7 de abril de 2009
Nortada
6 de dezembro de 2007
Não era preciso tanto...
1 - E à 12ª jornada, Sporting e Benfica resolveram entregar de vez o campeonato ao FC Porto e ficarem a discutir entre si o segundo lugar. Agora, tudo está nas mãos dos azuis e, por isso, o único mal que lhes pode suceder é convencerem-se que, daqui até final, é apenas um passeio. O FC Porto não pode baixar a guarda, mas apenas por razões próprias e não pelo perigo alheio. Porque, como já aqui o disse várias vezes e como ainda na semana decorrida se viu em Liverpool e na Luz, a equipa não tem segunda linha. As razões pelas quais de há já muitos anos para cá se vem repetindo esta situação de o FC Porto descolar precocemente dos seus dois rivais não são conjunturais e justificariam uma análise profunda. 15 de novembro de 2007
Os trabalhos de Jesualdo Ferreira
1 - Com toda a sinceridade, digo que tenho a melhor impressão sobre o trabalho de Jesualdo Ferreira à frente do FC Porto. Sei que há muitos, portistas e não portistas, que não partilham desta opinião e que vêem no treinador do FC Porto alguém incapaz do «golpe de asa» que é susceptível de levar equipas medianas a mais altos voos. Talvez o seja, talvez não. Mas a verdade é que, com as condições que tem tido à disposição, acho difícil alguém ter feito melhor do que ele, tanto na época passada, como este ano. Este ano, Jesualdo Ferreira perdeu, sem sorte, a final da Supertaça para o Sporting; perdeu, sem glória e por culpa exclusiva dos jogadores, a Taça da Liga; mas marcha à frente do campeonato, com uma diferença confortável para o Sporting e uma diferença para o Benfica que não reflecte o abismo de categoria existente entre ambas as equipes; e tem o FC Porto praticamente qualificado para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões, com boas hipóteses de terminar o grupo em primeiro lugar. Acho que era difícil fazer melhor com um plantel completamente desequilibrado, como já o era no ano passado e este ano ainda mais, com as saídas de Pepe e Anderson e a contratação de uma legião de jogadores de segunda categoria.Tudo bem esmiuçado, o FC Porto tem apenas seis jogadores de indiscutível valor, num plantel de 27 elementos. São eles os laterais Bosingwa e Fucile, o central Bruno Alves (incrível recuperação de Jesualdo Ferreira), o trinco Paulo Assunção e os avançados Lisandro e Ricardo Quaresma. Depois, há Lucho Gonzalez, um jogador de indiscutível categoria, mas que só produz um jogo em cada quatro e com destaque para os jogos europeus, onde é elemento preponderante. E tem mais uns fogachos do também incrivelmente recuperado Tarik Sektioui e as suspeitas de génio ocasionalmente deixadas em campo por Leandro Lima — em quem Jesualdo, todavia, parece fazer pouca fé. O resto, tudo o resto, são jogadores banais ou menos do que isso.Jesualdo tem vários problemas urgentes a resolver e, na minha modesta opinião de treinador de bancada, as soluções passam por:
8 de novembro de 2007
Nortada
1 - Fabuloso Liedson: entre Fátima e Alvalade, entre quarta-feira e domingo, ele sozinho fez esquecer a anunciada crise do Sporting. Em ambos os jogos, o Sporting foi inferior, enquanto equipa, ao seu adversário e podia muito bem ter perdido ambos, não fosse essa serpente venenosa à solta, que tanto saca golos monumentais em remates inesperados, como se introduz na mais pacífica das jogadas alheias para semear o pânico e acabar por sacar um penalty ou um golo de onde, aparentemente, não haveria perigo algum. Já o disse antes e repito-o: Liedson e Quaresma são os únicos grandes jogadores que restam na Liga portuguesa, para além do caso especial de Rui Costa.Para ser também um dos grandes pontas-de-lança de referência do futebol europeu, só falta a Liedson impor-se exactamente nos jogos europeus, o que até aqui não tem conseguido. Amanhã à noite, contra a Roma, o Sporting bem precisa que o seu talento à solta esteja em campo contra os italianos, porque apenas uma vitória manterá os verdes na luta pela qualificação e poderá significar o fim da tal crise.1 de novembro de 2007
FC Porto dá cartas e o resto é paisagem!
