda tudo aquilo de quem vem rotulado, parece-me que a sua polivalência, alicerçada numa pré-época de Dragão ao peito e ainda nos vai dar um jeitaço, hoje foi um dos melhores em campo, espero só que não esteja a jogar para o contrato. Lino aquele que pensei ir ser o elo mais fraco na partida de hoje, cotou-se em bom plano tendo ainda tempo para cobrar a falta que esta na origem do 1º golo, pendular a defender participou a preceito em algumas manobras ofensivas do ataque portista.

Pela negativa Bollati e Stepanov, o primeiro nem foi carne nem foi peixe, passou pelo jogo tal e qual o jogo passou por ele, depois de vir rotulado de craque e apesar das poucas oportunidade prefiro Paulo Assunção só com uma perna que este Argentino com as duas, o Sérvio alterna o poder físico e jogo aéreo com entradas a destempo e de pouca construção, fazia-lhe bem ver uns vídeos de Bruno Alves transformado aos dias de hoje num central de excelência internacional. Quem sabe Jesualdo não o transformará num grande activo da SAD portista, mas de momento não me convence, dará um bom par de jarras com Rolando."

Bruno Rocha

21 de abril de 2008

Lisandro marcou...ao Dragão foi quanto bastou!

A visão de Bruno Rocha do clássico de Domingo...

"Depois de semanas entretido na futurologia do perspectivar das partidas do emblema Tricampeão, volto esta semana ao vosso convívio na qualidade de comentadeiro bloguista e logo na ressaca do último grande clássico desta Bwin. Bem sei que haverá quem personifique para a próxima jornada novo clássico e até lhe confira a denominação de derby minimalista na Capital (Vermelhos Vs Azuis do Restelo), onde nos tempos que correm estes depauperados termos só tem mesmo a intenção de conferir uma competitividade inexistente ao nosso futebol.

Directo ao que me trouxe e sem mais delongas tal qual algumas das transições ofensivas patenteadas meses afio, jornada após jornada, pelo ataque dos Dragões a minha primeira impressão do clássico era acicatar e humilhar ainda mais os ditos 6 Milhões, em tom jocoso, tiradas tais como “ASAE fecha a Luz”, por falta de qualidade do futebol apresentado, equipa imprópria para consumo ou ainda resultado do Dragão viciado visto um dos placards mais vezes registado em confrontos a Norte ser 2-1, tudo isto teria o condão de calcar e recalcar os verdadeiros adeptos das papoilas, mas confesso que no meio de tudo isto sinto alguma complacência, não que o emblema das águias mo mereça mas apenas e só pelos amigos que tenho e que apesar de tudo se mostram fieis as cores por si eleitas. Complacente também porque apesar de tudo me choca ver alguém como Rui Costa jogo após jogo encerrar a sua época de despedida quase de lágrima no olho como que ansiando por um milagre e renasça das cinzas uma Águia qual Fénix, apelando ao orgulho benfiquista…um orgulho que se manifesta na grandeza proporcional dos 150 adeptos presentes no Anfiteatro Azul.

Enquanto o leão sucumbia em pleno Magalhães Pessoa, um feudo, região onde habita um dos últimos bastiões das cores verdes, as ditas aves de rapina subiam ao relvado do Dragão a voar baixinho, esperançadas que o ambiente envolvente conferisse aos Azuis e brancos um fato de gala e que em face disso o Onze de Jesualdo, relaxado não carburasse e triturasse este Benfica de Chalana… óptima oportunidade para retemperar a alma encarnada, só que quando a passagem do minuto 7 o senhor do costume no seu 1º remate a baliza forasteira, faz balançar as redes sem apelo nem agravo, os rosinhas viram-se sem argumentos para sarar as feridas, Lisandro acabava de por o dedo na ferida fazendo sangrar um sector defensivo que leva um registo anormal de 10 golos sofridos em 3 partidas. Terão pensado a nós tudo nos acontece, ainda assim num assomo de dignidade esticou a corda, procurou ajuda da Maria, pedia ao Manuel (R.Costa) que na sua mestria pautasse a investida contras as cores infiéis, o MAXimo que conseguiu foram 2 a 3 incursões pelo flanco direito e um ou outro sobressalto no ultimo reduto Azul.

Sensaborona a 1ª parte, sobranceira ate diria a exibição dos comandados de Jesualdo, incapazes de pôr velocidade no jogo, desligados nas transições, sem grandes destaques individuais, sem os habituais raides do sprinter Bosingwa o protagonismo era do Magic Gipsy pela também incapacidade de fazer bem o que quer que fosse, remate aqui, frisson ali ate no capitulo arbitral a imagem era de acalmia, ao intervalo o merecido era um jogo sem golos seria castigo justo e resultado ajustado ao desenrolar do clássico.

Com 45 minutos pela frente a única coisa que pedia era um embate mais empolgante capaz de me fazer dar por bem empregue o tempo dispendido no televisionamento da partida. E logo de entrada o jogo acelerou, mais expedito com um Lucho agora mais laborioso e a rendilhar o futebol portistas iam-se somando ataques e investidas as redes de Quim, uma diferença notória de prestação e de intenções mais próximos agora de um registo competente e de seriedade, via-se finalmente o Porto a pressionar alto, pondo em palpos de aranha a defensiva encarnada, antevia-se novo golo azul, que só a ineficácia e inépcia a mistura iam adiando, perante este hiato e conjuntura de partida só um tal de Cebola aparecia a rematar de longe, mas falhará o alvo o potente remate desferido tendo apenas o condão de fazer chorar o resistentes adeptos vermelhos tal foi o destino conferido a bola.

Habitue a troca de Tarik por um outro qualquer jogador do banco Azul, desta feita não entrou Farias, minutos depois sim, agora era Mariano e desta feita muito bem, seguro tacticamente e a imprimir velocidade começava a entortar os adversários embora com passos pouco dados ao tango dos outros argentinos. Com Nulo Golos encravado entre os centrais sem ganhar uma bola no espaço aéreo, Chalana atira as feras Cardoso e Makukula, talvez por força do receio e do medo que a zona intermediaria portistas engolisse o futebol encarnado, impedindo assim de subir a ultima linha defensiva, mas estava escrito que o artilheiro mor deste campeonato havia de deixar nova marca e após ameaças, Licha faz o segundo e põe termo ao jogo se ele não estava já acabado desde o 7 minuto, pouco mais tempo havia para jogar e já só o apito de Paixão era esperado para que passassem a ser 24 os pontos que separam a melhor equipa dos últimos 10 anos do melhor emblema em terras lusas.

Dois remates certeiros e um funeral, Pinto da Costa na sua passagem pela Morgue do Hospital da Luz havia dito que tinha visto parte do Benfica por lá, pois bem os restantes despojos seguiram via A1, com passagem por Leiria para em conjunto com P.Bento carpirem magoas de um fim há muito anunciado.

Momentos da Noite

Destaco dois, um que tem o seu que de hilariante, Binya ainda antes da expulsão, feliz e contente junto à lateral esquerda do seu ataque, aprontava-se para fazer uso da sua força de braços e através do forte lançamento fazer pingar a bola na área contraria, não terá percorrido a bola um terço do seu percurso, pois Bruno Paixão feriu de morte tal jogada estudada, mostrando que os Srs. Do apito quando querem fazem os trabalhos de casa. O outro só a magia do zapping me conferiu tal observância, Filipe Soares Franco incrédulo, pensativo ou mesmo interrogativo como é importante a acústica dos balneários no futebol moderno.

RTP Memória

Por estes dias e como é timbre do canal revisitam-se os clássicos e anteriores partidas do nosso futebol, consentâneas com o trajecto que por ora se desenvolve na Bwin, pois bem este fim de semana e a propósito do clássico foi revisitado o confronto de 1997, nessa altura António Oliveira era o mister Azul e branco onde pontificava Jardel, vem isto a propósito para ao visionar parte do jogo ter que conferir alguma justeza a célebre frase do melhor Benfica dos últimos 10 anos, é que naquele onze pontificavam nomes como Calado, Valdir e um tal Martin Pringle entre outras jóias raras não sendo difícil perceber as declarações do Rei dos Pneus com orelhas de Dumbo."

Bruno Rocha

14 de abril de 2008

Roubos...Rebu"Sado"s...e Taça!

A habitual antevisão dos jogos do Porto, por Bruno Rocha...

Concomitantemente e propositadamente após os festejos e celebrações na Alameda propus-me a um afastamento para com a realidade bipolar da Bwin. De um lado uma equipa competente, organizada, recheada de valores técnicos e individuais onde em alta rotação se transforma amiúde num rolo compressor sob um qualquer relvado deste País a beira-mar plantado. No outro pólo que nem sempre oposto a gritaria e useiro histerismo de quem quer mas não consegue ombrear na luta pelo lugar cimeiro de uma tabela que ousa cada vez mais patentear novos emblemas em lugares ate aqui destinados a lutas menores mas que permitem o encaixe de alguns cobres.

Perante a macrocefalia de gigantes adormecidos, exultam os Davids, férreos conquistadores com hercúleas bases genéticas de lutadores inveterados, gentes de vibrantes e extenuantes fôlegos habituados a dobrarem a força das ondas para sob intempéries ou abruptos raios solares trazerem o sustento para o lar. Faz-se destas e de outras estórias ano após ano o nosso campeonato sem que o argumentista de tal guião tenha a congruente capacidade de fugir aos habitués casos de polícia ou roubos de igreja. Na verdade em ano em que o debate sobre a insegurança que habita a nossa sociedade este em voga, foram muitos os assaltos, os carjackings sem recorrer ao tradicional autocarro que se observam em alguns palcos da nossa liga.

