16 de maio de 2008

Inequação da Conspiração!!! …Inspiração e Transpiração!!!

A final da Taça vista pelo olhar do Bruno Rocha...

"Confundem-se os termos, interligam-se os conceitos amiúde nesta onda de credibilização do futebol Luso. A Nação Azul na sua cada vez mais audível franja de adeptos povoa os espaços de opinião, inunda a rede de solidariedade para com o líder, alvitram-se desmesurados porquês e tal e qual inúmeros treinadores de bancada cada cabeça sua sentença cada corpo justiça minha…

Se o ciberespaço é aquele que melhor traduz a minha proximidade para com o perpetrado ataque, milimetricamente despoletado com o fim de diluir e branquear o desgoverno que assola não só o País mas também a casa dos ditos bons chefes de família, não farei do mesmo arma de arremesso nem lhe darei inteligência autónoma para que nestas linhas se configurem novos cenários.

Coabita em mim uma certeza maior, o Azul é a minha cor, o Dragão é o espelho da minha raça e quanto mais ataques nos debitam mais forte é a vontade de perpetuar o espírito portista nos meus ascendentes dependentes…o Fcporto será sempre o Fcporto por muito que engendrem cenários inspirados e transpirem fartas congeminações da maior cabala conspirada face a um só emblema. Quanto mais leio e me actualizo face a tema do momento mais certo estou que nada muda na relação dos que sentem o Porto como parte integrante de nós.

Com todo o aparato e questiúnculas, aproveitam-se os demais para minorar e colocar em 2º plano a festa da Taça e a iminência da dobradinha...para mim será o regresso ao convívio dos jogos In Loco o retornar ao Jamor. É longínqua a data da última partida assistida para o dito efeito, frente aos leões da madeira (Marítimo), 2-0 foi o resultado, no meu histórico de finais conto também a finalíssima frente a este mesmo Sporting, meio de semana a noite como aliada e inúmeros adeptos leões haveriam de me ver festejar em plena tribuna central mais uma taça a caminho das vitrinas Azuis. Foi largo o interregno muito por força da dificuldade de garantir o bilhete mágico, pois os Dragões esses continuaram a brindar-me com presenças e vitorias na festa do futebol. Desta feita quem tem amigos não morre na cadeia (Valentim Loureiro por esta altura não dirá bem o mesmo), como tal será um Domingo diferente, inspirado pelo ambiente vou de certo transpirar com o calor emanado das bancadas, será como sempre uma miscelânea de cor, incentivos, cânticos e vozes que nos conduzam a vitoria.

Se o ambiente envolto ao jogo é por si só fantástico, o adversário encerra em si as dificuldades costumeiras, depois de para o campeonato os embates não terem traduzido em resultados a nossa natural supremacia, saldando-se os confrontos numa vitoria caseira para ambos os emblemas é certo que todos os Portistas tem ainda na garganta o nó da Supertaça, em Leiria foi um tiro certeiro de Izmailov que resolveu a contenda tendo Bruno Paixão impedido os Azuis e brancos de equilibrar os pratos da balança ao fazer vista grossa a defesa de Tonel dentro da área de rigor.

Meses depois a época futebolística tem a inusitada conspiração e incauta propriedade coincidente de acabar como começou…Dragões frente a Leões!!! Só isso porque este Sporting é diferente ou se quisermos é muito igual ao de então, mudam alguns nomes muda pouco aquilo que tacticamente serão capazes de apresentar no relvado de Oeiras. Na Baliza um futuro internacional e convocado para o Euro 2008, na lateral esquerda um italiano vindo no mercado de inverno, sem Liedson mas com Derlei e Djaló e mais um emaranhado de nunces tácticas onde toda a gente passa por inúmeras posições na zona intermédia sem se fixar em definitivo, de losango a quadrado invertido, sem extremos mas com futebol de extremos pois são capazes do 8 e do 80, estes leões não me inspiram confiança. Paulo Bento é um conspirador convicto de artimanhas e fórmulas solventes que diluem o futebol Azul, mesmo quando levam um banho de bola.