1 - Se eu mandasse, os jogos do Benfica só duravam 80 minutos, porque é só a partir dessa altura que o Benfica os resolve, depois de habitualmente ter gasto o tempo até aí a mostrar-se incapaz de os resolver. Já vão três jogos consecutivos e seis esta época, resolvidos pelas águias nos últimos minutos dos desafios. Camacho não se pode queixar da sorte que tem tido e que falhou a Fernando Santos, mas tanta repetição também não pode ser atribuída só à sorte. De certeza que há mérito da equipa em acreditar e lutar até ao fim, e de certeza que há muito demérito dos adversários e respectivos treinadores, que, nesta altura dos acontecimentos, já deveriam estar mais do que avisados, preparados e concentrados para as terríveis pontas finais do Benfica. Na Luz, domingo passado, o Marítimo mostrou, todavia, que não trazia a lição estudada. Aliás, mostrou como é que se consegue tudo fazer para perder um jogo que se poderia ter ganho.Até aos quinze minutos de jogo, o Marítimo tornou claro que, se ali havia alguma equipa que sabia jogar à bola, eram eles e não o Benfica. Uma, duas, três oportunidades e golo, perante um estádio gelado com a facilidade com que a sua «melhor equipa dos últimos dez anos» era passada a ferro pelo futebol envolvente dos brasileiros do Marítimo. Depois, Ricardo Fernandes teve um assomo de má consciência perante tanta falta de respeito e resolveu oferecer o empate ao Benfica. Nada que tenha abalado os seus colegas: continuaram a entrar pela defesa do Benfica adentro como quem entra em casa sua, e veio o penalty e a expulsão de Quim, que poderiam soar como a sentença de morte do Benfica — para o jogo e para o campeonato. Parece que Makukula resolveu cobrar o penalty à revelia de Lazaroni e, para quem o estava a ver na televisão, percebeu-se logo, pela sua expressão, que muito provavelmente iria falhar, como falhou. A partir daí, o Marítimo apostou que não iria ganhar o jogo: displicência no ataque, total incompetência na defesa, falta de ambição para ir decididamente em busca da vitória, face a um adversário cansado por um jogo europeu quarta-feira e pela inferioridade numérica. E depois de mais uma oportunidade negligentemente desperdiçada pelo ataque insular, o Benfica chegou à vitória no contra-golpe. Ficou demonstrado que os «grandes» são «grandes» porque dispõem de mais dinheiro e mais adeptos, mas não só: também porque os «pequenos» não se atrevem a tentar deixar de o ser.Quanto ao Benfica, diz-se que está assente que vai às compras em Dezembro. Parece-me que tarde de mais para a Liga dos Campeões e, pelo que se tem visto, provavelmente tarde de mais também para o campeonato. A menos que o objectivo oculto de Camacho seja a disputa do segundo lugar com o rival do Campo Grande.4 - Se tudo correr conforme o previsto, estreia-se depois de amanhã, numa sala perto de si, o muito previamente divulgado filme «Corrupção», com o qual alguns benfiquistas do mundo das artes quiseram mostrar a sua imparcialíssima versão do «Apito Dourado». Não entrando em cena a providência cautelar que seria de esperar, este filme inaugura uma nova forma de justiça popular, servindo, com base num único testemunho, a acusação, a «prova» e a sentença de condenação previamente estabelecida, relativamente a um processo que, na justiça real, ainda se encontra em fase de instrução. As intenções prosseguidas pelo filme são eloquentes da exigência ética dos seus autores e um exemplo do que seria a justiça se os juízes fossem escolhidos pelas suas cores clubísticas.Não admira que o pessoal desta nobre empreitada se tenha desavindo entre si na mesa de montagem, com realizador e actriz principal para um lado, produtor e restantes actores para outro: eloquente, outra vez. Quanto à «testemunha» e musa do enredo, tão apaparicada antes pela realização e script, mudou de visual, fez extensões no cabelo e uma operação à barriga chamada qualquer coisa «aspiração», e optou por ficar do lado do produtor. Cheira-me que estará a alimentar aspirações a um novo passo na sua carreira artística multifacetada. Consta também que, além da versão do produtor, servida nos cinemas, haverá uma outra versão do realizador, servida em casa, para os amigos. E parece que, em vez de «Corrupção», se chamará «Uma amarga lição».
