21 de novembro de 2007

Coisas da bola, em território tuga...

Publicava, semanas atrás, com a pompa e circunstância devida, esse jornal dito de referência no mundo da bola tuga, uma entrevista, com direito a tainada, com os dois presidentes dos clubes da 2ª circular. Passando por cima das hossanas e elogios, disparados em quase todos os caracteres, não fosse a reportagem obra e graça do invertebrado José Manuel Delgado, a idéia geral que se poderia extrair da mesma é que estavamos na presença de dois Senhores...

Assim mesmo, com direito a maiúscula e tudo, separando as águas. Habituados diariamente à reverência com que são mimados em todos os orgãos de comunicação social, os próprios começam a acreditar que são diferentes do estereotipo do dirigente do futebol luso...

A reunião, em ambiente informal, funcionou como uma espécie de armistício, quase como se fosse um tratado de paz para o Médio Oriente. As parangonas, na capa do dito jornal, não permitiam equívocos. Ali, naqueles dois estádios construídos com dinheiro do erário público, separados por uma via rápida, o "fair-play" não era uma expressão vã. Nada disso. Não existindo, ainda, uma entidade que certifique a qualidade de intenções nesse sentido, a "Bola" proclamava oficiosamente que ambos os dirigentes se comprometiam a, no seu papel de moralizadores do futebol indígena, serem uma excepção, neste mundo caótico e povoado por oportunistas e interesseiros. Eles não. Eles são uma espécie à parte. Dali nunca se poderia esperar um golpe baixo, um acto mesquinho ou outra qualquer diatribe...

Durou pouco, este idílico mundo criado artificialmente pelo Serpa e Cª. Durou apenas, dirão os mal intencionados, até o vinho de casta privada se esgotar na mesa. Durou o tempo que tinha que durar, debitarão os mais sábios, numa verdade à La Palisse. Ou durou o tempo em que um míudo de 8 anos se atravessou no caminho dos impolutos senadores do futebol português, sempre lestos a debitarem sentenças e códigos de conduta, mas que agem no mercado de transferências como aves de rapina, cuja ética e deontologia hà muito ficou esquecida, restando apenas a cobiça e avareza. Um míude de 8 anos mostrou à sociedade de que massa são feitos os dirigentes dos clubes da 2ª circular.

"Fair-play", o que é isso?

6 comentários:

AZUL DRAGÃO disse...

O pobre e desgraçado miúdo
(que só quer é jogar à bola )
fica dividido entre :

O pai biológico
O pai adoptivo
O pai estupor

bruno sousa disse...

Mas a culpa disto é dos pais, dos clubes e, principalmente, de quem devia de ter mais juízo que todos estes e permite que se celebrem contratos deste tipo! E quem permite que 1 clube tire uma criança de perto dos pais! Os clubes não podem ser familias de acolhimento! Isso passou-se até agora, mas por cada Figo, Ronaldo, Rui Costa, etc, que saem das escolas com sucesso muitos se perdem! Os que foram da minha "cidadezita" para essas escolas hoje trabalham nas obras! Dinheiro no bolso, liberdade..

Bento Barbosa disse...

Há um colega que me contou que tinha uma prima que morava perto duma senhora ainda sua parente afastada e que dizia estar grávida. Contava ela então que o bébé, que por ecografia se via vir a ser rapaz dava uns pontapés muito engenhosos.
Foi logo contactada por dois olheiros de clubes rivais ( suponho que vizinhos e da capital ) para assinarem contrato. Que logo no dia seguinte surgiram uns técnicos de imagiologia para filmarem via radiografia, TAC, Ressonância e ECO, esses fantásticos pontapés do menino prodígio no estádio de feto. Parece que ambos os clubes lutam para serem o primeiro porque isso dá-lhes o direito de terem o seu nome no Guiness como o clube que contratou o mais jovem jogador de sempre.

Paulo Jorge Sousa disse...

Pelo valor individual, espero agora que os índices colectivos de Portugal subam significativamente em Junho próximo. Apesar de tudo, parabéns Portugal!

altobola.blogspot.com

El Pibe disse...

http://www.ipetitions.com/petition/regresso_renteria/

Toca a assinar!

Abraço
El Pibe

Anónimo disse...

"FEROZ CENTRALISMO" ?!

