22 de outubro de 2007

Extra-futebol

1 - A recente crise no BCP, mediatizada pelos media e aproveitada estratégicamente pelos opositores internos e externos do dinossauro Jardim Gonçalves, tem algumas semelhanças com a realidade portuguesa. Se resolvermos entrar numa onda de comparações, bem que o Millennium funciona como uma espécie de mimo do Governo tuga. Existe, em ambos os casos [ambos os dois, como diria o Orelhas], um núcleo duro, assim como uma espécie de bloco central de interesses, que usa e abusa descricionariamente do dinheiro...dos outros. Talvez ainda se assista a uma campanha preparada pela máquina publicitária do maior banco privado português para limitar os estragos que tanta asneira tem feito. Um "Perdoa-me", como nova linha de crédito, com total isenção no pagamento de capital e juros, apregoada como a nova maravilha, pela voz off do novo treinador do Arouca. Quem sabe...

2 - Fim-de-semana negro para a Inglaterra. Os súbditos de Sua Majestade devem ter esgotado as cervejas nos pubs para mitigarem as frustrações desportivas. No sábado, o Mundial de Rugby terminou, com a justa vitória da África do Sul. A Selecção da Rosa, detentora do ceptro mundial, foi derrotada sem apelo nem agravo, numa final parca em emoções. Demasiado táctica, sem qualquer ensaio a abrilhantar a festa e com a nova vedeta mundial, o africandêr Bryan Holland a ficar em branco, logo ele que pratica um jogo excitante, misto de destreza física e força, encarnação do mítico Lomu. Perder uma final deixa sempre um travo amargo nos derrotados, mas os ingleses, depois daquele pontapé milagroso de John Wilkinson à 4 anos atrás, podem dar-se por satisfeitos. Poucos vaticinavam a sua presença na final, para defender o título...

3 - Para terminar, os ingleses viram a "next big thing" automobilística ceder à pressão dos nervos, deixando fugir o título mundial de Fórmula 1. O rookie Hamilton, autêntica pedrada no charco do fechado mundo das vedetas da máxima competição automóvel, fez uma temporada brilhante, batendo recordes, criando expectativas e esbanjando talento. E eu, fã desde a adolescência dos livros do "Michel Vaillant", vi nele um "jovem lobo", ávido de títulos, atacando o mainstream, o feudo dos veteranos. Só que, ao contrário da BD, a vida é mais dura. Os nervos atraiçoaram o jovem talento, nas alturas cruciais, fazendo-o cometer erros que até então pareciam erradicados da sua personalidade. Ganhou Raikkonen, um finlandês moldado na frieza dos fiordes, numa espécie de justiça fnal, ele que parecia o contendor em pior situação, antes do arranque da última prova. Sentiu-se uma lufada divina nas boxes da Ferrari, como que concedendo a graça da vitória a quem tinha sido vítima de maquinações de espionagem. Antes assim do que Alonso campeão...

2 comentários:

manuel costa disse...

Finalmente a justiça desportiva apareceu. Vitória mais do que justa para o piloto que mais corridas venceu ao longo da época e para a equipa que mais adversários teve (incluindo a própria FIA cuja única preocupação era levar o Hamilton ao colo até ao fim). Parabéns Raikkonen e principalmente parabéns Ferrai. Enzo Ferrari deve estar a dar pulos de alegria no céu.Ferrarista para sempre...

amaro leite disse...

Que galo para os ingleses: No mesmo fim de semana perdem o campeonato do mundo de rugby e de formula 1! O rugby foi bem ganho pelos Springboks, o de formula 1 foi mal perdido por um puto que ainda tem muito para aprender mas que ao menos não mostrou respeito algum pelos mais velhos e supostamente mais credenciados. Foi um óptimo fim de semana desportivo apesar do meu SLB não ter conseguido melhor que um empate...