Na catedral bem ao jeito do spot publicitário bancário, chamem a policia que eu não jogo, o chamado assalto aos bolsos dos sócios e patrocinadores na ilusão de alimentar a melhor equipa da última década. Ele foram roubos por esticão onde qualquer adversário cuja intenção fosse esticar o jogo para a área ofensiva se garantizava em sair com um pontinho no bornal, onde até os ciganos tiveram direito a vender em tal palco de feira de vaidades o seu produto de marca “trivela” sem que a Asae pudesse autuar e confiscar tais predicados. Os viscondes mais altivos depois de em outros anos terem alimentado no seu terreiro algumas bocas, este ano depois de casa roubada trancas à porta, tal qual debutantes os leões saíam em grupo do seu covil mas perante um qualquer gang do futebol sucumbiam, vendo-se despojados dos atributos que fizeram perigar o titulo transacto dos Azuis e brancos.

Sem grande correlação serve ainda assim este monólogo interior para congeminar e antever a meia-final a beira Sado. Depois de Jesualdo ter dado minutos a 2ª linha Azul, um rebuçadinho, a quem ajuda as 1ªs escolhas a serem melhores sem detrimento da filosofia do futebol Draconiano, ainda assim não abdicou de algumas pedras base e que conferem agilidade de processos as transições e rotinas, sendo por isso o sector defensivo o mais afectado onde só a meio tempo os laterais sobreviveram à mudança, rotatividade e cuidados de poupança com vista ao objectivo Taça.

Se é verdade que os sadinos criaram o habitue de constantes presenças em finais de Taça, tendo inclusive vencido a estreante Taça da Liga e onde nas últimas 3 edições da festa do futebol ganharam ao Benfica tendo perdido frente aos Dragões na sua 2ª consecutiva final, seria o bis!!! … O Dragão alienou novo troféu fazendo a dobradinha. Na noite de 3ª feira e após o ensaio de estratégias e tomando por conta o resumo televisivo que assisti, a 1ª impressão é que será preciso o melhor Porto para nos levar ao Jamor, será de certo preciso um futebol mais “Tri”turante, capaz de logo a raiz manifestar intenção de cortar as veleidades ao um Setúbal que fará deste embate não o jogo do ano mas onde depositam enormes esperanças de culminar a época de forma quase inigualável e sem precedentes históricos.

Carvalhal um técnico da nova geração um pós Mourinho em quem muitos depositam confiadas boas venturas não só ao serviço dos sadinos mas até ao leme de outros emblemas procura também ele a sua 2ª final, depois de com o Bebés Matosinhenses se ter estreado nessas lides. Astuto na estratégia, competente na liderança dos valores que operam na manobra do seu Setúbal são inegáveis os méritos, reabilitou alguns jogadores e ate consentaneamente as contas do clube Sadino e promete vender cara a eliminatória. O Vitoria não se remete a uma defesa profiada, conta com uma linha média laboriosa e com laivos de requinte técnico, na frente ofensiva o expoente máximo é Pitbull, sagaz na hora de atirar a baliza adversaria põe em sentido qualquer ultimo reduto, sendo muito e bem coadjuvado por B.Gama outra seta apontada a baliza forasteira.

Mais que falar nos atributos e qualidades que despontam na equipa vitoriana é bom que os Azuis e brancos se mostrem conscientes das dificuldades e ao contrário do que o treino das grandes penalidades indica a eliminatória não seja decidida nessa lotaria, o Mister dos azuis por certo fará alinhar o Onze tipo, sendo que neste intervalo de tempo que medeia a escrita e o inicio da partida só Helton e Quaresma se debatem com algumas debilidades físicas, passíveis contudo de recuperação. Os Dragões pela voz do artilheiro mor, sabe do objectivo e da crença dos adeptos em obter esta final, afiança estarem concentrados e confiantes de que não são dados a falhar nos momentos cruciais e que o embate desta 3ª feira em nada de assemelha ao da partida do ultimo sábado. Bosingwa qual prelector e encartado do nosso futebol põe a tónica nos detalhes como factor determinante do resultado final, aguardo pois que nesses detalhes se incluam vontade, garra, e futebol para que as nossas cores invadam em Maio o Estádio Nacional.

Para culminar um ultimo apontamento sobre o dono do apito, Pedro Proença de seu nome não me augura nada de positivo e com certeza vos digo que este Sr. auspicia interferência com o jogo que se segue para a Bwin…
A ver vamos se não vai haver caldinho para a recepção ao Benfas.

Bruno Rocha

3 de abril de 2008

Ninguém!...Nada!...Nunca!

Depois de um breve interregno, o Bruno Rocha está de volta às antevisões dos jogos portistas. Desta feita, disserta sobre aquele que poderá bem ser o jogo do título. Pelo menos, um deles:)

"Ninguém…nada….nunca!!! Assim tal e qual, na semana do Tri. Firmes escorreitas as palavras, inseridas nas mais comuns frases, todas elas andam ditosas de boca em boca. Ninguém cuja religião seja o Azul e branco duvidou que seriamos campeões…Nada me faria prever no princípio que o passeio fosse tal que mesmo com a revolução no Apito, Abril veria o fim das aspirações rivais…Nunca mais é Sábado!!!!...

Quando no Restelo Lucho disparou para a vitória, no íntimo de cada Dragão acelerou-se o espírito de conquista. Os adeptos em perfeita comunhão com os seus heróis e o autocarro Azul grassava em euforia e partia rumo ao Norte…

Talvez por essa altura estivesse já a ser congeminado o envio postal das notas de culpa para a Alameda com o propósito único de ferir os preparativos e ensombrar mais um titulo. Fruto de uma inatingível justiça, que avança para lá da mais invulgar condenação persecutória, sem factos transitados em julgado ou com inteligíveis julgamentos sumários onde o livre exercício do arbítrio são mais que os factos consumados, neste campeonato não há Apito de cor alguma que abone de forma contraria aos nossos méritos e mais valia patenteada Sine Die.

Muita tinta vai correr, muita barbaridade se ouvirá o semblante atroz de muitos dará lugar ao infame regozijo pelo entrelaçar de factos que atentam contra o FCPorto e seu Presidente, mas Sábado no Dragão só um intuito nos move, abafar com a nossa incessante vontade, cânticos audíveis, esses ecos e fazer deste Porto Campeão. Dito assim até parecem favas contadas, faltam ainda 90 minutos, pela frente até temos como adversário um oponente tão ou mais difícil de vergar que a justiça portuguesa…

Uma espécie de besta negra dos tempos modernos, talvez o emblema que mais nos tem feito sair do registo de seriedade e competência e nos crava fundo memórias que não nos enchem de orgulho. Quando na 1ª volta nos deram a provar o doce sabor de dois tentos de vantagem, logo tal e qual o adulto que rouba os rebuçados ao bebé, fizeram-nos amargar e perder 2 pontos. Nesse dia rebentaram criticas, os Mérdia do habitue apressaram-se a empolar o caso Bosingwa. Com as atrocidades que Anselmo havia protagonizado na época anterior no despoletar da crise de Inverno, conferiu a 1ª derrota caseira na Bwin 06/07 bem vivas, até se me arrepia a espinha pressagiar um mau desfecho para o embate frente ao Estrela da Amadora.

Os Amadoristas a viverem dias conturbados face aos meses de salários em atraso, tem no entanto a manutenção a salvo, e a não ser que haja alguma hecatombe vão subir ao palco do titulo cientes de que tem pela frente a espinhosa missão de fazer feliz este mundo e outro e adiarem o que é inevitável. Daúto conta entre as suas melhores armas as bolas paradas, Maurício é o seu franco atirador, fazendo também jus a envergadura eleva o patamar do jogo aéreo para níveis altivos capazes de provocar abruptas quedas, para alem do mais são uma equipa entretida na troca de bola, sagaz no seu elemento cru de velocidade onde pontificam Mateus entre outros. Fica pois a certeza que com os alforges desafogados de euros, só o brio e profissionalismo os fará prolongar o ânimo dos investidores e verem provavelmente a cor do dinheiro.

Resulta que para o dealbar da noite só um objectivo nos move, subir a varanda do Anfiteatro Azul, cantar, exultar e fazer correr Mundo a festa do Tri, confesso que importa pouco o desenho táctico, muito menos me preocupa se joga o mesmo onze do costume, se vamos ou não fazer exibição de gala e presentear as bancadas repletas com o melhor do nosso futebol, o único aspecto que acho verdadeiramente relevante é o estofo mental para logo no 1º ensejo, rematar para o titulo, sem macula, sem dó nem piedade.

A semana trouxe para além dos factos atentatórios de justiça, a renovação do Mister e trouxe também a Uefa ao Dragão, para receber e beber no nosso relvado aulas sobre o dom da trivela e arte de defender, Quaresma e B.Alves foram os eleitos para levar além fronteiras mais um produto made in Portugal e que só as cores Azuis parecem conseguir exportar. Como era no princípio, agora e para sempre, profetizando aquele a quem apelidam de Papa do futebol Luso o destino é mesmo ganhar.

Recuando ao início, ninguém será capaz de fazer esmorecer o título de Sábado à noite, nada mudará o meu orgulho de ser e sentir o espírito que o Dragão e as suas cores emanam em mim e nunca por mais que queiram nos abaterão.

