29 de dezembro de 2007

Lá por fora...

Com a paragem, difícil de digerir, da Superliga tuga, as atenções voltam-se para o futebol que se vai jogando lá por fora. Confesso admirador, desde tempos longínquos, do futebol inglês e dos seus trepidantes jogos, não dou a troca por mal empregue.

No Boxing Day, jogado a 26, um mísero dia apó o Natal, já tinha existido um jogo memorável, com o empate entre os azuis de Londres, ex-equipa do mago Mourinho, e o Aston Villa, comandado por Martin O'Neill, um nervoso escocês que, numa tarde de canícula, se cruzou com o Porto em Sevilha.

Hoje, em nova demonstração de profissionalismo, existiu outra jornada da Premier League. E antes que as bocas se abram de espanto, para os primeiros alvores de 2008 estão marcados os jogos respeitantes a nova jornada. Sempre a abrir...

A nota de destaque, nos jogos de hoje, vai inteirinha para o West Ham, enésima equipa da capital, capaz de derrotar o aparente imbatível exército de Ferguson. Anderson jogou novamente, merecendo a confiança do arguto escocês, que sabe que tem ali uma verdadeira pérola. Mas o destaque vai iteirinho para Cristiano Ronaldo, num momento de forma sublime, obtendo noo golo, numa rápida jogada de contra-ataque que é um deleite ver. O puto madeirense ficou umbilicalemente ligado ao resultado final. Na 2ª metade faz aquilo que é pouco habitual nele. Falhou uma grande penalidade, que permitiria aos red devils a obtenção de u amargem confortável. Falhou ele e empertigaram-se os bravos jogadores dos hammers. 2 golos no último quarto de hora ajoelharam o vigente campeão, soçobrando na preservação da liderança.

Jogando mais tarde, sabendo que uma vitória lhe permitiria a subida, de novo, para o primeiro posto, a jovem equipa de Wenger venceu, e convenceu, num reduto complicado. O Everton, onde pontifica um senhor médio, Tim Cahill de seu nome, ainda chegou ao intervalo a vencer. Mas o cansaço de partidas jogadas a eito, e a maior qualidade do Arsenal, ditaram lei na 2ª metade. Eduardo, que custou a módica quantia de 25 milhões de euros, resgatado ao anonimato do Croácia Zagreb, estreou-se a marcar na liga inglesa. Com poucas oportunidades, pelo bom momento de Adebayor, o brasileiro naturalizado marcou dois, demonstrando enorme classe, subindo o seu pecúlio para 9 tentos este ano (3 na Champions e 4 na Taça da Liga). Continua em grande o Arsenal, com uma equipa fantástica, onde pontificam jovens talentos, descobertos por Wenger nos últimos anos: Diaby, Fabregas, Clichy, Flamini, Sagna, Eboue, Denilson, Song e Hoyte.

Aproveitando a escorregadela do United, o Chelsea levou de vencida, com enorme dificuldade, o Newcastle. Sem Lampard, Drogba e Terry, por lesão, e Joe Cole e R.Carvalho por castigo, os blues tiveram inúmeras dificuldades para vencer uma das desilusões da temporada, onde Sam Allardyce já começa a ser questionado. Essien e Kalou, este a 3 minutos do fim, marcaram os golos que serviram para a obtenção de 3 preciosos pontos.

Se em Inglaterra o campeonato é sempre excitante, mesmo sem o Special One, na Escócia o tempo é de dor. Phil O'Donell, veterano jogador do Motherwell, de 35 anos, tombou inanimado quando era substituído, morrendo pouco depois, perante a incredulidade geral. Na mesma equipa joga David Clarkson, sobrinho de O'Donell, e marcador de dois golos. Uma jornada trágica, relançando o debate sobre as mortes súbitas no desporto.

1 comentário:

João Vieira disse...

Atribuo a cUlpa desta derrota não a Ronaldo mas sim a Alex Ferguson que simplesmente não soube ler o jogo e fez substituições péssimas. Fletcher é nitidamente o elemento mais fraco deste plantel e jogou os 90 minutos, bem como Giggs que só fez asneiras.

Na Escócia, é de lamentar a morte de mais um atleta, provavelmente a realizar a sua ultima temporada, atendendo à idade. Lamentável que isso con tinue a acontecer.