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19 de maio de 2007

Parabéns Mourinho!

Hoje em dia é quase um crime de lesa-majestade um portista congratular-se com os êxitos de Mourinho, após a debandada deste do clube portista. Mas eu sou assim. Gosto de pensar pela própria cabeça, não embarcando em atitudes de rebanho, onde se segue o pastor, conforme as ordens deste. Mourinho, é certo, foi pouco elegante na forma como (não) comemorou a vitória na Liga dos Campeões. Podia, e deveria, ter agradecido a uma massa adepta que sempre o venerou. Tudo o que ele possa ter feito não apaga os títulos conquistados. Foram dois anos fabulosos, repletos de conquistas, com emoções à muito esquecidas reavivadas por campanhas vitoriosas. Por isso, sem qualquer problema de consciência, tornei-me adepto de Mourinho. Assim mesmo, como se ele próprio personificasse um clube. Por arrasto, sem grande dificuldade, os jogos do Chelsea começaram a ser seguidos com atenção e as conquistas de Mourinho comemoradas efusivamente (pronto, é desta que sou excomungado do FCP). Depois de dois Campeonatos, duas Taças da Liga, uma Supertaça Inglesa, os blues de Londres venceram o sexto troféu sobre a orientação do "Special One". A mítica Taça de Inglaterra, o troféu mais prestigiante para qualquer britânico que se preze. A inauguração do novo Wembley irá ficar, para sempre, ligada ao ex-treinador portista.

Valeu o golo de Drogba, ajudando a colorir uma época que, até agora, só ostentava a Taça da Liga, vencida contra o Arsenal.






Parabéns Mourinho!

2 de maio de 2007

Afinal, Mourinho é humano!

Tenho que confessar que me tornei um adepto fanático do Chelsea. Foi uma paixão repentina, com um denominador comum: Mourinho. Depois daqueles dois anos de sonho, em que comandou o Porto à glória mundial, achei que tinha uma espécie de dívida moral. Ou isso, ou um sentimento enorme de gratidão. Apesar dos amuos em Gelsenkirchen, do génio irascível, do ar enfadado, eu gosto de Mourinho. Para mim, é o melhor do Mundo. Só que, até ontem, naquele desempate fatídico por penalidades, sempre estive convencido de que Mourinho tinha um pacto especial com "alguém" lá de cima. Uma espécie de poder sobrenatural, que lhe permitia sair vitorioso, mesmo de situações totalmente adversas. Mas estava errado. Benitez e o Liverpool provaram-no, no ambiente feérico de Anfield. Foi pena. Não sofro pelo Chelsea como sofro pelo Porto, mas ando lá perto. Mourinho é humano. Deve ter, neste momento, inúmeros detractores deliciados com os seus recentes insucessos. Para quem sempre teve a ousadia de colocar a fasquia mais alta, é pena que tenha estes dissabores. Mas são as derrotas que o tornam mais humano. Mais perto do comum dos mortais. Ele não é infalível (ao contrário do que pensava), mas continua a ter motivos para ter um ego sobredimensionado. Depois de uma época em que tudo lhe aconteceu, desde inúmeras lesões em jogadores fulcrais, até ao arrufo com um russo endinheirado, caiu de pé. Com luta titânica, até à exaustão, lutando com adversários, azares e um calendário impiedoso. E é por isso que eu gosto dele. Porque é genuíno. Quantos, na posição dele, não fariam declarações que pouco acrescentam, cheias de lugares comuns, politicamente correctas, só pelo medo do insucesso? Todos, respondo eu. Ele não. Adora a polémica, o esticar da corda até ao limite do sustentável, não se coibindo de responder e atacar, ditando os temas, criando duelos, fazendo inimigos figadais. E neste futebol bafiento, em que poucos se destacam, é uma lufada de ar fesco. Continua a ser o SPECIAL ONE!
P.S: Mas, apesar de SPECIAL ONE, há algo que tem que ficar devidamente esclarecido. Foi o FC Porto que fez dele o que ele é hoje, e não o contrário, que por vezes é apregoado por alguns colunistas pouco esclarecidos.