O que não nos mata, torna-nos mais fortes!!!...E neste campeonato dos fracos não reza a história.

Bruno Rocha"

15 de março de 2008

Mare Nostrum...

Aqui, já se sabe, as antevisões dos jogos são dissecadas, com mestria, pelo Bruno Rocha. Desta feita, o Leixões-Porto esmiuçado com argúcia, tendo até direito a, pasme-se, Lusíadas!

“Assim fomos abrindo aqueles mares,
Que geração alguma não abriu
As novas ilhas vendo e os novos ares,
Que o generoso Henrique descobriu;
De Mauritânia os montes e lugares,
Terra que Anteu num tempo possuiu,
Deixando à mão esquerda; que à direita
Não há certeza doutra, mas suspeita.”
“Lusíadas, Canto V.”

Camões, intemporal, dá a tónica ao plantel Azul e branco, para mais um desafio, Sábado no Estádio do Mar uma rivalidade centenária, apaixonada e cheia de história, ou não tivesse sido feita pelas gentes que trabalham o Mar.

Assim, como à mais de quinhentos anos, o maior ícone da poesia transcrevia para o papel as façanhas dos nossos Descobrimentos, também os Portistas têm escrito páginas de Glória sobre importantes vitórias e caminhos alcançados em Portugal, Europa e Mundo.

A visita portista aos Leixonenses, agora retornados aos velhos palcos mas já habituado às lides da nossa Liga principal, deve ser encarada como mais um trilho a abrir, ultrapassar com classe e olhar para trás com o sentimento de objectivo cumprido e vitória alcançada. Para que tal aconteça, e para que as ditas garrafas de champanhe não ameacem expirar o prazo de abertura e jorrem na festa do Tri, Jesulado afiança fazer alinhar na baliza o dono e senhor das redes Hélton, Fucile e Cech nas linhas defensivas, direita e esquerda respectivamente (confinado o aspecto da lesão de Bosingwa, algo que deixa os adeptos azuis apreensivos/pensativos, é já a terceira paragem por lesão, e sempre pelas mesmas razões, seria bom rever a arquitectura do treino físico-muscular deste expedito lateral). Pedro Emanuel e Bruno Alves completam o eixo do último reduto. No meio campo devido a opção forçada, Bollati, (facto curioso jogou a titular no Dragão frente a este mesmo opositor aquando da 1º volta), entra ao que tudo indica em detrimento de Paulo Assunção, por força do 5º amarelo, Raul Meireles e Lucho encerram as vagas do meio campo. Na frente de ataque Jesualdo não vai em grandes ondas, pelo que se mantém o trio de ataque habitual (não, não é o das terças feiras à noite, bom programa diga-se), Quaresma na esquerda, Tarik na direita bem comandados pelo homem do leme artilheiro, o timoneiro de serviço, Lisandro. O Professor agora também Mestre salienta que "A equipa do FC Porto não vai mudar. Será a mesma, já que não faz sentido mudar o rumo, a linha de funcionamento, porque queremos ser campeões o mais rapidamente possível".

Avisada que está do poderio ofensivo do bicampeão luso, a equipa Leixonense não vai querer permitir facilidades nem veleidades, a viverem dias conturbados, envoltos num mar de criticas, o Mar matosinhense anda revolto, originando mudanças no comando técnico e no afundar do antigo capitão, a jogarem perante o seu público mais que os 3 pontos em disputa que os catapultaria para águas mais calmas, estará também em jogo uma rivalidade que nem 100 anos esmorece. Os bebés de Matosinhos de certo não vivem do passado mas vão querer agarrar-se ás memórias para tentar vencer o FCP, ou não tivessem já conquistado em 1961, no velhinho Estádio da Antas, a única Taça de Portugal do seu palmarés.

Maré cheia no Olival com as mais recentes chamadas de Lucho e Lisandro à selecção alvi-celeste e com a propalada, mas mais que justa renovação de um dos do núcleo duro dos futuros tri-campeões, Paulo Assunção, apesar de ir ver o jogo na bancada, a sua fidelidade ao emblema de todos nós, mantêm-se intacta, pelo que a boa nova recomenda mais três anos. A prata da casa vale ouro, e quem quiser levar um destes meninos (Bruno Alves, Lucho, Lisandro, Quaresma, Raul Meireles e Paulo Assunção), terá que abrir os cordões à bolsa.

Nova Praia-mar de cores Azuis se espera ao largo de leixões, depois do Bessa são esperados cerca de três mil adeptos, um número que pode subir perto da hora do desafio, uma vez que ainda há bilhetes disponíveis para público em geral. A vaga azul representa uma clara demonstração de confiança e apoio incondicional na revalidação do título nacional. Prevê-se ainda assim ligeira maioria de leixonenses nas bancadas, ainda que se saiba que entre a família do emblema de Matosinhos há muitos corações a palpitar pelo Dragão não sendo raros os casos de dupla filiação. Seja como for, o FC Porto sentirá o frio Atlântico em casa do seu anfitrião mas terá no calor de três mil fiéis adeptos combustível suficiente para mostrar o fogo do Dragão.

Bruno Rocha

8 de março de 2008

Lição...Sorriso!

Escrever após uma frustrante eliminação não é fácil. Felizmente a tarefa não me coube a mim. Por isso, a habitual antevisão do jogo do FCP vem, mais uma vez, pela pena do Bruno Rocha...

"Esperanças vãs, sorte madrasta, infortúnio do destino, malapata, revés ébrio dos Deuses da bola, por esses blogs, crónicas e apreciações ao futebol dos Dragões, mais que dirimir este ou aquele argumento a tónica assentou na vertente mais ou será menos pragmática de um jogo… a Sorte. Tal como eu muitos estarão ainda a digerir ou a tentar adocicar o travo amargo da 4ª feira milionária, sendo que o desporto rei não se compadece com mentes fracas, espíritos acossados pelo negativismo, não será menos verdade que esta eliminatória deixará por certo cravada na pele do Dragão marcas que não indeléveis poderão ressuscitar alguns fantasmas do passado. Até Domingo será tortuoso o caminho para o Olival, serão penosas e recatadas as horas ate que voltem a mesma relva onde sucumbiram face aos Bávaros. Trabalho hercúleo será o de animar as tropas para nova batalha agora numa frente de combate bem menos apetecível e onde este guerreiros se mostram fortes demais para os restante adversários.

Sem tempo para lamber feridas e retemperar forças, a Bwin trás ao Dragão os estudantes do nosso bem conhecido Domingos, equipa macia em momento defensivo, tem contudo curiosidades tácticas bem consentâneas com o trabalho do seu líder. A Briosa é uma formação que pressiona alto, faz subir o seu bloco e fruto desse avançar de linhas é uma equipa que leva 13 jornadas a fio a fazer golos, só por si sinal de que há que estar em alerta máximo no ultimo reduto para que a surpresa não irrompa e se mantenha inviolável a baliza que leva no anfiteatro azul perto de 1000 minutos sem conhecer um golo adversário. Os academistas ainda na luta desenfreada pela manutenção navegam ainda assim de forma desafogada e não fora a sua inexperiência e plantel jovem podiam ter uma mão cheia de pontos a mais que os que somam na tabela, somam 4 jornadas sem conhecer a derrota, e no pós mercado de inverno apesar de verem sair por regresso a casa mãe Hélder Barbosa, conseguiram ainda assim reforçar-se as custas do Fcporto, Edgar é agora o farol da frente de ataque estudantil e Luís Aguiar vai tendo mais oportunidades que as conquistadas na Reboleira.

A verdade é que mesmo com tudo isto os de Coimbra não sabem o que é vencer na cidade da Invicta, e salvo qualquer ressalva e melhor memória Pedro Roma é dos Guarda Redes mais batidos e que passam por maiores tormentos nas visitas aos Azuis e brancos, o que a somar ao autoritarismo e dinâmica de vitoria que este Porto tem apresentado a jogar intra muros nos remete para este ser um desafio que vem mesmo a calhar. Diz-me a experiencia que apesar de tudo hoje e nos tempos que correm já não há facilidades e apesar de não duvidar do sentimento portista de Domingos Paciência este não enjeitará por certo a oportunidade de ganhar e somar mais 3 pontos. Estes embates entre provas uefeiras, somados a dor do desaire é um pau de 2 bicos, se por um lado a melhor maneira de esquecer é voltar a jogar e o quanto antes, por outro o desaire confere sempre um esvaziar do balão da moral, das elevadas expectativas, que por vezes catapultam os jogadores para performances de superação pessoal.

É pois no meio desta dicotomia de pensares que me encontro face ao embate de Domingo, tal e qual como um tolinho no meio da ponte, não sei bem para onde penda o meu perspectivar da partida, com Bosingwa subtraído ao onze por força de nova lesão, com muitos dos habituais titulares esmagados pelas centenas de kms percorridos frente ao Schalke, com o Magic Gipsy entregue ao trinómio de bom, mau e vilão, Tarik e a cabeça apontada à Meca do desperdício, Farias a tentar desatar os nós das encruzilhadas do golo, sem saber o que vale em termos psíquicos um penalty falhado pelo artilheiro mor do campeonato, quase era tentado a dizer que para alem das vestes negras do onze, o fim de tarde domingueiro tem assim tudo para adensar ainda mais as nuvens negras de chuva que se prevêem cair a norte.

