14 de abril de 2008

Roubos...Rebu"Sado"s...e Taça!

A habitual antevisão dos jogos do Porto, por Bruno Rocha...

Concomitantemente e propositadamente após os festejos e celebrações na Alameda propus-me a um afastamento para com a realidade bipolar da Bwin. De um lado uma equipa competente, organizada, recheada de valores técnicos e individuais onde em alta rotação se transforma amiúde num rolo compressor sob um qualquer relvado deste País a beira-mar plantado. No outro pólo que nem sempre oposto a gritaria e useiro histerismo de quem quer mas não consegue ombrear na luta pelo lugar cimeiro de uma tabela que ousa cada vez mais patentear novos emblemas em lugares ate aqui destinados a lutas menores mas que permitem o encaixe de alguns cobres.

Perante a macrocefalia de gigantes adormecidos, exultam os Davids, férreos conquistadores com hercúleas bases genéticas de lutadores inveterados, gentes de vibrantes e extenuantes fôlegos habituados a dobrarem a força das ondas para sob intempéries ou abruptos raios solares trazerem o sustento para o lar. Faz-se destas e de outras estórias ano após ano o nosso campeonato sem que o argumentista de tal guião tenha a congruente capacidade de fugir aos habitués casos de polícia ou roubos de igreja. Na verdade em ano em que o debate sobre a insegurança que habita a nossa sociedade este em voga, foram muitos os assaltos, os carjackings sem recorrer ao tradicional autocarro que se observam em alguns palcos da nossa liga.

Na catedral bem ao jeito do spot publicitário bancário, chamem a policia que eu não jogo, o chamado assalto aos bolsos dos sócios e patrocinadores na ilusão de alimentar a melhor equipa da última década. Ele foram roubos por esticão onde qualquer adversário cuja intenção fosse esticar o jogo para a área ofensiva se garantizava em sair com um pontinho no bornal, onde até os ciganos tiveram direito a vender em tal palco de feira de vaidades o seu produto de marca “trivela” sem que a Asae pudesse autuar e confiscar tais predicados. Os viscondes mais altivos depois de em outros anos terem alimentado no seu terreiro algumas bocas, este ano depois de casa roubada trancas à porta, tal qual debutantes os leões saíam em grupo do seu covil mas perante um qualquer gang do futebol sucumbiam, vendo-se despojados dos atributos que fizeram perigar o titulo transacto dos Azuis e brancos.

Sem grande correlação serve ainda assim este monólogo interior para congeminar e antever a meia-final a beira Sado. Depois de Jesualdo ter dado minutos a 2ª linha Azul, um rebuçadinho, a quem ajuda as 1ªs escolhas a serem melhores sem detrimento da filosofia do futebol Draconiano, ainda assim não abdicou de algumas pedras base e que conferem agilidade de processos as transições e rotinas, sendo por isso o sector defensivo o mais afectado onde só a meio tempo os laterais sobreviveram à mudança, rotatividade e cuidados de poupança com vista ao objectivo Taça.

Se é verdade que os sadinos criaram o habitue de constantes presenças em finais de Taça, tendo inclusive vencido a estreante Taça da Liga e onde nas últimas 3 edições da festa do futebol ganharam ao Benfica tendo perdido frente aos Dragões na sua 2ª consecutiva final, seria o bis!!! … O Dragão alienou novo troféu fazendo a dobradinha. Na noite de 3ª feira e após o ensaio de estratégias e tomando por conta o resumo televisivo que assisti, a 1ª impressão é que será preciso o melhor Porto para nos levar ao Jamor, será de certo preciso um futebol mais “Tri”turante, capaz de logo a raiz manifestar intenção de cortar as veleidades ao um Setúbal que fará deste embate não o jogo do ano mas onde depositam enormes esperanças de culminar a época de forma quase inigualável e sem precedentes históricos.

