22 de julho de 2007

Porto - Mónaco


data: 21.07.2007
local: Estádio do Dragão
resultado: Porto, 2 - Monaco, 1
marcadores: Lisandro Lopes, Helder Postiga (pen) e Pino

Aí estão eles, a jogar no palco das emoções. Reencontro com os adeptos, equipamento novo, uma ansiedade pelo regresso e a bola a rolar. Foi assim ontem, no Estádio do Dragão, na recepção a uns franceses de boa memória. 3 anos antes, contra os monegascos, o Porto escreveu uma das mais belas epopeias da sua longa história. E que ilações é que o jogo, dito de preparação, permitiu tirar?

Antes de mais, mostrou que ainda existe muito trabalho pela frente. Nada de preocupante, pois estamos no início de uma nova época e é para isso mesmo que servem estes encontros particulares. Importa destacar a ausência de muita e boa matéria prima. Vejam só os nomes dos ausentes - Lucho Gonzalez, Mariano Gonzalez, Leandro Lima, Stepanov, Ernesto Farías, Helton.

Tal como no jogo frente ao Genk, a figura da equipa foi...Ricardo Quaresma. O extremo não marcou, mas esteve na génese de ambos os golos. Marcou o livre, no 1º, que permitiu a fácil concretização de Lisandro e sofreu a falta, no 2º, que permitiu a Postiga a marcação da grande penalidade. Este Quaresma, que resistiu ao forte assédio registado na silly season, é claramente a melhor aquisição da época. Ontem, impante de orgulho, como afirmou no final da partida, pela braçadeira de capitão que lhe foi confiada. É o "reconhecimento da sua qualidade técnica e humana", e também uma forma de reconhecer que "o jogador tem maturidade para assumir esta responsabilidade", conforme afirmou Jesualdo, nas entrevista pós-jogo.
Uma primeira parte dominadora, à campeão, não permitindo qualquer veleidade aos comandados de Ricardo Gomes, com o pé sempre no acelerador, desenhando já alguns movimentos ofensivos dignos de registo. Várias oportunidades de golo e apenas um, a fazer levantar os adeptos, 60 dias depois do jogo com o Aves. Lisandro manteve a sua veia goleadora, cabeçeando à vontade um cruzamento de Quaresma, sacado de um livre. Novidades no onze: Apenas a cara nova de Nuno, substituindo o ainda ausente Helton.
A 2ª parte, jogada num ritmo mais intenso, foi também mais equilibrada, pela réplica do Monaco. Dois golos neste período, um para cada lado e uma série de novidades, pela entrada de jogadores em catadupa, ressentindo-se o jogo disso mesmo. Um bom ensaio para os Dragões, mantendo acesa a motivação de épocas anteriores.
Os destaques, apesar de nenhum jogador do Porto ter impressionado por aí além, foram: Bosingwa - continua dominador no seu corredor, com arrancadas supersónicas que desbaratam a defensiva contrária - Quaresma - pela participação activa nos golos e por umas pinceladas de magia, a adornar alguns lances - e Bolatti - alguns pormenores interessantes, aparecendo várias vezes na zona de finalização.
As equipas alinharam da seguinte forma:
F.C. PORTO: Nuno; Bosingwa, João Paulo, Pedro Emanuel «cap.» e Cech; Jorginho, Paulo Assunção e Raul Meireles; Lisandro, Adriano e Quaresma
Jogaram ainda: Paulo Ribeiro, Lino, Bolatti, Luís Aguiar, Kazmierczak, Hélder Postiga, Fernando, Tarik e Renteria
Treinador: Jesualdo Ferreira
MÓNACO: Roma «cap.»; Cufre, Modesto, Monsoreau e Berthod; Leko, Meriem, Menez e Bernardi; Koller e Piquione
Jogaram ainda: Pino, Sambou, Gakpe, Mongongu, Bakar, Licata e Muratori
Treinador: Ricardo Gomes

7 comentários:

paulo grave disse...