Invernia à parte, realisticamente e deixando de lado pesarismos exacerbados, creio que com maior ou menor dificuldade este obstáculo será ultrapassado, o Dragão sabe que tem o titulo na palma da mão e que lhe basta uma mão cheia de vitórias para desde logo confirmar o Tri, se este não for motivo suficiente para entrar de cabeça erguida então não serão dignos de envergar o emblema do Dragão. Com uma outra escolha dos onze por parte do mister Jesualdo, os estudantes habilitam-se mesmo a pagar a factura e a serem no relvado do Dragão as cobaias do Mestre para a lição que devolverá a todos os adeptos o sorriso. Aposto, e se fosse eu o detentor da autoridade de escolha para este jogo fazia subir ao palco Helton, Fucile, B.Alves, P. Emanuel, Cech, R. Meireles. P. Assunção, Lucho, Tarik, Lisandro e Farias….mas se bem vou percebendo o técnico das cores campeãs, vão ser outros a devolver-nos o sorriso.

Bruno Rocha"

29 de fevereiro de 2008

Boa Vista...para o título!

Antevisão do derby tripeiro, por Bruno Rocha...

"Apesar da fase adiantada da época os Dragões e o seu “mestre” têm levado a água ao seu moinho no que ao encurtar de distâncias para o consumar dos objectivos traçados diz respeito, exponencia-se a expectativa face a eliminatória da liga milionária e com exibição “qb” os azuis e brancos agora militantes da gestão da preguiça qualificaram-se para as meias finais da Taça de Portugal onde apesar de o adversário competir em divisão inferior foi por momentos um Galo de crista bem alta.

Em jornada de derbies, só no Bessa há olho para o título. Consolidada a liderança na Bwin, fruto do desperdício pontual rival, mas resultado da tão apanagiada competência e congruente qualidade futebolística patenteada nos relvados Lusos. Com os azuis e brancos em cruise control para o Tri, as voltas à rotunda na Boavista são propicias a despistes e derrapagens. Ainda com a memória bem fresca do que foi a visita a tal reduto na transacta época, mais que o ensejo pelos 3 pontos, refuto por completo viver o sentimento depressivo causado pelo vexame então passado e com o Bi campeonato ali tão perto.

Os axadrezados a viverem nova época tumultuosa em termos directivos com evidentes reflexos na sua performance desportiva, têm contudo feito pela vida e no covil da pantera são apesar de tudo um adversário sempre de temer, não que o seu futebol seja um primor alias continuam a fazer da agressividade e do espírito de combate o seu cartão de visita, bem do agrado do pouco subserviente Pacheco. O mercado de inverno trouxe aos do Bessa alguma maior consistência e alguns reforços capazes de garantirem uma 2ª volta mais próxima e a altura dos pergaminhos das camisolas outrora apelidadas de esquisitas.

Expoente máximo individual do seu futebol Jorge Ribeiro, joga a dez, a médio interior esquerdo e até na defensiva pelo mesmo flanco é sem dúvida o playmaker do Bessa e aquele que mais temo, resultado do virtuosismo inapelável do seu pé esquerdo, exímio marcador de bolas paradas, os seu livres são autênticos mísseis teleguiados quando não são indefectíveis assistências para golo. São bravas as panteras e sabe-se como as equipas orientadas por J.Pacheco gostam destes jogos, habituados a bater o pé aos grandes, o embate frente ao arqui-rival citadino da Invicta, tem todos os condimentos para não fugir á regra de todas as estórias destes derbies.

Será um jogo de luta que estou convicto se decidirá não nos pormenores como é costume, mas na capacidade guerreira dos nossos artistas da zona intermediária e a capacidade audaz de remeter-mos os boavisteiros a tarefas primordialmente defensivas sem descurar nunca a velocidade de alguns dos interpretes adversários capazes de nos causar mossa em alguma táctica de futebol directo. Outro factor capaz de equilibrar a contenda será o Sr. do apito, um juiz de critério largo, benevolente e beneplácito no distinguir da agressividade e virilidade posta no relvado, fará os da casa sentirem-se como peixe na água, socorrendo-se assim de inúmeros subterfúgios para pararem a dinâmica ofensiva Azul.

Considero que depois da derrota na época anterior, Jesualdo tem obrigatoriedade de fazer mais e melhor, com a equipa no pleno das suas faculdades as escolhas pecam por difíceis em virtude do aumento de competitividade interna, na frente só Lisandro tem lugar assegurado, de resto Quaresma, Tarik e Farias lutam pelos restantes lugares do tridente isto se o mister não nos brindar com novo devaneio táctico ou agilizar nova poupança e rotatividade abrindo-se desta forma espaço a um retemperado Mariano. Se pelo centro do terreno Lucho goza do privilégio de estar na melhor forma desde que chegou ao Dragão, a Meireles e P. Assunção pede-se que não se escusem a embate algum pois será nessa nevrálgica zona que tudo terá principio e fim. Com Bosingwa a mostrar completa recuperação, subsiste a dúvida Fucile (atravessar um período de menor fulgor exibicional), recuperará a titularidade agora na esquerda???...

Em resumo, só um Porto ao seu melhor nível capaz de jogar a toda a largura do campo, tenaz da defesa da sua baliza passará incólume nesta visita curta mas capaz de fartos amargos de boca, tem também neste embate um óptimo teste ao avaliar de capacidades para o jogo da Champions e porque não assim deixar nas entre linhas um sério aviso aos bávaros sobre aquilo que é o nosso poderio.

Diz o ditado olho aberto e pé ligeiro, eu acrescento o resto do campeonato será um passeio.

Bruno Rocha"

23 de fevereiro de 2008

Paços Reais...

Antevisão do Porto-Paços de Ferreira, pela pena de Bruno Rocha, como habitualmente...

"Mal refeito da enorme desilusão que foi a Champions, tal partida achava eu, ditava o arranque de nova epopeia Azul na liga milionária, mais não foi que a chamada falsa partida, na resenha desportiva da semana europeia em terras de tenazes carvoeiros, tal como é conhecida a região bávara de Gelsenkirchen, o fogo do Dragão foi demasiado pobre para iluminar as hostes azuis, perdendo-se cedo demais nas minas e armadilhas próprias de quem tem de viver na mísera realidade da Bwin.

È talvez nesta convivência atroz do binómio de realidades que Jesualdo dá largas aos devaneios tácticos na ânsia de garantizar uma equipa menos insípida nos confrontos além fronteiras. Como que comungando com os que personificam o ideal de que este FCPorto estaria bem era na Liga Espanhola pois o actual cenário Luso é demasiado aburguesado para as necessidades especificas do futebol da alta-roda Europeia, a verdade é que o idealizado para a Europa se mostra bem menos próprio para consumo que os modelos internos.

De regresso a realidade interna será por ora tempo de afagar e sarar feridas, o regresso às vitórias quanto antes serão um bálsamo capaz de massajar o ego do Dragão. No caminho para o Tri os portistas recebem no seu anfiteatro a visita dos canarinhos da Mata Real, sábado junto ao cair da noite o Paços de Ferreira é o senhor que se segue. Os castores a fazerem um campeonato longe daquilo que ambicionavam, ainda mais depois do fulgurante trajecto na pretérita época onde carimbaram a estreia na Uefa, os comandados de José Mota (castigado não estará no banco a orientar a formação Pacense), vêem neste confronto um óptimo tonús para a reabilitação, prometem fazer das adversidades força anímica para de moral em alta arrancarem pontos que lhes permita a reabilitação na tabela e deixarem a convivência com os lugares de descida em definitivo.

Curioso é o discurso do adjunto pacense, como que procurando embalar Jesualdo e o Dragão, tecendo rasgados elogios à formação bicampeã sem deixar de alvitrar o incentivo a poupança de esforços e a rotação do plantel azul, escudando-se na almofada cómoda de pontos que o líder leva quando em comparação com os mais directos adversários. É bem verosímil que nada do que adiantou não fosse já sabido, mas dai achar que o tempo é de borlas só porque devemos direccionar todas as nossas atenções para o Schalke no reverter da eliminatória vai uma grande distância. O Paços tem por timbre ser uma equipa certinha, com espírito guerreiro bem a imagem do seu treinador, possui um bom keeper na defesa das suas redes, verdadeiras carraças na ora de defender, contam com alguns ciclistas na frente de ataque e são por si só um adversário capaz de fazer o Dragão suar as estopinhas para os levar de vencidos. Prova do que escrevo a eliminatória frente as galinhas onde apenas foram abatidos a custa dos remates certeiros da marca de penalty.

A última visita ao relvado portista saldou-se por um score desnivelado, provando que é uma conjuntura tacita de factores às vezes resulta em goleada, com Pepe a fazer de artilheiro bisando na partida os azuis e brancos brindaram a sua massa adepta com 4 golos que eu não me importaria nada de ver repetidos neste embate. Serão muitos os jogadores que repetirão a titularidade em comparação com essa partida

Confesso que apesar de não perspectivar grandes mudanças no onze azul tenho algum receio em adiantar o habitual bitaite sobre a constituição inicial da equipa, com Bosingwa recuperado a lateral direita estará entregue a seu dono, fica a dúvida se será de arriscar já a sua utilização, premente incerteza a luta pelo lugar no tridente ofensivo, com Quaresma intocável e Lisandro goleador o lugar em aberto é disputado por Farias que tem passado um pouco a margem dos jogos depois da veia goleadora demonstrada e por Tarik que lançado no decurso dos jogos tem sabido mexer com o jogo provando não ter perdido o comboio com a sua visita a CAN, esticando o jogo as faixas dinamizando e conferindo maior mobilidade à frente ofensiva azul, transpondo da teoria a pratica um dos pontos fortes dos Dragões, as tão famigeradas e da moda do futebolês, transições ofensivas.