26 de outubro de 2007
A lição da África do Sul
1 - Durante muitos anos pensei que havia dois países no mundo para os quais, por mais voltas que eu desse à imaginação, não conseguia antever futuro algum: a Índia e a África do Sul. Pois bem, enganei-me: a vida está cheia de surpresas, tanto as boas como as más. A Índia é hoje muito mais do que uma nação emergente: é já uma potência económica imprescindível, crescendo a um ritmo de 10% ao ano e — o que é mais notável para quem conheceu o estado de subdesenvolvimento do país há uns anos — com um crescimento baseado na investigação, na qualificação cientifica e no domínio das novas tecnologias. E a África do Sul, pese os problemas graves que se mantêm, está infinitamente melhor do que todo o continente africano e, sobretudo, conseguiu essa proeza impensável de sair do regime intolerável do apartheid por via pacífica e democrática, evitando a guerra civil e a desforra dos negros contra os brancos, como sucedeu no vizinho Zimbabwe. # jornal “A BOLA” de 2007.10.23
19 de outubro de 2007
Disco rachado dos dirigentes sportinguistas
1 - O núcleo duro da União Europeia discute apaixonadamente há dois anos se a Turquia é ou não uma nação europeia e se, consequentemente, tem ou não direito a integrar o selecto clube dos, por ora, 27 membros. E enquanto a Europa política discute se a Turquia é europeia ou asiática, a Europa desportiva não tem dúvidas em estender o seu conceito de nação europeia vários milhares de quilómetros mais para leste, até ao Azerbaijão e Cazaquistão. Nem tanto ao mar nem tanto à terra, nem tão pouco para leste nem tanto para o fim do mundo: a Turquia é, como a história demonstra, tanto europeia quanto asiática; o Azerbaijão e o Cazaquistão não é por terem nascido do desmembramento do ex-império soviético, que ia de Riga, na Letónia, a Vladivostock, na costa do Pacífico, que passaram a ser nações europeias. A capital cazaque fica apenas a 260 quilómetros da fronteira chinesa — menos do que a distância do Porto a Lisboa e em plena Ásia Central. Não se percebe bem como é que a UEFA conseguiu descobrir estas nações «europeias» no coração do antigo império de Gengis Khan. E menos ainda se percebe quando se olha para os calendários do futebol europeu e facilmente se constata que eles estão saturados — de jogos e de viagens. Obrigar, como no caso da Selecção Portuguesa, à realização de 14 jogos de apuramento para o Europeu e com deslocações aos confins do mundo para jogar em relvados sem condições, é uma violência cujos efeitos se fazem depois sentir necessariamente na qualidade do futebol que interessa. Ao menos que fizessem, como na Champions, um pré-grupo de classificação, com todas as nações asiáticas, mais os casos exóticos, como S. Marino ou as Ilhas Faroe.# jornal “A BOLA” de 2007.10.16
12 de outubro de 2007
Um pouco mais de azul
Que dizer deste surpreendente FC Porto, que joga um futebol incapaz de entusiasmar o adepto mais fácil e, todavia, segue, imperial, com sete vitórias em sete jogos do campeonato e bem lançado na Liga dos Campeões? Alguns jornalistas, daquela escola dos que estão sempre prontos para fazer rapapés aos treinadores e dirigentes, andam para aí a lançar piadas contra os «adeptos críticos» a quem os factos e as vitórias desmentirão todos os dias, e o próprio presidente Pinto da Costa lança indirectas, supostamente irónicas e sábias, aos «críticos», na revista do clube. E, todavia…# jornal “A BOLA” de 2007.10.09
5 de outubro de 2007
A cigarra, a formiga e o Kalimero
# jornal “A BOLA” de 2007.10.02
28 de setembro de 2007
Nortada
Não fosse a atitude, a estratégia e a coragem do Vitória de Setúbal em Alvalade, e a incrível maratona futobolístico-televisiva do final do dia de domingo - a ter de ver, por dever de ofício, os três grandes sucessivamente - teria sido uma verdadeira penitência. Mas, graças, antes de mais, à prestação do Vitória, do princípio ao fim do jogo, o Sporting-Setúbal acabou por ser um jogo vivo, emocionante e mutuamente bem jogado em grande parte do tempo. Dou os parabéns a Carlos Carvalhal, porque:# jornal “A BOLA” de 2007.09.26
13 de setembro de 2007
Nortada

Amadores e Sub-Profissionais