Só se foste mesmo tu a ficar optimista, como sempre:)
Eu cá não gostei de quase nada. Então o meio-campo é uma desgraça, só se corre, ninguem constrói. Devem estar a pensar que o Quaresma chega pra tudo.

Paulo Pereira disse...

E, como sempre, és tu o pessimista por natureza. Quantas vezes é k te ouvi dizer a mesma coisa e depois somos campeões? Até no ano da conquista da UEFA estavas descrente, lembras-te?
Não te esqueças de uma coisa, que eu referi: faltam inúmeros jogadores, alguns com entrada directa no onze e k aportarão qualidade extra. Lucho, Mariano e Leandro, todos eles capazes de elevar o jogo e transformar-nos naquilo k somos quase por direito próprio: os principais favoritos!

paulo grave disse...

Não dig que não, mas já com o Genk tinha ficado com a ideia de que o meio-campo é demasiado musculado. E a novela à volta do Bolatti serviu para que? O gajo move-se a passo de caracol. Se era para isto, chega o Lucho do ano passado.E o Lino, na defesa? Uma nódoa de todo o tamanho.

Paulo Pereira disse...

Quanto a Lino, estamos de acordo. Pelas impressões até agora deixadas, o homem é um buraco de todo o tamanho. Ou melhora consideravelmente, ou vamos ter sérios problemas na equipa, quando ele jogar. Bolatti ainda está em fase de adaptação, sendo o seu caso distindo do ex-academista. Também me pareceu lento, com o Genk, mas ontem até esteve bem, aparecendo várias vezes na zona de remate e mostrando qualidade para se impor no meio-campo.

My opinion

Anónimo disse...

Há dias, O PATO recebeu um e-mail de uma senhora que - é ela quem começa por dizê-lo - “não se pode expor com receio de represálias internas”, uma vez que é “pessoa ligada às investigações do processo Apito Dourado, cujas intenções iniciais” - acrescenta - “eram as melhores”, rematando contudo: “Estou profundamente desiludida”.
E avança porquê: porque, segundo ela, essas investigações “foram completamente direccionadas” - indica por quem - “escolhidos alvos previamente definidos e cometidas uma série de ilegalidades e notórios erros processuais, que necessariamente vão matar o processo, em que muitos trabalharam de boa fé”. Levantando em seguida muitas questões que enumera, e que, segundo ela, foram deixadas de lado; para adiantar um conjunto de “elementos para uma investigação que deveria ter sido feita e não ocorreu, mas que está muito a tempo de se fazer”, embora “ninguém tenha mostrado interesse em investigá-las”.
Por exemplo:
- Investigue-se a realização de reuniões secretas em Lisboa, e outras no Bar Privado, também em Lisboa (...), testemunhadas por muitos funcionários deste local;
- Investigue-se quanto pagou quem alojou Carolina Salgado para esta dizer o que disse, e quem na PJ deu suporte a essa estratégia;
- Investigue-se, agora que se fala tanto da Bragaparques, qual a ligação dessa empresa (a um determinado clube e ao seu presidente e às sociedades de um outro presidente de clube);
- Investigue-se a ligação (de um árbitro a uma determinada Câmara Municipal) e as ligações do presidente dessa Câmara ao presidente do clube da terra a uma grande empresa, etc., etc., etc. Tudo isso, continuando na EPUL, no caso-João Pinto, na transferência do jogador Marcel para o Benfica, mas (também) ligações de um presidente de um clube com a PJ de Lisboa, e por aí fora.

tiago pimentel disse...

Considero que, atendendo à falta de tanta gente e ao inicio de época, a equipa não esteve mal. Pelo contrário. Bons momentos, e aquele Porto que queremos. Pode crescer e vai crescer, mas a qualidade de campeão já lá está.

tó mané disse...

Também acho que o Porto fez um jogo honesto, capaz, sendo dominador e já com umas transições excelentes. Gostei muito de Bolatti pois não se limitou a defender, aparecendo em zona de remate várias vezes. Pode oferecer muito ao Porto.