29 de janeiro de 2008

Indomável...ineficácia!

Ainda mexe, o último Sporting-Porto. Não, não se preocupe, caro leitor. Não existiu o sumaríssimo a Liedson, pela entrada brutal sobre Helton. O futebol português continua o mesmo:). Aí vai a crónica do Bruno Rocha:

"Ai vão 2, as derrotas e com elas o reacender das esperanças rivais. Quando em jeito de antevisão falará de fazer as unhas ao leão, estava bem longe de imaginar que com pouco mais de um quarto de hora de jogo as afiadas garras tivessem já estripado as asas ao Dragão, e para quem tem asas Jesualdo voou baixinho de cara*!#*&!!!!.

Havia deixado no ar espaço aos devaneios do Prof. e de como eles são nefastos à identidade do Dragão…pois bem o embate de ontem trouxe o reavivar das nuances tácticas fez-me lembrar Stanford Bridge e se me custa digerir o travo amargo da derrota mais me custa entender como é que o Mister do Dragão com tantos anos de futebol se deixa armadilhar e se deixa engodar uma vez mais por P.Bento.

Leões sem surpresas no onze onde durante toda a semana se havia prescrito um zona média composta por 5 unidades, deixa-me siderado a incapacidade táctica azul de obstar ao fluxo de jogo canalizado a esquerda pelo ataque verde (Vukcevic, Romagnoli, Izmailov) e a inobservância de colocar Quaresma a refrear os ímpetos de Pereirinha e explorar a sua possível intranquilidade dado o cariz do jogo. Se causava receio confrontar o nosso trio de meio campo com o quinteto leonino porque raio haveria de acabar então a jogar só com duas unidades e a dar conta do recado???

O lateral improvisado dos viscondes meteu no bolso muitos dos Azuis que pisaram aquelas zonas do terreno, tendo tempo ainda para algumas incursões ofensivas que fizeram de Fucile um banal lateral esquerdo, pondo a nú a total descoordenação com Cech. Postas assim as coisas e até podia começar aqui a explicação da derrota Portista, mas não!!!!

O Porto embora no pouco habitual 4*4*2 entrou bem e a passagem da dezena de minutos para alem do bem invalidado golo a Lisandro já o seu compatriota de outros tangos Lucho falhara soberanas oportunidades de fazer balançar as redes de Rui Patrício, os dragões não mostravam qualquer incomodo com a sua veste táctica mas como diria alguém o futebol as vezes é ingrato e as máximas quando em vez aplicam-se…quem não mata morre!!! Ou quem muito falha acaba a sofrer!!!

Minuto treze, Helton abre a capoeira a raposa montenegrina, ávida de espontaneidade, exponencia a lei da gravidade e o valor da força de atracção da bola pelo fundo das redes azuis e os lagartos saiam na frente ao 2 remate….Cruel!!!

Sem tempo para lamber as feridas, novo lance, um sem número de chances para afastar a bola da zona de tiro acaba com a bola no flanco esquerdo e novo golo, ainda que ferido de ilegalidade a luz do off-side. Atónitos, incrédulos daqui para a frente mais Porto se haveria de ver, sem que qualquer um dos nossos artistas deslindasse o caminho para o golo que nos colocasse na mira daquilo que seria um volte face épico pouco visto nos campeonatos Lusos. Grande vontade, enorme raça e querer inverter do sentido contra natura do clássico, os dragões tinham momentos de assomo e excessiva qualidade, o Harry Potter sem ser brilhante dava um ar da sua graça com alguns truques, Lucho bailava com sucessivas desmarcações e movimentações capaz de sozinho atormentar o ultimo reduto leonino, Licha era um poço de espírito Dragão deambulava toda a frente de ataque acorrendo e lutando por toda e qualquer posse de bola.

Com o 2º tempo o Porto recuperava com Farias o 4*3*3 e dava um cheirete de bola que só não resultava em amargos de boca para o adversário dada a indomável inoperância e aselhice na hora da finalização, chegou a ser avassalador o domínio, a qualidade de jogo ofensivo do campeão nacional em titulo, ficava bem a vista e ao cimo do relvado a diferença que separa por ora os 2 emblemas, mas….há sempre um mas!?!!?

Apesar de tudo o que ficou bem patenteado a flor da relva os Azuis somaram em determinadas fases de construção um invulgar número de passes errados e de inconsequentes remates, Bosingwa poucas vezes foi a habitual gazua (muito por mérito de Izmailov). O Sporting superava-se em entrega e abnegação pelo defender do resultado, sem nunca descurar pôr os olhos na baliza nortenha e é bem verdade que em mais um par de ocasiões esteve perto do dilatar da vantagem dando assim contornos ainda mais mentirosos ao resultado final. Manter-se-ia inalterável o resultado bem como o caminho dos remates desferidos pelos dianteiros azuis, as alterações preconizadas pelos técnicos em nada influenciaram o desenrolar do jogo. Consumada a derrota, a 2ª em outras tantas partidas além Dragão, depois da supra eficácia frente aos Arsenalistas no virar do campeonato não haverá motivos de grande alarmismo face ao que foi a exibição Azul e branca, contudo convêm avivar a memoria que mais saídas com grau de dificuldade elevado se afiguram no horizonte e mesmo com uma almofada de pontos respeitável face aos directos perseguidores há ainda muita Bwin pela frente.

