A final da Taça vista pelo olhar do Bruno Rocha...
"Confundem-se os termos, interligam-se os conceitos amiúde nesta onda de credibilização do futebol Luso. A Nação Azul na sua cada vez mais audível franja de adeptos povoa os espaços de opinião, inunda a rede de solidariedade para com o líder, alvitram-se desmesurados porquês e tal e qual inúmeros treinadores de bancada cada cabeça sua sentença cada corpo justiça minha…
Se o ciberespaço é aquele que melhor traduz a minha proximidade para com o perpetrado ataque, milimetricamente despoletado com o fim de diluir e branquear o desgoverno que assola não só o País mas também a casa dos ditos bons chefes de família, não farei do mesmo arma de arremesso nem lhe darei inteligência autónoma para que nestas linhas se configurem novos cenários.
Coabita em mim uma certeza maior, o Azul é a minha cor, o Dragão é o espelho da minha raça e quanto mais ataques nos debitam mais forte é a vontade de perpetuar o espírito portista nos meus ascendentes dependentes…o Fcporto será sempre o Fcporto por muito que engendrem cenários inspirados e transpirem fartas congeminações da maior cabala conspirada face a um só emblema. Quanto mais leio e me actualizo face a tema do momento mais certo estou que nada muda na relação dos que sentem o Porto como parte integrante de nós.
Com todo o aparato e questiúnculas, aproveitam-se os demais para minorar e colocar em 2º plano a festa da Taça e a iminência da dobradinha...para mim será o regresso ao convívio dos jogos In Loco o retornar ao Jamor. É longínqua a data da última partida assistida para o dito efeito, frente aos leões da madeira (Marítimo), 2-0 foi o resultado, no meu histórico de finais conto também a finalíssima frente a este mesmo Sporting, meio de semana a noite como aliada e inúmeros adeptos leões haveriam de me ver festejar em plena tribuna central mais uma taça a caminho das vitrinas Azuis. Foi largo o interregno muito por força da dificuldade de garantir o bilhete mágico, pois os Dragões esses continuaram a brindar-me com presenças e vitorias na festa do futebol. Desta feita quem tem amigos não morre na cadeia (Valentim Loureiro por esta altura não dirá bem o mesmo), como tal será um Domingo diferente, inspirado pelo ambiente vou de certo transpirar com o calor emanado das bancadas, será como sempre uma miscelânea de cor, incentivos, cânticos e vozes que nos conduzam a vitoria.
Se o ambiente envolto ao jogo é por si só fantástico, o adversário encerra em si as dificuldades costumeiras, depois de para o campeonato os embates não terem traduzido em resultados a nossa natural supremacia, saldando-se os confrontos numa vitoria caseira para ambos os emblemas é certo que todos os Portistas tem ainda na garganta o nó da Supertaça, em Leiria foi um tiro certeiro de Izmailov que resolveu a contenda tendo Bruno Paixão impedido os Azuis e brancos de equilibrar os pratos da balança ao fazer vista grossa a defesa de Tonel dentro da área de rigor.
Meses depois a época futebolística tem a inusitada conspiração e incauta propriedade coincidente de acabar como começou…Dragões frente a Leões!!! Só isso porque este Sporting é diferente ou se quisermos é muito igual ao de então, mudam alguns nomes muda pouco aquilo que tacticamente serão capazes de apresentar no relvado de Oeiras. Na Baliza um futuro internacional e convocado para o Euro 2008, na lateral esquerda um italiano vindo no mercado de inverno, sem Liedson mas com Derlei e Djaló e mais um emaranhado de nunces tácticas onde toda a gente passa por inúmeras posições na zona intermédia sem se fixar em definitivo, de losango a quadrado invertido, sem extremos mas com futebol de extremos pois são capazes do 8 e do 80, estes leões não me inspiram confiança. Paulo Bento é um conspirador convicto de artimanhas e fórmulas solventes que diluem o futebol Azul, mesmo quando levam um banho de bola.
Dubiamente Mestre, de quem não espero inspiração alguma nem para bem nem para mal é do Globo D’Ouro Jesualdo, com excepção de Nuno, (que a sorte e competência o acompanhem de forma mais salutar que a ultima vez que pisou o relvado do vale do Jamor, pois foi aposta de Mourinho na Taça frente aos encarnados e foi também pelas mãos dele que começamos a deixar fugir o caneco), o traje será o de tantas outras ocasiões, sério e competente. Na verdade confundem-se-me os suores frios com a transpiração latente fruto do receio e da imperceptibilidade do apuro de forma que o Onze apresentará para a conquista da Dobradinha. Depois do desastre Nacional, com as transições ofensivas ao abrigo da lei da poupança, rotatividade e descanso activo, confesso-me pouco conivente com a dita estratégia, se a tudo juntar-mos o remanescente acicatar do mercado pelos passes de muitos dos nossos artistas, Bosingwa é bem o exemplo, então é que se me acelera o batimento cardíaco e me vejo inspirar fundo face as minhas conspirações interiores…Ao contrario do que é meu timbre não vou conspirar nenhum desenho táctico que redunde em formula resolvente para obstar a dificuldade que é bater os leões, incógnitas são algumas as variáveis mais que muitas tendo a equação um só propósito, bom futebol.
Fazendo jus ao titulo uma boa dose de transpiração bem ao jeito de Lisandro, Assunção e Meireles mesclada com a inspiração de Quaresma, Lucho e Tarik, podem não ser suficientes face a conspiração arbitral que coloca Olegário no caminho do Trofeú.
Taça é Festa, com piquenique, coiratos, cerveja e muitos outros ícones da tribo do futebol a marcar presença, conspirem-se os mais diversos cenários, inspirem-se os melhores dentro do palco e de certo todo eu transpirarei Porto nesse dia, pois ao Jamor eu VOU e sempre que assim foi a dita Veio…pois assim seja uma vez mais!!!
Como nota de rodapé e a margem de tudo isto, volto ao fim de semana passado…Desculpem-me os demais e sobretudo os que vivem as mesma cores que eu, mas ainda que podendo ser um subterfúgio para a época miserável, deixo o meu aplauso ao maestro da luz e a forma condigna como soube sair mesmo que não sendo no auge.
Como nota de rodapé e a margem de tudo isto, volto ao fim de semana passado…Desculpem-me os demais e sobretudo os que vivem as mesma cores que eu, mas ainda que podendo ser um subterfúgio para a época miserável, deixo o meu aplauso ao maestro da luz e a forma condigna como soube sair mesmo que não sendo no auge.
O Benfica soube prestar homenagem alguém que o que fez de melhor pelo clube foi saber estar ao serviço do mesmo, não foram os títulos que conquistou ostentando a águia ao peito foi o amor que pós no envergar dessa mesma camisola que o enalteceu e o tornou o orgulho das gentes do bairro da 2ª circular…e nós Portistas que fizemos pelo Baía e pelo J.Costa para não falar noutros?!?!?!!?
Bruno Rocha"