1 - A Selecção Nacional de râguebi, oficialmente «amadora», protagonizava ontem, que eu tenha reparado, nada menos do que três anúncios publicitários a marcas diferentes, na televisão e em duas páginas inteiras de jornais: ao BES, à Caixa-Geral de Depósitos e à Volkswagen. Esclareço desde já que nada tenho contra a participação em campanhas publicitárias, embora eu próprio sempre tenha recusado fazê-las, cumprindo o que está escrito no Código Deontológico dos Jornalistas. Mas nada tenho contra essa forma de ganhar dinheiro, desde que não se caia no abuso extremo do seleccionador nacional de futebol, Scolari, que é capaz de anunciar tudo, até comida para piriquitos, se lhe pagarem o seu cachet.A questão, a meu ver, só tem importância, se se reflectir até que ponto é que o amadorismo da Selecção de râguebi — tão propagandeado, numa campanha de promoção que tem sido um sucesso notável — resulta de vontade própria ou das circunstâncias, e até que ponto esse estatuto oficial é ou não desejável para a evolução da modalidade.
Primeiro que tudo, convém lembrar um facto que nunca é referido: nem todos os elementos da Selecção são amadores. Há dois profissionais a jogar em França e outros, argentinos naturalizados, a jogar em Portugal. É sintomático que este facto seja sempre esquecido ou minimizado, embora ele em nada afecte o valor que tem uma equipa de jovens que, para jogarem, roubam tempo aos estudos, ao trabalho, à vida familiar e pessoal, e que conseguiram, com brilhantismo, a qualificação para França e um jogo de muita garra contra a Escócia.E era aqui que eu queria chegar. Se, por um lado, é de facto, notável o esforço de competitividade de uma equipa basicamente amadora entre os tubarões deste desporto, por outro lado, creio que o amadorismo do râguebi entre nós (e que é amador apenas porque não tem condições de popularidade para ser profissional), é um factor de marasmo da modalidade. O râguebi é, em Portugal, uma das modalidades desportivas mais elitistas que existem, a par da vela, da equitação ou do golfe. Uma reportagem há dias publicada numa revista, mostrava como a modalidade sempre esteve tradicionalmente nas mãos de quatro ou cinco «boas famílias» de Cascais ou do Restelo, que se sucedem, de geração em geração, nas poucas equipas de clubes existentes e na Selecção Nacional. E não custa perceber porquê: se a modalidade não tem condições de profissionalização, só quem disponha de outras fontes de rendimento, ou porque é estudante sem necessidades de dinheiro ou porque já está instalado noutra profissão — pode fazer do râguebi o seu «hobby».
O que daqui resulta é um círculo vicioso, que não é tão virtuoso quanto por estes dias se tem abundantemente escrito. Se o râguebi fosse uma modalidade popular, jogada nas escolas e clubes de bairro, atrairia mais público e, com ele, transmissões televisivas e patrocinadores. Isso faria nascer jogadores profissionais, fora da elite tradicional e, fatalmente, com um campo de recrutamento alargado, faria nascer melhores jogadores (porque não há nenhuma lei genética que diga que os ricos têm mais jeito para o râguebi do que os pobres…). Ou seja: para evoluir entre nós, o râguebi precisa de uma base de recrutamento que vá muito para além do tradicional e que traga à modalidade jogadores que vivam dela, como profissionais. Mas estes não aparecem porque, tal como está, o râguebi não tem condições para os sustentar. E a diferença seria tão simples quanto isto: com uma Selecção composta essencialmente por amadores, ninguém se pode espantar nem exigir que eles não «rebentem» fisicamente nos últimos 15/20 minutos dos jogos; com uma Selecção de profissionais, esse facto já não seria aceitável, porque esses teriam tido todas as condições de treino e preparação que os outros não têm.Uma última advertência: já sei, por experiência própria, que, nestas coisas de unanimismos patrióticos, quem destoa do coro acrítico de elogios, passa logo à categoria de mau português. Para que fique claro, então: não destoo dos elogios ao esforço e generosidade dos homens da nossa Selecção de râguebi. Digo apenas que o tão louvado estatuto de amadores é, todavia, o reflexo e a causa da não evolução da modalidade.