Dubiamente Mestre, de quem não espero inspiração alguma nem para bem nem para mal é do Globo D’Ouro Jesualdo, com excepção de Nuno, (que a sorte e competência o acompanhem de forma mais salutar que a ultima vez que pisou o relvado do vale do Jamor, pois foi aposta de Mourinho na Taça frente aos encarnados e foi também pelas mãos dele que começamos a deixar fugir o caneco), o traje será o de tantas outras ocasiões, sério e competente. Na verdade confundem-se-me os suores frios com a transpiração latente fruto do receio e da imperceptibilidade do apuro de forma que o Onze apresentará para a conquista da Dobradinha. Depois do desastre Nacional, com as transições ofensivas ao abrigo da lei da poupança, rotatividade e descanso activo, confesso-me pouco conivente com a dita estratégia, se a tudo juntar-mos o remanescente acicatar do mercado pelos passes de muitos dos nossos artistas, Bosingwa é bem o exemplo, então é que se me acelera o batimento cardíaco e me vejo inspirar fundo face as minhas conspirações interiores…Ao contrario do que é meu timbre não vou conspirar nenhum desenho táctico que redunde em formula resolvente para obstar a dificuldade que é bater os leões, incógnitas são algumas as variáveis mais que muitas tendo a equação um só propósito, bom futebol.

Fazendo jus ao titulo uma boa dose de transpiração bem ao jeito de Lisandro, Assunção e Meireles mesclada com a inspiração de Quaresma, Lucho e Tarik, podem não ser suficientes face a conspiração arbitral que coloca Olegário no caminho do Trofeú.

Taça é Festa, com piquenique, coiratos, cerveja e muitos outros ícones da tribo do futebol a marcar presença, conspirem-se os mais diversos cenários, inspirem-se os melhores dentro do palco e de certo todo eu transpirarei Porto nesse dia, pois ao Jamor eu VOU e sempre que assim foi a dita Veio…pois assim seja uma vez mais!!!

Como nota de rodapé e a margem de tudo isto, volto ao fim de semana passado…Desculpem-me os demais e sobretudo os que vivem as mesma cores que eu, mas ainda que podendo ser um subterfúgio para a época miserável, deixo o meu aplauso ao maestro da luz e a forma condigna como soube sair mesmo que não sendo no auge.

O Benfica soube prestar homenagem alguém que o que fez de melhor pelo clube foi saber estar ao serviço do mesmo, não foram os títulos que conquistou ostentando a águia ao peito foi o amor que pós no envergar dessa mesma camisola que o enalteceu e o tornou o orgulho das gentes do bairro da 2ª circular…e nós Portistas que fizemos pelo Baía e pelo J.Costa para não falar noutros?!?!?!!?

Bruno Rocha"

6 comentários:

dragao vila pouca disse...

Quem fez a homenagem ao Rui Costa foi como sempre a C.Social vermelha que gastou rios de tinta a falar do Rui Costa.
O Baía abandonou a jogar e como campeão nacional.
Não teve, isso não teve, foi as parangonas de uma, repito, C.S. que no que toca ao Benfica faz de um toco de vassoura -Não é o caso do Rui Costa - uma estrela.Dou dois exemplos: achas que se Baía fosse do Benfica o Scolari fazia aquilo?
Lembras-te do João Manuel Pinto, defesa central fraquito que passou pelo F.C.P.? No Porto era ignorado, foi para os vermelhos passou a vedeta e até internacional foi.
Como vês Paulo a culpa não é nossa, mas desta pouca vergonha que não perdoa o facto de nós ganharmos muitas vezes.
Sobre o J.Costa já não te acompanho, se quiseres no jantar - espero que vás-,dirte-ei porquê.
No resto do Post, completamente de acordo.
Um abraço

Paulo Pereira disse...

Devo ir ao jantar, agora com a curiosidade espicaçada sobre essa revelação acerca do Bicho...

ps: o texto não é meu e sim do Bruno Rocha, habitué cá da casa e motorista encartado para a final da Taça:)

AZUL DRAGÃO disse...

Paulo :

Sem pretender (minimamente que seja) beliscar o Rui Costa e o que ele representa , também te digo que , a tal homenagem , serviu às mil maravilhas para desviar as atenções dos adeptos , branqueando-se , desse modo , as promessas ,
as asneiras , o 4º Lugar no Campeonato e a exclusão da Liga dos Campeões !

Afinal , Luís Filipe Vieira
não será tão parvo como parece !

Anónimo disse...

Eu não sou portista, mas tal facto não me impede de encarar os factos com seriedade e de os tratar como tal; factos e não convicções. Presentemente tenho que confessar que já não consigo calar a minha revolta e estupefacção pelo momento que atravessa Portugal.

Assistimos, neste momento, ao assassinato social de uma personagem pública, em absoluto frenesim mediático e perante o gozo, finalmente alforrio, de três quartos do país. Pinto da Costa é o seu nome e atrás dele arrasta-se pelo chão o nome do clube a que ele preside – o Futebol Clube do Porto.

Na entrega dos Globos de Ouro, onde o Jesualdo Ferreira recebeu o galardão de treinador do ano, as vaias e apupos que se ergueram só não foram mais explícitas na transmissão televisiva por causa das palmas pré-gravadas; esta reacção fez-me corar de vergonha como se tivesse sido eu o alvo. Perante a audiência das elites mediáticas sufragou-se o nojo do país por tal clube e presidente.

