Após uma semana sem tempo, sequer, para passar os olhos pela net, estou de regresso. E foi uma semana com algumas novidades, que isto de ser a silly season tem muito que se lhe diga…
Extra-4 linhas, o que continua a fazer furor é, sem dúvida, os aspectos colaterais dos Apitos. Se na Justiça comum os casos vão sendo arquivados, com direito a doloroso puxão de orelhas à paladina da Justiça e a colocação do rótulo de mentirosa à ex-alternadeira, na justiça desportiva é feita tábua rasa de qualquer norma legal. As decisões são todas elas tomadas com os cachecóis dos clubes do coração ao pescoço, numa denodada procura de reestabelecer o status quo vigente em décadas caídas no esquecimento.
Não deixa de me espantar o afã com que o 4º classificado do último campeonato, vergonhosamente derrotado com uma margem pontual de dois dígitos, continua a colocar na hipótese de ir à Champions. Cheira-me a desespero, para aqueles lados, sobretudo quando o presidente da instituição é apupado pelos seus. A mediocridade procura, de qualquer forma e sem olhar a meios, encontrar uma rota de fuga…
Se alguns esperavam, placidamente, que o CJ analisasse de forma consciente o recurso de Pinto da Costa, imunes a pressões, eu já há muito que tinha perdido a ingenuidade. A reunião de 6ª à noite apenas veio comprovar o que se suspeitava. Era imperioso uma tomada de decisão, desfavorável às cores azuis e brancas, para que se pudesse ostentar esse trunfo [palavras da Bola] na próxima apreciação do TAS. E, para isso, nem que fosse necessário recorrer a métodos pouco ortodoxos. A jogada é a de sempre. Causticar os elementos incómodos, atempadamente, nas páginas dos jornais. Criar a ideia que o presidente do CJ era, à partida, pouco idóneo para desempenhar as funções. E, para isso, utiliza-se a táctica de Goebbels, o ministro de propaganda nazi. Uma mentira mil vezes repetida torna-se em verdade.
Gonçalves Pereira surgiu assim, nas páginas impressas da imprensa diária, como um aliado de longa data de Valentim Loureiro. O motivo: vereador da Câmara de Gondomar.
Sempre me espantou esta celeridade em denegrir que, por afinidade profissional ou outra, tem pontos de ligação com as personagens históricas do Norte. Não importa que Ricardo Costa, o aclamado presidente do CD, seja presença assídua nos camarotes do Estádio da Luz. Pelos vistos, isso não influencia a sua “imparcialidade” estatutária. Mas o facto de Gonçalves Pereira ser vereador em Gondomar já era um sinal de alarme, na demanda dessa Justiça que só interessa invocar quando do agrado dos correlegionários e serventuários da corja. Ficou apenas um pequenino pormenor por esclarecer, que faz toda a diferença.
Gonçalves Pereira é vereador sim, mas da oposição a Valentim. Pelos vistos, algo que deve ter escapado à argúcia de Delgados, Manhas e outros da mesma estirpe.
Para finalizar, o golpe de mestre. Reunião encerrada, sem tomada de posição, presidente e vice fora da sala, acta feita e, numa intentona que faria corar de vergonha os tempos que se seguiram ao dealbar da democracia neste País, os 5 membros restantes, barricados à revelia numa sala, para fazerem aquilo que interessava a alguns…
Compreende-se, cada vez mais, o porque “de ser mais importante colocar pessoas nos órgão de decisão do que comprar jogadores”. Bem vistas as coisas, as batalhas do futebol português travam-se nos corredores sombrios e nos gabinetes a cheirar a mofo das estruturas federativas.
Ps: O que realmente importa, no meio disto tudo, é mesmo a apresentação dos novos equipamentos. É com eles que vamos vencer o TETRA. E aumentar o ódio que essa gentalha sente por nós…