8 de julho de 2007

Entrevista de Jesualdo Ferreira

Uma maior utilização do 4-4-2 pode ser a novidade da época, pelo menos foi o que de mais importante resultou da primeira conferência de imprensa de Jesualdo Ferreira após a semana inicial da pré-temporada.


P Depois de uma semana de trabalho qual é a ideia que tem acerca do plantel?

R Foi uma semana dura, os jogadores estão cansados e procurámos fomentar algum reforço muscular. O trabalho é contínuo e sem fugir das estruturas que o clube tem, uma equipa base que foi campeã. O jogo com o Tourizense foi apenas um treino, cujo objectivo era permitir mais minutos de trabalho, neste caso já com questões de natureza táctica. Terminou bem a primeira fase de trabalho e o estágio na Holanda terá características diferentes, de natureza táctica e com o objectivo de subida gradual de forma.
P Tendo também em conta a possibilidade de perdas de jogadores, há lugares ainda por preencher?

R Estamos a viver um período difícil ao nível do futebol internacional. Há competições a decorrer e nem sabemos se são de fim de época ou de princípio. Portanto, foi necessário organizarmo-nos de maneira a podermos ter as melhores condições. Há um conjunto de assuntos que vocês gostariam de saber, mas que com o tempo serão devidamente esclarecidos. Não faz sentido estar a falar neste momento de situações que não são definitivas. Para já é este o grupo de jogadores que vai para a Holanda e esperamos, para encerrar as perguntas seguintes, que até ao dia da primeira competição, a 11 de Agosto, possamos ter praticamente definido do plantel.
P Depois da saída do Anderson, incomoda-o poder perder jogadores como Lucho e Quaresma?

R Não vou fazer comentários. Não vou falar de coisas que podem nem acontecer. Neste momento essas questões não têm resposta porque não existe nada para responder.
P Mas o FC Porto está preparado para a possibilidade de perder Quaresma ou Lucho?

R Por é que dizem Quaresma e Lucho? Podem ser outros. Pepe, Bosingwa... O FC Porto foi campeão nacional, fez uma boa Liga dos Campeões e os seus jogadores saíram fortemente valorizados. Mas o FC Porto tem capacidade para poder resolver questões que venham a colocar-se, de saídas.
"Nem podemos dizer que o grupo está definido"
P Tendo ainda em conta a saída do Anderson e a entrada dos novos jogadores, considera que a equipa está mais forte ou mais fraca, com mais ou menos soluções?

R Para já, e antes que me façam a pergunta, gostaria de dizer que este é o plantel do FC Porto, como era no ano passado, e não é o plantel do Jesualdo Ferreira, como também diziam que na época passada era o plantel de Co Adriaanse. O que definimos foi uma filosofia quanto à política de aquisições, respeitando uma concepção clara que existe no clube. O que vamos fazer é operacionalizar tudo isso. A equipa mantém a estrutura base, com excepção do Anderson, e por isso é sobre ela que vamos trabalhar. Aquilo que perspectivámos em relação ao mercado, e aos nosso objectivos, está a ser cumprido. Gostaria que não dissessem que este plantel é meu, não faz sentido. O que faz sentido compreender é que há jogadores com contrato, preocupações financeiras, estratégias definidas do ponto de vista global do clube e um conjunto de situações que não são alteradas porque se pretende. Há que seguir as regras e os princípios, que o FC Porto tem. Não podemos nem sequer dizer que temos o plantel definido, porque não temos cá todos os jogadores. Faltam-nos jogadores.
P Já se percebeu que não quer falar muito da composição do plantel, mas, ainda assim, deixaria sair Jorginho?

R O Jorginho está cá, tal como estão outros jogadores, num total de 24. Não vou individualizar qualquer assunto.

Mario Bolatti foi a contratação mais difícil que o FC Porto protagonizou até agora e, por via desse facto, fez aumentar consideravelmente a expectativa acerca do argentino. O médio trabalha no Olival há uma semana e Jesualdo Ferreira já ficou com uma ideia mais concreta do que vale. "É um médio-centro típico, um número seis, que na Argentina é cinco. Tem características físicas muito fortes e boas do ponto de vista do futebol europeu. É um jogador que tem de fazer uma progressão táctica e a adaptação social a um clube novo e a uma realidade competitiva nova. É esta a base de partida do Bolatti", explicou.

4 comentários:

Anónimo disse...

Não acrescenta nada de novo. Entrevista dada a defensiva, como aliás é apanágio dele e do futebol preconizado.

tiago pimentel disse...

É a típica entrevista de início de época. Às duas questões mais importantes, nada respondeu de elucidativo. Jorginho não se sabe se fica ou sai e, pior do que isso, o professor afirma ter o plantel soluções para permitir a saida de algum peso-pesado. Isso é que me assusta. Pelos vistos, vamos mesmo ficar sem um deles.

bruno sousa disse...

Nesta altura, também pouco haveria para dizer. O homem não pode falar do que ainda não está definido. Com a Copa América a decorrer e sem saber se Quaresma sai ou não, Jesualdo só pode limitar-se a comentários de circunstância. Se ninguém sair, Jorginho receberá guia de marcha. Se sair um dos grandes nomes do plantel, é certo que o brasileiro ficará.

Anónimo disse...

http://www.voteyourteam.com/default.aspx

Não se desleixem.
Vamos continuar a votar no nosso grande FC PORTO.

1 hora depois podem voltar a votar.