No dia seguinte a um outro espectáculo mediático, este o da leitura da sentença da Liga de Clubes, publicaram-se notícias sobre a perda de sigilo bancário de Pinto da Costa em relação a contas de empresas suas, vítimas de denúncias de Carolina Salgado. Quando o inimigo cai no lodo não se deve cometer o erro estratégico de o deixar levantar; as solas das botas servem para alguma coisa.

Mas afinal qual a causa que levou, finalmente, à condenação, não dos tribunais – que estes são o que sabemos – mas em sede da opinião publica (desportiva?), do homem por causa de quem foi formada a segunda equipa especial de investigação do Ministério Público em toda a história da terceira república em Portugal. Antes desta só uma foi criada e foi-o para investigar um outro fenómeno de "proporções equivalentes": as FP 25 de Abril.

O que está aqui em causa não é se ele é corrupto ou não. Eu disso não sei e se o for não sei se é muito diferente dos que o perseguem, inclusive dos que dirigem o meu clube. O que está aqui em causa são duas acusações específicas, ocorridas numa determinada data, envolvendo determinadas pessoas. Acusações que são o corolário de anos de investigação por parte da mais cara e mais "independente" equipa de investigação em Portugal e que continuamos a pagar como se não houvesse problemas mais graves a resolver neste pais. Por mais que alguns queiram, não se trata de absolutamente mais nada.

Todos os que comentam este caso confessam, em privado ou na televisão, o seu desconhecimento do processo, mas no entanto louvam a coragem da condenação. Como é possível? Que estado de loucura é que nos atingiu?

De certeza que não é por causa das escutas telefónicas que Pinto da Costa será condenado, porque se for, não se compreende por que é que as escutas que mostram Luís Filipe Vieira, João Rodrigues e Veiga a escolher árbitro e pedir favores, e que foram publicados nos mesmos jornais, não deram origem a processos.

De certeza que não é por causa do testemunho de Carolina, porque em qualquer parte do mundo ela não seria considerada uma testemunha credível. Não por causa do seu passado de alterne, mas porque é uma companheira desavinda e com pronunciada e notória intenção de denegrir o antigo companheiro. Para além disso nunca conseguiu apresentar qualquer prova do que afirmou, exibindo apenas testemunhos contraditórios. E testemunhos valem o que valem. Todos podemos dizer mal ou bem de quem nos apetecer.

Pinto da Costa é condenado porque existe uma generalizada convicção de culpa. De que é corrupto e que arquitecta os resultados do clube a que preside à mais de vinte e cinco anos e que portanto este não os merece e que lhes deviam ser retirados. Esta convicção continua a ser uma convicção e não uma certeza, depois do falhanço da toda-poderosa equipa de Morgado em apurar factos novos e emancipados da Carolina. Neste momento a equipa da eminente magistrada investiga transferências de jogadores do FCP e mais recentemente empresas de Pinto da Costa para apurar fugas ao fisco. Tudo com base nas informações de Carolina. Já não se trata de futebol. É a procura de um ponto fraco, do calcanhar de Aquiles. Trata-se de um inimigo que urge abater a qualquer custo. Se doer melhor. Eu nisto não me revejo.

E quem possui, então, esta convicção tão forte que até se confunde com uma certeza? Esta convicção que desmobiliza qualquer interesse sobre aspectos legais ou morais e apenas direcciona para o pelourinho. Os adeptos do Porto não a têm, claro. Têm-na os adeptos dos seus dois clubes realmente rivais, os quais constituem perto de três quartos dos adeptos em Portugal.




E como é possível que massas tão colossais de pessoas tenham crenças tão parecidas ou tão diferentes?

A explicação não me parece difícil. Todos se lembram do campeonato ganho pelo Sporting em 1999/2000? Pois o Sporting chegou ao último jogo com dois pontos de vantagem sobre o Porto, depois de o segundo ter sido "roubado" de uma forma – mesmo eu tenho que admitir - inacreditável, por Bruno Paixão em Campomaior. Os meus amigos portistas ficaram cabalmente convencidos da corrupção desse campeonato que lhes roubou o "Hexa".

No ano seguinte o mundo do futebol escandalizou-se com a benevolência com que o "sistema" permitiu ao Boavista molhar a sopa em praticamente todos os relvados do país, deixando uma esteira de mortos e feridos nas fileiras adversárias.

Em 2001/2002 o Sporting ganhou um campeonato em que os adeptos contrários se indignaram com o número de jogos resolvidos com penaltis. As suspeitas foram como de costume descomunais.