Amargurado pelo desaire, não deixo de concordar com a leitura de jogo feita pelo técnico portistas, não me lembro de uma exibição tão qualitativa e quantitativa em posse de bola, de um caudal ofensivo onde tenha parecido tão fácil ganhar em Alvalade excepção feita a um Porto de Mourinho onde mesmo com um sem numero de penaltys sonegados saímos vitoriosos. No que a destaques individuais diz respeito fica difícil apesar da derrota mantenho que o Porto fez um bom jogo com as habitais prestações laboriosas e de qualidade de Lisandro, Lucho fez talvez um dos melhores clássicos e/ou derbies em Portugal, P.Assunção sempre pendular e Farias que mostrou pormenores de qualidade deixando prever muitas alegrias nas entre linhas.

Negativamente Helton pelo momento de facilitismo e desconcentração apenas atenuado e amenizado pelo esforço estóico de resistir mesmo inferiorizado fisicamente, Cech uma vitima dos sistema e todo o último reduto defensivo, Bosingwa porque pela boca morre o peixe (vide a ultimas declarações sobre adversários e opositores do flanco), os centrais porque nunca se entenderam nas movimentações dos leões da frente.

Momento Arbitral
O Xistema, apesar do golo mal validado onde não se lhe podem ser assacadas culpas pois o erro é do árbitro assistente que acompanhava o ataque leonino tirando uma outra má interpretação da lei da falta, no 1º tempo deixou rolar o jogo e os jogadores não complicaram. Perdeu-se para o jogo quando foi incapaz de expulsar Liedson , poupando dai em diante outros lance de excesso de virilidade (B.Alves), um 2º tempo bem mais complicado onde só Vukcevic fez uma dezena de faltas sem direito ao amarelo…incrível!!?!? Não o ligo directamente ao resultado mas para quem se afigura como novo internacional não teve estreia auspiciosa e o hoje ate quase que era a feijões. Sobre o penalty salvo melhor opinião já vi serem assinalados por menos…

Momento Televisivo
Quaresma e o seu indomável espírito de mustang selvagem, depois dos assobios e das palavras de Jesualdo ao seus débeis e sensíveis pavilhões auriculares sabia-se que as câmaras estariam em cima dele, pois bem após a substituição vai ajudar os pasquins a vender e a terem tema de conversa para um tempo…santa ingenuidade e imaturidade!!!!

Escalpelizados o antes e o depois, o melhor momento da resanha desportiva sobre o clássico foi quando nas já adiantadas horas a Tvi exibiu o resumo do jogo e por alturas do lance da lesão de Helton, esperava eu pela veemente retaliação ao lance agreste de Liedson e deparo-me com estas palavras “…Helton foi vitima do seu próprio excesso de confiança…”, fica tudo dito, para meu espanto quando chamados a exibir os lances e casos do jogo para a prosa do Coroado, tínhamos o lance de B.Alves mas não o anterior, por isso é melhor ir-mos para intervalo. Assim rola a bola em tal canal!!!

Bruno Rocha"

1 comentário:

Joao Salvador Rocha disse...

Relativamente ao ultimo parágrafo, nao vamos mais longe, le-se no jornal Record, de 2ª feira: "liedson nem tocou em Helton".. frase proclamada por um dos muitos senhores, que se dixem comentores desportivos,analistas ou meros jornalistas de opiniao da nossa praça. quando assim, pouco há a dixer a n ser que seja, "Perdoai-lhes senhor, que eles nao sabem o que fazem" (e dixem)

Mas nao foi decerto pela arbitragem que perdemos. a nossa infelicidade é termos la um senhor no banco que de professor tem pouco (de psicologia desportiva porco percebe - fui so eu que reparei que nao tratou da melhor maneira o caso quaresma?)
Nao cabe na cabeça de ng, meter Cech e Fucile no mm onze, ja se viu, que n entendem, ou vao os 2 ao mm homem e abrem crateras na defesa ou, n vai nenhum por n saberem kual há-de ir,e fazem o mm resultado. N tirar helton é outro erro, ainda mais grave num professor, o risco de agravar uma possivel lesao dum atleta decerto n sera a melhor opçao de um docente dessas tantas eskolas e emblemas de ttos e ttos clubes. Por outro lado tirar um medio xeio de pulmao como é R.Meireles, para meter a nulidade que é Mariano, tb n será a melhor opçao, nem no carcavelinhos( mas ya, o argentino é um fetiche antigo), por fim tirar o nosso melhor criativo, para fazer a estreia dum miudo num derby que so dispoe de pe eskerdo..epa sim sr, foi de genio.

Brilhante jesualdo. ès outro Fernando Santos, inda vais acabar por treinar os outros 2 grandes, ao menos isso, pa nosso consolo..

hasta