Salvo melhor opinião não arriscaria Bosingwa, daria as laterais a Fucile e a Cech mantendo todo o restante figurino. O caminho faz-se caminhando é certo que o Tri é já ali mas convêm não dar passos em falso, se o panorama do campeonato permite exibições em passo débil e menos acertado, a seriedade e competência do futebol Portista não se coaduna com exibições que não sejam firmes na filosofia, habito saudável de conjugar o verbo ganhar.

Bruno Rocha"

14 de fevereiro de 2008

Bater na Madeira...para dar sorte!

Antevisão ao jogo de amanhã, para a Superliga, por Bruno Rocha:

"Ultrapassado novo interregno nas emoções da Bwin para ter lugar a festa da Taça na Sertã, sem grandes sobressaltos, e onde o mister azul e branco geriu esforço, cansaço e plantel sem se deter perante novas filosofias e sem detrimento daquilo que nos move a nós adeptos que é ganhar. Abre-se 6ª Feira, aquele que para mim não sendo um ciclo infernal é talvez o decisivo ciclo da temporada Azul no que de excepcional esta pode vir a ser. Já com Gelsenkirchen e o Arena Auf Schalke como pano de fundo das maiores ambições, os bicampeões fazem escala na Pérola do Atlântico.

Se a Madeira é um jardim o embate com os maritimistas não será flor que se cheire. Os Verde rubros são um sagaz adversário e o caldeirãoe o seu ambiente é habitualmente palco de nefastas adversidades para os Dragões. Presente na memória a última visita ao feudo de Alberto João, mãe da 1ª derrota quando em confronto com o Nacional, e ainda que à margem de superstições, recordo que 19ª jornada nos calha outra vez no dia semanal que antecede o Sábado e como tal fico bem mais periclitante sobre as certezas do desfecho final.

Aquando da 1ª volta o confronto entre os Leões da Madeira e os Portista ditava o líder da Bwin, volvidas 15 jornadas o cenário é algo diferente os comandados de Jesualdo mantiveram a bitola, ao invés os pupilos de Lazaroni menos fulgurantes e regulares foram averbando algumas derrotas e empates que os impedem de maior proximidade ao topo da tabela classificativa. Contudo os “madeirenses” não esqueçamos são uma equipa bem delineada, forte nas transições que privilegia a posse de bola, conta no seu seio um plantel experiente e mesmo que agora amputados de Makukula (curiosamente não jogou no Dragão por castigo), mantêm todas as características do seu futebol. Nem sempre vertical no atacar da baliza adversaria, são donos de um último reduto forte quer táctico quer em valores individuais, destaco Van Der Linden e Edigle bem como o guardião das redes, Marcos (quando engata é quase intransponível), repletos de jogadores, (Marcinho, Mossoró e Bruno entre outros…), na zona intermediaria que tratam a redondinha por tu, sempre guardados por fieis carregadores de piano será em ritmo de samba que os dos Barreiros se apresentarão de forma a manter acesa a chama da luta pelos lugares Uefeiros, eles que já por lá passaram em bom estilo e elogioso desempenho. Do Marítimo conhecemos muito, táctica e tecnicamente alicerçados no colectivo não fugindo muito ao que ainda este fim de semana apresentaram em Alvalade, pesa-lhes o facto de virem de um par de derrotas o que pode adensar a pressão e a inibição do seu melhor futebol.

Aos Dragões pede-se apenas mais do mesmo que tem sido corriqueiro, para obstar aos ritmos sambantes, contraporá um Porto compassado no Tango Alvi Celeste, pincelado com magia e criatividade cigana. Na véspera da Champions, este embate não se compadece com poupanças ou mecanização de estratégias a adoptar frente ao Schalke 04. Exige-se um Porto ambicioso, audaz no limite do seu rigor futebolístico a roçar a vertente máxima das sua capacidades, fiel ao 4*3*3, onde pontifiquem os aríetes Farias e Lisandro na busca do golo, sob a égide de Jesualdo os Dragões não têm dado ponto sem nó antes dos confrontos Europeus, não permitem veleidades aos adversários mesmo com importantes jogos em mira. Depois de nas duas saídas extra muros para a Bwin se terem quedado por outra tantas derrotas, a ilha será um bom teste a inegável subida de forma do futebol Azul, goleadores em casa os portistas tem-se mostrado frágeis fora do seu reduto no que a eficácia na finalização diz respeito. Os Barreiros são por tradição local de agrestes exibições azuis, a jogar em superioridade numérica já empatamos, do meio campo com remates mais dados a gestos técnicos de alívios defensivos resultam golos, etc….Na Madeira estará também, e a bisar no soar do apito e no dirimir das leis do jogo, Pedro Henriques, o major da condescendência e benevolência perante lances de penalty, e novamente à 6ª Feira!!!!... Por isso contra estes azares há que bater na “madeira”, (o Marítimo claro está!!!), pelo menos um golo, para afugentar fantasmas, superstições, para que a terceira seja de vez, bater que é para dar suerte e Salir a Ganar!!!!!

Com Bosingwa apeado graças as escolhas de Scolari, o onze do Dragão volta a sofrer alterações vendo-se privado daquele que é nos tempo de hoje o mais supersónico lateral, espaço assim para o regresso de Fucile à direita e oportunidade para Cech integrar os eleitos depois do jogo com os viscondes, no mais, e a menos que Jesualdo nos reserve alguma das suas habitués nuances tácticas tudo como dantes pois é preciso continuar a ganhar mesmo além Mar.

Bruno Rocha"

1 de fevereiro de 2008

Cantaremos por T(r)i!

Mais uma vez, como é hábito, a antevisão do jogo do FCP é dissecada pelo expert Bruno Rocha...

"É ainda aziado com o desfecho de Domingo em Alvalade, onde os Deuses do futebol estavam loucos só assim se explica uma equipa chegar ao fim do jogo merecedora de vitória por largos números acabe derrotada pelos eficazes leões, em bom futebolês “Nunca havia perdido um jogo que merecesse golear”. Sempre adepto da sabedoria empírica daqueles que por cá andam a bem mais tempo que eu…

Águas passadas não movem moinhos e de vitórias morais ficou o Dragão cheio. Após fartas dissertações sobre méritos e deméritos, próprios e alheios, segue-se a recepção aos Leirienses, e se em teoria é um adversário querido para a reabilitação dos Azuis e brancos tenho para mim que tais excessos de confiança ainda se mostrarão nefastos no desenrolar do jogo.

Os da cidade Liz refastelados com o sabor da vitória visitam o anfiteatro azul de moral em alta, não só pelos 3 pontos angariados frente a Briosa, mas também por terem sido obtidos frente a Domingos um ex- técnico e pela 1ª vez levar de vencidos os academistas no Magalhães Pessoa num sempre apetecível derby da zona centro. Os comandados de Vítor Oliveira tem no palco dos portistas de fazer pela vida, uma derrota significa ver esfumarem-se a cada jornada a hipóteses de manutenção entre os melhores emblemas da Bwin, o experiente técnico habituado a estas andanças do sobe e desce sabe que não é nestes jogos que se ganha o direito a permanência, mas um pontinho seria um alegre condimento para o reforçar da estratégia de retoma e manter o sonho vivo. Desconheço por inteiro a capacidade deste Leiria em termos técnicos quer tácticos, deles realço a agradável surpresa que foi a sua participação nas provas uefeiras, a debandada de alguns jogadores neste mercado de inverno bem como o regresso de outros já conhecedores dos cantos a casa, no mais são noticia quando essa figura João Bartolomeu o presidente abre a boca.

No que aos Dragões diz respeito haverá pouco a dizer, depois do repto lançado pelo mister Jesualdo no flash interview de Alvalade, onde garantiu que os seus comandados a serem capazes de mostrar aquele futebol dificilmente perderiam contra qualquer adversário, resta esperar que a profecia se mantenha sabendo-se de antemão que não há 2 jogos iguais. Depois da nuance táctica frente aos viscondes que apenas teve o ónus de justificar o injustificável não se espera que essa roupagem do onze se repita, espero que ao relvado suba um 4*3*3 sem variantes onde apenas tenham lugar aqueles que melhor interpretam tal esquema. A pressão dos só 8 pontos deve funcionar como factor integrante de Farias que deixou bons apontamentos nas últimas incursões pela equipa portista. Aguardo com expectativa a exibição, mas também a reacção do tribunal do Dragão no acolhimento aos que ostentam as nossas cores, em particular para com Quaresma, atravessar a sua fase mais critica e por isso sempre susceptível de se configurarem novos capítulos desta infindável novela de enfant terrible.

Ecos da blogosfera perspectivam um apoio massivo dos adeptos portistas e é certo que todos seremos poucos no apoio aos nossos bravos, um estádio cheio seria de todo aprazível, renovar e recrutar entre as nossas hostes infindável apoio. Lembro-me da era Mourinho onde após um desaire caseiro frente a uns Helénicos as bancadas se despediram da equipa com uma enorme ovação de crença e confiança. È impensável que apesar da boa época e da enormidade de títulos conquistados se deixe a ideia que a massa adepta esta dissociada dos jogadores. Que faríamos então se vivêssemos o jejum instalado lá para a Capital?!?!!?