Em 2004/2005 o Benfica arrecadou um campeonato invulgar, pisando com pezinhos de lã o que se convencionou chamar de "passadeira vermelha". Mais uma vez foi grande e generalizada a revolta e a suspeita.

Ora, este curto parágrafo contém a descrição de todas os campeonatos ganhos por equipas adversárias do Porto desde 1994 e isto é que constitui o cerne do problema. Basta aplicar a fórmula explicada em cima para se perceber o porquê do ódio ao Porto e da convicção, por parte dos adversários, da sua culpa e da do seu presidente que tem permanecido o mesmo.

Neste país ninguém ganha por merecimento. Tudo ganha na batota. Ganhasse o Porto dois campeonatos por década e era um clube simpático e o presidente um tipo culto que até declama poesia, passe a pronúncia.

É claro que existe corrupção no futebol. Ninguém é ingénuo. No futebol e na politica, nas modalidades amadoras e sociedades recreativas. A corrupção existe onde existem interesses. Nas mesas de café, por entre cervejas e tremoços, os amigos e conhecidos repartem amigavelmente estas histórias e convencimentos, riem-se do golo que marcaram com a mão e ofendem-se com a vista grossa feita à bola que bateu em pelo menos 15% do ombro e portanto deveria ser penalti.

Falta apenas o catalisador de todas estas energias, positivas e negativas e o catalisador são os media. No momento em que escrevo este texto não sei quantas pessoas o vão ler, mas se o fizer na televisão sei que vai ser escutado por milhões. Os dirigentes dos clubes que não ganham o suficiente, ou então velhas comadres desavindas, extravasam os seus ódios e dissimulações nos meios de comunicação e catalisam todas as frustrações dos adeptos que conduzem da mesma forma que os políticos gerem os povos nos comícios e mesas de voto.

Temo que o processo tenha ido longe demais e apenas a justiça civil tenha oportunidade de repor o estado de direito que permanece na aparência mas que foi suspenso de facto. Nesta sociedade, quem acusa tem que provar, não o contrário. Nesta sociedade, perante a justiça, causas iguais originam processos iguais. Não pode haver descriminação. Não pode haver perseguição.

Aquilo que está aqui em causa é apenas demonstrar se os dois acontecimentos de que Pinto da Costa é acusado são provados ou não. O resto é política, mediatismo ou clubite.

Quando a chacina de uma pessoa por causa de campeonatos ou outra coisa tão mesquinha como esta, é permitida - gostemos da pessoa ou não da pessoa, e eu não gosto - mais vale passarmos mudarmos de vida. No fim, o trago será sempre amargo. Assim não vale a pena.

# autor desconhecido

Anónimo disse...

Maldito futebol


Se era suposto eu escrever alguma coisa sobre este filme do "Apito final", aqui fica.
Em Portugal, é comum ser adepto de futebol, e essa é uma condição que tolhe a racionalidade. Em Portugal, que tem, cada vez mais, um só centro de decisão, os cordelinhos são maioritariamente movidos por gente que, mais do que nas virtudes da pátria ou no milagre de Fátima, acredita nas propriedades patogénicas do presidente do F. C. Porto. Ou seja, como os que mandam e julgam, regra geral, odeiam mais o Pinto da Costa do que amam as próprias mães, é impossível que haja equilíbrio. Adeptos que são - e essa é a camisola que mais custa a despir -, agem como tal, mesmo que escondidos atrás do diáfano manto da incorruptibilidade.
P.S. - E mais, não posso deixar de dizer mal desse "Lone Ranger" fanhoso que encheu os programas televisivos, dizendo que é bom todos os dias e que, fizesse ele as leis, mais implacável e justiceiro seria.
Pedro Olavo Simões
(jornalista)
O meu comentário:

Só não concordo com o chavão de "o futebol tolher a racionalidade". O que tolhe a racionalidade não é a paixão clubística ao futebol, é outra coisa muito simples que se esconde atrás dela: a desonestidade moral e intelectual dos indivíduos.

Muitos outros padecem desse mal e não querem saber do futebol para nada. Estou a lembrar-me de um autarca...

Publicada por Rui Valente no blog RENOVAROPORTO

Dragaoatento disse...

Começo por cumprimentar todos os amigos que de alguma forma colaboram ou co-existem com este Blog.
Preparem-se amigos o MaisFutebol já começou a incendiar o ambiente,ao publicar uma entrevista com o Paulo Bento,na qual ele refere que não se esquece do Benquerença pela negativa.
Quanto ao jogo,noto que a equipa do Sporting tem uma motivação muito especial sempre que defronta o FC Porto e, por isso transfiguram-se em super-craques.
Quem estiver interessado pode ver mais em ...
www.dragaoatento.blogspot.com

Abraço de Dragao a todos os Dragões