2 - Nélson Évora, esse, não teve direito a nenhum contrato publicitário, nem a nenhuma campanha de promoção pessoal comparável. E, todavia, o seu feito foi absolutamente incomparável: ele tornou-se o primeiro saltador português campeão do mundo, desmentindo a crença de que, como país subdesenvolvido em matéria de atletismo, apenas poderíamos produzir campeões no fundo e meio-fundo, onde a força de vontade conta mais do que o talento e a capacidade técnica. E fê-lo, não como amador, mas como profissional expatriado à força: treinando em Espanha, tal como Obikwelu ou Naide Gomes — porque o país que, por «imperativo nacional», construiu dez estádios novos para o Euro-2004, dos quais sete estão permanentemente às moscas e constituem um encargo ruinoso para as autarquias, não tem dinheiro para construir uma pista coberta onde os nossos atletas olímpicos se possam treinar durante o Inverno…
Cruzei-me com Nélson Évora na TVI, a semana passada, e fiquei impressionado com a humildade, o antivedetismo absoluto e o visível amor que tem àquilo que faz. Não é todos os dias que nos cruzamos com um português campeão do mundo e não é todos os dias que o ouvimos dizer apenas que gostaria de ter condições para se treinar em Portugal. A propósito: não ouvi foi nenhum daqueles que contestam o Deco e o Pepe na Selecção de Futebol, contestarem também o estatuto de portugueses da Naide Gomes, nascida em S. Tomé e Príncipe, do Francis Obikwelu, nascido na Nigéria, ou do Nélson Évora, cabo-verdiano nascido na Costa do Marfim e treinado em Espanha…
3 - Há pouco mais de quatro meses, vi nascer nos courts do Estádio Nacional durante o Estoril Open, uma jovem esperança do ténis sérvio, fã do Benfica, chamado Novák Djokovic. Pareceu-me, logo ali, que ele iria longe, mas nunca imaginei que tão rápido. Anteontem à noite, na TV, vi-o bater-se como um leão contra o quase imbatível Roger Federer, na final do US Open. A jogar a sua primeira final de um Grand Slam aos 20 anos de idade (!), Djokovic só caiu vítima dos nervos e da inexperiência, depois de ter desperdiçado cinco set-points na primeira partida e dois na segunda (6-7, 6-7, 4-6). E porque Federer é, provavelmente, o jogador mais completo de sempre.
4 - Na sua coluna de «senador» de A BOLA, Rui Moreira chamou a atenção para o facciosismo daqueles que gritaram aos quatro ventos que o segundo golo do FC Porto em Leiria tinha sido irregular (e foi), «esquecendo-se» de dizer que, logo aos 3 minutos de jogo, um golo completamente regular tinha sido anulado ao FC Porto. O Record até destacava o «golo irregular» para título de 1.ª página e houve até quem escrevesse que coisas destas «duram há décadas». Em certos espíritos, o facciosimo benfiquista foi de há muito ultrapassado por um vírus bem mais demencial: o ódio fanático ao FC Porto. Se eles mandassem, o FC Porto seria, pura e simplesmente, varrido dos estádios e pavilhões do país. Como, aliás, sempre se tentou fazer em Portugal com aqueles que, pelos seus méritos, incomodam a mediocridade e o privilégio instalados.
# jornal “A BOLA” de 2007.09.11
# retirado do blog Bibó Porto