Infelizmente dada a minha condição de mister de Futsal não acompanharei tão de perto as incidências do desafio, e ainda que desfasado e pouco convivente com o apoio das nossa claques, estou em crer que seremos nos a levar esta equipa por trilhos dantes caminhados rumo a destinos conhecidos, onde a magia de Harry Potter , os golos de Lisandro o coriáceo ultimo reduto azul, a elegância de Lucho e abnegação laboriosa de Meireles e Assunção fará fervilhar o Dragão de frutuosas emoções e no fim para alem da vitoria um só sentimento….

CANTAMOS POR TI, VENCESTE POR NÓS!!!!!!!....para tal aposto no onze apenas com alteração de Farias por Cech.

Bruno Rocha"

29 de janeiro de 2008

Indomável...ineficácia!

Ainda mexe, o último Sporting-Porto. Não, não se preocupe, caro leitor. Não existiu o sumaríssimo a Liedson, pela entrada brutal sobre Helton. O futebol português continua o mesmo:). Aí vai a crónica do Bruno Rocha:

"Ai vão 2, as derrotas e com elas o reacender das esperanças rivais. Quando em jeito de antevisão falará de fazer as unhas ao leão, estava bem longe de imaginar que com pouco mais de um quarto de hora de jogo as afiadas garras tivessem já estripado as asas ao Dragão, e para quem tem asas Jesualdo voou baixinho de cara*!#*&!!!!.

Havia deixado no ar espaço aos devaneios do Prof. e de como eles são nefastos à identidade do Dragão…pois bem o embate de ontem trouxe o reavivar das nuances tácticas fez-me lembrar Stanford Bridge e se me custa digerir o travo amargo da derrota mais me custa entender como é que o Mister do Dragão com tantos anos de futebol se deixa armadilhar e se deixa engodar uma vez mais por P.Bento.

Leões sem surpresas no onze onde durante toda a semana se havia prescrito um zona média composta por 5 unidades, deixa-me siderado a incapacidade táctica azul de obstar ao fluxo de jogo canalizado a esquerda pelo ataque verde (Vukcevic, Romagnoli, Izmailov) e a inobservância de colocar Quaresma a refrear os ímpetos de Pereirinha e explorar a sua possível intranquilidade dado o cariz do jogo. Se causava receio confrontar o nosso trio de meio campo com o quinteto leonino porque raio haveria de acabar então a jogar só com duas unidades e a dar conta do recado???

O lateral improvisado dos viscondes meteu no bolso muitos dos Azuis que pisaram aquelas zonas do terreno, tendo tempo ainda para algumas incursões ofensivas que fizeram de Fucile um banal lateral esquerdo, pondo a nú a total descoordenação com Cech. Postas assim as coisas e até podia começar aqui a explicação da derrota Portista, mas não!!!!

O Porto embora no pouco habitual 4*4*2 entrou bem e a passagem da dezena de minutos para alem do bem invalidado golo a Lisandro já o seu compatriota de outros tangos Lucho falhara soberanas oportunidades de fazer balançar as redes de Rui Patrício, os dragões não mostravam qualquer incomodo com a sua veste táctica mas como diria alguém o futebol as vezes é ingrato e as máximas quando em vez aplicam-se…quem não mata morre!!! Ou quem muito falha acaba a sofrer!!!

Minuto treze, Helton abre a capoeira a raposa montenegrina, ávida de espontaneidade, exponencia a lei da gravidade e o valor da força de atracção da bola pelo fundo das redes azuis e os lagartos saiam na frente ao 2 remate….Cruel!!!

Sem tempo para lamber as feridas, novo lance, um sem número de chances para afastar a bola da zona de tiro acaba com a bola no flanco esquerdo e novo golo, ainda que ferido de ilegalidade a luz do off-side. Atónitos, incrédulos daqui para a frente mais Porto se haveria de ver, sem que qualquer um dos nossos artistas deslindasse o caminho para o golo que nos colocasse na mira daquilo que seria um volte face épico pouco visto nos campeonatos Lusos. Grande vontade, enorme raça e querer inverter do sentido contra natura do clássico, os dragões tinham momentos de assomo e excessiva qualidade, o Harry Potter sem ser brilhante dava um ar da sua graça com alguns truques, Lucho bailava com sucessivas desmarcações e movimentações capaz de sozinho atormentar o ultimo reduto leonino, Licha era um poço de espírito Dragão deambulava toda a frente de ataque acorrendo e lutando por toda e qualquer posse de bola.

Com o 2º tempo o Porto recuperava com Farias o 4*3*3 e dava um cheirete de bola que só não resultava em amargos de boca para o adversário dada a indomável inoperância e aselhice na hora da finalização, chegou a ser avassalador o domínio, a qualidade de jogo ofensivo do campeão nacional em titulo, ficava bem a vista e ao cimo do relvado a diferença que separa por ora os 2 emblemas, mas….há sempre um mas!?!!?

Apesar de tudo o que ficou bem patenteado a flor da relva os Azuis somaram em determinadas fases de construção um invulgar número de passes errados e de inconsequentes remates, Bosingwa poucas vezes foi a habitual gazua (muito por mérito de Izmailov). O Sporting superava-se em entrega e abnegação pelo defender do resultado, sem nunca descurar pôr os olhos na baliza nortenha e é bem verdade que em mais um par de ocasiões esteve perto do dilatar da vantagem dando assim contornos ainda mais mentirosos ao resultado final. Manter-se-ia inalterável o resultado bem como o caminho dos remates desferidos pelos dianteiros azuis, as alterações preconizadas pelos técnicos em nada influenciaram o desenrolar do jogo. Consumada a derrota, a 2ª em outras tantas partidas além Dragão, depois da supra eficácia frente aos Arsenalistas no virar do campeonato não haverá motivos de grande alarmismo face ao que foi a exibição Azul e branca, contudo convêm avivar a memoria que mais saídas com grau de dificuldade elevado se afiguram no horizonte e mesmo com uma almofada de pontos respeitável face aos directos perseguidores há ainda muita Bwin pela frente.

Amargurado pelo desaire, não deixo de concordar com a leitura de jogo feita pelo técnico portistas, não me lembro de uma exibição tão qualitativa e quantitativa em posse de bola, de um caudal ofensivo onde tenha parecido tão fácil ganhar em Alvalade excepção feita a um Porto de Mourinho onde mesmo com um sem numero de penaltys sonegados saímos vitoriosos. No que a destaques individuais diz respeito fica difícil apesar da derrota mantenho que o Porto fez um bom jogo com as habitais prestações laboriosas e de qualidade de Lisandro, Lucho fez talvez um dos melhores clássicos e/ou derbies em Portugal, P.Assunção sempre pendular e Farias que mostrou pormenores de qualidade deixando prever muitas alegrias nas entre linhas.

Negativamente Helton pelo momento de facilitismo e desconcentração apenas atenuado e amenizado pelo esforço estóico de resistir mesmo inferiorizado fisicamente, Cech uma vitima dos sistema e todo o último reduto defensivo, Bosingwa porque pela boca morre o peixe (vide a ultimas declarações sobre adversários e opositores do flanco), os centrais porque nunca se entenderam nas movimentações dos leões da frente.

Momento Arbitral
O Xistema, apesar do golo mal validado onde não se lhe podem ser assacadas culpas pois o erro é do árbitro assistente que acompanhava o ataque leonino tirando uma outra má interpretação da lei da falta, no 1º tempo deixou rolar o jogo e os jogadores não complicaram. Perdeu-se para o jogo quando foi incapaz de expulsar Liedson , poupando dai em diante outros lance de excesso de virilidade (B.Alves), um 2º tempo bem mais complicado onde só Vukcevic fez uma dezena de faltas sem direito ao amarelo…incrível!!?!? Não o ligo directamente ao resultado mas para quem se afigura como novo internacional não teve estreia auspiciosa e o hoje ate quase que era a feijões. Sobre o penalty salvo melhor opinião já vi serem assinalados por menos…

Momento Televisivo
Quaresma e o seu indomável espírito de mustang selvagem, depois dos assobios e das palavras de Jesualdo ao seus débeis e sensíveis pavilhões auriculares sabia-se que as câmaras estariam em cima dele, pois bem após a substituição vai ajudar os pasquins a vender e a terem tema de conversa para um tempo…santa ingenuidade e imaturidade!!!!

Escalpelizados o antes e o depois, o melhor momento da resanha desportiva sobre o clássico foi quando nas já adiantadas horas a Tvi exibiu o resumo do jogo e por alturas do lance da lesão de Helton, esperava eu pela veemente retaliação ao lance agreste de Liedson e deparo-me com estas palavras “…Helton foi vitima do seu próprio excesso de confiança…”, fica tudo dito, para meu espanto quando chamados a exibir os lances e casos do jogo para a prosa do Coroado, tínhamos o lance de B.Alves mas não o anterior, por isso é melhor ir-mos para intervalo. Assim rola a bola em tal canal!!!

Bruno Rocha"

26 de janeiro de 2008

Tão clássico...como a sua sede!