Vozes do Norte contestam obstáculos da ANA à Ryanair
adelino meireles

Ryanair quer ter uma base para os seus aviões no aeroporto do Porto


Inês Schreck

O aeroporto do Porto arrisca perder a oportunidade de conseguir atrair, nos próximos sete anos, quatro milhões de passageiros da Ryanair. Tudo porque a ANA (empresa que faz a gestão dos aeroportos) não se tem mostrado receptiva a fazer algumas cedências que permitam a criação de uma base daquela companhia aérea de baixo custo no Aeroporto Francisco Sá Carneiro. A possibilidade de o Norte estar a "desperdiçar" uma oportunidade de desenvolvimento está a indignar políticos e empresários. O PSD/Porto vai pedir esclarecimentos ao Ministério das Obras Públicas "por suspeita de favorecimento do aeroporto de Lisboa".

Depois de o presidente da Ryanair, Michael O'Leary, ter vindo a público acusar a empresa de estar a travar o crescimento do aeroporto do Porto, a ANA repudiou as declarações, numa nota de Imprensa, na qual dá a entender que em causa está a necessidade de dar as mesmas condições a todas as companhias.

Direitos iguais para todos

Para criar uma base, que implica espaço para escritórios e possibilidade dos aviões pernoitarem no Porto, a Ryanair pede um desconto de quatro euros por passageiro embarcado nas taxas cobradas pelo aeroporto do Porto. Em contrapartida, segundo documentos que o JN teve acesso, garante 1,5 milhões de passageiros no primeiro ano, e um crescimento sucessivo de meio milhão de passageiros até 2015. Além de cerca de 200 empregos directos.

"A ANA deseja mesmo muito que aquela companhia instale uma base de operações no Aeroporto Sá Carneiro, estando disponível para criar condições àquela empresa que possam ser legalmente suportadas e proporcionadas a qualquer outra companhia", refere a empresa, garantindo que actuará sempre "numa base de igual tratamento a todas as companhias áreas".

Mas o argumento não convence. "Por que é que a ANA não oferece o mesmo desconto nas taxas a qualquer companhia que garanta quatro milhões de passageiros nos próximos anos?", questiona Rui Moreira, presidente da Associação Comercial do Porto (ACP), que foi contactado pela direcção da Ryanair para interceder junto da ANA.

Críticas à posição da ANA

"É mesmo uma posição de Estado. Se o aeroporto fosse privado isto não acontecia", refere Couto dos Santos, vice-presidente da Associação Empresarial de Portugal (AEP), acusando a ANA de estar a querer proteger o "monopólio" da TAP. "É muito estranho. Não aceitaremos decisões de parcialidade regional ", acrescenta Marco António Costa, dando conta de que, caso os esclarecimentos do Governo não cheguem ou sejam insuficientes, o PSD vai chamar o presidente da ANA e da Ryanair à Assembleia da República para se perceber o que se está a passar.

A decisão da ANA terá de ser tomada até ao final do ano, caso contrário a Ryanair escolherá outra cidade para localizar a base. Valência, Bristol, Belfast são hipóteses já avançadas, mas há dez localizações na corrida. Algumas podem servir de alternativa ao Porto e até vir a prejudicar o desempenho do Sá Carneiro.

"Há aqui quatro milhões de passageiros à mão de semear. Temo que isto possa servir de motor para o investimento na requalificação do aeroporto de Vigo", alerta Rui Moreira.


Desconto nas taxas

Para criar uma base no aeroporto Francisco Sá Carneiro, a Ryanair pede um desconto de quatro euros por passageiro embarcado (inclui viagens de ida e volta), verba a deduzir no valor total das taxas que o aeroporto cobra à companhia aérea de baixo custo.



Espaço para escritórios e pernoita de aviões

A base da Ryanair implica a disponibilização de espaço para escritórios no aeroporto, bem como a possibilidade de os aviões pernoitarem no Sá Carneiro, com tripulação e pessoal de manutenção das aeronaves.



Aumento de meio milhão de passageiros por ano

Com uma base no aeroporto do Porto, a Ryanair garante 1,5 milhões de passageiros ao fim de um ano de funcionamento e um crescimento sucessivo, durante sete anos, de meio milhão de passageiros anuais. Estima-se que cada cliente da low cost gaste nas imediações do aeroporto entre 125 a 150 euros. O acordo tem de durar pelo menos dez anos, estabelece a companhia aérea.



Emprego a 200 pessoas

Duzentos empregos directos são garantidos pela Ryanair com a instalação da base no Porto.


Por onde anda RR???!!!