Carvalhal um técnico da nova geração um pós Mourinho em quem muitos depositam confiadas boas venturas não só ao serviço dos sadinos mas até ao leme de outros emblemas procura também ele a sua 2ª final, depois de com o Bebés Matosinhenses se ter estreado nessas lides. Astuto na estratégia, competente na liderança dos valores que operam na manobra do seu Setúbal são inegáveis os méritos, reabilitou alguns jogadores e ate consentaneamente as contas do clube Sadino e promete vender cara a eliminatória. O Vitoria não se remete a uma defesa profiada, conta com uma linha média laboriosa e com laivos de requinte técnico, na frente ofensiva o expoente máximo é Pitbull, sagaz na hora de atirar a baliza adversaria põe em sentido qualquer ultimo reduto, sendo muito e bem coadjuvado por B.Gama outra seta apontada a baliza forasteira.

Mais que falar nos atributos e qualidades que despontam na equipa vitoriana é bom que os Azuis e brancos se mostrem conscientes das dificuldades e ao contrário do que o treino das grandes penalidades indica a eliminatória não seja decidida nessa lotaria, o Mister dos azuis por certo fará alinhar o Onze tipo, sendo que neste intervalo de tempo que medeia a escrita e o inicio da partida só Helton e Quaresma se debatem com algumas debilidades físicas, passíveis contudo de recuperação. Os Dragões pela voz do artilheiro mor, sabe do objectivo e da crença dos adeptos em obter esta final, afiança estarem concentrados e confiantes de que não são dados a falhar nos momentos cruciais e que o embate desta 3ª feira em nada de assemelha ao da partida do ultimo sábado. Bosingwa qual prelector e encartado do nosso futebol põe a tónica nos detalhes como factor determinante do resultado final, aguardo pois que nesses detalhes se incluam vontade, garra, e futebol para que as nossas cores invadam em Maio o Estádio Nacional.

Para culminar um ultimo apontamento sobre o dono do apito, Pedro Proença de seu nome não me augura nada de positivo e com certeza vos digo que este Sr. auspicia interferência com o jogo que se segue para a Bwin…
A ver vamos se não vai haver caldinho para a recepção ao Benfas.

Bruno Rocha

4 comentários:

tiago pimentel disse...

Não tenho duvidas nenhumas. Amanhã teremos um jogo dificilimo. Pela qualidade do adversário, que ja mostrou poder ombrear com os que andam pelo topo da classificação e pelo trabalho que Carvalhal ja começou a fazer: pressão clara e imoral sobre o árbitro.

Sabendo-se quem este é, penso que nos aguarda um ambiente hostil, autentica panela de pressão e com polemica à mistura.

Anónimo disse...

Concordo que será um jogo dificil, Bruno, mas acredito a 100% na passagem à final. Somos superiores ao Setubal e mal andaria o Porto se temesse um jogo destes.
Boa análise,

Abraço

Paulo Renato - para que conste padrinho de casório do autor do blog:)

dragao vila pouca disse...

O jogo de sábado mostrou que apesar das festas, de uma equipa com muitos jogadores pouco utilizados, foi possível ganhar.Amanhã já sem festas, este estágio em Palmela revela que o F.C.Porto não brinca em serviço,vamos, tenho a certeza, apresentar-nos ao melhor nível.
Um abraço

Dragaoatento disse...

Pode-se sempre divagar e especular,prognosticar sobre qualquer jogo a realizar.
Quanto a mim prefiro a objectividade, termos e argumentos práticos.
A mim o que me causa apreensão,para além do árbitro ser quem é, é o facto do Nuno neste momento não dar garantias. Pelo que pude apreciar no jogo do campeonato,o Nuno está inseguro (larga as bolas),parece-me pesadão, sem elasticidade nem reflexos (pareceu-me mal batido no golo do Setúbal), enfim oxalá me engane, mas o que é facto é que o Keeper do Setúbal é muito melhor do que o nosso.