Antevisão do clássico, por Bruno Rocha:

"Clássico…

Só porque convém não mudar as nomenclaturas instituídas no desporto rei, no tudo e ou mais há muito que os embates entre Dragões e Leões é visto como um jogo igual a tantos outros do nosso campeonato. Ok, é um confronto com um crónico candidato ao título, mas só isso crónico, pois ainda a procissão vai no adro e já os rivais atiraram a tolha ao chão, longe vão os tempos em que os ditos clássicos tinha carácter decisivo, em que o seu vencedor escancarava as portas rumo ao objectivo máximo por terras Lusas.

Na última década lembro-me para ai de dois, um em que os leões sob a batuta de Inácio com a vitória ultrapassaram os Portistas e rumaram ao titulo, e de outro cronologicamente mais recente em que o louco Holandês Adrianse finalmente obtinha a vitoria frente a um “grande”, desmantelando todas as perseguições que faziam perigar o regresso do Porto aos títulos. Lá diz o ditado, a tradição já não é o que era nem há não muitos clássicos como antigamente, cá para mim lideres sim… favoritos nem tanto assim!!!!!

Clássico…

Sim, na vontade mútua dos emblemas quererem ganhar, clássico toda a fanfarronice que os canais de Tv dão no acompanhar do jogo, escalpelizando infinitamente este e aquele aspecto, eles são entrevistas com antigas glórias dos ai sim Clássicos, eles são directos dos Hotéis, eles são estatísticas enfim um sem numero de artimanhas e artefactos capazes de perpetuarem a palavra clássico na mente dos adeptos e simpatizantes que acompanham ininterruptamente a emissão. Valha-nos ao menos a capacidade de se autocreativarem e se abrirem ao novo mundo da Aldeia Global dos Blogs e para tal desta feita darem voz aqueles que realmente a tem nos novos clássicos, para a tal emissão da tarde da Sporttv dará destaque alguns blogs identificados com as cores em confronto, entre os quais ao do biboportocarago, onde o dono deste espaço é fiel colaborador.

Clássico…

Não o nome do Sr. do Apito, pouco useiro e vezeiro no esgrimir do apito em jogos de risco máximo mas onde e uma vez mais Vítor Pereira não se põe a salvo de criticas pela nomeação em causa, procurando talvez amenizar a diferença de potencial mostrado até a data entre os dois onzes, talvez fruto do agrado e da prestação de Bruno Paixão que ajudou a conferir a Super taça, ou tentado salvaguardar-se das criticas e do barulho surdo suscitado semanas depois pelos habitues verdes, quando vergados em pleno Dragão pelo indelével atraso e o suave distanciar na tabela classificativa.

Domingo pede-se em campo a clássica raça dos que vestem Azul com as clássicas Quinas ao peito, subirá ao relvado o clássico onze onde apenas residirão 2 dúvidas???...

A mais clássica, saber quem substitui Tarik??? As escolhas dividem-se pelo renascido Farias e pelo senhor das 2ªs voltas Adriano, depois será conferir se no pós Taça, Fucile regressa a esquerda e aos titulares. Não tendo a semana deixado transparecer grande ebulição no que respeita ao nosso herói das trivelas fica a expectativa de saber como responde dentro das 4 linhas aos grassados assobios.

Em Alvalade a palavra é ganhar com o clássico respeito pelo opositor, surgirão as habituais frase feitas de ambas os conjuntos e partes onde a tónica acentuará que os 3 pontos em nada mudarão o curso da Bwin, nem os Dragões serão menos fiáveis se os perderem nem os leões relançarão coisa alguma se os ganharem. O vanguardista WC da capital tem sido afável no que respeita a resultados positivos e a não ser que Jesualdo confira a este jogo os seus clássicos medos e receios bem como apaniguados devaneios tácticos, este Porto fiel a suas características e filosofia ofensiva bem resguardado na sua clássica robustez defensiva será sem sombra de duvida favorito a vitória.

Com a diferença pontual existente entre os 2 clubes menos clássica que o habitual a partida reveste-se de particular importância no que a luta do 2º lugar diz respeito, ainda assim não vejo neste Sporting mesmo que vindo de goleadas a assumir as despesas do jogo, está prometido um leão de garras afiadas onde nos dias que correm dependentes de Vukcevic e do sempre clássico levezinho, mas com alguns busílis por resolver no seu ultimo reduto. A coqueluche leonina M.Veloso até comprou umas chuteiras novas e ambiciona fazer golos com as mesmas, tudo lhes serve de factor motivacional. Tão natural como a sede de quem está habituado a beber do Dragão momentos de grande emoção, eloquentes exibições e inebriantes vitorias, com limas, tesouras e outros objectos dessecantes, vamos ao Covil desta vez não para os comer mas sim darmos uma de Pedicure e lhes fazermos as unhas.
Bruno Rocha"

21 de janeiro de 2008

Assobiar d'Alto!

Ainda sobre o caso Quaresma, Bruno Rocha dixit...

"Queixava-me por estes dias em surdina para com o detentor dos direitos deste Blog sobre o facto de a nação Azul viver por estes dias parcas discussões, contribuindo isso para a minha escrita estar menos energizante no soltar de opiniões. Pois bem a Taça faz sempre das suas, em tempo idos mas não esquecidos por esta altura, chorávamos e carpíamos as mágoas do desaire, do vexame e da eliminação as mãos de um qualquer emblema mais ou menos histórico, desta feita teve o condão de agitar e acicatar ânimos fervorosos dos sempre especiais adeptos das cores campeãs….Não interessa disfarçar pois ficou bem visível que já viveu melhores dias a relação entre o detentor da camisola 7 dos Dragões e a sempre fiel moldura humana do Anfiteatro Azul.

Não me interessa saber quem tem razão, ou se existe mesmo alguém que a deva ter, mas confesso que me deixa envergonhado ser capa dos pasquins tais diatribes da nossa família…Pior que isso é que muitos daqueles que se querem fazer notar pela teoria do assobio, sejam também aqueles que quando os Média cá do burgo desatam a vilipendiar e destilar inveja para com o Harry Potter, sejam os primeiros a subir a terreiro em defesa do mesmo. Ainda a bem pouco tempo por altura dos jogos da Selecção Nacional, o agora centro da polémica aparecia fortemente criticado e via serem-lhe atribuídas notas pouco consentâneas com o seu desempenho, quando outros colegas de selecção eram bem menos causticados pelo fraco desempenho.

Nesses tempos o “minino” colhia no seio dos adeptos e simpatizantes Portistas o carinho, os aplausos que lhe afagavam o ego e contribuíam para que ao serviço dos Azuis e brancos continua-se a ser decisivo rumo ao tão almejado Tri. Só que com o mercado de inverno a preparar terreno para o grande defeso, com o nome do Mustang a ser um dos mais ventilados como possível reforço dos mais abonados orçamentos dos clubes da Velha Europa, agudiza-se a sensação de orfandade e a falta de paciência para com o cartel de truques do magico.

Não acho atroz o assobio, não condeno o direito a critica nem acho infame a vaia monumental consagrada ao Cigano, mas muito gostava de perceber o que esta por detrás do gesto, qual o sentido do mesmo….já por diversas vezes presenciei espectáculos, de inicio ouço aplausos sem que quem os recebe tenha feito algo por os merecer, logo de seguida desagrado, e presenteiam-nos com imberbes palavras ou o tão propalado assobio. Certo de que o aplauso os incentiva e os faz notar da nossa presença apelando ao melhor desempenho, o estridente som saído da conjugação de movimento dos lábios com o ar que nos vai cá dentro, os relembra de que continuamos ali e não estamos a gostar, mas também ele pode potenciar num orgulho ferido o volte face para uma melhor exibição, ou não!!!!

Desconheço pois qual será o fim e o propósito dos incidentes, das birras e a repercussão do direito ao contraditório, o que sei é que nós adeptos portista gozamos do facto de sermos especiais e do estarmos mal habituados, de vermos os rivais envoltos em polémicas, para nosso gáudio ainda a bem pouco tempo Nuno Gomes nos atribuía o mérito de paciência de chinês, por ora o caldo entornou e as posições parecem um pouco extremadas, a época ainda agora vai a meio e a verdade é que para além de reforçado o nosso mérito nada ganhamos e precisamos de todos e de nos unir em torno das verdadeiras causas para a época em curso, para tal Quaresma é peça fundamental no esquema de Jesualdo, será como até aqui responsável por muitos e belos momentos de futebol levando que aqueles que o assobiam por ora o voltem a idolatrar.

Sem delongas um dos “culpados” pelo divórcio mora no banco Azul, sim também ao Prof. podem ser assacadas culpas, compete ao mister refrear ânimos e dizer de sua justiça, todos se lembram de como foi rude Adrianse no amansar do espírito rebelde, como o Holandês fez do nº 7 um jogador com missões mais amplas em prol do colectivo e de como isso reabilitou e fez renascer um Quaresma que vivera em terras catalãs algo semelhante. Em muito dos meus Post sobre jogos dos Portistas evidenciei negativamente a supra dependência e excesso de protagonismo do 7 Azul e branco sem que Jesualdo nada fizesse, foi também por ele que a corda esticou ate onde esticou. Harry Potter sendo decisivo e influente na manobra Azul gozou vezes demais da condescendia técnica procurando á força resolver um certo apagão no seu apuro de forma sem que do banco viesse a devida protecção, ressurgiu a custa do seu trabalho e mantém a bitola de ser quem mais assiste os demais companheiros é daqueles de quem sempre mais se espera e a ganhar ou a perder joga sempre da mesma forma, quando todos se escondem ele assume, os génios são assim o certo mesmo é que ainda vamos sentir saudades de o assobiar.

