5 de agosto de 2007

Torneio de Roterdão - jogo II

data: 05.08.07
local: Roterdão, Estádio de Kuip
resultado: Porto, 3- Shanghai Shenhua, 0
marcadores: Tarik e Leandro Lima (2)

Segundo jogo dos portistas, no Torneio de Roterdão, defrontando o 2º classificado chinês, uma equipa, dizem os entendidos, com bastante potencial para se tornar, a breve trecho, num dos colossos asiáticos. Se eles o dizem...

Jesualdo Ferreira escalou para o confronto o seguinte onze:

Hélton; João Paulo, Bruno Alves, Stepanov e Lino; Bolatti, Raul Meireles e Leandro Lima; Tarik, Farías e Mariano González.

jogaram ainda: Quaresma, Fucile, Pedro Emanuel, Marek Cech, Paulo Assunção e Lisandro.

A abertura de hostilidades não poderia ter começado melhor. Logo aos 4', o marroquino Tarik, lutando bravamente para não fazer parte da lista de dispensas, aproveita um passe de morte de Raul Meireles para abrir o activo, numa jogada por ele iniciada. Início auspicioso dos Dragões, no jogo que marca a estreia de Stepanov, o sérvio contratado aos turcos do Trabzonspor, para o centro da defesa. Regressado mais tarde do período de férias, pela presença na Copa América, Helton faz também a sua estreia na baliza, num lugar até agora ocupado, e bem, por Nuno.

Contra um opositor com bom toque de bola, o Porto, logo após a obtenção do golo, passou por alguns surprendentes momentos de apuro. O Shanghai, com jogadas rápidas pelos flancos, importunou seriamente o último reduto portista. Na resposta, as investidas dos azuis e brancos, quase sempre pelos pés de Raul Meireles ou de Tarik, levavam também enorme perigo. O médio portista, no seu típico pontapé de fora de área, levou mesmo o esférico à barra da baliza chinesa. Outro lance de destaque, iniciado pelo marroquino, concedeu a primeira oportunidade de Farias alvejar com sucesso a baliza contrária, mas o guarda-redes opôs-se à iniciativa, numa saída temerária.

No entanto, para surpresa geral - pelo menos minha - eram os chineses, derrotados na primeira jornada pelo Liverpool, que continuavam a criar sucessivas oportunidades, a que Helton e seus companheiros se opunham com dificuldade. Não querendo ficar atrás dos Dragões, também o poste esquerdo da baliza portista foi alvejado, num excelente trabalho de um jogador com nome impronunciável. Entretanto, lá na frente, Farías, depois das boas indicações deixadas nos poucos minutos jogados contra o Feyenoord, lesiona-se numa disputa de bola, sendo obrigado a sair. Estreia aziaga para o argentino, desconhecendo-se ainda a extensão da lesão.

Na equipa portista começava a pontificar o "moleque" Leandro Lima. Aquele jeito de tocar na bola, aveludado, deixa antever a magia que o corpo franzino esconde. Num ápice, como se o brasileiro se tivesse chateado com a acutilânca ofensiva da equipa contrária, dois golos cortaram cerce as veleidades do Shanghai. Aos 38' e 43'. Se o 1º resulta da codícia pela baliza, aproveitando uma defesa incompleta do guarda-redes, o 2º é obra de um trabalho individual, com o guarda-redes chinês a ficar mal na fotografia. Um avolumar do resultado, importante para os indíces anímicos e para as contas finais do torneio.

A 2ª parte foi distinta. Uma segunda metade em que o adversário foi facilmente controlado, desenrolando-se o jogo numa toada morna, aproveitada pelo técnico do Porto para algumas alterações e pelos jogadores azuis para uma recriação excessiva com a bola. Este tipo de jogos, muitas vezes, descamba nisto mesmo. Uma perda de concentração competitiva, perante as facilidades encontradas e um resultado que, ao invés de avolumar-se, tamanha foi a diferença qualitativa, a manter-se teimosamente idêntico aos números registados ao intervalo.

Quaresma, quiçá espicaçado pelos elogios de adversários e notícias da imprensa, que o vão cumulando de honrarias, resolveu dar espectáculo. Ou, neste caso, tentar. Complicativo, sempre com um adorno a mais, parecendo querer provar ao público presente que é verdade aquilo que se escreve. Convinha, neste caso específico, alguém refrear os ímpetos do "mustang", relembrando que ele é a estrela da companhia, mas que terá que jogar para o colectivo. Quando assim é, Quaresma é único. A prová-lo, um lance de génio, com mais um remate de trivela, a acertar estrondosamente na barra da baliza. Fechou-se o pano sobre o encontro, ficando os Dragões à espera do resultado entre o Feyenoord e o Liverpool.
Mariano Gonzalez foi eleito o homem do jogo.

4 comentários:

josé pinto disse...

Hoje ja deu para ver melhor alguns dos reforços. O Stepanov é um central muito calmo e com classe e deve ser titular.O Bolatti parece-me um desperdicio ficar amarrado na defesa, talvez seja melhor aproveitado se jogar mais a frente no lugar do lucho enquanto este nao esta pronto para jogar. O Leandro Lima mostrou que é o numero 10 que a equipa precisa. O Mariano também fez um bom jogo e é uma alternativa para as alas enquanto que o Farias nao deu para ver muito mas mostra uma boa mobilidade.

freddy adu disse...

3 golos ao shenhua e obra! parabens

Paulo Pereira disse...

Folgo em saber k a tua adaptação ao futebol luso já começou, freddy. Até a escrita em português consegue ser superior em qualidade à da maioria dos apaniguados do slb. Eu sei k o teste frente aos chineses não foi nada por aí além, mas tb acrescentaria nesse rol de jogos adversários como o Cluj e o Al-Ahly. Ah, com uma pequena diferença, a k aludiste. Marcamos 3 e vencemos!

joão serrão disse...

O mais positivo, a ausencia do KAZmierCoxo. O mais negativo, a lesão do Farias.