Não interessa disfarçar a plateia do Dragão mais que descontente com Quaresma, naquele momento sentiu o receio dos fantasmas da Taça, pensando que os exorcizava à lei do assobio, curioso é que haveria de ser o destinatário dos assobios a enterrar a eliminatória e a carimbar passagem a próxima ronda, ele a coisas do Diabo...é que assobiar d’alto nem sempre dá bom resultado.

Bruno Rocha"

19 de janeiro de 2008

Poupar? Menos no ganhar!

Antevisão do jogo da Taça pela pena de Bruno Rocha, já um habitué cá da casa...

"Diz a sabedoria empírica que no poupar está o ganho!!!... Sem querer imiscuir-me sobre ditos e ditados a verdade é que a próxima ronda da Taça traz a lume dissertações e fartas reflexões sobre poupança e economia do desgaste nos habituais titulares Azuis e brancos.

Depois da visita aos Flavienses, um onze totalmente alternativo onde muito mudar não rimou com perder, mas que deixou poucas indicações sobre reais e válidas alternativas. O adversário que segue é o Desportivo das Aves, assim de repente o que me vem à mente dizer sobre tal rival é que para além de novo entreposto e laboratório de crescimento de novas galinhas, tem um percurso paupérrimo e/ou deplorável na Liga Vitalis, (não esqueçamos foram um dos despromovidos da Bwin), a que se somaram as mudanças de treinador…

Mas Taça é taça, e a festa do futebol Luso é pródiga em Tomba Gigantes, certamente da Vila Avense, surgirá um opositor raçudo ávido pelo seu jogo do ano, onde só a ideia de não jogar para os pontos serve de catalisador para emergirem níveis de motivação altíssimos, exponencialmente agravados pelo prazer que é subir ao sempre resplandecente anfiteatro Azul, tudo o mais no adversário são incógnitas para mim.

A Nação Portista tem bem presente algumas agruras e dissabores nestas competições a eliminar, é certo que intra muros menos dados a estas surpresas, já baqueamos e fomos vergados ao peso da derrota e sobretudo ao vexame de inglórias exibições, não passará contudo nas massas encefálicas mais pessimista dos adepto das mui nobres cores que lideram o campeonato, tal desiderato para sábado. Inebriados pela eloquente e luxuosa prestação exibicional frente aos arsenalista e com Alvalade em ponto de mira, Jesualdo tem pela frente a espinhosa e hercúlea tarefa de motivar e gerir o plantel. Janeiro não se tem afirmado como mês de grande desgaste e quando se esperava que fossem os perseguidores a pelo menos provocarem desgaste emocional no ter de manter a bitola e conservar da distância pontual, foram os Azuis a demenciar e pôr os nervos em franja aos rivais.

É com base no capital angariado que o Prof. vai abordar a eliminatória, haverá mexidas, novas oportunidades, repouso absoluto para uns e descanso activo para outros, ás duvidas residem apenas nos nomes eleitos e bafejados pela “sorte” de tal benevolência.

Para os que forem chamados a terreiro, fazendo fé que não desperdiçarão o ensejo de provar a sua valia e justificarem os alguns milhares de euros investidos, confesso-me curioso por ver Farias agora reencontrado com os golos emancipar-se não só por 10 minutos, aguardo um Stepanov menos verde e mais instruído sobre a teoria do erro e claro a coqueluche do momento Hélder Barbosa como novo bastião da magia e perfume do futebol Azul.

Avesso a poupanças sou adepto de equipas com rendimento profícuo e energizante, capazes de solucionar cedo labirintos e encruzilhadas com que os adversários nos confrontam. E não sendo nestes embates que daremos tréguas aos nossos melhores guerreiros, mais duras se tornarão futuras batalhas e é bem verosímil que as nossas principais guerras são a Bwin e a Champions, pelo que então dê-se lugar à poupança sem que se corte no direito ao bom futebol, com os princípios e muito menos com o hábito de ganhar.

A promessa de mínguas alterações ao valor da carga genética deste Dragão ficou no ar, contudo as leis do genoma para o vespertino Sábado de Taça serão ditadas pelos genes recessivos.

Nuno, Fucile, Stepanov, J. Paulo, Lino, Bolatti, Kaz, Mariano Gonzalez, M.Cech, Adriano e Farias, outros estarão na calha por certo bem guardados pelos habituais genes dominantes. Em época de saldos, há quem muito saiba poupar, outros a comprar gato por lebre e a enfiar barretes…eu cá por mim já me contento em estar presente na fase seguinte, Ganhar mesmo que Jesualdo teime em muito poupar.

Bruno Rocha"

12 de janeiro de 2008

Melhor o argumento...que a Solução!

Finalmente, após uns tempos de ausência, o Bruno Rocha da um ar da sua graça. Fica aqui a antevisão do próximo jogo dos Dragões e a dissecação táctica dos azuis e brancos...


"Longos dias os que me detiveram a escrita e o convívio com a realidade bloguista do MundoAzuleBranco, um interregno casuístico mas um hiato temporal que quase conferiu o reacenderem da luta pelo título, e onde só as conjugações astrais do ano bissexto alienou por ora as depauperadas esperanças dos eternos perseguidores.

Incessantes os pasquins cá do burgo, escudados nos habitué guionistas de serviço mas incapazes de esmorecer a Saga Azul na Bwin, e obstar aos argumentistas da Anatomia do Tri.

Contam-se 15 episódios rodados desta 3ª temporada e paira no ar ameaça de que o que resta rodar da serie não encerre qualquer tipo de motivação ou seja capaz de prender atenção das audiências.

Para tal procuram-se alternativas, enquanto não chega a sequela “Primavera da 2ª Circular” bem ao jeito de Liga Intercalar, chega da capital 2 mini-séries “O Grego e o Bom Gigante”, e o “Monólogo de Campeões” onde Pedro Silva e Vukecvic são cabeça de cartaz.

Contudo a norte nem tudo é ouro sobre azul, e o guionista Jesualdo apostado em não reeditar cenas passadas procura as melhores soluções para o prémio de melhor argumento. Só que a bem da verdade a temporada tem mostrado alguns erros de casting e apesar da mole Azul e branca ansiar sempre pelas cenas dos próximos capítulos, foram escassos os episódios em que fiquei com água na boca. Certo e sabido que este elenco arrecada a nível interno as melhores menções, que conta no seu seio com artistas de nomeada e que granjeiam voos mais altos alem fronteiras, mas amputados destes as soluções são falhas e minimalistas.

O que se segue no guião???... Arsenalistas bem armados táctica e tecnicamente a viverem em águas bem menos revoltas, incapazes de encarreirar num sucedâneo de vitórias mas pouco dados a vassalagem e à derrota, contam nas suas fileiras alguns bons intérpretes de todos os capítulos do jogo, comandados por um Machado filosófico mas também ele argumentista de craveira em muitos capítulos do nosso futebol. Destaque para um Austríaco com faro pelo golo, onde uma nesga de oportunidade redunda quase sempre em amargos de boca. No início da temporada foi Quaresma o senhor dos efeitos especiais, a dinamitar as pedras no sapato do Dragão e a amansar os então “Bichos”.

A critica foi unânime e o retomar do campeonato frente aos da Figueira não deixa saudades, exibição sem agressividade na zona intermédia com sucessivas falhas nas transições ofensivas, em dia de Reis, Meireles foi o do golo, Lisandro e Assunção foram-no na abnegação e luta, salvou-se o triunfo saboroso mas mirrado do score final.

Confesso que depois de o mágico do Magreb ter sido resgatado para nova saga de “ÁfriCA(N) Minha ”, (teimam em roubar os diamantes negros que os clubes vão polindo), adensam-se as dúvidas sobre o melhor substituto, pela amostra das muitas possibilidades fico apreensivo… fetiche Mariano e Leandrinho mais parecem ter sido contratados a serie “LOST”, tal a dificuldade de se encontrarem com a bola e os caminhos do bom futebol. Invectivar sobre possíveis mudanças tácticas de premeio ao 4*4*2, que nada de bom tem trazido aos Dragões… as soluções para levar o argumento a bom porto escasseiam e as que se perfilam são más. Perfeito, perfeito era optar pelo “Back to the Future” dos nossos emprestados bem a tempo de integrarem o projecto 611, só assim de repente Vieirinha e H. Barbosa ou até um Pitbull do Sado.

Se para lá do Atlântico continua a greve dos argumentistas das séries que nos entram pela casa adentro, nós por cá temos greve aos bons espectáculos e aos golos, e se não queremos ter de novo um Dragão “Na Corda Bamba”, contra os bracarenses é bom que os artíficies do futebol Azul se deixem de passeio na passadeira vermelha, pois estão mais que avisados para os efeitos laxantes do próprio relaxamento (dá mesmo merda…essa atitude). Se o guião vai ou não ser respeitado e levado a letra não sei, mas os melhores interpretes a subir sábado ao palco do anfiteatro Azul e branco Helton, Bosingwa, B.Alves, P. Emanuel (Cap.), Fucile, P. Assunção, R. Meireles, Lucho, Quaresma, Adriano e Lisandro, o ensaio deste onze não mostrou grandes feitos na pretérita jornada quando chamado acção. Diz-se nos meandros do espectáculo que a um mau ensaio se segue uma boa estreia, pois que tal desígnio se cumpra e se evitem os chamados Golpes de Teatro.

Bruno Rocha"